CAMPANHA DE VACINAÇÃO CONTRA A
POLIOMIELITE
Organização
Cia.
Souza Cruz Indústria e Comércio
Profissional
Responsável
Marcus
Ramos Molina
Ano
da Premiação
1984
A Campanha de Vacinação Contra a Poliomielite, promovida todos os
anos pelo Ministérios da Saúde e pelas Secretarias Estaduais da Saúde, passou a contar,
a partir de 1981, na cidade de Teresina, Piauí, com o valioso e decisivo apoio da Souza
Cruz.
Diante da importância e do alcance social da campanha, a Souza Cruz
não tardou a estender esse apoio ao Rio Grande do Norte e Ceará, com doze kombis e
numerosos funcionários engajados nessa realização comunitária.
No ano seguinte, a colaboração da Souza Cruz atingiu todos os
Estados do Nordeste e se tornou definitiva. Hoje, essa participação na Campanha Nacional
de Vacinação Contra a Poliomielite é tradição da empresa e motivo de orgulho para
seus funcionários. Desse modo, a Souza Cruz se integra, cada vez mais, na vida das
comunidades onde atua.
ENGAJAMENTO
Ao engajar-se na Campanha de Vacinação Contra a Poliomielite, a
Souza Cruz põe à disposição das autoridades federais, estaduais e municipais, parte de
seus recursos humanos, materiais e financeiros.
Dispondo também de considerável material logístico, que pode ser
eventualmente deslocado, ela o põe igualmente à disposição das autoridades tornando
menos numeroso e mais efetivo, o esforço oficial na campanha.
Pretende-se, com isso, devolver à comunidade o incentivo que a
empresa vem recebendo dela, em seus 81 anos de existência.
A Souza Cruz também deliberou participar na Campanha Nacional de
Vacinação Contra a Poliomielite, nos Estados e locais de maior carência financeira,
material e humana. Para isso, mobilizou parte de seus recursos no Norte-Nordeste, até
porque essa é a região de maior incidência de casos de poliomielite, no Brasil
Em colaboração com as autoridades, principalmente das Secretarias
Estaduais de Saúde e, eventualmente com as Secretarias Municipais, além, é óbvio, do
Ministério da Saúde, instalou postos de vacinação, fixos e móveis.
Também mobilizou parte de sua frota de veículos, empregados
habitualmente na distribuição dos seus produtos, para servirem no transporte de vacinas,
de equipes de vacinação e de material de apoio.
Recrutou muitos dos seus funcionários na maior parte dos
casos, voluntários que serviram de manancial humano, trabalhando como motoristas,
vacinadores, transportadores de material. Foram mais de 400 pessoas, envolvidas nesse
trabalho.
Os refeitórios da empresa, nos locais onde mantém unidades
administrativas ou industriais, foram oferecidos para o preparo e fornecimento de
refeições às equipes de vacinação, principalmente equipes médicas e de
colaboradores.
Finalmente, investiu recursos humanos e materiais, além de
financeiros, na viabilização da Campanha incluindo as mais diversas formas de facilitar
a execução dos planos ditados pelas autoridades federais, estaduais e municipais.
Assim, colocou faixas nos postos de vacinação e nos carros da frota
integrada na Campanha; distribuiu 100 mil adesivos e afixou 20 mil cartazes relativos ao
evento. Além disso, instalou bases de apoio e socorro mecânico.
Isso ocorreu nos anos de 1981 e 1982. Em 1983, pôs em ação cerca
de 400 mil funcionários e quase 100 veículos, que percorreram aproximadamente 30 mil
quilômetros em cada uma das fases da Campanha, em 11 de junho e 13 de agosto.
Publicou uma edição especial do seus house-organs, o
Informativo Souza Cruz (30 mil exemplares) para registro e divulgação dos resultados
da vacinação. Divulgou também a Campanha em outras de suas publicações, como O
Varejista, com 300 mil exemplares e a edição normal do Informativo.
ABRANGÊNCIA
Foram atingidos os Estados do Acre, Alagoas, Amazonas, Bahia, Piauí,
Maranhão, Pará, Paraíba, Rio Grande do Norte e os territórios do Amapá e Roraima.
A Região Norte-Nordeste, cobre uma área de grande extensão
cerca de 60% da superfície do país e encerra uma população superior a 40
milhões de pessoas, comum total de 1 mil e 500 municípios. A frota da Souza Cruz
percorreu toda a região. A empresa utilizou seus recursos humanos e materiais na
preparação, divulgação e operacionalização dos transportes, além da vacinação.
Em Salvador , Bahia, foram afixados 8.400 cartazetes em 6.600 locais
(pontos-de-venda de cigarros), para onde afluem 300 pessoas por dia. Estima-se, pois,
somente aí, uma audiência de mais de dois milhões de pessoas. Foram postos à
disposição da Secretaria da Saúde do Estado, 37 veículos que percorreram distância
superior a 4300 km. Na Bahia e em Sergipe, cerca de 30 mil crianças foram vacinadas pelas
equipes da Souza Cruz.
Na Grande Recife, Pernambuco, que tem 11 municípios com 2 milhões e
500 mil habitantes (incluída a região de Caruaru, no agreste pernambucano) foram
distribuídos 60 mil adesivo para colagem em sacolas de supermercados, como divulgação
junto aos pais, e foram distribuídos 4 mil cartazetes. Aí também a Souza Cruz
participou, direta ou indiretamente, de uma campanha que vacinou mais de um milhão de
crianças, segundo dados da Secretaria da Saúde de Pernambuco.
Em Fortaleza, Ceará, 13 veículos da Souza Cruz transportaram mais
de 60 mil vacinas, facilitando a imunização de 100 mil crianças.
Em Teresina, Piauí, dois veículos afixaram faixas e cartazes e
transportaram mais de 1.200 vacinas para os postos lá instalados.
Em João Pessoa, Paraíba, 7 veículos afixaram 14 faixas nos
principais postos de vacinação e 1.600 cartazetes promocionais. Os serviços foram
distribuídos em duas grandes regiões: João Pessoa e Campina Grande.
Em Maceió, Alagoas, cinco veículos transportaram material e
funcionários encarregados da coordenação da Campanha.
Na Região Amazônica, do Maranhão até Rondônia, equipes da Souza
Cruz percorreram mais de 9 mil quilômetros num só dia, somados todos os percursos de
todos os veículos integrados na Campanha. Mais de 100 mil crianças foram imunizadas,
apesar das enormes distâncias entre os pólos habitacionais.
Para maior racionalização desse apoio, a Região Amazônica foi
dividida em três setores: Maranhão/Pará, Amapá e Amazonas.
No Maranhão, sete veículos da Souza Cruz atuaram em diversas
regiões. Estimativas indicam que foram distribuídas 17 mil vacinas que imunizaram mais
de 8 mil crianças, que compareceram aos 33 postos instalados nesse Estado.
No Pará/Amapá, com 24 municípios e mais 15 bairros do Grande
Belém, 22 veículos e 33 funcionários da Souza Cruz participaram da campanha.
Percorreram 4.600 km, vacinando 30 mil crianças e colaborando na vacinação de outras 80
mil.
Os números da segunda fase de vacinação (13 de agosto), ficaram em
20 mil e 69 mil, respectivamente. Também foram montadas bases mecânicas e de apoio
(carros-reserva) para atendimento de emergência. Isso foi providencial, pois, à última
hora, pôde ser levada à cidade de Capanema, a 150 km de Belém, uma quota de vacinas que
não chegaria em tempo àquela cidade.
O setor do Amazonas foi dividido em áreas: Manaus/Amazonas, Porto
Velho/Rondônia, Santarém/Pará e Rio Branco/Acre. Santarém foi atendida por Manaus por
estar mais próxima do que de Belém. No Amazonas, foram vacinadas, na capital e interior,
cerca de 200 mil crianças, das quais, 50 mil por funcionários da Souza Cruz.
Em Porto Velho, a Souza Cruz colaborou para que fossem vacinadas mais
de 3 mil crianças. Os números foram iguais no Estado do Acre e na cidade de Santarém.

Originalmente publicado no Catálogo
Brasileiro de Profissionais de Relações Públicas, São Paulo, v. 6, p. 22-23,
1984, editado pelo CONRERP 2ª Região São Paulo/Paraná