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ENCONTRO
GRANDE CARAJÁS
Organização
Banco
Itaú
Profissional
Responsável
Ana
Lúcia Barra
Ano
da Premiação
1983
INTRODUÇÃO
Carajás,
sendo uma das últimas reservas de recursos naturais do mundo, despertava a
atenção dos meios econômicos e financeiros internacionais, com seu imenso
potencial.
Numa
tentativa de esclarecer a opinião pública nacional sobre o que Carajás
representa para o Brasil em termos de desenvolvimento econômico e social e, em
relação ao mundo, sobre o que nosso país tem a lhe oferecer, o Banco Itaú,
apoiando a iniciativa da ANPES – Associação Nacional de Programação
Econômica e Social, em promover um amplo debate sobre região do Grande
Carajás, patrocinou a realização de dois eventos:
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Encontro
Grande Carajás – São Paulo, realizado no dia 5 de maio de 1981, no Centro
Técnico Operacional – CTO, das Instituições Financeiras Itaú, reuniu cerca
de 170 convidados. |
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Encontro
Grande Carajás – Rio de Janeiro, realizado no dia 30 de julho de 1981, no
Jockey Club Brasileiro, reuniu cerca de 380 convidados. |
Era
intenção do Banco Itaú reunir nesses encontros, empresários de diversos
setores da economia brasileira, embaixadores e representantes de órgãos de
imprensa nacional e internacional, para divulgar as potencialidades de Carajás,
além do debate e troca de informações entre autoridades federais sobre o
Programa Grande Carajás – uma das mais ricas províncias minerais do mundo,
situada na Amazônia.
A
ANPES é uma associação civil e privada de programação, sem fins lucrativos,
com finalidades científicas e culturais. Diz-se "programação" para
indicar que a contribuição da iniciativa não pode ir além da formulação de
uma visão de perspectiva da economia brasileira, sem procurar qualquer forma de
planejamento global que não seja compatível com a organização política,
social e econômica do país. Dentro desse conceito, a ANPES procura dar aspecto
prático às suas atividades, formulando recomendações sobre problemas
concretos de política econômica.
ANTECEDENTES
O
interesse pela realização desses Encontros foi despertado em razão de um
trabalho desenvolvido pela ANPES, intitulado "Radiografia da
Amazônia", baseado em pesquisas naquela região, que resultou na
elaboração de um livro, "Radiografia da Amazônia", do qual também
participou o Banco Itaú, responsável pelo capítulo intitulado "Recursos
Minerais da Amazônia".
O
trabalho da ANPES, que vinha sendo desenvolvendo desde 1978, era centrado
basicamente no Programa Grande Carajás que abrange uma área de 400 mil km2,
nos Estados do Pará e Maranhão – uma das maiores concentrações de jazidas
minerais do mundo. As atividades nele previstas são: mínero-metalúrgicas, de
reflorestamento, agricultura e pecuária. Os investimentos potenciais para essas
atividades são da ordem US$ 14.600 milhões (dados em 1981).
Sendo
a ANPES uma associação voltada exclusivamente para fins científicos e
culturais, e não dispondo de recursos suficientes para a realização de
eventos do porte que o tema "Carajás" exigiria, as Instituições
Financeiras Itaú se propuseram a patrocinar, planejar, organizar e executar os
"Encontros Grande Carajás – São Paulo e Rio de Janeiro", uma
iniciativa de promoção de um trabalho de Relações Públicas e divulgação
sobre Carajás.
O
Banco Itaú e o Brasil estão integrados, hoje, no grande processo de
desenvolvimento do país e sentem, com clareza, a necessidade de levantamento de
recursos no exterior para esse objetivo. E esse levantamento de recursos está
profundamente vinculado aos recursos e ao potencial econômico do Brasil.
A
credibilidade do Brasil está baseada em seu potencial, nas imensas riquezas
ainda não exploradas, na sua fronteira agrícola em permanente expansão e,
especialmente, no seu subsolo ainda praticamente desconhecido e que está
começando a ser explorado de uma maneira expressiva nestes últimos anos.
Por
isso, o Banco Itaú passou imediatamente a se integrar nesse evento, com o
objetivo de desenvolver o conhecimento de todos os convidados em relação ao
Programa Carajás. Não era tarefa simples para o Itaú e a ANPES desenvolver um
trabalho nacional de Relações Públicas e do porte que o tema
"Carajás" exigia.
OBJETIVOS
"Quando
a ANPES – Associação Nacional de Programação Econômica e Social –
procurou o Banco Itaú, com o objetivo de apoiarmos este simpósio, aderimos
imediatamente, com entusiasmo, a esta idéia. E o fizemos movidos pelo interesse
que os nossos correspondentes no exterior, os clientes de nossas agências no
exterior, têm pelo Projeto Carajás" (palavras proferidas por Olavo
Setúbal, na abertura do "Encontro Grande Carajás – São Paulo").
O
Banco Itaú, ao apoiar a realização dos Encontros Grande Carajás, tinha como
objetivos básicos:
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apoiar
o esforço da ANPES em divulgar os recursos naturais da Amazônia, em
especial de Carajás, com base em amplo estudo realizado pela própria ANPES,
intitulado "Radiografia da Amazônia"; |
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promover
um projeto gigantesco e de interesse nacional associado institucionalmente
à imagem do Banco Itaú; |
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sensibilizar
investidores potenciais nacionais e estrangeiros a se interessarem pelo
desenvolvimento de Carajás; |
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criar
oportunidade para intercâmbio de opiniões e pareceres do empresariado e da
área estatal, transformando-se o projeto num objetivo nacional, mobilizador
de esforços e recursos; |
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esclarecer
o empresariado nacional sobre todos os detalhes e potenciais daquele
programa governamental, motivando-se a participarem do seu desenvolvimento; |
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motivar
a participação e engajamento dos diversos segmentos do empresariado nesse
projeto; |
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debater
soluções para a questão tecnológica, nas áreas de mineração,
metalúrgica, energia e transportes; |
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engajar
a comunidade técnico-científica nacional nesse projeto, para menor
dispêndio de divisas e maior geração de empregos; |
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contar
com a participação também de empresários estrangeiros, de técnicos e
daqueles que possuem potencial de investimentos em Carajás. |
EXECUÇÃO
Foi
preciso realizar muitas reuniões preliminares, viagens, contatos,
esclarecimentos, autorizações e, principalmente, o apoio de muitas áreas
ligadas ao governo, para que pudéssemos levar a efeito os Encontros que
pretendíamos. Além disto, por se tratar de um tema de interesse nacional e de
vários setores da sociedade, foi necessário todo um trabalho de esclarecimento
e divulgação, pela imprensa, para levar ao conhecimento do público em geral,
a importância que o desenvolvimento do Projeto Carajás representa para o
desenvolvimento do Brasil.
Também
colaborou na realização do evento a Assessoria de Imprensa do Banco Itaú, com
a divulgação de todas as notícias no país e a transmissão, via telex, ao
assessor de imprensa contratado em Nova York, com o envio de press-releases
a todos os jornais do Brasil. Outras medidas foram: impressão, em inglês, do
folheto "Programa Grande Carajás" e a gravação do evento em
videocassete e transmissão de radiofotos dos eventos, de Nova York para São
Paulo.
Sob
organização do Departamento de Marketing do Banco Itaú, levamos a efeito
todas as providências necessárias para a consecução desses Encontros que
tiveram sua abertura presidida, em São Paulo, pelo Ministro das Minas e Energia
– César Cals, e no Rio de Janeiro, pelo Secretário Executivo do Conselho
Interministerial do Programa Grande Carajás – Oziel Carneiro, como
representante do Ministro Delfim Netto.
Os
eventos foram amplamente divulgados, previamente, através de "releases"
e, posteriormente, através de noticiário de rádio, TV, jornais e revistas,
incluindo também os "releases". Contamos, nos dois eventos, com o
comparecimento dos mais expressivos nomes do empresariado nacional, além de
autoridades governamentais e imprensa.
Uma
das peças mais importantes que fizemos confeccionar, como material de apoio e
divulgação de Carajás, foi um audiovisual sobre a região, cuja exibição
foi solicitada, posteriormente, por diversas áreas da sociedade.
Durante
a realização dos eventos houve uma exposição de amostras dos minérios
encontrados em Carajás, inclusive a réplica da primeira pepita de ouro ali
encontrada. A esses encontros também compareceram executivos de finanças,
executivos de instituições financeiras dos Estados Unidos, autoridades
diplomáticas e representantes da imprensa nacional e internacional.
Os
encontros mostraram "a dimensão da expansão brasileira na nova fronteira
econômica que é o Amazonas".
RESULTADOS
O
Banco Itaú obteve tamanho sucesso na promoção dessas reuniões; o próprio
"Encontro Grande Carajás – Rio de Janeiro" foi realizado para
atender a solicitações do empresariado dos Estados do Rio de Janeiro, Minas
Gerais etc., que não pode comparecer no "Encontro Grande Carajás – São
Paulo".
O
"Encontro Grande Carajás – São Paulo" colocou a questão em linhas
gerais e estratégicas sobre "o quê" fazer, enquanto o "Encontro
Grande Carajás – Rio de Janeiro" foi extremamente objetivo,
concentrando-se em "como" fazer, limitando o número de expositores e
alongando o período destinado aos debates.
Outros
fatores que podem comprovar o interesse que os "Encontros Grande
Carajás" despertaram, são as várias solicitações que o Departamento de
Marketing recebeu de envio de material (folhetos) distribuídos; solicitações
de exibição do audiovisual sobre Carajás e, inclusive, o pedido de
transformação do audiovisual em vídeo tape para ser levado ao exterior, pelo
Sr. Fernando Lee – empresário brasileiro e grande defensor das riquezas
naturais – que também reuniu, no Guarujá, empresários estrangeiros, para
exibição do audiovisual.
O
Banco Itaú sente-se consciente de que atingiu plenamente os objetivos a que se
propôs para realizar os Encontros. A repercussão nacional e internacional
desse trabalho foi muito grande, tanto que, em 1982, em conjunto com a Brazilian
American Chamber of Commerce e Americas Society, o Banco Itaú e a ANPES
apresentaram o Projeto Carajás, em Nova York. Decidiu-se promover as reuniões
com o empresariado norte-americano para avaliar as possibilidades da região em
minérios e pediu, para a realização do evento, o apoio e a participação do
Banco Itaú e do governo brasileiro.
O
Banco Itaú realizou os seguintes eventos em Nova York: Carajás Project and
Plans for Development of the Eastern Amazon, com a presença de empresários
brasileiros e norte-americanos e Seminar on the Great Carajás Project,
que reuniu empresários e executivos de instituições financeiras
internacionais, empresas mineradoras, empresas consumidoras de minérios,
empresas investidoras em potencial, empresas de países consumidores de
minérios, autoridades diplomáticas, imprensa nacional e internacional,
sobretudo a especializada.
Dessa
forma, procuramos integrar Carajás nas metas prioritárias para o maior
desenvolvimento do Brasil.

Transcrição adaptada
dos registros existentes no CONRERP 2ª Região – São Paulo/Paraná
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