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A
ATIVIDADE DE RELAÇÕES PÚBLICAS NA BUSCA DA LUCRATIVIDADE EMPRESARIAL
Trabalho de conclusão de Curso
Estudo de Caso
RBS TV
Discente
Carla Michele Perussato
Orientador
Prof. Ms. Maurício Moraes
Instituição de Ensino
Universidade de Caxias do Sul
– UCS
Conclusão
Dezembro de 2000
INTRODUÇÃO
Em tempos tão competitivos,
caracterizados pela globalização que estabelece um mundo sem fronteiras com
amplas oportunidades de compra e venda, faz-se necessário a interação entre
todos os setores das organizações na busca de resultados positivos. As
organizações precisam superar suas metas e objetivos estabelecidos. Só assim
conquistarão uma posição de destaque no mercado, utilizando tecnologia na
busca da qualidade; desenvolvendo produtos e serviços adequados às
expectativas de seus consumidores; gerando novos empregos; possibilitando uma
melhor qualidade de vida para seus funcionários; e agregando valor à imagem da
organização perante seus mais variados públicos.
Sabe-se da necessidade da
implantação de um trabalho de comunicação integrado e planejado que venha a
interagir com todas as áreas da empresa com o intuito de alavancar novos negócios
e novas oportunidades de mercado. Baseado nisso, é possível questionar: a atividade de Relações Públicas pode interagir com o Departamento de
Vendas, gerando resultados positivos e impulsionando novos negócios para as
organizações?
Pensando em elucidar esta questão,
surgem algumas hipóteses: o profissional de Relações Públicas pode atuar na
prospecção de novos clientes e utilizar-se as ferramentas de Marketing para
gerar lucratividade; a função do profissional de Relações Públicas
restringe-se a atuação na área de comunicação, não podendo o mesmo atuar
em outros setores da empresa; o profissional de Relações Públicas é um
“vendedor” de sua própria imagem, da imagem de sua empresa e dos produtos e
serviços que ela desenvolve; não existe interação entre a atividade de Relações
Públicas e o Departamento de Vendas.
Baseado nisso tudo, este
trabalho tem o objetivo de comprovar a importância das Relações Públicas na
promoção de vendas, tendo em vista suas funções e atividades tão essenciais
para o êxito das empresas; ressaltar a importância da atuação das Relações
Públicas como geradora efetiva de lucros nas organizações; apontar ações
que o profissional de Relações Públicas pode desenvolver, as quais venham
servir como âncora na manutenção e no desenvolvimento de novas oportunidades
de mercado e comprovar que o trabalho em conjunto das Relações Públicas e do
Departamento Comercial pode impulsionar o crescimento econômico das empresas.
Tal comprovação visa a
ratificar a necessidade da utilização das Relações Públicas como âncora na
prospecção e desenvolvimento de novas oportunidades de mercado. Por meio das técnicas,
funções e atividades das Relações Públicas, o profissional dessa área
poderá torna-se indispensável na interação efetiva com o Departamento de
Vendas. O desenvolvimento de projetos especiais, promoções, eventos e produtos
específicos por esse profissional, poderá contribuir efetivamente para o
aumento do faturamento da organização onde atua.
Para estabelecer as relações
de negócio com o mercado, as organizações precisam estar com todas as suas áreas
internas sincronizadas na conquista e geração de lucros. Diante dessa
realidade, a atividade de Relações Públicas deverá ter papel fundamental,
podendo e devendo atuar como âncora e impulsionadora de resultados.
Por meio das políticas de Relações
Públicas, de sua atividade, de sua verdadeira função – apresentada no
decorrer desse trabalho –, e de suas técnicas, poderá se estabelecer uma
interação com as demais áreas da empresa, em especial com o Departamento de
Vendas, buscando assim consolidar a imagem institucional da empresa perante seu
mercado de atuação e gerando novas oportunidades de negócios.
Utilizando-se do Método Hipotético
Dedutivo, pretende-se, através das hipóteses formuladas, levantar questões
que possam servir de base para a fundamentação e a comprovação do tema
proposto. Este trabalho contempla um estudo sobre a atividade de Relações Públicas,
apresentando uma nova proposta de atuação em uma área pouco explorada por
estes profissionais, mas muito promissora: o Departamento Comercial.
Estudos e consultas a periódicos
e livros especializados nas áreas de Relações Públicas, Marketing e Vendas,
além de um case empresarial, embasam
essa pesquisa que tem o intuito de contribuir, especialmente, para o crescimento
cultural e profissional de três grupos: os estudantes de Relações Públicas
para que possam vislumbrar, por meio das técnicas e propostas apresentadas
nesse trabalho, um horizonte promissor que lhes traga satisfação pessoal e
profissional em uma área rica em desafios; os profissionais da área, no
intuito de contribuir e agregar ainda mais conhecimento à sua bagagem cultural
e experiências na atuação dessa atividade e à classe empresarial, como uma
oportunidade de ver seus negócios desenvolverem-se, com maior êxito, por meio
das habilidades de um profissional de Relações Públicas integrado com as técnicas
de vendas e comprometido com a projeção positiva da imagem institucional, de
marca e de negócios da empresa junto a um mercado cada vez mais competitivo.
MARKETING
E VENDAS
Evolução
dos Conceitos de Marketing
Edison
Talarico utiliza Philip Kotler, uma das maiores autoridades mundiais no assunto,
para conceituar o marketing moderno: “compreende
um conjunto de atividades empresariais que visa a satisfação das necessidades
e dos desejos de um, ou vários mercados, através da oferta de produtos e serviços,
por meio de um processo de troca.”[1]
Os conceitos de marketing estão sofrendo uma total transformação em função
do atual cenário de globalização das economias, no qual os custos de produção
de cada país são diferenciados aumentando, conseqüentemente, a competição.
Se na década de 80 as empresas estavam preocupadas em reduzir os custos e
promover uma reengenharia administrativa que removesse os excessos de funções
e atividades das corporações, nos anos 90, ao contrário, os esforços estão
em buscar formas de aumentar o faturamento, garantindo bom atendimento aos mais
diversos públicos.
Um
das funções do Marketing deve ser o de facilitar o trabalho da equipe de
vendas. Mauricio Góis afirma que “marketing
é o facão que vai à frente desbravando o caminho para facilitar a chegada do
vendedor.”[2]
Nessa missão, o marketing assume um papel fundamental, enquanto motivador da
prosperidade de uma empresa, uma nova fase onde a finalidade do marketing é
criar oportunidades de lucros, e oferecer idéias sempre melhores, que ampliem a
vantagem competitiva da empresa no mercado. Esse novo papel do marketing é
resultado das atuais exigências do mercado. Nos dias atuais, os clientes já não
são tão leais como antes, possuem múltiplas escolhas no mercado, ao mesmo
tempo que os produtos e serviços de empresas concorrentes estão atingindo uma
paridade crescente.
Segundo
William Stanton, “marketing
é a ação integrada de coordenação das atividades empresariais destinadas a
planejar, determinar preços, promover e distribuir mercadorias e serviços,
desejados e necessitados por consumidores atuais e potenciais”.[3]
A qualidade já não faz mais a
diferença. O divisor de águas, agora, é o valor agregado de um produto que é
constituído muitas vezes de valores intangíveis como: a atitude do vendedor, a
postura do fornecedor, a empatia com o cliente, a cultura empresarial. E são
exatamente esses valores que garantem o consumidor e sua lealdade.
Entendendo
as Origens do Marketing
Empresas como a Gessy
Lever, Colgate Palmolive,
Elizabeth Arden e Pond's foram
grandes precursoras do Marketing. Outras empresas que fizeram um forte trabalho
nesta técnica foram as de produtos farmacêuticos e automobilístico. Esses
segmentos, dentre outros, deram início ao uso desta moderna técnica, que hoje,
é um modelo ideal de gestão empresarial.
Até
a década de 50, a oferta de produtos e serviços era – de modo geral –
bastante inferior à procura. Eram tempos em que a grande ênfase das empresas
produtoras de bens e serviços estava na ampliação da produção, sem que
existissem maiores preocupações com a qualidade dos produtos ou serviços que
se ofereciam ao mercado.
João
Batista Vilhena ressalta que em 1955, Peter Drucker, no seu célebre The Practice of Management,
captava
significativas mudanças na relação oferta e demanda e afirmava que: "em
particular, a nova tecnologia impõe que os gestores criem os mercados para seus
produtos. A gestão não pode se manter satisfeita com os mercados existentes e
não pode mais pensar que o ato de vender significa somente encontrar alguém
disposto a comprar o que nós produzimos. É preciso criar mercados através de
um trabalho consciencioso e sistemático. Acima de tudo, é preciso focar
continuamente na criação de um poder de compra massificado, criando hábitos
de compra massificados”.[4]
Inspirados
pelos conceitos de Drucker, os primeiros profissionais de marketing partiram
para determinar formas que impulsionassem comportamentos massificados de compra,
utilizando-se principalmente da propaganda, passaram a estimular o consumo das
mais variadas formas.
Embora os avanços tecnológicos já fossem expressivos nesta época, a
realidade é que os mercados continuavam apresentando uma procura superior a
capacidade de oferta agregada. Com isso, era possível focar os esforços apenas
no aumento do número de transações, não havendo uma preocupação
preponderante com a manutenção dos clientes – afinal, caso perdessem alguns
consumidores, as empresas sabiam que a demanda por seus produtos continuava
assegurada por todos aqueles que ainda não haviam conseguido saciar suas
necessidades de consumo.
É
interessante destacar que muitas empresas brasileiras ainda vivenciam este
paradigma. Vários setores da nossa economia ainda são monopólios formados por
pouquíssimas empresas que detêm o poder de consumo. Esta deformação de
mercado permite a adoção de uma política que ignora a soberania do cliente
quanto às suas escolhas.
Considerando
o cenário mundial, verifica-se que o tempo passa, o avanço tecnológico
prossegue de maneira exponencial e já no início dos anos 80, Theodore Levitt,
professor da Harvard Business School,
afirma em seu livro A Imaginação de
Marketing que
“marketing
significava conquistar e manter clientes”.[5]
Não havia
mais clientes em profusão, com necessidades ainda não atendidas. Na verdade, o
desenvolvimento tecnológico acelerado – que acabou por intensificar cada vez
mais a concorrência – conseguiu fazer com que o mercado acabasse por ser
abastecido de maneira mais ou menos homogênea. A situação mudou e as empresas
passaram a perceber que se perdessem um cliente, não haveria outro na fila para
tomar o seu lugar.
Marketing
Estratégico para Conquistar Clientes
O
marketing passou a valorizar mais os instrumentos de planejamento, uma vez que
começava a se travar uma verdadeira guerra pelo mercado e pelo cliente. Prova
disso é que a metáfora militar passou a ser freqüentemente utilizada pelos
profissionais da área, dando origem a livros como Marketing de Guerra,
Marketing de Guerrilha e outros.
Visualizando
os concorrentes como um inimigo a ser derrotado e os mercados como territórios
a serem conquistados, essas empresas estão constantemente treinando seus
colaboradores a vencer a concorrência na conquista pelo cliente. Surge, então,
a necessidade de chefes fortes, que liderem com competência, que sejam capazes
de conduzir suas equipes com energia e entusiasmo. Mas a concorrência continua
a aumentar e muitas empresas continuam a se desgastar numa verdadeira guerra de
trincheiras, até que, em 1991, uma nova abordagem ao mercado foi proposta por
Regis McKenna, um ex-executivo do Vale do Silício.
Em
seu livro intitulado
Marketing
de Relacionamento,
McKenna afirma que: "nos
dias de hoje o marketing não pode ser separado do desenvolvimento de produtos,
da produção, das finanças e das vendas. As empresas bem sucedidas têm que
estar dispostas a adaptar seus produtos e serviços às necessidades dos
clientes. Forjando uma nova relação entre cliente e empresa, o profissional de
marketing eficaz atuará como integrador, trazendo o cliente para dentro da
empresa, como participante ativo do desenvolvimento desses bens e serviços”.[6]
Alguns
profissionais de marketing percebem imediatamente que a proposta de McKenna
provavelmente representava o início de um novo paradigma que regeria as relações
entre as empresas e seus clientes. Observando a questão de uma perspectiva
interna, passam a visualizar a importância de se buscar uma maior sinergia
entre as áreas de recursos humanos, informática e finanças. Começa aí uma
busca incessante por uma nova arquitetura organizacional, capaz de integrar
diversas funções que até então eram vistas como exclusivas de um determinado
departamento. Os profissionais de vendas começam a se engajar ativamente nos
esforços mercadológicos de conquista e retenção de clientes, apresentando opções
que permitam agregar valor ao cliente.
Marketing
de Relacionamento – Ferramenta Eficaz
Segundo
Solange da Costa Pinto, Diretora de Marketing do Jornal O Estado de Minas,
“relacionamento significa desenvolver ferramentas e meios que permitam um
contato direto, quase íntimo com o cliente, procurando desenvolver uma
psicologia de fidelidade com o fornecedor”.[7] A preocupação com o cliente
final e com a sua satisfação domina hoje as estratégias das empresas.
Mas,
pesquisas realizadas com o intuito de verificar o grau de aceitação dos
consumidores, revelam uma grande insatisfação da parte destes. Alguns
profissionais têm posto em ação métodos que afastam o cliente e o indispõem
progressivamente contra o marketing direto e o telemarketing. Tem-se visto uma
verdadeira invasão às caixas de correio, telefones e endereços eletrônicos.
Malas-diretas e e-mails indesejados são enviados ao cliente final sem uma prévia
pesquisa e consulta de seus verdadeiros interesses, o que acaba afastando o
consumidor ao invés de atraí-lo.
É
preciso repensar urgentemente o marketing de relacionamento, transformando-o
efetivamente em um meio de fidelizar clientelas. É necessário inovar,
trabalhar com inteligência e dar voz ao cliente, estabelecendo um ciclo de
comunicação com os mesmos. Essa comunicação direta pode dar-se por meio de
um relacionamento permanente com o cliente, a partir de uma gestão alicerçada
em uma base de dados atualizada e dirigida, percebendo a visão que o consumidor
tem da empresa, ouvindo atentamente suas dúvidas e sugestões.
Marketing
em Tempo Real – Nova Abordagem ao Cliente
Tecnologia
e práticas gerenciais estão sendo combinadas para criar uma nova forma de
marketing, chamada de Real-Time Marketing
– Marketing em Tempo Real – na qual produtos e serviços, além de atender
às necessidades e desejos únicos e exclusivos de cada cliente, vão
continuamente aprendendo com esses clientes, garantindo sua satisfação ampla e
permanente.
No
marketing em tempo real, os produtos e serviços não são apenas customizados
para os clientes, mas têm a habilidade de se desenvolver ao longo do tempo,
regidos pelas mudanças e desejos dos consumidores.
O
marketing em tempo real é eminentemente descentralizado, uma vez que as adaptações
ocorrem localmente, baseadas na interação direta entre o produto e o
consumidor. O grande desafio, nesta época em que prestar serviços é
essencial, será fazer com que as pessoas da organização se integrem à nova
sistemática e modifiquem seus comportamentos, que deverão estar orientados
para a agregação contínua de valor para o cliente.
Em função do seu poder de desenvolver a lealdade do consumidor, o marketing em
tempo real brevemente se transformará em uma eficaz ferramenta para um
significativo número de organizações que pretendem se destacar em um mundo
cada vez mais global.
“Em
quase todas as empresas, uma pequena porcentagem dos clientes é responsável
pela maior parte dos lucros. Mais cedo ou mais tarde, as empresas descobrirão
que lucratividade não se mede por produto e sim por cliente”.[8]
Quem afirma isso é Solange da Costa Pinto. Para ela, chegou o momento de olhar
os clientes com lente de aumento. Segundo ela, ao invés de se conquistar mais e
mais clientes, as empresas devem colocar a ênfase em reter e mimar aqueles que
são realmente valiosos e dar prioritariamente a eles os benefícios e o
tratamento personalizado.
Para que a estratégia funcione,
é preciso ter em vista o cliente, e, a partir daí, integrar as ações de
marketing, vendas, comunicação, expedição, operação, desenvolvimento de
produto, faturamento, contabilidade etc. Essa integração é o grande desafio.
O importante é identificar os clientes mais valiosos, aqueles que respondem
pela maior parte dos lucros e praticar o marketing um-a-um, desenvolvendo ações
específicas e produtos e serviços personalizados para esses clientes, sem
mudar a política em relação aos demais clientes. Dessa maneira, será difícil
o cliente se afastar e recomeçar em outro lugar, mesmo que lhe seja oferecido
algo mais barato.
Vendas
e Competitividade
O forte impacto da tecnologia
orientado para a globalização das relações econômicas é uma realidade para
a qual todas as organizações devem estar preparadas. As empresas devem somar
conhecimentos, melhorar sua cultura competitiva, orientar-se para o cliente,
definindo estratégias básicas de como dominar o presente antecipando
conquistas para o futuro. Gerenciar o presente desfrutando ao máximo a sua
competência essencial, sua potencialidade de mercado, tecnologia e processo
produtivo, preparando-se assim para o futuro a partir de uma visão
empreendedora, valorizando os recursos e a competência introduzindo inovações
necessárias é vital para que as organizações tornem-se competitivas, avançando
em novos setores de atividade.
Em síntese, a tendência indica
que a competitividade implicará ter cada vez mais um melhor produto/serviço
com as melhores condições de venda. As empresas estão passando por um
processo de ajuste, o que implica no uso de novas técnicas de promoção,
remuneração da força de trabalho, utilização de sistemas modernos de
marketing e comunicação e uma política geral de administração centralizada
no cliente a partir do trabalho conjunto de todas as áreas da organização.
Operar dentro de qualquer negócio é, hoje, um desafio com muitas exigências e
requerimentos distintos. Este processo de mudanças passa pela ótica da
comercialização de bens e serviços e pela utilização das ferramentas de
Marketing - essenciais para detectar oportunidades e ameaças do setor em
particular de cada unidade de negócios.
Pontos-Chave
para Diferenciar-se no Mercado
A nova competência impõe
considerar novos aspectos e condutas, tanto dos clientes como dos competidores,
para definir um processo de marketing e vendas em que devem ser considerados,
entre outros, os seguintes aspectos:
 |
a clara individualização do
cliente previamente a qualquer ação comercial, segmentando os mesmos por
classes de consumidores, detalhando ao máximo o seu perfil e características,
tendo em vista que o mercado é formado por compradores que diferem entre si
em um ou mais aspectos, como suas necessidades, recursos, localização
geográfica, atitudes, práticas de compra etc; |
 |
utilização inteligente da
tecnologia disponível no mercado para potencializar as relações com os
distintos tipos de clientes (base de dados de fácil utilização como
computadores pessoais, meios de comunicação segmentados, TV a cabo, grupos
de afinidades e outros); |
 |
maiores exigências dos clientes
que estão acrescentando e mudando seus hábitos de consumo, tornando-se
mais exigentes quanto às decisões de compra; |
 |
criatividade em um sentido
amplo, referindo-se ao maior uso das vantagens competitivas que possam
existir em torno do negócio onde se atua; |
 |
aceitar as mudanças que
implicam no desafio de reconhecer que há novos componentes culturais que
estão mudando de forma definitiva no comportamento das pessoas desde o lado
da oferta como no da demanda; |
 |
pensar estrategicamente através
de ações voltadas ao mercado consumidor e consumidor potencial. |
A partir da observação e
aplicação destes itens, inicia-se o processo de diferenciação onde se obtém
ganhos de melhoria, projetando a oferta e a imagem da empresa de forma que o
mercado-alvo compreenda e aprecie o que a empresa oferece em relação aos seus
concorrentes.
RELAÇÕES
PÚBLICAS E DEPARTAMENTO DE VENDAS
BUSCANDO RESULTADOS
Perfil
para a Conquista de Resultados Positivos
Para que a atuação do
profissional de Relações Públicas tenha êxito nas organizações, cada vez
mais competitivas, diante dos desafios que a vida moderna tem imposto, faz-se
necessário uma mudança de atitudes que tracem um novo perfil de atuação.
Agir estrategicamente, antecipando problemas e projetando soluções; liderar
equipes na condução de projetos que visem a resultados positivos e, por fim,
tornar-se um vendedor apto a auxiliar na produção e cumprimento de metas do
Departamento de Vendas.
Relações
Públicas – Um Estrategista
Estratégia é a idéia por traz
da ação. O profissional de Relações Públicas tem que se especializar em
planejar antes de executar. Para agir de forma estruturada, é preciso entender
todos os aspectos da empresa, conhecer seu processo, relacionar-se com seus públicos,
dominar o produto e interagir com o mercado. Entendimento, conhecimento e idéias
são a matéria-prima para que o profissional contribua efetivamente para o
desenvolvimento empresarial. A empresa, hoje, não é apenas um lugar, um endereço,
um prédio, é um organismo vivo, em permanente reconfiguração. Há uma
hierarquia de prioridades no processo de uma empresa. Estratégia é a
disciplina de descobrir quais são essas prioridades, e a partir disso traçar
metas e desenvolver ações que venham contribuir para a solidificação da
organização no mercado onde atua.
Segundo
Clemente Nóbrega, especialista em administração empresarial,
“uma empresa é uma escultura de pensamento”.[9]
Cabe ao Relações Públicas dar forma a esse pensamento, moldando a organização
de acordo com os diferentes momentos e tendências do mercado. Mas ter uma idéia
brilhante não garante o sucesso. Uma idéia requer uma estratégia bem
articulada. É preciso pensar em mudanças, reconhecer o que está errado e
projetar soluções.
Relações
Públicas – Um Líder
Na condução de uma empresa ao
êxito, o profissional de Relações Públicas, muitas vezes, precisará atuar
com liderança. Coordenar trabalhos, liderar projetos em parceria com a equipe
de vendas é tarefa importante para o alcance dos objetivos traçados. O líder
deve despertar um sentimento vivificante que traga à tona um estado de espírito
favorável à criação e à inovação das pessoas envolvidas no Departamento
de Vendas. Essa motivação pode ser impulsionada por meio de elogios, feedbacks, cursos específicos, aumento de salário – quando o
profissional possuir autonomia para isso –, delegando atividades e criticando
com sensatez e sinceridade, fazendo prevalecer a neutralidade e o respeito ao
trabalho desenvolvido por sua equipe.
Como
líder, o profissional de Relações Públicas deve possuir um alto nível de
conhecimento pessoal e grupal, sabendo exatamente as falhas e competências de
cada integrante do grupo. Lucrécia Milani afirma que “tratamentos
diferentes para pessoas diferentes – é essa a essência da liderança”.[10]
Liderar significa muito mais que simplesmente mandar. Significa também
potencializar, construir meios que liberem a criatividade dos talentos humanos
para que valores sejam agregados, beneficiando clientes, fornecedores e até
mesmo a comunidade onde a organização atua.
Para garantir resultados
positivos, não basta uma equipe com metas e comissões traçadas, é necessário
envolvimento com o produto e a estrutura da empresa. Ser o capitão do time
dependerá da habilidade do profissional de Relações Públicas em convencer,
negociar as regras e mostrar o real valor de sua equipe para assim, levar sua
empresa ao pódio.
Relações
Públicas – Um Vendedor
Será
que um profissional de Relações Públicas pode ser um vendedor? Mais que isso:
um excelente vendedor? A atuação no Departamento de Vendas poderá exigir,
muitas vezes, que o profissional não somente atue em parceria com a equipe de
vendas, mas que se seja, ele próprio, um vendedor. Para isso precisará
conhecer técnicas de persuasão e estratégias para conquistar o cliente e
fechar o negócio. Segundo Heinz M. Goldmann, “nem
todos os que sabem apresentar uma proposta ao cliente ou até sabem vender,
podem ser vendedores bem-sucedidos”.[11]
Um vendedor precisa de certas
qualidades, dentre elas o poder pessoal – o poder de enfrentar pessoas que não
querem receber um vendedor, o poder de enfrentar a resistência do cliente e
convencer que sua proposta é válida. Para isso, o profissional de Relações Públicas
poderá utilizar suas habilidades de tratamento com os públicos, para descobrir
a melhor forma de apresentar sua idéia ou produto, a fim de que os mesmos
tenham aceitação positiva por parte do cliente.
Na maioria das vezes, a
personalidade de um vendedor está constantemente sob pressão, coisa que a
maioria das pessoas não é capaz de suportar. É necessário ser agradável e
prestativo com pessoas que não estão muito dispostas a recebê-lo ou ouvi-lo.
É preciso tato e, ao mesmo tempo, firmeza suficiente para conquistar o direito
de ser ouvido por meio de métodos honestos que não venham prejudicar a política
comercial da empresa ou prometer vantagens ao cliente, como descontos ou
bonificações, as quais não poderão ser cumpridas.
A
Importância de Vivenciar a Venda
A atuação no Departamento
Comercial exigirá do profissional conhecimentos na área de vendas e o mesmo
precisará desenvolver técnicas de persuasão para a conquista dos objetivos
propostos. Além da venda de um produto ou serviço específico, os quais o
encarregado de Relações Públicas terá que conhecer profundamente, precisará,
também, vender a imagem da organização enquanto Instituição visando à
valorização de sua marca perante seus públicos. É importante salientar que o
profissional só terá êxito na venda de um produto, idéia ou marca da
empresa, se souber vender sua própria imagem, desenvolvendo, assim, um canal de
comunicação que permita confiança e credibilidade em relação ao receptor.
Vendendo
sua Própria Imagem
Muitas vezes o profissional de
Relações Públicas atuará em empresas onde os produtos e serviços estarão
no mesmo nível ou, muitas vezes, em nível inferior, ao da concorrência, tanto
em suas características quanto em seus benefícios. Quando isso ocorrer, o que
fará a diferença é o a atuação do profissional. Nesse momento, o responsável
pelas Relações Públicas precisará vender sua própria imagem. Atuando como
vendedor, o profissional precisará estar preparado para convencer os possíveis
clientes dos motivos que o levarão a comprar determinado produto ou idéia.
Eunice
Mendes, consultora em Estratégia e Humanismo afirma que “em
um mundo competitivo, onde um bom marketing pessoal pode ser a senha para o
sucesso, há a necessidade da competência técnica aliada à competência
comportamental e emocional, que incluem relações interpessoais mais
enriquecedoras”.[12]
Quanto ao aspecto individual,
comunicar-se bem é uma forma de libertação. Quando falamos, temos a
oportunidade de transparecer quem realmente somos. O processo comunicativo é
uma necessidade essencial à natureza humana. Gestos, atos e palavras estão
presentes em todas as situações. Para que as relações de vendas tenham maior
êxito, é necessário que o profissional de Relações Públicas transmita seus
pensamentos com inteligência e conhecimento. Além disso, é necessário buscar
feedback quanto a sua atuação,
propiciando um clima de confiança e bem estar perante o cliente, utilizando a
empatia na busca do processo de sinergia.
Causar uma boa impressão nem
sempre será tarefa fácil. É necessário mostrar confiança, atenção,
segurança, conhecimento, recomendando soluções, sendo amigável, sabendo
ouvir, defendendo os interesses do cliente, mantendo a postura de um
profissional que conhece os limites da negociação.
Vendendo
a Imagem da Organização
O grande patrimônio de uma
empresa é a sua marca, cuja personalidade ganha força com o passar do tempo,
pela atuação, filosofia e política de negócios. Empresas de sucesso estão,
cada vez mais, investindo em projetos e promoções que além de beneficiarem
entidades específicas, trazem retorno institucional. Esse tipo de ação faz
com que as empresas tenham a preferência do consumidor, o respeito dos
clientes, a admiração de funcionários, além de consolidar sua marca junto à
comunidade onde atua. Qualidade em produtos e serviços, bom atendimento, preços
compatíveis, marketing inteligente e tecnologia deixam de ser os únicos
diferenciais.
Hoje, é preciso possuir tudo
isso e ainda fazer com que as pessoas gostem de sua empresa, se identifiquem com
sua marca, tenham satisfação em trabalhar no seu negócio. Desta forma, o
investimento em ações diferenciadas em comunicação é um bom negócio e uma
forma positiva da empresa interagir com a comunidade. Assim, além de estar
agregando valor à sua marca, estará demonstrando responsabilidade social,
visando à conquista, à consolidação e aumento da simpatia pela empresa.
É importante que o profissional
esteja atento a isso tudo, mas também que desenvolva mecanismos para que as
pessoas gostem da empresa, se identifiquem com sua marca, tenham satisfação em
trabalhar com seus negócios. Assim, a imagem da organização estará sendo
projetada de forma positiva, estreitando os relacionamentos com seus públicos.
Vendendo
uma Idéia
Qualquer
produto vendido é comprado para satisfazer uma determinada necessidade.
Portanto, é necessário vender muito mais que o produto propriamente dito. A
tarefa do profissional de Relações Públicas poderá ser a de estimular ou
criar o desejo do cliente em alcançar um objetivo específico, com a ajuda do
produto que está vendendo. A idéia por trás do produto gera a venda. Heina
Goldmann afirma que “não
é o programa contábil, mas o trabalho eficaz, confiável e rápido de manutenção
dos livros que funciona como apelo de venda. Não é a apólice de seguros, mas
o investimento em segurança financeira para o cliente e sua família. Não é o
carro, mas a viagem e o conforto”.[13]
Se o profissional olhar o
produto como um simples objeto, irá encontrar um número limitado de
argumentos. Mas se olhar o produto como um composto de valores e a abrangência
que isso oferece, com certeza, sua argumentação se tornará infinitamente
superior. O papel do profissional de Relações Públicas como vendedor será o
de encontrar cada um dos valores do produto, mostrando para o cliente que o preço
do produto é o resultado dos valores que ele possui. Assim, poderá ser mais fácil
vencer até mesmo os concorrentes que praticam preços inferiores.
Vendendo
um Produto
O conhecimento técnico
contribui para o fechamento das vendas. É importante que o profissional
descubra o valor do produto que está oferecendo ao cliente. Esse valor poderá
ser encontrado na procedência do produto, na forma como são classificadas as
matérias-primas para industrialização, na maneira como o produto é
preparado, fabricado, embalado, manuseado, armazenado e entregue. Estudar o
produto e onde ele pode adequar-se à necessidade de cada cliente é importantíssimo
para o fechamento do negócio, apontando a aplicação, a praticidade, a
versatilidade, os ganhos em produtividade, a rentabilidade e a economia que o
cliente obterá por meio da compra de determinado produto.
Localizar as características
mais positivas nos produtos e serviços, revigorando diariamente o entusiasmo e
aperfeiçoando o conhecimento técnico, contribuirá no processo da venda,
fazendo com que o profissional obtenha argumentos relevantes e convincentes.
Preparar materiais de divulgação, de forma a destacar ao máximo os valores e
principais características que acompanham o produto, poderá resultar em uma
exposição detalhada do que se está pretendendo vender, facilitando o
entendimento por parte do cliente.
Como
Conquistar e Fidelizar Clientes
Por muitos anos, o treinamento
tradicional de vendas focalizou o fechamento do negócio como o elemento mais
importante. Houve o tempo em que a prospecção, a qualificação e a tecnologia
eram os diferenciais. Hoje, o fechamento de metas deixa de ser o centro da
venda, reservando ao cliente o papel principal.
O
Foco Voltado para o Cliente
A
maioria das empresas está sempre investindo para crescer. Algumas investem em
tecnologia de ponta para não perder mais espaço no mercado. Mas hoje o que faz
a diferença é o material humano, desde as pessoas que trabalham na organização
até seus clientes, fornecedores e até concorrentes. Alberto Centurião afirma
que “durante décadas,
a qualidade foi encarada do ponto de vista de fornecedor. Até que veio a
qualidade total trazendo a mudança de enfoque, colocando o cliente no centro da
questão”.[14]
Esse
redirecionamento de foco mudou radicalmente a forma das empresas trabalharem
seus públicos. Philip Kotler afirma que “o
marketing orientado para o cliente implica que a empresa deveria visualizar e
organizar suas atividades de marketing do ponto de vista do cliente. Ela deveria
se esforçar para sentir, servir e satisfazer as necessidades de um grupo
definido de consumidores”.[15]
Nesse cenário surge o Relações
Públicas, utilizando-se de suas técnicas de envolvimento com os mais
diferenciados públicos para conhecer e conquistar, cada vez mais, os clientes
da empresa onde atua. Quem decide a compra é o cliente. É dele a necessidade
que precisa ser satisfeita. O fechamento do negócio deixa de ser o único
objetivo e a venda passa por técnicas de negociação, desempenhadas por uma
equipe motivada e preparada a satisfazer as expectativas do cliente. O papel das
Relações Públicas é mais do que auxiliar a equipe de vendas a fechar o negócio.
O papel é, sim, o de auxiliar a equipe a conquistar e encantar os públicos.
Cada
Cliente, Uma Nova Necessidade
É imprescindível conhecer
profundamente cada cliente. Desenvolver maillings
segmentados com nome, endereço residencial e eletrônico, data de nascimento e
função na empresa, para que possam ser enviadas mensagens de felicitações em
datas especiais, bem como convites e divulgações objetivas que possam
contribuir na divulgação de algum produto ou serviço desenvolvidos pela
empresa. Só assim, a empresa poderá oferecer o produto mais adequado às exigências
de cada cliente.
Segundo
Alberto Centurião, “toda
a venda tem sua origem em uma necessidade do comprador”.[16] Exemplos como quantos quilômetros o veículo de determinado
cliente já rodou com aquele filtro, já não está na hora de trocar os pneus,
ou essa linha de cosméticos não seria a mais adequada ao tipo de pele desse ou
daquele cliente? Perguntas como essas demonstram que o profissional deve
conhecer detalhadamente as expectativas de cada consumidor, surpreendendo-o com
soluções práticas que ele às vezes nem sabe que busca, mas que gostaria de
ter.
Descobrir essa necessidade e
estimulá-la é a chave para a conquista do cliente. As habilidades do
profissional de Relações Públicas em interagir com os públicos são
indispensáveis para o Departamento Comercial lidar com as atitudes
comportamentais do cliente, conquistando assim, resultados eficazes.
Planejamento
em Marketing e Vendas
Uma das principais funções do
profissional de Relações Públicas para auxiliar no processo comercial é o
planejamento. O Planejamento de Marketing tem em seu conteúdo a missão, a visão
e a definição de objetivos. O conjunto de objetivos da empresa tem que ter
como base a missão que a empresa ou seus dirigentes traçaram para seu futuro.
É básico para todas as empresas que seus líderes tenham a visão do negócio.
Se todos os líderes souberem por onde começar, e, onde a empresa espera que
seu trabalho termine, teremos colaboradores fantásticos em nossas corporações.
Existem objetivos que se deseja aplicar no processo empresarial, os quais devem
ser listados e priorizados por todos os líderes e definidos quais deverão
fazer parte do planejamento estratégico.
A gestão de Marketing recomenda
que sua liderança estabeleça uma cultura, junto a todos os funcionários, que
integre de forma sistêmica todas as ações de Marketing constantes dos
objetivos do planejamento geral. Como vimos, não interessa ao Relações Públicas
e a equipe de vendas apenas vender. No Marketing não existem ações isoladas
ou de curto prazo, todos os esforços deverão fazer parte do planejamento
geral. Existem objetivos a conquistar, conforme segue:
 |
fixar e fortalecer a memorização
do ponto, endereço; |
 |
divulgar e desenvolver a marca,
sustentando marcas antigas; |
 |
fixar, desenvolver, divulgar a
logomarca; |
 |
manter cores, embalagens, na
mente do cliente; |
 |
obter a confiança do cliente
sobre produto, empresa e equipe de atendimento; |
 |
conquistar a fidelização do
cliente, fazendo com que o cliente volte ao ponto-de-venda ou compre via
home page; |
 |
fixar slogan ou trilha musical; |
 |
conquistar espaço de vitrine ou
prateleira; |
 |
estabelecer uma comunicação de
perfeito entendimento entre organização e consumidor, mensurando a real
satisfação dos mesmos. |
Alcançando
a Excelência em Vendas
O profissional de Relações Públicas
possui ações específicas e pertinentes à sua área de atuação – a
comunicação empresarial. Como, então, esse profissional poderá atuar como
vendedor no Departamento Comercial, auxiliando as empresas na busca pela
produtividade empresarial? Algumas ações poderão ser desenvolvidas pelo
profissional, a fim de contribuírem para o êxito em vendas:
 |
ler constantemente artigos e
livros sobre vendas, marketing, administração, comunicação e
gerenciamento e psicologia aplicadas a vendas; |
 |
assistir a palestras
motivacionais, bem como cursos de especialização e atualização sobre os
produtos e serviços específicos de sua empresa; |
 |
acreditar no produto que se está
vendendo, nas propostas que estão sendo oferecidas, na empresa para a qual
está trabalhando e em seu próprio talento e potencial; |
 |
ter controles estatísticos
sobre seu próprio desempenho, de tal maneira que possa, rapidamente, saber
exatamente onde se está falhando; |
 |
a partir das falhas apontadas,
projetar meios que as solucionem; |
 |
determinar metas e objetivos a
curtos, médios e longos prazos; |
 |
conhecer a empresa onde atua, os
produtos e serviços, a concorrência e o mercado que se abrange; |
 |
conhecer profundamente as
necessidades reais de cada cliente e agir direcionado à satisfação das
mesmas. |
Seguindo essas ações, além de
contribuir para o êxito empresarial, o profissional estará construindo seu próprio
êxito pessoal e profissional. Assim como para tornar-se um bom profissional em
qualquer outra área, faz-se necessário atender a uma série de exigências, em
vendas não é diferente. É absolutamente necessário investir em estudo e
conhecimento para atuar brilhantemente no Departamento Comercial.
A
Diferença Está no Atendimento
O concorrente de uma organização
hoje, pode não ser apenas a empresa instalada na mesma região, mas o
concorrente pode estar em qualquer parte do mundo. Basta o cliente saber usar o
telefone para procurar produtos ou consultar empresas localizadas no outro lado
do planeta. Para diferenciar-se em um mundo comercial repleto de opções
competitivas, o profissional de Relações Públicas pode direcionar a organização
onde atua à prestação de um bom atendimento aos clientes. É necessário
saber lidar com as atitudes e comportamentos do cliente de maneira a se obter
resultados eficazes.
Agregando
Valores ao Produto
Cada
dia mais, pode-se ver empresas oferecendo descontos e promoções. A grande tônica
do mercado são as liquidações, crediário facilitado, prazos espichados,
cheques pré-datados, enfim, grandes ofertas. É realmente isso o que o cliente
procura e precisa? É somente isso que faz a diferença? Victor Hugo Merg
Lorenzoni, especialista em Marketing de Serviços, salienta que “achatando
seus lucros com descontos estapafúrdios e, por vezes inconseqüentes, o empresário
minimiza a margem operacional e descapitaliza sua empresa, tornando-a frágil no
mercado que é altamente competitivo e, por que não dizer, selvagem”.[17]
O profissional de Relações Públicas
atuante no Departamento de Vendas precisa estar atento e desenvolver mecanismos
que minimizem a inadimplência e a rejeição ao produto, maximizando a
lucratividade. Uma alternativa positiva poderá ser agregar serviços ao
produto, incluindo na lista de benefícios trabalhos de manutenção, consertos,
reposição, empréstimos de equipamentos, bonificações e, principalmente o pós-venda.
É notório que o consumidor está com seu tempo diminuído, pois as atividades
do dia-a-dia consomem cada minuto, seja no trânsito, seja no trabalho, e até
mesmo o tempo de lazer está comprometido. Diante dessa realidade, faz-se necessário
facilitar a vida do cliente.
“O
vendedor precisa sair de trás do balcão e entrar na casa do cliente”
ainda afirma Victor Hugo Merg Lorenzoni.[18]
Exemplos que comprovam esse pensamento: o comércio que vende máquinas de lavar
roupa instalando as mesmas, a loja que vende televisores auxiliando a regulá-los
e programá-los, o agente que vende celulares ofertando acessórios etc.
ESTUDO
DE CASO
Grupo
RBS – História do Maior Grupo de Comunicação do RS
A história da RBS começou em
1957, quando o seu fundador, Maurício Sirotsky Sobrinho, e Frederico Arnaldo
Ballvé convenceram Arnaldo Ballvé a completar a sua rede de emissoras de rádio
no interior do Rio Grande do Sul com uma estação-chave na capital do Estado,
Porto Alegre. Essa emissora, denominada Rádio Gaúcha, daria origem a todo o
complexo RBS. Maurício Sirotsky Sobrinho, empresário de visão abrangente,
pretendia tornar sua empresa mais dinâmica e moderna possível. Alguns anos após
a criação da Rádio Gaúcha, em 1962, fundou a TV Gaúcha (atual RBS TV),
juntamente com Frederico Arnaldo Ballvé e Nestor Rizzo, apostando no futuro da
mídia eletrônica.
Mas não bastava ter uma televisão
atuante, que levasse ao público informações regionais. Mauricío Sirotsky
Sobrinho – o responsável pela criação da primeira rede regional do país
– sabia, também, que o público queria informações do país e do mundo. Por
isto, em 1967, a TV Gaúcha se associou à Rede Globo, que havia sido inaugurada
em 1965 no Rio de Janeiro. Dessa maneira, os gaúchos passaram a ter acesso à
programação de nível nacional, simultaneamente aos programas locais.
Consolidava-se, assim, o ideal de fazer com que a comunicação fosse uma via de
duas mãos, em que o Rio Grande do Sul recebesse as notícias do Brasil e do
mundo e, simultaneamente, enviasse informações sobre o Estado para o restante
do país.
Em 1970 o grupo assumiu o
controle acionário total do jornal Zero Hora, que havia sido fundado em 1964, o
que permitiu que passasse a atuar em todas as mídias. O jornal passou por
modificações que visavam a transformá-lo em um veículo dinâmico, adequado
às exigências do leitor, reformulando-se a sua linha editorial e passando-se a
aplicar novos métodos de gestão administrativa.
A partir de 1969 começou a ser
formada a Rede Regional de Televisão, que conta com emissoras em Caxias, Santa
Maria, Pelotas, Erexim, Uruguaiana, Rio Grande, Bagé, Cruz Alta, Passo Fundo,
Santa Cruz do Sul e Santa Rosa. Em 1979, a Rede de Televisões chegou a Santa
Catarina, onde existem emissoras do grupo nas cidades de Florianópolis,
Blumenau, Joinville, Chapecó e Criciúma. Nas rádios, também se observou essa
expansão. Atualmente, existem onze rádios FM no Estado do Rio Grande do Sul, e
três rádios AM. Em Santa Catarina quatro rádios FM e uma Rádio AM compõem o
Sistema RBS Rádios daquele Estado.
Os jornais também se
multiplicaram. O grupo tem cinco jornais. No Rio Grande do Sul, além de Zero
Hora, há o jornal Pioneiro, em Caxias do Sul, adquirido em 1993. E o mais
recente jornal do grupo, o Diário Gaúcho, que teve seu primeiro exemplar
publicado no dia 17 de abril de 2000.
Em Santa Catarina há o Diário
Catarinense, criado em 1986, em Florianópolis, e o Jornal de Santa Catarina, em
Blumenau, adquirido em 1992. Maurício Sirotsky Sobrinho faleceu em 1986. Mas
seu nome ficou preservado nos veículos que criou e na Fundação Maurício
Sirotsky Sobrinho. Criada em 1982, com o nome de Fundação RBS, recebeu o nome
do fundador do grupo em 1987, e tem o propósito de atuar na área social,
tornando realidade os sonhos de Maurício Sirotsky Sobrinho.
Jornal
Pioneiro – De Semanário a Diário de Integração Regional
O Pioneiro integra a rede de
jornais da RBS desde 1993. Desde então, o jornal vem apresentando um
crescimento constante, seja em qualidade, seja em número de leitores, vencendo,
aos poucos, o desafio de estar entre os veículos de mídia impressa de destaque
do país. Fundado em quatro de novembro de 1948, quando um grupo de 54 pessoas,
liderado pelo deputado Luiz Compagnoni, organizou a Gráfica Nordeste, proprietária
do jornal, tinha por principal finalidade a divulgação das idéias políticas
do grupo.
O jornal era, inicialmente, um
semanário. Mas, de 28 de fevereiro a 18 de março de 1950, durante a Festa da
Uva, circulou diariamente. A partir de fevereiro de 1975 passou a ter edições
bissemanais, circulando às quartas e sábados. Finalmente, em fevereiro de
1981, se tornou um diário. Na época em que o Pioneiro foi lançado, Caxias do
Sul vivia um período de transição da economia vitivinícola para a intensa
industrialização que iria caracterizar o município. A criação de um jornal
moderno em relação aos então existentes, coincidiu com esse salto econômico.
No entanto, a partir da década
de 80, o jornal passou a viver um momento de estagnação. Quando a RBS o
adquiriu, foi estabelecida para o Pioneiro, a estratégia de mudar totalmente
sua posição no mercado - ao invés de um jornal de Caxias do Sul, o Pioneiro
seria um jornal regional, tornando-se um veículo de integração da Região
Nordeste do Estado, circulando em todos municípios da região. Até então, a
região se caracterizava pela existência de jornais locais, com baixa tiragem,
orientados para o mercado específico de cada cidade. Para atender ao novo
compromisso de integração regional, o Pioneiro passou por uma completa
reformulação, com a criação de novos cadernos – Sobre Rodas, Sete Dias,
Elas, Informática, Gastronomia, Turismo, Saúde e as Revistas Decoração e
Almanaque.
Um
Departamento Comercial Formado por Relações Públicas
O Pioneiro cresceu e se
consolidou baseado no estreitamento de laços com as comunidades onde atua. Daí
a constante preocupação do Departamento Comercial em desenvolver ações que,
além de criar um envolvimento com seus leitores, ainda alavancam novos negócios
contribuindo para o aumento do faturamento da empresa. No Jornal Pioneiro, a área
comercial é composta pela gerência comercial, planejamento comercial, projetos
especiais, contatos publicitários, coordenação de operações comerciais,
coordenação de vendedores autônomos e telemarketing. Nessas áreas há, ao
todo, dez profissionais de Relações Públicas, entre graduados e estudantes,
atuando e aplicando seus conhecimentos em comunicação na área comercial. Para
demonstrar de forma mais especificada a atuação do profissional no setor de
vendas dessa empresa jornalística, segue abaixo as atividades desenvolvidas
pelo Planejamento Comercial, uma das áreas que compõem o Departamento de
Vendas.
Planejamento
Comercial – Base para a Equipe de Vendas
Nesse setor, trabalham dois
estudantes de Relações Públicas dando suporte à equipe de vendas e
desenvolvendo ações bem específicas voltadas ao mercado, visando a conquistar
novos anunciantes, buscar os que deixaram de anunciar e manter os que hoje
anunciam. O trabalho do profissional nesse setor tem como objetivo principal
estreitar o relacionamento entre a equipe de vendas e seus clientes – agências
de publicidade e anunciantes, através de um atendimento personalizado, que
permitirá gerar projetos específicos em sintonia com o mercado de atuação de
cada cliente. Seguem as principais responsabilidades desempenhadas:
 |
associar a imagem do Jornal
Pioneiro à RBS com o intuito de fortalecer e dar credibilidade à marca
Pioneiro em nível regional, através de campanhas institucionais e promoções
que visem ao envolvimento com os públicos de atuação; |
 |
desenvolver planos comerciais
dentro de uma política comercial adequada e respeitada no mercado através
de uma equipe estável com conhecimentos técnicos; |
 |
manter constante atualização
sobre tendências de mercado, conhecimento do produto, eventos e datas
promocionais no calendário regional que possam ser comercializáveis; |
 |
dar apoio à equipe de vendas,
formada por telemarketing, autônomos, contatos publicitários e escritórios
regionais e nacionais na captação de clientes, bem como retomar
relacionamentos com os que deixaram de investir através de oportunidades
especiais; |
 |
fazer levantamento de aniversário
de empresas, eventos, premiações, acontecimentos importantes, tendo
cadastro de todas as empresas da Serra Gaúcha, para melhor agilidade da
equipe de vendas na oferta de produtos; |
 |
parabenizar aniversariantes de
agências de publicidade, principais anunciantes e autoridades; |
 |
promover a integração entre o
Pioneiro e seus públicos através de coquetéis e eventos. |
Projetos
Desenvolvidos com Sucesso
O Planejamento Comercial
desenvolve, em parceria com outros setores, diversas ações promocionais com o
intuito de alavancar vendas e ao mesmo tempo projetar a imagem do Jornal
Pioneiro enquanto instituição. Sempre com a intenção de segmentar cada vez
mais o mercado e com o foco direcionado à satisfação de anunciantes e
leitores, são desenvolvidos projetos técnicos, culturais, sociais, artísticos,
turísticos, esportivos e comerciais.
Num primeiro momento, é feito
um plano de venda para cada produto ou projeto criado. Nesse plano consta os
objetivos do projeto, dados mercadológicos, o público que será atingido, o
envolvimento do patrocinador, o cronograma de mídia e o custo para patrocínio.
Além de ter sua marca divulgada em todos os anúncios, encartes e peças de
divulgação, o patrocinador ainda dispõe de urnas em seus pontos de venda e
tem sua marca citada nas matérias editoriais.
Segue abaixo apenas três
exemplos que demonstrarão de forma mais clara os projetos comerciais e comunitários
desenvolvidos pelos profissionais de Relações Públicas deste setor.
Mostre
que Você dá Bola pra Criança
Consiste em arrecadar brinquedos, alimentos e kits
escolares que são doados a instituições carentes. Em 1999, foi realizada a
quarta edição dessa promoção que tem beneficiado escolas e entidades de
Caxias do Sul e região. O
patrocinador oficial tem sido o cliente Superfestas que recebe todas as doações
em suas lojas e troca por um brinde.
Seja
Jornalista por um Dia
Em
sua sétima edição, é um dos maiores projetos comunitários desenvolvidos
pelo Departamento Comercial do Jornal Pioneiro. Esse projeto começa com um
complexo planejamento e se estende de junho a outubro.
As
etapas são desde o plano de venda apresentado aos possíveis patrocinadores, até
layouts com apresentação das peças
publicitárias utilizadas na promoção (cartazes, cupons, anúncios, réguas,
crachás, camisetas e diplomas), divulgação da promoção realizada por
promotoras em escolas da região, seleção dos trabalhos enviados, viabilização
de um caderno especial totalmente elaborado por crianças até a realização de
um evento para entrega de prêmios aos selecionados.
Todas
essas etapas são preparadas e planejadas cuidadosamente, observando para que
cada uma delas seja realizada de forma a resultar no êxito do projeto.
Suplemento
Especial Terceira Idade
A partir da constatação de que o público idoso no
Brasil está em constante crescimento, o encarregado de Relações Públicas
desse departamento desenvolveu um minucioso projeto apresentando dados sobre
essa faixa etária, bem como informações de consumo e necessidades. A
finalidade do projeto era propor à Universidade de Caxias do Sul o patrocínio
de um Suplemento Especial totalmente direcionado ao público idoso, tendo em
vista a atuação desta instituição através da Universidade da Terceira
Idade. Essa coleta de dados e pesquisa sobre um público específico resultou na
publicação de um Suplemento Especial totalmente direcionado ao idoso, com
informações pertinentes ao interesse desse público.
Feijoada
do Pulita
Mais
de dez instituições são beneficiadas através desse evento. Esse projeto,
assim como os demais, envolve em todo o seu processo um atencioso trabalho de
Relações Públicas. Realizado pelo segundo ano consecutivo, consiste em uma
feijoada servida nas dependências de um Hotel tradicional da cidade de Caxias
do Sul, repleta de atrações. O
público, grande parte pertencente à alta sociedade da região, adquire seu
ingresso que é revertido em ação social e em troca participa de um megaevento
com shows de bandas, shows pirotécnicos, apresentações de dança, desfiles de
moda e distribuição de muitos brindes. Os patrocinadores, por sua vez, podem
explorar o ambiente do evento expondo seus produtos e marca através de merchandising, além de terem suas marcas divulgadas em todas as peças
publicitárias.
Muitos outros projetos e promoções
são desenvolvidos em datas especiais como Dia das Mães, Dia dos Pais, Dia dos
Namorados, Páscoa, Semana da Pátria, Dia do Gaúcho, Natal, além de cadernos
especiais direcionados a públicos específicos, como é o caso do Suplemento
Especial Terceira Idade. Todos esses
projetos passam pela pesquisa de mercado, planejamento, desenvolvimento,
coordenação, comercialização e execução de eventos, etapas essas, de total
responsabilidade dos profissionais de Relações Públicas atuantes no setor
comercial.
CONCLUSÃO
É importante que o profissional
de Relações Públicas não se volte, apenas, para dentro de suas organizações,
mas que se amolde às regras do mercado. No atual ambiente empresarial, que é
de extrema competição, as organizações não podem deixar de ficar atentas a
esses detalhes tão importantes à sua sobrevivência. O sucesso empresarial advém
da total orientação da organização para o mercado, em planejamentos, em gestão
desses planejamentos, da sintonia que deverá existir entre diversos
departamentos, além das pessoas competentes que estejam comprometidas e
motivadas com a sua missão e os seus objetivos.
A partir do estudo apresentado
neste trabalho, conclui-se que o papel das Relações Públicas é o de
impulsionar e desenvolver algumas ações com ênfase nos processos do negócio,
tendo em vista o feedback e a sintonia
na comunicação com os públicos. Planejar e administrar estrategicamente,
pensando no futuro, mas sem esquecer do presente e lembrar que os parâmetros do
passado também precisam ser trabalhados, é papel fundamental para o
profissional atuar no Departamento de Vendas e obter êxito através de suas
atividades.
As mudanças nas formas do
poder; a importância da coleta e análise de informações; a inovação
constante e a mudança adequada e acelerada; a transformação das relações
entre as pessoas; a busca incessante pela eficiência, eficácia e efetividade,
é questão a ser estudada e analisada profundamente pelo profissional.
Sempre atento às oportunidades
e tendências de mercado, lembrando sempre que conhecer com profundidade os público
que a empresa deseja atingir e a forma de se comunicar com cada um deles;
analisando custos e lucros, fazendo sempre uma analogia com os padrões
existentes no mercado; elaborando e implementando estratégias, tanto para o
ataque como para a defesa; sem perder de vista o foco no cliente, a consonância
com a realidade e o aperfeiçoamento constante, a inteligência emocional e o
desenvolvimento de habilidades criativas, é essencial para a consolidação de
uma empresa enquanto marca e enquanto geradora de resultados.
O surgimento de produtos novos e
aperfeiçoados tem impulsionado o consumo, que em grande parte é estimulado
pela venda. Diante desse contexto, a necessidade de profissionais atuantes na área
de vendas é urgente. Daí, surge uma nova oportunidade para o profissional de
Relações Públicas demonstrar suas habilidades e conhecimentos em comunicação,
mercado e públicos.
Hoje, o conceito de vender não
está mais associado a balconistas ou tiradores de pedido. Vender tornou-se sinônimo
de geração de negócios embasados no atendimento pleno ao cliente. O
profissional de Relações Públicas poderá exercer o papel de consultor do
cliente, sugerindo mudanças, aconselhando sobre as melhores formas de uso do
produto de acordo com o perfil de cada consumidor.
O modelo de abordagem a um
cliente é o mesmo que o profissional de comunicação utiliza para abordar seus
públicos. O emissor, neste caso, o vendedor, prepara seu discurso de uma forma
apropriada à mensagem, para depois transmiti-la. O canal é o modo que este
vendedor escolherá para transmitir a mensagem. O objetivo é obter o feedback – retorno da mensagem que pode resultar na conquista do
cliente.
Pelo trabalho exposto, pode-se
constatar a importância que o profissional de Relações Públicas exerce no
contexto comercial de uma organização, tanto na área estratégica, quanto nas
áreas operacionais das organizações. Os impactos em todos os negócios estão
sendo gerados por novos formatos organizacionais, por uma necessidade de
agilidade nas tomadas de decisões, por uma concorrência acirrada e na maioria
dos casos predatória, por clientes e consumidores cada vez mais conscientes e
exigentes, por relacionamentos internos e externos necessitando de maior
estreitamento, por margens de lucro cada vez menores, por excessiva carga tributária
e por recursos humanos mal orientados e sem treinamentos específicos. Esses
fatores estão levando as empresas a repensarem suas administrações, a fim de
atenderem às necessidades de mercado com estrutura adequada e segura.
A busca por profissionais
especializados que sejam ousados, que tenham uma visão de negócios; que saibam
trabalhar em equipe; que sejam atentos às mudanças e intenções de compras
das pessoas e organizações e às tendências de mercado; que não pensem
apenas globalmente, mas que ajam e interajam localmente; que acompanhem o
movimento estratégico da concorrência; que monitorem a evolução e administração
dos produtos e serviços; que apliquem os modelos e processos de comunicação,
venda e distribuição; que trabalhem na fixação de relacionamentos
duradouros; e por fim, que tenham a flexibilidade para mudar e inovar sempre que
for necessário.
Que profissional está mais bem
preparado para utilizar este exemplo de abordagem ao cliente, utilizando os
canais de comunicação? O profissional de Relações Públicas está habilitado
a gerar, em sua comunicação, a confiança e a simpatia, garantido o êxito em
vendas. Conquistar satisfação profissional, hoje, consiste na adaptação da
função de acordo com as exigências do mercado e da empresa onde se atua.
A aplicação dos conceitos
vistos neste trabalho consiste em um desafio. O aspecto social, comunitário e
de negócio representa, sempre, um grande desafio. O profissional de Relações
Públicas tem esta visão e característica comunitária. Por isso, da importância
de se aplicar campanhas e projetos no Departamento Comercial, interagindo com os
públicos internos e externos, trabalhando a imagem, fixando a marca,
alavancando negócios e contribuindo, efetivamente, para a lucratividade
empresarial.

NOTAS
BIBLIOGRÁFICAS
[1] TALARICO,
Edison Gomes. Marketing promocional: descobrindo os segredos do mercado.
São Paulo: Atlas, 1996. p. 15.
[2] GÓIS,
Mauricio. Revista Técnicas de Vendas. Curitiba, p. 21, dez. 1999.
[3] STANTON,
William J. Gerência de vendas eficaz. 2. ed. Rio de Janeiro: Zahar,
1991. p. 25.
[4] VILHENA,
João Batista. Disponível em: http://www.guiarh.com.br/p5.htm.
[5] LEVITT,
Theodore. Disponível em: http://www.guiarh.com.br/p5.htm.
[6] MCKENNA,
Regis. Disponível em: http://www.guiarh.com.br/p5.htm.
[7] PINTO,
Solange da C. Disponível em: http://www.janelaweb.com/livros/marketing.html.
[8] Id., ibid.
[9] NÓBREGA, Clemente. Revista
Técnicas de Vendas. Curitiba: p. 13, dez. 1999.
[10] MILANI, Lucrécia
Aparecida Oliveira Lopes. Revista Técnicas de Vendas. Curitiba, p. 24,
abr. 2000.
[11]
GOLDMANN,
Heinz M. Estratégias inovadoras de vendas: como conquistar e manter
clientes em mercados competitivos. Rio de Janeiro: Ediouro, 1997. p. 11.
[12] MENDES, Eunice. Revista
Técnica de Vendas. Curitiba, p. 16-17, jun. 2000.
[13] GOLDMANN, Heinz M. Estratégias
inovadoras de vendas: como conquistar e manter clientes em mercados
competitivos. Rio de Janeiro: Ediouro, p. 19.
[14] CENTURIÃO, Alberto. Revista
Técnicas de Vendas. Curitiba, p. 15, maio 2000.
[15] KOTLER, Philip. Princípios
de marketing. 5. ed. Rio de Janeiro: Prentice-Hall do Brasil, 1993. p. 435.
[16] CENTURIÃO, Alberto, op.
cit., p. 15.
[17]
LORENZONI, Victor Hugo Merg. Revista Técnica de Vendas. Curitiba,
p. 29, jun. 2000.
[18]
Id., ibid., p. 26.

BIBLIOGRAFIA
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lhe contaram sobre comunicação empresarial. São Paulo : Best Seller,
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de Janeiro: Ediouro, 1997.
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Margarida Maria Krohling. Relações públicas
e modernidade: novos paradigmas na comunicação organizacional. São
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São Paulo: Editora Pioneira, 1997.
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e da comunicação. São Paulo: Pioneira, 1995.
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de Vendas. Curitiba, jun. 2000.
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Técnicas de Vendas. Curitiba, abr. 2000.
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David. Relações Públicas em
marketing e vendas: uma abordagem gerencial. São Paulo : McGraw-Hill,
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SITES
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PINTO,
Solange da Costa. Estratégias para
alavancar vendas. Disponível em:
http://www.janelaweb.com/livros.marketing.html.
VILHENA,
João Batista. Vendas e marketing numa
era competitiva. Disponível em:
http://www.guiarh.com.br.
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