Responsabilidade Social*

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PROGRAMA ALUNO-GUIA

 

Organização

Banco Nacional

Profissional Responsável

Mônica Mange Collet e Silva

Assessoria Externa

Matriz de Comunicação e Relações Públicas

Ano da Premiação

1991/1992

 

INTRODUÇÃO

Joinville, conhecida como "Cidade dos Príncipes", das "Flores" e "Manchester Catarinense", guarda em sua história as raízes da colonização alemã. Fundada em 9 de março de 1851, aos 141 anos, a cidade preserva costumes e tradições trazidas pelos colonizadores, como as construções em estilo enxaimel, a língua alemã e as festas típicas.

Joinville é o maior município do Estado de Santa Catarina, com o maior colégio eleitoral, maior orçamento municipal, maior arrecadação de ICMS e terceiro pólo industrial da Região Sul (depois de Porto Alegre e Curitiba).

Hoje com uma população de aproximadamente 350 mil habitantes, a cidade já enfrenta uma das mais sérias ameaças e perigos das grandes metrópoles – os problemas do trânsito, resultado do rápido crescimento urbano. Diariamente, circulam pela cidade cerca de 90 mil veículos automotores.

Em 1989, foi criada a Comissão Comunitária para Humanização do Trânsito, com o objetivo de tratar unicamente dos problemas do trânsito. A comissão desenvolveu o maior programa de educação para o trânsito já realizado em Joinville, conseguindo provocar um amplo processo de revisão das condições de tráfego nas áreas urbanas, atacando os "pontos críticos" e desencadeando o processo de conscientização da sociedade joinvilense para o problema do trânsito.

PROGRAMA ALUNO-GUIA

Numa iniciativa inédita no país, a Comissão Comunitária para a Humanização do Trânsito implantou, em 22 de agosto de 1991, um programa voltado para a educação do trânsito de muito sucesso em Assunção, Paraguai.

A Matriz de Comunicação e Relações Públicas, que já dava apoio às iniciativas da Comissão de Trânsito, teve a incumbência de desenvolver um plano de envolvimento da sociedade joinvilense, de adaptação e aprimoramento do programa, denominado "Aluno-Guia". Com o apoio de todos os membros da Comissão e em conjunto com a agência de propaganda Brave, de Joinville, foram realizadas campanhas educativas e eventos que tiveram por objetivo informar a cidade quanto ao programa e buscar o engajamento da comunidade.

O programa de desenvolvido no Paraguai tem o patrocínio de uma subsidiária do Banco Nacional. Em Joinville, o programa é também patrocinado pelo Banco Nacional, que tem interesse em levar essa experiência vitoriosa a outras cidades do país.

OBJETIVOS

O Programa Aluno-Guia visa unir esforços de todos os segmentos da comunidade para disciplinar o trânsito nas áreas escolares, principalmente nos horários de entrada e saída dos alunos, aumentando, assim, o envolvimento de escolares, professores, diretores e pais.

Atinge, por extensão, toda a comunidade com vistas a que todos, pedestres e motoristas, aumentem a atenção e os cuidados para evitar acidentes. Para isto, objetiva também:

despertar na criança o interesse pelas normas e leis de trânsito e conscientizá-la da importância do respeito pelo respeito pelo trânsito;

desenvolver na criança o espírito de coleguismo e solidariedade para com os colegas;

abrir canais de comunicação entre Comissão Comunitária para a Humanização do Trânsito e a comunidade, a fim de conquistar a boa vontade e a participação do joinvilense para os problemas do trânsito;

dar continuidade aos projetos de redução de acidentes já desenvolvidos pela Comissão Comunitária para a Humanização do Trânsito.

ESTRATÉGIAS

A fim de que os objetivos propostos fossem plenamente alcançados, foram estabelecidas algumas estratégias.

Incentivar e treinar os alunos em ações práticas do trânsito, com vistas a ampliar o seu entendimento e sua conscientização a respeito da conduta e dos procedimentos a serem assumidos.

Ampliar a participação das direções das escolas e dos professores nos assuntos ligados ao trânsito, fazendo com que a educação para o trânsito se incorpore à sua cultura e a seus hábitos, passando a ser parte integrante da rotina escolar.

Envolver mais intensamente e de forma generalizada todos os pais, por meio, principalmente, da maior participação e conscientização dos filhos no processo de educação para o trânsito.

Fazer crescer nos motoristas a atenção e os cuidados, principalmente nas proximidades das escolas.

Proporcionar segurança aos alunos em frente aos estabelecimentos de ensino.

Desenvolver no aluno atitudes de responsabilidade pela segurança de seus colegas.

Divulgar o Programa Aluno-Guia amplamente, tanto na mídia local como na nacional, para que o programa se torne do conhecimento de todos, principalmente da comunidade joinvilense.

EXECUÇÃO

Seguem os procedimentos tomados para a execução dos trabalhos, em obediência às estratégias estabelecidas.

Definição do Conceito

Aluno-Guia é o encarregado de controlar a travessia de escolares defronte ou nas imediações da sua escola, auxiliando na segurança de seus companheiros e exercendo uma ação exemplar entre pedestres e motoristas.

Funções

A principal função do aluno-guia é proteger os escolares na travessia da rua em frente à escola, na hora de entrada e saída do colégio.

Para o melhor desempenho de sua função, é necessário concretizar o aprendizado dos demais alunos, a fim de que respeitem o seu trabalho e colaborem com ele, atacando suas instruções e aceitando sua própria responsabilidade diante de um ato de desobediência.

Deveres do Aluno-Guia

Os participantes do programa têm muito claro quais são suas responsabilidades como participantes e agentes do programa.

Dar o máximo de dedicação e interesse ao cargo que lhe foi confiado.

Manter uma conduta irrepreensível na escola e fora dela.

Lembrar que é responsável pela segurança dos companheiros nas travessias da rua e de sua escola.

Conscientizar os motoristas nas proximidades da escola com relação à educação para o trânsito.

Divulgar entre os colegas seus conhecimentos sobre educação para o trânsito.

Observar pontualidade e disciplina.

Estar sempre atento no desempenho de suas funções.

Zelar pelo equipamento colocado à sua disposição para o desempenho de sua função.

Ser cortês e amável com os demais.

Coordenação

A coordenação do programa é da Comissão Comunitária para Humanização do Trânsito, que nomeou um responsável dentre seus integrantes. No entanto, cada escola tem um coordenador, que é o responsável direto pelo grupo de alunos-guia.

Seleção das Escolas

A Comissão Comunitária para a Humanização do Trânsito inicialmente fez a seleção em 12 escolas de Joinville nas quais implantou o programa em caráter permanente. Os critérios para a escolha dessas escolas foram a localização, intensidade do trânsito nas proximidades e número de alunos do estabelecimento.

Feita a escolha das escolas, as respectivas direções foram convidadas a participar do programa, quando se discutiram os detalhes e a importância do envolvimento dos alunos, pais e professores na educação para o trânsito. Em seguida, foram discutidos os detalhes do Programa Aluno-Guia e da participação da comunidade escolar.

Para consolidar a participação das escolas que fazem parte do programa, é firmado um convênio com a Comissão Comunitária para a Humanização do Trânsito, descrevendo os deveres de cada uma das partes.

No primeiro semestre de 1992, o programa foi estendido a mais oito escolas, totalizando 20 estabelecimentos de ensino. A Comissão de Trânsito espera atingir todas as escolas de Joinville.

Seleção dos Alunos-Guia

No processo de seleção foi dada preferência aos alunos de 7ª e 8ª séries. Mas o programa conta também com alunos de outras séries mais adiantadas de 1° grau. A escolha ficou a cargo dos coordenadores das escolas, fundamentada em grau de maturidade, condições de liderança e persuasão sobre os colegas, além de outras virtudes como cortesia, interesse pela atividade e bom nível no trato com os demais alunos.

Após a escolha e aceitação pelos escolhidos, a direção da escola realizou, no próprio estabelecimento, uma reunião com a presença de integrantes da Comissão de Trânsito e os respectivos pais, para comunicar e discutir o assunto. Após o encontro, os pais ou responsáveis apresentaram uma autorização por escrito.

O número de alunos-guia por escola é de no mínimo seis por turno, com um revezamento semanal. Ocupam o posto durante todo o ano, podendo também ser substituídos em cada novo semestre.

Treinamento

O treinamento dos alunos-guia a respeito de suas funções e dos assuntos ligados ao trânsito (normas de conduta e segurança, sinalização etc.) é de responsabilidade da Polícia Militar. Nesse sentido, existe um comprometimento do 8º Batalhão da Polícia Militar de Joinville.

As instruções são feitas pelos próprios policiais, com aulas numa carga de 20 horas/aula. Os alunos recebem noções de primeiros-socorros, massagens cardíacas, respiração boca-a-boca, casos de paradas cardiorrespiratórias e aulas com auxílio de vídeo. No curso os alunos recebem o Manual do Aluno-Guia.

Os alunos-guia recebem também ensinamentos básicos sobre relações humanas, que são ministradas por professores do Senai e da Secretaria Municipal de Educação de Educação.

As aulas para os alunos-guia são ministradas no quartel da Polícia Militar durante o período que antecede à formação de novas turmas em cada início de semestre.

Na primeira etapa do programa, em 1991, a Polícia Militar treinou e preparou 240 alunos-guia. No primeiro semestre de 1992, habilitou mais 379, totalizando 619 alunos-guia.

Para melhor êxito do programa é necessário, por outro lado, concretizar o aprendizado dos demais alunos, a fim de que respeitem o trabalho do aluno-guia, colaborando com ele e acatando suas instruções.

Operação

Os alunos-guia são postados nas horas de entrada e saída das aulas, em posição de destaque, bem visíveis aos motoristas, em local definido na frente da escola.

Os alunos que necessitam fazer a travessia aguardam a autorização do aluno-guia, próximo à faixa de pedestres.

Verificando que existem alunos para a travessia, o aluno-guia aciona o dispositivo (botoneira de semáforo) ou levanta a tabuleta "PARE" para que os motoristas detenham seus veículos. Logo após, apita e sinaliza para que os escolares atravessem ordenadamente a rua na faixa de pedestre.

Essa atividade começa aproximadamente 15 minutos antes que os alunos entrem na escola e cerca de 10 minutos antes da saída. Tanto no horário de entrada como no de saída, a operação só termina quando todos os alunos tenham atravessado, ou seja, mais ou menos 15 minutos após o horário.

Sendo necessário, o trabalho pode ser auxiliado por outros alunos-guia nos dois lados da rua, distantes trinta metros da faixa de pedestre, com a função de ajudar os alunos na travessia, orientar os pais que estacionam os veículos e dar outras informações. Normalmente são utilizados quatro alunos-guia em cada operação.

Caso algum motorista desrespeite o trabalho dos alunos-guia e cometa infrações de trânsito, a placa do veículo é anotada e informada ao Ciretran, para que o órgão tome as providências necessárias.

Acompanhamento

A Comissão Comunitária para a Humanização do Trânsito é responsável pelo acompanhamento permanente do programa. Até a consolidação, a Polícia Militar também realiza acompanhamento direto com os alunos-guia.

Anormalidades que possam comprometer êxito do programa são discutidas em reuniões de emergência, pela Comissão de Trânsito, em conjunto com a Polícia Militar e com a direção da escola onde os problemas estejam ocorrendo.

Para revitalizar o programa são realizadas também reuniões específicas com todas as pessoas ligadas ao programa, quando são revistos os pontos vitais e apresentadas propostas de melhoria. Uma das principais preocupações da Comissão de Trânsito é a motivação do aluno-guia com relação ao trabalho que realiza.

Lançamento

O lançamento do programa foi no dia 22 de agosto, no Ginásio Ivan Rodrigues, e contou com a participação de autoridades estaduais e municipais, diretores, professores e aproximadamente 2 mil estudantes das escolas participantes do programa, e representantes de diversas entidades.

Na ocasião foram mostrados os objetivos do programa e a sua forma de desenvolvimento e, principalmente, feito um amplo trabalho de assessoria de imprensa, que atingiu toda a comunidade.

Evento de Encerramento do Programa Aluno-Guia/91

A Comissão Comunitária para a Humanização do Trânsito e o Banco Nacional promoveram no dia 12 de dezembro de 1991, no Ginásio Ivan Rodrigues, a solenidade de encerramento do Programa Aluno-Guia referente ao ano letivo de 1991. Mais de dois mil estudantes, além de autoridades civis e militares, acompanharam a formatura dos 240 alunos-guia que, durante o segundo semestre de 1991, exerceram as funções de controlar e orientar o trânsito de veículos e pedestres em frente às escolas.

Os 240 alunos que receberam treinamento da Polícia Militar e passaram a atuar como guardas de trânsito receberam diplomas, bonés do Banco Nacional, com assinatura do piloto Ayrton Senna, e participaram do sorteio de 13 cadernetas de poupança, também oferecidas pelo Banco Nacional.

O ponto alto do evento foi o entusiasmo das crianças que acompanhavam e vibravam cada vez que um aluno-guia recebia seu certificado. No final do evento houve distribuição de brindes pelo Papai Noel.

Premiação

A definição dos prêmios é sempre feita junto com o patrocinador. A cada ano, no final do período letivo, todos os alunos-guia, coordenadores e escolas participantes do programa recebem um prêmio especial pelo trabalho desenvolvido, conforme sugestões abaixo:

Aluno-Guia: viagens nacionais, coleção de livros, cadernetas de poupança, bicicletas.

Coordenadores: cadernetas de poupança, obras literárias.

Escolas: acervo bibliográfico, acervo para laboratório de ciência, televisão e videocassete, material esportivo

Como forma de estímulo, também podem ser sorteados prêmios maiores entre os participantes, como cadernetas de poupança de maior valor e viagens de férias.

Podem ser entregues, também, troféus para os alunos-guia, coordenadores e escolas que mais se destacarem no desenvolvimento de seu trabalho. Todos os participantes recebem um certificado de participação.

No final do ano letivo de 1991 todos os alunos-guia, coordenadores e diretores do programa nas escolas receberam como prêmio uma viagem a São Paulo, onde passaram um dia no Play Center.

Manual de Orientação do Programa Aluno-Guia

O Banco Nacional idealizou um manual de orientação para auxiliar as escolas e alunos-guia no desenvolvimento de suas atividades no Programa Aluno-Guia.

O manual contém recomendações a respeito da implantação da Comissão Comunitária para a Humanização do Trânsito e a realização do trabalho de educação para o trânsito, com a finalidade de fundamentar o Programa Aluno-Guia e conscientizar os pedestres e condutores de veículos.

Divulgação

A fim de uma maior conscientização por parte dos motoristas e pedestres, e como forma de sensibilizar e buscar o engajamento da comunidade, o Programa Aluno-Guia, desde o seu início, foi amplamente divulgado.

A agência de propaganda Brave, de Joinville, criou campanhas de propagandas veiculadas nas emissoras de rádio e TV e jornais, com alertas sobre os horários de entrada e saída de alunos dos estabelecimentos de ensino. Também foram utilizados outdoors sobre o programa nos principais pontos da cidade.

O trabalho de assessoria de imprensa do Programa Aluno-Guia é realizado pela Matriz de Comunicação e Relações Públicas, agência contratada pelo Banco Nacional, unicamente para fazer a divulgação e acompanhamento do programa.

Vídeo Institucional do Programa Aluno-Guia

O Programa Aluno-Guia foi tema de um vídeo institucional, que está sendo usado pela Comissão Comunitária para a Humanização do Trânsito para divulgar o programa em encontros e seminários que promove e de que participa dentro e fora de Joinville. Esta é também a proposta do patrocinador, o Banco Nacional, que pretende mostrar o vídeo em outras cidades do país, como exemplo do sucesso de um programa que envolve juntamente crianças e adultos na educação e controle do trânsito.

O vídeo foi produzido pela Matriz de Comunicação e Relações Públicas e tem duração de aproximadamente 12 minutos. Mostra um pouco de Joinville, seu trânsito, suas ruas e avenidas, focalizando principalmente a atuação dos alunos-guia em frente às escolas. Também reúne vários depoimentos com a opinião de líderes comunitários, pais de estudantes, motoristas, educadores, representantes da Polícia Militar e dos próprios alunos-guia.

Além de apresentar o programa, o vídeo procura passar a idéia de como é possível criar projetos para melhorar o trânsito das cidades e reduzir o número de vítimas em acidentes, principal objetivo do Programa Aluno-Guia.

Recursos Financeiros

Além dos recursos fixados pela Prefeitura Municipal de Joinville para a sinalização horizontal e vertical das ruas e construção dos avanços em frente às escolas, o programa conta com o apoio do Banco Nacional que, desde o início, patrocina o lançamento, a publicidade e a sustentação do programa. São duas as categorias de recursos para o lançamento e manutenção do programa.

Recursos Iniciais:

confecção dos uniformes;

confecção e implantação dos redutores de velocidade;

manutenção e substituição dos equipamentos;

organização e lançamento do programa;

divulgação local em televisão, rádio e jornal;

premiação dos participantes do programa;

evento de encerramento do programa no final do ano letivo de 1991.

Recursos Destinados à Sustentação:

produção de um vídeo institucional sobre o programa;

manual de orientação do aluno-guia;

participação em eventos paralelos sobre educação no trânsito;

assessoria de imprensa permanente.

Atividades Complementares

A Comissão Comunitária para a Humanização do Trânsito realiza reuniões todas as segundas-feiras, quando são tratados unicamente assuntos relacionados ao trânsito. A Comissão é integrada por representantes do governo municipal, escolas municipais, estaduais e particulares, polícia civil e militar, comércio e todos os segmentos que se preocupam com os problemas do trânsito no município.

Além do Programa Aluno-Guia, a Comissão de Trânsito desenvolve várias outras atividades ligadas à área da educação para o trânsito. Nestes dois últimos anos, a Comissão já realizou os seguintes trabalhos:

introdução da Lei Orgânica do Município, que tornou obrigatório o tema "Educação para o Trânsito", no currículo do ensino de primeiro grau do município;

criação de uma cartilha para auxiliar o professor no ensino do tema "Educação para o Trânsito", nas escolas públicas e privadas de primeiro grau do município;

realização de seminários de "Educação para o Trânsito";

criação de um manual de "Segurança no Trânsito", elaborado por técnicos da própria comissão e utilizado em cursos especiais ministrados pelas Comissões Internas de Prevenção de Acidentes.

AVALIAÇÃO

A avaliação é feita pela Comissão Comunitária para a Humanização do Trânsito, juntamente com os alunos-guia, coordenadores e diretores das escolas, visando medir os resultados parciais, dando o acompanhamento necessário ao programa ao final de cada ano letivo e comparando com os objetivos específicos.

Diariamente, os coordenadores do programa nas escolas, que acompanham os alunos-guia, fazem uma avaliação pela qual são verificados todos os problemas que surgem no dia-a-dia.

A avaliação também é feita por meio de depoimentos prestados pelos próprios alunos-guia, professores, motoristas, pedestres e pais de escolares. Nos depoimentos os entrevistados manifestam suas opiniões sobre o programa e apresentam sugestões de melhoria. Os dados e sugestões dos depoimentos são recolhidos e analisados pela comissão.

O envolvimento e a participação da comunidade no programa tem demonstrado que os objetivos de unir esforços de todos os membros da comunidade para disciplinar o trânsito e reduzir o número de vítimas causadas pelos acidentes de trânsito, está sendo atingido.

RESULTADOS ALCANÇADOS

A cidade de Joinville já se encontra em fase de conscientização quanto aos problemas do trânsito. Essa condição é atribuída aos trabalhos realizados pela Comissão Comunitária para a Humanização do Trânsito.

A Comissão já conseguiu resultados significativos em três anos de atuação. Mas há muito por fazer e os desafios serão maiores e mais complexos em virtude do crescimento do número de veículos em circulação.

Por esta razão, a Comissão tem a plena convicção de que é preciso dar continuidade aos trabalhos iniciados, cada vez com mais empenho, tornando o trânsito de Joinville ainda mais humano para todos.

A Matriz de Comunicação e Relações Públicas, pelo seu envolvimento diário com os problemas da cidade, vem acompanhando de perto todo o processo de melhorias nas condições do trânsito de Joinville. A redução do número de óbitos de 1989 a 1990 foi de 59,02% e de 1990 a 1991, de 25,54%.

O Programa Aluno-Guia, assim como outros trabalhos que estão sendo desenvolvidos na área do trânsito, fazem parte de um programa contínuo de educação para o trânsito. O programa já está sendo implantado em outros Estados, como é o caso da empresa Vale do Rio Doce, que recentemente adotou o programa em Carajás.

Transcrição adaptada dos registros existentes no CONRERP 2ª Região – São Paulo/Paraná