Relações Paralelas
Organização
Universidade Metodista de São Paulo
Profissional Responsável
Maria Aparecida Ferrari
Ano da Premiação
2003
Definição do Projeto
"Relações Paralelas" é um projeto de relações públicas
do e para o Curso de Relações Públicas da Universidade Metodista de São
Paulo.
Sua criação deveu-se às inquietações e sugestões de um
grupo de professores que, em conjunto com a coordenação do curso e com a
participação dos estagiários da Agência Experimental de Relações Públicas,
apresentaram um plano de ações estruturado segundo as técnicas da
profissão.
O objetivo principal do Projeto Relações Paralelas é
solucionar problemas internos e externos, decorrentes da desinformação de
seus públicos estratégicos e motivar principalmente os discentes, mediante
esclarecimentos sobre o mercado de trabalho e sobre a correta função
social da atividade de relações públicas.
Introdução
O Curso de Relações Públicas da Universidade Metodista
de São Paulo (Umesp) foi criado em 1972, mantendo-se por mais de uma
década atrelado à primeira grade curricular imposta pelo Conselho Federal
de Educação, sem distinção, aos diversos cursos de comunicação social e às
três especialidades que os compunham – Jornalismo, Propaganda e
Publicidade e Relações Públicas. Em 1983, com a criação da Agência
Experimental de Relações Públicas, o curso deu o primeiro passo em direção
da união da teoria com a prática e iniciou seu processo de consolidação a
partir de 1985 com a primeira reformulação da grade curricular.
Outras reformulações se seguiram, paralelamente à busca
de identidade da própria profissão, até que, em 2000, com a introdução do
Projeto Pedagógico, novas oportunidades se abriram para a adoção de um
programa de ensino com características, efetivamente, acadêmicas e
práticas.
Em 2001, algumas atividades extracurriculares,
decorrentes principalmente do esforço de integração da Umesp em sua região
de influência, ganharam, no curso de relações públicas, a dimensão de
atividades de extensão, sob a denominação de Relações Paralelas. Os bons
resultados das primeiras experiências levaram a atual coordenação a propor
a um grupo de professores um estudo mais aprofundado de questões
relacionadas com a profissão e com o próprio curso, que acabaram
resultando, em 2002, na transformação das Relações Paralelas num programa
de relações públicas para o curso de Relações Públicas.
Para tanto, administração, professores e alunos
uniram-se na tarefa de cumprir as diversas etapas que compõem o processo
de elaboração de um projeto de relações públicas.
Diagnóstico
Pontos Fortes
O curso de relações públicas da Umesp completou, em
2002, 30 anos de história, durante os quais estabeleceu uma cultura
fundamentada na tradição, na ética e na excelência. Por isso, seu grande
diferencial é a qualidade do ensino, reconhecida por publicações
especializadas do setor, que o classificam entre os melhores do País, e
por diversos profissionais que, na escolha de candidatos a estágio,
privilegiam seus alunos.
Porém, o principal termômetro desse nível de qualidade
é a opinião dos próprios alunos que, em recente pesquisa feita pela Umesp,
a apontam como principal razão para a sua opção pelo curso de relações
públicas da Universidade Metodista de São Paulo.
Ao lado da qualidade do ensino, destacam-se ainda como
pontos fortes do curso a tradição educacional da instituição metodista, a
competência de seu corpo docente formado, em quase sua totalidade, por
professores pós-graduados, a dedicação de um grupo de professores à
reflexão e à pesquisa em torno das questões relacionadas com a profissão e
com o próprio curso e a disposição da comunidade metodista para a
permanente atualização de sua linha e métodos educacionais.
Sua matriz curricular é constituída por disciplinas
teórico-práticas, complementadas por atividades de extensão e
extracurriculares, com destaque especial para o house organ e
outras atividades laboratoriais e para a Agência Experimental de Relações
Públicas, formada por três núcleos (Pesquisa, Eventos e Produtos e
Instrumentos de Comunicação), que contam com, aproximadamente, 30
estagiários, renovados anualmente.
Oportunidades
A localização da universidade na região do ABC, formada
por 7 municípios que, junto com a região sul da Capital de São Paulo,
compõem um dos mais importantes – se não o mais importante – parques
industriais do País, configura-se como uma das principais oportunidades,
uma vez que torna relações públicas uma alternativa profissional
interessante para a população jovem da região.
Outra grande oportunidade é oferecida pela valorização
da profissão nos últimos anos e pelas perspectivas altamente positivas de
ampliação de seu mercado específico de trabalho, decorrentes
principalmente do reconhecimento da comunicação institucional como
elemento fundamental do planejamento estratégico das organizações e do
surgimento de novos segmentos de atuação como meio ambiente,
agrobusiness e terceiro setor.
O reconhecimento da importância da comunicação
institucional vem possibilitando a expansão das relações públicas nas
organizações, fenômeno este identificado por estudiosos da área, como Al e
Laura Ries, em sua mais recente obra, traduzida para o português sob o
título "A Ascensão das Relações Públicas".
Esse cenário é percebido por professores e
profissionais que vêm se dedicando, nos últimos anos, ao aprofundamento de
estudos e pesquisas voltados para a consolidação das relações públicas
como parte integrante da ciência da comunicação e para o seu
reconhecimento como profissão aceita por todos os segmentos da sociedade.
Pontos Fracos
A ausência de instrumentos de comunicação voltados para
a maximização de seus pontos fortes constituía-se, até a criação do
projeto Relações Paralelas, no principal ponto fraco do curso. Predominava
o discurso intramuros, ou seja, reconheciam-se, internamente, os
pontos fortes do curso sem, no entanto, valorizá-los frente aos seus
públicos de interesse.
O curso tinha claros os parâmetros e os paradigmas que
sustentam as relações públicas como ciência e como profissão,
conservando-os, porém, nos limites acadêmicos, sem levá-los ao
conhecimento daqueles que detêm o poder de legitimação: a comunidade
empresarial, a juventude estudantil e a comunidade regional.
Ameaças
Esse desconhecimento da profissão surge como uma das
maiores ameaças, principalmente no ambiente externo, em função das
restrições que os pais impõem a seus filhos quanto à opção por relações
públicas.
O modismo que, no passado, sustentou as escolas de
comunicação social, deu lugar a uma visão mais prática da vida e à luta
pela sobrevivência, situação essa agravada pela crise econômica que
reduziu significativamente o número de candidatos por vaga, nos
vestibulares dos últimos anos.
O desconhecimento da profissão por parte até mesmo dos
alunos aprovados no vestibular transforma o curso numa incógnita
desmotivadora que reforça as razões de caráter financeiro para aumentar o
clima de insatisfação interna e a taxa de evasão escolar.
Os alunos veteranos, que sobrevivem aos primeiros anos
de incertezas quanto ao sentido da profissão escolhida, embora alvos de um
ensino fundamentado em uma grade curricular teórico-prática, vêm-se frente
à ausência de um contato mais direto com o mercado.
Definição do Problema
Tanto o cenário interno quanto o cenário externo do
curso de relações públicas da Umesp caracterizavam-se pelo reconhecimento,
por todos os seus públicos de interesse, do alto nível de qualidade do
ensino. Existia, no entanto, uma total desinformação em relação à
profissão, ao mercado de trabalho e à estrutura do curso, que contribuía,
internamente, para o agravamento do nível de insegurança e de insatisfação
e, externamente, para a redução da oferta de trabalho e para o ambiente de
rejeição ao curso como opção de carreira.
Públicos-Alvo
Os públicos para os quais se dirige o projeto Relações
Paralelas foram identificados simultaneamente à elaboração do diagnóstico
e compõem os elementos que determinaram a definição do problema, tanto no
cenário interno quanto no externo.
Internamente, o alvo do programa é o corpo discente
(calouros e corpo discente como um todo).
Externamente, o conjunto das organizações e da
comunidade regional (empresas industriais, de serviços e do terceiro
setor, pais de alunos e candidatos ao vestibular).
Objetivos Gerais e Específicos
Objetivo Geral
Conquistar, para o curso de Relações Públicas da
Universidade Metodista de São Paulo, a aceitação por parte de seus
públicos de interesse (corpo discente e comunidade externa), de forma a
promover a integração dos diversos segmentos envolvidos, a compreensão dos
conceitos fundamentais da profissão e o reconhecimento de sua importância
para o mercado de trabalho e para a sociedade como um todo.
Objetivos Específicos
Calouros
Integrar os novos alunos na comunidade acadêmica,
informando-os sobre a cultura e normas da instituição e oferecendo-lhes
respostas satisfatórias a suas expectativas, esclarecendo-os sobre a
profissão que escolheram, sobre o curso, sua estrutura e grade curricular,
de forma a se transformarem em elemento ativo da própria formação.
Corpo discente
Estimular os alunos a se dedicarem ao curso e levá-los
à compreensão do próprio papel em sua formação profissional, mediante
programação de atividades extracurriculares que contribuam para alargar a
visão prática da profissão e a instrumentalizá-los para o processo de
educação continuada.
Organizações (comunidade empresarial e do terceiro
setor)
Ampliar o mercado de trabalho para os profissionais de
relações públicas e criar novas oportunidades de estágio para os alunos do
curso, mediante esclarecimento dos conceitos da profissão e de sua
importância para a moderna administração.
Comunidade (pais de alunos e candidatos ao
vestibular)
Conquistar a aceitação da comunidade regional, mediante
esclarecimento dos conceitos e da importância da profissão, da amplitude
do mercado de trabalho, da cultura metodista, da estrutura e metodologia
de ensino e dos diferenciais que fazem do curso de relações públicas da
Umesp um dos melhores do País.
Estratégia
Em função do problema identificado no diagnóstico –
deficiência de informação, resultante em insatisfação e insegurança no
contexto interno e desconfiança quanto à real importância da profissão, no
contexto externo –, o grupo de trabalho elegeu a informação como principal
instrumento estratégico de todo o projeto.
Com o objetivo de minimizar os custos, o projeto
Relações Paralelas foi incorporado à Agência Experimental de Relações
Públicas, o que permitiu, inclusive, transformá-lo em fator de
aprendizagem para os estagiários que nela atuam.
Professores coordenadores dos núcleos da agência
(Núcleo de Pesquisa, Núcleo de Eventos e Núcleo de Produtos e Instrumentos
de Comunicação), em conjunto com os estagiários e sob a coordenação da
Professora Maria Aparecida Ferrari, preencheram as necessidades de
recursos humanos indispensáveis.
Como se tratava de recuperar confiança e credibilidade,
foi estabelecido um conjunto de ações voltadas para as duas dimensões –
acadêmica e profissional – e que estabelecessem um diálogo franco entre a
administração/professores do curso e os diversos públicos envolvidos, com
o testemunho de profissionais de reconhecida competência, em exercício de
funções executivas em grandes organizações.
Ações
O programa de ações foi estabelecido para o alcance dos
objetivos propostos e de forma a se transformar, para estagiários e alunos
envolvidos, em oportunidade de aprendizagem do planejamento e do emprego
das técnicas e instrumentos de relações públicas.
Semana de Imersão para os Calouros
Voltada para os novos alunos, a Semana de Imersão
compõe-se de uma programação voltada para o diálogo entre a coordenação do
curso, os professores e os novos alunos, e é desenvolvida na primeira
semana de aula.
Preparação
A etapa de preparação, sob a responsabilidade da
Agência Experimental de Relações Públicas, principalmente do Núcleo de
Eventos, engloba as seguintes atividades: