Relações Públicas para Públicos Específicos

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CENTRO DE INFORMAÇÕES SOBRE DEFENSIVOS AGRÍCOLAS

 

Organização

ANDEF – Associação Nacional de Defensivos Agrícolas

Profissional Responsável

Gisele Lorenzetti

Assessoria Externa

LVBA – Comunicação Ltda.

Ano da Premiação

1989

 

INTRODUÇÃO

A ANDEF – Associação Nacional de Defensivos Agrícolas, com o passar dos anos, começou a sentir a necessidade de mudar sua forma de comunicação.

Era importante criar canais de comunicação para fluir informações. Ou seja, não só para passar informações, mas também para recebê-las. Percebeu, também, que havia públicos distintos a serem trabalhados e não somente imprensa ou empresas a ela associadas.

Na realidade, era chegado o momento de enfrentar a verdade e também de dizer a verdade. De mostrar que "veneno faz mal e mata", mas, para uma agricultura em larga escala, ele é necessário. Mostrar que não é o "veneno" que mata, mas sim a forma como ele é utilizado.

Era hora de mostrar ao público urbano que a própria indústria de defensivos não estimula o tudo indiscriminado do "agrotóxico". Seus efeitos negativos podem ser minimizados e sua ação ampliada com a combinação de métodos naturais de controle de pragas.

Como dizer tudo isso a públicos tão diferentes? Do homem do campo ao consumidor urbano, passando pelos engenheiros agrônomos e entidades ligadas à extensão rural e à pesquisa agropecuária.

Iniciou-se um programa de Relações Públicas, de relacionamento aberto e transparente com estes públicos. Um programa que começou e não terminou porque, afinal, portas abertas não se fecham. E o processo continua.

OBJETIVOS

Estabelecer canais de comunicação, a fim de criar um tráfego de informações objetivas sobre produção e uso adequado do defensivo agrícola, além de buscar a difusão de conceitos sobre manejo integrado – controle de pragas, doenças e plantas daninhas através da integração de métodos químicos, biológicas e vegetais.

Estes canais de comunicação visam aos seguintes públicos:

Empresas associadas à ANDEF.

Engenheiros Agrônomos:

ligados à extensão rural;

em institutos de pesquisa;

em universidades – professores e alunos.

Imprensa

Usuários de Defensivos Agrícola:

fazendeiros;

proprietários;

aplicadores de defensivo.

Médicos.

ESTRATÉGIA

Para atingir os objetivos descritos, foi adotada uma única estratégia: fazer da ANDEF um Centro de Informações sobre Defensivos Agrícolas.

Assim sendo, todos os públicos receberiam respostas a suas dúvidas e atendimento adequado.

EXECUÇÃO

Assessoria de Imprensa

Press Releases

Utilização constante de press releases para divulgação, junto à imprensa, de fatos ligados à ANDEF, de interesse do setor agrícola e econômico como, por exemplo, cursos e eventos que focalizavam tanto o manejo integrado como o uso adequado de defensivos; assinatura de convênio entre ANDEF e entidades como Ital (Campinas/SP), Tecpar (Curitiba/PR), Instituto Biológico (São Paulo/SP), para controle e avaliação de resíduos; dados econômicos do setor – produção, vendas etc.

Artigos Assinados

Divulgação sistemática de opiniões diversas, de profissionais ligados direta ou indiretamente ao setor de defensivos. Estes artigos focalizavam, em sua grande parte, a utilização do manejo integrado e o uso adequado do defensivo.

Os artigos assinados eram distribuídos, com exclusividade, a um único veículo e a escolha do veículo adequado acontecia de acordo com o conteúdo editorial e o perfil do leitor.

Atendimento à Imprensa

Dentro da estratégia de transformar a ANDEF num Centro de Informações, o atendimento à imprensa era uma atividade básica a ser implantada. Assim sendo, o primeiro passo foi eleger quem seria o porta-voz da entidade, aquele que, com o passar do tempo, passaria a ser conhecido pelos jornalistas como a fonte de informações sobre defensivos agrícolas. O vice-presidente executivo, Dr. Cristiano Walter Simon, por trabalhar em São Paulo e por sua condição de coordenador da Comissão de Comunicação Social, foi a pessoa escolhida.

Foram realizadas várias sessões de treinamento deste executivo, para que ele adquirisse prática no trato com a imprensa, a fim de transmitir segurança em suas respostas, através da objetividade.

Uma vez finalizado o treinamento, toda consulta feita pela imprensa passou a ser atendida, independentemente do assunto abordado e do veículo. Foi adotado o hábito de atender pessoalmente o jornalista. Na impossibilidade disto acontecer, o contato era realizado por telefone, via telex ou fax.

Ações de Esclarecimento

O porta-voz, quando treinado, foi preparado, inclusive, para esclarecer questões de emergência que certamente aconteceriam e, muitas vezes, realmente vieram a acontecer.

As questões abordavam desde autorizações do governo para reajustes de preços de defensivos até eventuais acidentes provocados por uso inadequado de defensivos.

Mesmo quando não havia conhecimento do fato ou um aprofundamento maior sobre o assunto, a imprensa passou a ser recebida e avisada que, assim que houvesse um melhor conhecimento do assunto, ela seria imediatamente notificada. Com a adoção sistemática desta postura, a imprensa começou a sentir confiança na ANDEF e o executivo que a atendia tornou-se o porta-voz do setor.

Atividades Junto às Associadas

Unificação de Linguagem

Uma vez que a questão "defensivo agrícola" é tão polêmica, uma necessidade básica era a unificação da linguagem entre todos os envolvidos na questão. Assim sendo, foi produzido um material gráfico que descrevia as perguntas mais freqüentes e a posição da indústria em relação a elas.

Este material, intitulado "Questões e Comentário sobre Defensivos Agrícolas", foi distribuído a todas as associadas e, juntamente com o material, seguia uma carta solicitando que, nas próximas convenções de vendas, fosse reservado espaço à ANDEF para apresentação deste documento à equipe de vendas – engenheiros agrônomos.

Assim sendo, desde 1987, quando foi editado o material, as associadas vêm reservando espaço em suas convenções/reuniões com vendedores para que a ANDEF apresente a unificação de linguagem proposta no documento, além de outros assuntos, como o trabalho de comunicação da ANDEF junto ao homem do campo e ao engenheiro agrônomo extensionista, posicionamento da industria em questões atuais, como a lei dos agrotóxicos, casos de contaminações, etc.

Podemos sentir nesta atitude uma postura de transparência da ANDEF com o público interno de suas associadas, que, por sua vez, pode ser considerado, também, seu público interno.

Boletim "Defesa Vegetal"

Publicação bimestral editada pela ANDEF, que focaliza assuntos diversos, como atividades da ANDEF, uso adequado, legislação, atividades de órgãos de extensão rural, novas técnicas para a agricultura, manejo integrado etc.

Esta publicação é enviada às associadas: diretores, gerentes de comunicação, equipes de vendas e médicos.

"Informe ANDEF"

Publicação que não possui uma periodicidade rígida, mas que podemos considerá-la praticamente quinzenal. Seu objetivo é informar as associadas sobre as atividades da ANDEF no momento atual, além de posturas que estão sendo adotadas para a resolução de problemas do momento.

Estas informações são passadas na forma de notas com no máximo 20 linhas, a fim de termos a conotação de agilização da informação. Conforme a necessidade, estas notas são mais bem elaboradas na edição seguinte do "Defesa Vegetal".

Prêmio ANDEF de Comunicação Agrícola

Instituído em 1987 com o objetivo de premiar anualmente as melhores campanhas publicitárias que, em seu conteúdo, visassem o uso adequado, a consulta ao rótulo, a consulta ao engenheiro agrônomo e, principalmente, a obediência à legislação publicitária do setor.

O Prêmio é divulgado aos gerentes/diretores de comunicação e marketing das associadas, bem como a suas agências de publicidade. A comissão julgadora é formada por representantes de órgãos de extensão rural, usuários de defensivos agricultores, imprensa especializada na área agrícola e por profissionais da área de publicidade: planejamento e criação.

Seminário de Comunicação ANDEF

Evento promovido anualmente com o objetivo de alertar os públicos envolvidos – diretores e gerentes de comunicação e marketing das associadas e representantes de suas agências de publicidade – quanto aos cuidados necessários à comunicação sobre defensivos.

Nos seminários já realizados, foram apresentados os documentos que regem a comunicação sobre defensivos e estudadas todas as suas regras; noções básicas de manejo integrado; o trabalho de comunicação realizado pela ANDEF em nível nacional; um debate do júri do prêmio PACA para análise das peças inscritas e avaliadas; análise da propaganda de defensivos apreendida etc.

Acima de tudo, estes seminários objetivam elevar o nível da comunicação do setor, motivando a propaganda de nível e qualidade, com cunho educativo e não somente comercial.

O encerramento do Seminário acontece com a entrega do PACA do ano anterior e o lançamento do PACA do ano corrente.

Atividades Junto a Médicos

Médicos, em geral, formam um público muito importante para a ANDEF, uma vez que eles devem saber a ação e composição química dos defensivos, para atender, de forma correta, as possíveis vítimas de acidentes provocados por defensivos. Estes médicos encontram-se em Centros de Toxicologia, postos de saúde, faculdades de medicina e nas associadas.

Eventos Dirigidos a Médicos

Realização permanente de cursos, palestras e seminários sobre toxicologia dos defensivos agrícolas, com palestrantes nacionais e internacionais.

Estes eventos são realizados sempre com o apoio de uma associada, a fim de facilitar a participação de médicos do exterior.

Produção de Materiais Gráficos

Permanentemente, são editados materiais gráficos que esclarecem, principalmente, a ação química dos defensivos nos organismos, seus princípios ativos e principais reagentes e não-reagentes.

Um exemplo é o material denominado "Toxicologia dos Defensivos Agrícolas", kit que contém um jogo de slides e seu roteiro impresso, a fim de motivar a realização de palestras em Centros de Toxicologia.

Atendimento

É significativa a quantidade de médicos que escrevem à ANDEF solicitando esclarecimentos sobre a ação dos defensivos. Todas estas cartas são respondidas e enviadas juntamente com um jogo do material impresso destinado aos médicos.

Estes nomes são listados e incluídos no mailing para recebimento de exemplares do boletim "Defesa Vegetal".

Atividades Junto a Engenheiros Agrônomos

Este é um dos principais públicos para a ANDEF. Pela legislação vigente, o defensivo agrícola só pode ser utilizado mediante receituário agronômico. Ao lado disso, estes profissionais dão assistência técnica ao homem do campo, levam a ele novas tecnologias e novos métodos de controle de pragas como, por exemplo, o manejo integrado, uma das bandeiras da ANDEF.

Eventos Dirigidos a Engenheiros Agrônomos

Anualmente, são planejados e executados aproximadamente 10 cursos de reciclagem destinados a engenheiros agrônomos de extensão rural.

Estes cursos abrangem assuntos que vão das técnicas de manejo integrado e toxicologia dos defensivos até técnicas de comunicação com o homem do campo e atividades de comunicação que a ANDEF desenvolve junto ao aplicador de defensivos.

Estes eventos são realizados nacionalmente, não se restringindo ao Estado de São Paulo.

Simpósio Internacional de Manejo Integrado – SIMI

Evento realizado periodicamente, destinado basicamente a profissionais da extensão rural, que conta com participação de conferencistas nacionais e internacionais especialistas em manejo integrado. É o único evento que focaliza o tema do manejo integrado.

Por ser um simpósio regular e com a participação de conferencistas internacionais, traz as grandes novidades em manejo integrado no mundo, com a análise de uso por regiões geográficas, tipos de solo e de climas.

Em suas duas versões – 1987 e 1989 – conseguiu reunir mais de 250 profissionais por evento.

Prêmio ANDEF de Manejo Integrado

Destinado a profissionais de engenharia agronômica e florestal, o prêmio visa contemplar os melhores trabalhos de uso de manejo integrado. Os profissionais receberam um prêmio em dinheiro e têm seus trabalhos publicados em veículos especializados na área agrícola, com o objetivo de divulgar novas técnicas de manejo integrado.

Produção de Materiais Gráficos

Para facilitar o diálogo do profissional que trabalha junto ao homem do campo, mais especificamente o aplicador de defensivo agrícola, a ANDEF produz uma série de materiais que tem um cuidado especial com a linguagem – escrita e visual – a fim de levar ao agricultor, de forma simples e clara, a mensagem do uso adequado, da leitura de rótulos e da consulta ao engenheiro agrônomo. São os seguintes os materiais:

Manual do Aplicador

Material impresso no formato de "folder", em duas cores e em papel normal (off set), todo ilustrado, que tem como objetivo a divulgação de normas básicas sobre a aplicação de defensivos. Por ser um material amplamente distribuído, há necessidade de produzi-lo a custos não muito elevados.

Uso Adequado dos Defensivos Agrícolas

Cartilha ilustrada que detalha os cuidados necessários durante a aplicação e manuseio dos defensivos. É acompanhada de um cartazete, bem ilustrado, que repete as informações da cartilha, para ser afixado em local onde há o manuseio do produto.

Vídeo – Programa do Aplicador, com Rolando Boldrin

Em 1987, foi produzida uma campanha veiculada na TV Globo, apresentada por Rolando Boldrin que, através de uma linguagem simples e direta, repetia, para o homem do campo, todos os cuidados necessários durante o manuseio e aplicação dos defensivos, além da leitura dos rótulos e consulta ao engenheiro agrônomo.

Este programa encontra-se à disposição de órgãos de extensão, em fitas VHS, para apresentação a aplicadores de defensivos.

Atendimento

Caracterizamos a ANDEF como uma Central de Atendimento. Assim sendo, a consulta sobre questões diversas, através de cartas e telefonemas, começou a se intensificar, com dúvidas sobre assuntos que variam de fórmulas e princípios ativos de defensivos a cursos e materiais disponíveis. Todas as consultas passaram a ser respondidas e, normalmente, acompanhadas de materiais ligados à área de atuação do profissional em questão.

Atividades Junto a Usuários de Defensivos Agrícola

Podemos considerar este público como o principal para a ANDEF, uma vez que está em suas mãos o sucesso ou insucesso da ação dos defensivos. Caberá a ele aplicar o produto da maneira correta, não permitindo que acidentes venham a acontecer.

As atividades realizadas junto a outros públicos, como associados, imprensa e engenheiros agrônomos, têm reflexos diretos no público usuário. Assim sendo, antes de listarmos os instrumentos próprios para este público, não podemos nos esquecer das matérias e artigos publicados na imprensa, lidos por uma parcela dos usuários, bem como todas as atividades de suporte aos extensionistas, afinal ele, melhor do que ninguém, conhece a forma de acesso ao homem do campo.

Atendimento

A ANDEF recebe, mensalmente, um montante de, aproximadamente, 300 cartas, vindas de pessoas residentes no campo, em todo o Brasil, com dúvidas sobre o uso de defensivos.

Estas dúvidas vão de produtos adequados para cada tipo de lavoura à forma correta de selecionar o produto. Todas as cartas são respondidas de forma a "obrigar" o usuário a consultar o engenheiro agrônomo da região.

Estas cartas seguem acompanhadas por um jogo de material gráfico – Manual do Aplicador e o Uso Adequado dos Defensivos Agrícolas.

Campanha do Aplicador

Em 1987, a ANDEF sentiu necessidade de criar um canal de comunicação direto como homem do campo, mais especificamente com o aplicador de defensivos. Para ser mais direta, optou por uma campanha publicitária de cunho educativo. Assim sendo, a campanha foi sustentada por uma base de Relações Públicas.

A estratégia a ser utilizada era a motivação para o uso correto e seguro do defensivo, além da premiação pelo uso correto.

Para essa finalidade foi contratado o apresentador Rolando Boldrin, conhecido "contador de causos", com o qual o homem do campo sente uma certa intimidade e credibilidade.

Semanalmente, no intervalo entre o Globo Rural e o Som Brasil (domingos, entre 7h30 8h00, na Rede Globo de Televisão), durante 3 minutos, Rolando Boldrin focalizava um item do Manual do Aplicador, recomendava a consulta ao engenheiro agrônomo e a leitura dos rótulos das embalagens dos "venenos" (termo usado pelo homem do campo para designar defensivo agrícola), contava um "causo" e sorteava uma TV a cores para quem tivesse preenchido corretamente o questionário sobre o uso correto de defensivos.

Este programa foi ao ar durante 12 semanas, tendo gerado um total de 32.664 questionários respondidos.

A distribuição destes questionários aconteceu com a colaboração e envolvimento direto das equipes de venda das associadas da ANDEF. Quando a campanha estava ainda em fase de projeto, foi produzida uma peça que apresentava a estas equipes de venda o objetivo, estratégia e execução da campanha, onde eles seriam importantes e quais seriam suas atuações.

Em seguida, foi entregue a estes profissionais uma quantidade de questionários e Manuais do Aplicador, para serem entregues pessoalmente aos aplicadores e órgãos de extensão rural. Além disso, uma grande quantidade deveria ser deixada em cooperativas, devido à grande concentração de população rural nestes locais.

A campanha foi veiculada nos meses de outubro a dezembro, época em que se intensificavam as aplicações de defensivos.

Pode-se medir o sucesso deste projeto inclusive pelos elogios e colaboração de entidades ecológicas que sempre combateram e criticaram a ANDEF. Desta vez elas se posicionaram como aliadas ao programa, principalmente por ser uma atividade educativa. O próprio Rolando Boldrin hesitou em ser o apresentador da campanha, mas ao sentir que ele não venderia produto, mas o conceito de uso adequado e com o vocabulário do homem do campo, aceitou o trabalho e, enquanto produtor rural, julgou a atitude positiva e necessária.

A campanha de 1987 focalizou a aplicação correta dos defensivos mais especificamente com relação ao aplicador. Ou seja, o cuidado com suas roupas, nunca usar a boca para desentupir o equipamento, não permitir animais e crianças na região de aplicação, usar máscaras etc.

Para 1988, era importante focalizar o meio ambiente. Como não contaminar rios e solos, por exemplo.

Para executar esta estratégia, foi contratado o ator Juca de Oliveira, que também tem vínculos com o homem do campo. Novamente foi utilizada a televisão, com inserções.

Durante a semana, aos domingos, como aconteceu em 1987 e nos intervalos do Jornal Nacional, para atingir o público urbano e mostrar a ele a preocupação da indústria de defensivos com o meio ambiente, Juca de Oliveira falava em poluição de rios, contaminação de alimentos etc.

Desta vez, não havia questionário para medir o retorno, porém, novamente, grupos ecológicos se uniram à ANDEF e elogiaram sua "corajosa iniciativa".

RESULTADOS

Não é fácil mensurar o resultado de atividades que buscam esclarecer, educar e mudar posturas adotadas há muito tempo. Todas as atividades aqui apresentadas devem ser consideradas como o inicio de um processo e não como final. O processo foi detonado e, acreditamos, jamais será concluído.

Isto se deve ao assunto no qual estamos envolvidos. A temática do meio ambiente é, praticamente, nova. Estamos apenas nos iniciando nela. Certamente, na próxima década e no próximo século, esta temática tomará um fôlego ainda maior.

Entretanto, mesmo julgando o trabalho não encerrado, pode-se avaliar alguns de seus resultados.

Percebe-se que hoje existe muito menos material crítico na imprensa sobre a ação dos defensivos. Sentimos que as matérias são enfáticas quanto ao uso inadequado, mas não quanto à postura da industria.

A quantidade de cartas recebidas e respondidas vem aumentando ano após ano. A ANDEF é, hoje, um Centro de Informações sobre tudo o que cerca o tema "defensivos agrícolas".

A imprensa tem, na ANDEF, uma fonte de notícias e informações. Matérias que focalizam os agrotóxicos trazem, em sua maioria, o parecer da Associação.

Existe um canal de comunicação aberto com grupos ecológicos, o que facilita a abordagem racional do tema.

A quantidade de respostas do Programa do Aplicador demonstra o interesse do usuário pelo assunto e o início de consciência da responsabilidade que está em suas mãos.

ENCERRAMENTO

Ao finalizarmos a apresentação deste trabalho, é importante lembrar que a execução de muitas destas atividades listadas coube à LVBA Comunicação. Não podemos deixar de citar, porém o esforço da Comissão de Comunicação Social da ANDEF, coordenada por seu vice-presidente executivo.

Esta comissão é formada por uma equipe multidisciplinar de profissionais de algumas associadas à ANDEF e foi a responsável pela determinação dos objetivos e estratégias que deveriam envolver as atividades de comunicação da ANDEF.

Assim sendo, cabe-nos afirmar que o sucesso das atividades desenvolvidas até a presente data deve-se ao esforço de um grupo maior, que abrange, além da Comissão de Comunicação Social, o Conselho e seu presidente, a diretoria deste Conselho e a Presidência executiva da ANDEF.

Transcrição adaptada dos registros existentes no CONRERP 2ª Região – São Paulo/Paraná