INAUGURAÇÃO
DA AGÊNCIA DO BANCO DO BRASIL EM CINGAPURA
Organização
Banco
do Brasil
Profissional
Responsável
José
Rolim Valença
Assessoria
Externa
AAB
– Assessoria Administrativa Ltda.
Ano
da Premiação
1980
O Brasil vive, desde há algum tempo, a fase de organização e de
planejamento, para que amadureça a visão de nossos empresários e se consiga preparar o
futuro. Porque preparar o futuro é interferir no presente para prever e modificar
conseqüências, alterando cursos econômicos e facilitando a conquista de maiores
espaços econômicos e políticos no concerto das nações.
Por este motivo a inauguração de um agência do Banco do Brasil
deve espelhar este momento brasileiro. Com muito mais razão, ainda, por se tratar do
maior banco brasileiro e de um banco que pode, em certa medida, espelhar as atitudes do
próprio Estado.
No início de 1978 decidiu-se abrir mais um agência do BB no
exterior, desta vez em Cingapura. Pequena república de apenas 586 km2 de
superfície, Cingapura conquistou rapidamente lugar de importância no cenário dos
negócios mundiais, dado o grande número de conglomerados e multinacionais instalados em
seu território. Se, por um lado, este fato impunha a abertura de uma agência do Banco do
Brasil naquele país, por outro lado a distância de Cingapura tornava difícil qualquer
medida a ser tomada.
Cingapura fica entre a Malásia e a Tailândia, a 40 horas de vôo do
Brasil; desta forma, decisões tomadas para implementação naquele país requerem extrema
precisão de planejamento e um rigoroso cronograma de atividades.
Assim, decidida a instalação, foi feita uma primeira viagem de
reconhecimento por Rolim Valença, conhecido profissional de Relações Públicas e
diretor da AAB. Para isto, Valença entrou em contato com os escritórios locais da Burson
& Marsteller, contratando os seus serviços para uma assessoria específica nas áreas
política, social e de criação de infra-estrutura para o evento.
PROJETO
Com base no levantamento feito por Rolim Valença e em dados da
Gerência de Área do BB, a AAB elaborou um projeto de campanha para a instalação da
agência, submetendo-o a Márcio da Silva Cotrim, Secretário de Publicidade do Banco, e a
Euler Alves Matheus, diretor da MPM Propaganda.
Aprovada, a campanha previa os seguintes eventos: recepção e jantar
inaugural; concerto de música erudita; show "Cores do Brasil"; exposição de
artes plásticas. Tudo supervisionado por especialistas de alta competência em seu setor,
para que todo caminhasse de forma homogênea.
Assim, contratou-se para a coordenação da exposição de artes
plásticas Luísa Strina, titular da Galeria de Artes de São Paulo; para a seção de
música erudita, contratou-se Roberto Szidon, solista de altíssimo nível internacional;
para moda e música popular brasileira, contratou-se Sandra Marcondes e Ângela Nader
Sarkis, ambas extremamente experientes em desfiles de moda e eventos correlatos; a
apresentação de comida típica brasileira requereu a contratação de Maria Helena Duque
Estrada Sarmento Barata, especialista em culinária e com muita experiência em
preparação de grandes quantidades de comida típica brasileira; finalmente, para o show
"Cores do Brasil" contratou-se Thomas Scheier, renomado especialista em
fotografia. Coube a ele coordenar todos os trabalhos de preparação e montagem de um
audiovisual sobre costumes, comércio, folclore, indústria e povo brasileiros.
Tudo definido, montou-se o cronograma necessário à perfeita
sincronização no movimento das pessoas, cargas e documentos durante a preparação e
execução de uma série de eventos como estes. Foram montados itinerários específicos,
estudadas as melhores datas, contornados entraves e disposições burocráticas de aduana,
despachadas obras de artes, feitas reservas em hotéis.
REALIZAÇÃO
E RESULTADOS
Finalmente, no final de junho, deu-se o evento. Fartamente coberto
pela imprensa local rádio, televisão, revistas e jornais provocou
comentários favoráveis ao Banco do Brasil em todos os círculos de interesse da
comunidade. Este interesse, aliás, ficou nitidamente definido pela presença maciça de
público e pela cobertura expressiva junto ao público que se visava cobrir: executivos de
multinacionais, pessoal dos organismos públicos de Cingapura, membros do corpo
diplomático de outros países e principais autoridades econômicas da região.

Originalmente publicado no Catálogo
Brasileiro de Profissionais de Relações Públicas, São Paulo, v. 3, p. 20, 1981,
editado pelo CONRERP 2ª Região São Paulo/Paraná