CONCURSO DE
ARTE INFANTIL CTBC
Organização
CTBC
Companhia Telefônica da Borda do Campo
Profissional
Responsável
Roger
Cahen
Ano
da Premiação
1980
A Companhia Telefônica da Borda do Campo foi fundada a 22 de março de
1954 por um grupo de empresários do ABC Paulista inconformados com a falta
de apoio apresentada pela então concessionária de serviços telefônicos, a
Companhia Telefônica Brasileira – CTB, para as necessidades de comunicação
da região.
Pioneira na implantação de técnicas e equipamentos modernos, a CTBC,
até julho de 1973, foi dirigida por seus fundadores e proprietários.
Historiadores e estudiosos da região afirmam pertencer a CTBC parte da
responsabilidade pelo desenvolvimento da região, pois ao fornecer serviços
telefônicos abundantes, não apenas supriu uma necessidade existente, mas
gerou facilidades para a instalação de centenas de empresas da região.
Em 1973 seu controle acionário foi adquirido pela recém-formada
Telecomunicações de São Paulo S.A. – TELESP, a qual indicou uma diretoria
formada por técnicos e administradores profissionais, demonstrando, deste
modo, sua intenção de não extinguir uma empresa integrada e participante
da região e, naturalmente, estimada por sua população e mundo empresarial.
Sob a direção da diretoria indicada, a CTBC em pouco mais de cinco anos
quintuplicou o número de terminais disponíveis, colocando o serviço
telefônico ao alcance de quase todos.
Ao mesmo tempo, aperfeiçoou técnicas e equipamentos, sendo considerada
uma das mais eficazes empresas telefônicas no país, sob a luz de diversos
indicadores operacionais. Hoje a CTBC tem 173.354 terminais telefônicos
instalados, atendendo a 17 municípios, a saber: Santo André, São Bernardo
do Campo, São Caetano do Sul, Mauá, Diadema, Ribeirão Pires, Rio Grande da
Serra, Suzano, Mogi das Cruzes, Itaquaquecetuba, Ferraz de Vasconcelos,
Poá, Biritiba Mirim, Arujá, Santa Isabel, Igaratá e Guararema.
Foi também a CTBC pioneira na aplicação de modernas técnicas
mercadológicas visando à comercialização de telefones, o que lhe valeu em
1977 a obtenção do prêmio Top de Marketing da ADVB e um prêmio da
Associação Brasileira de Marketing – ABM, por seu "case-history"
mercadológico.
O ano de 1979 assistiu à passagem do jubileu de prata da fundação da
CTBC. Uma série de eventos e atividades foi planejada para marcar a data
junto a seus públicos prioritários e dentro dos objetivos de comunicação
preconizados pelo Plano de Relações Públicas em vigor.
Como este "case-history" limita-se à descrição do Concurso de Arte
Infantil, abstivemo-nos de comentar eventos que não estejam diretamente
inseridos no contexto de promoção.
Na realidade, o Concurso de Arte Infantil CTBC fez parte de um
planejamento mais amplo, ou seja, foi um dos eventos do que convencionamos
chamar de "Plano de Jubileu de Prata".
OBJETIVOS
Para o transcurso do Ano de Jubileu de Prata da Companhia Telefônica da
Borda do Campo, buscávamos a realização de eventos e atividades que
marcassem a data de forma indelével e criativa e que, no entanto, também
tivessem custos compatíveis com a conjuntura.
Desejávamos atingir o maior número possível de pessoas componentes de
nossos públicos prioritários e, principalmente, os habitantes das regiões
servidas por nós, na época vinte municípios, com população estimada em 2,5
milhões de pessoas.
Não nos satisfazia a idéia de veicularmos anúncio institucional através
de mídia impressa ou eletrônica, pois além do alto custo, anúncios deste
tipo não ensejam participação direta e sempre parecem autocongratulações.
Por outro lado, desejávamos obter ilustrações diferentes das que até
então vínhamos utilizando em nossos Relatórios da Administração.
A feliz coincidência de que em 1979 comemorar-se o Ano Internacional da
Criança, deu-nos a inspiração – uma promoção que atingisse diretamente às
mais de 300.000 crianças inscritas em escolas primárias da região e, por
meio disto, nossos públicos prioritários.
A idéia de lançarmos um "Concurso de Arte Infantil" surgiu, portanto,
de uma linha de raciocínio e dentro dos objetivos específicos, a saber:
 |
fazer parte de um contexto maior – o Plano de Comemorações do Jubileu
de Prata da Companhia Telefônica da Borda do Campo; |
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formar imagem favorável junto à população infantil dos Municípios que
atendemos – o público do futuro; |
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lançar uma promoção participativa e não apenas passiva, obtendo desta
maneira, total autenticidade para a promoção; |
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manter imagem favorável junto às comunidades diretamente atingidas
pelos serviços que fornecemos; |
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manter imagem favorável junto às demais componentes dos nossos
públicos prioritários; |
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manter e reforçar nossa imagem junto aos públicos que compõem o "mailing
list" de nosso Relatório da Administração, o qual seria ilustrado com os
trabalhos vencedores; |
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obter o máximo de resultados ao menor custo possível. |
ESTRATÉGIA
Desde o surgimento da idéia de lançarmos a promoção, estabelecemos, por
uma questão de coerência, um tema para os trabalhos – o telefone.
Consultados psicólogos e pedagogos, optamos por limitar a 12 anos a
idade de participação. Deste modo, esperávamos obter trabalhos não
comprometidos e de real criatividade.
Foram previstos dez prêmios. Entretanto, desejamos comentar o primeiro
prêmio – uma viagem a Brasília, por dois dias, com passagens aéreas e
estadas pagas, inclusive para acompanhante. A CTBC faz parte do Sistema
Nacional de Telecomunicações, o Sistema Telebrás. A Telecomunicações
Brasileiras S.A. – TELEBRÁS, é a empresa "holding" das telecomunicações
brasileiras e, sendo vinculada ao Ministério das Comunicações, sua sede é
em Brasília.
Julgamos que uma viagem à Capital Federal seria atrativa o suficiente
para motivar os concorrentes a darem o máximo de si. Esperávamos também
inserir no prêmio, uma visita às mais altas autoridades ligadas às
telecomunicações, mormente a Sua Excelência o Ministro de Estado das
Comunicações e ao Presidente da TELEBRÁS.
Outra necessidade que detectamos foi a de ter-se credibilidade no
critério de escolha dos trabalhos classificados. Assim decidimos compor
uma Comissão Julgadora. Convidamos para a Presidência de Honra da Comissão
Julgadora, o Secretário da Educação, Esportes e Cultura do Município de
Santo André, pessoa possuidora de reconhecido cabedal cultural. Os outros
membros da Comissão Julgadora foram: uma psicóloga, ligada aquela
Secretaria, uma pedagoga, idem, três consagrados artistas plásticos do ABC
e o profissional de Relações Públicas da CTBC.
Foi escrito um regulamento para reger o Concurso, o qual foi
referendado pela nossa Assessoria Jurídica, de modo a evitarem-se
problemas de ordem legal.
EXECUÇÃO
Para atingirmos os objetivos visados com a promoção, naturalmente
necessitávamos da maior divulgação possível. Assim, sob nossa solicitação,
a agência de publicidade que nos atende – Alcântara Machado Periscinoto
Comunicações – criou uma marca para o concurso, uma criança cuja parte
inferior do corpo é um lápis, bem como os materiais de divulgação, a
saber:
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cartazete; |
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folheto de quatro cores, para o lançamento; |
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folheto semelhante, em B&P, para divulgação maciça; |
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display para folhetos; |
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anúncios para jornais, sendo um para o lançamento, contendo o cupom
para participação e outro para o encerramento, veiculados em jornais. |
No entanto, devemos aclarar que à Alcântara Machado Periscinoto
Comunicações coube unicamente a criação e execução de peças de apoio, não
tendo de forma alguma participação da criação e/ou demais fases da
promoção.
O Concurso de Arte Infantil CTBC foi oficialmente lançado no dia 22 de
março de 1979, no decorrer de um evento que contou com a participação do
Senhor Presidente da TELEBRÁS, General José Antonio de Alencastro e Silva
e diversas outras autoridades.
O lançamento do concurso foi um dos itens que compôs o evento, o qual
ainda incluiu a inauguração de um novo posto de serviços, inaugurações de
centrais telefônicas e o lançamento, pela Empresa Brasileira de Correios e
Telégrafos, de um carimbo comemorativo do 25º Aniversário da CTBC, além de
um coquetel.
Foi então iniciado o trabalho de divulgação do concurso, trabalho este
que atingiu mais de 600 escolas primárias de todos os municípios então
servidos pela CTBC, agências bancárias, postos de serviços e saguões da
empresa.
Este trabalho foi realizado inteiramente por pessoal de diversos
setores da empresa, que indo de escola em escola distribuiu material,
conversou com diretores e professores e muitas vezes conseguiu que estes
incluíssem a confecção do trabalho no currículo escolar dos seus alunos.
A eficácia deste trabalho pôde ser medida pelo fato de termos recebido
pouquíssimos trabalhos com o cupom publicado em jornais. A esmagadora
maioria dos trabalhos recebidos veio anexa ao cupom contido no folheto
distribuído.
Naturalmente, fomos apoiados pelas Delegacias Regionais do Ministério
da Educação e da Secretaria Estadual de Educação, bem como pelas
Secretarias Municipais de Educação. Cada um dos titulares destes órgãos
recebeu ofício da Secretaria de Educação, Esportes e Cultura do Município
de Santo André, cujo titular, recordamos, foi o Presidente de Honra da
Comissão Julgadora. Por meio dessas providências, recebemos autorização
para ingressar nas escolas para o trabalho de divulgação.
A divulgação também foi feita através de "press-releases" à imprensa em
geral e de anúncios em jornais.
Muito nos foi perguntado sobre o critério que a Comissão Julgadora usou
para escolher apenas 10 (dez) vencedores entre os milhares de trabalhos
que recebemos.
Alguns parâmetros foram estabelecidos, pois buscávamos real
criatividade infantil. Dentre eles, podemos citar: eliminação de trabalhos
com frases elogiosas, eliminação de trabalhos em desacordo com o
regulamento, eliminação de colagens e decalques, eliminação de trabalhos
que utilizassem desenhos com "copyright" pertencente a outrem (personagem
Disney, Maurício de Souza e outros), eliminação de trabalhos com nítida
influência adulta. Naturalmente, gosto é algo impossível de definir-se e
por isto é que compusemos uma Comissão Julgadora bastante eclética, com
predominância de artistas plásticos consagrados.
Após verdadeiras maratonas, chegou-se ao resultado final, em setembro.
Devemos ressaltar que os escolhidos foram os trabalhos e não os autores,
pois fomos procurá-los somente após a decisão ter sido tomada.
Deste modo, tivemos dentre os vencedores crianças de diversas idades e
níveis sociais e uma grande variedade de caminhos criativos.
No dia 12 de outubro – Dia da Criança – publicamos um anúncio no qual
dávamos os nomes dos vencedores. A ordem era alfabética e não de
premiação. Os vencedores apenas souberam sua classificação durante o
coquetel de premiação que oferecemos nessa data.
Naturalmente, já havíamos contatado os vencedores para obtermos fotos e
dados para "press-kit" e para nosso "house-organ".
RESULTADOS ALCANÇADOS
A quantidade de trabalhos recebidos – mais de quinze mil – superou
nossas mais otimistas expectativas. Seria impossível discriminar a imensa
variedade das peças recebidas. Desde peças tridimensionais
(desclassificadas por força do regulamento) como telefones esculpidos em
sabão, madeira, gesso e outros materiais, como montados com tábuas,
embalagens de iogurte, margarina e papelão, até quadros pintados a óleo,
com boa técnica artística.
A imprensa local interessou-se vivamente pela promoção, publicando
nossos "press-releases" e realizando entrevistas com os ganhadores.
O Relatório da Administração publicado, contendo os trabalhos
vencedores como ilustração, mereceu sobre este aspecto, dezenas de cartas
e telegramas da mais altas autoridades.
O custo da promoção, de acordo com os objetivos, ficou abaixo do custo
de veiculação de quatro anúncios de 30 segundos em horário nobre de
televisão, incluindo aqui a premiação.
Finalmente, a vencedora da primeira colocação, Vivien Cristina Anselmo,
de 11 anos, foi recebida em audiência por Sua Excelência o Ministro de
Estado das Comunicações, Engenheiro Haroldo Correa de Mattos e pelo
Presidente da Telecomunicações Brasileiras S.A. – TELEBRÁS, General José
Antonio de Alencastro e Silva, em Brasília, no dia 4 de dezembro de 1979,
a cada um entregando uma reprodução de seu trabalho, previamente
preparada.

Transcrição adaptada dos
registros existentes no CONRERP 2ª Região – São Paulo/Paraná
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