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VALE DO PARAÍBA CERÂMICA PRIMITIVISTA
Organização
Monsanto do Brasil S.A.
Profissional Responsável
Nemércio Nogueira
Ano da Premiação
1987
O objetivo desse projeto foi o de valorizar e difundir o trabalho dos
artesãos e de outros artistas primitivistas do Vale do Paraíba, São Paulo. Esses
artesãos são um repositório da cultura popular do Vale, na medida em que materializam
através de sua arte as mais diversas manifestações da história da comunidade, como
danças, procissões, folguedos, rezas, jogos, atividades de trabalho e de lazer e
personagens místicos do folclore.
Portanto,
o projeto visou resgatar essa herança cultural. Em um horizonte mais amplo, a Monsanto
também objetivou identificar os artesãos mais representativos da cerâmica primitivista,
bem como organizar um memorial das peças em barro mais voltadas à cultura popular
regional, alocando essas para o Museu Monsanto de Arte Regional, cuja implementação fez
parte do projeto.
PESQUISA
Para
alcançar os objetivos propostos, a Monsanto desenvolveu ampla pesquisa nas cidades do
Vale do Paraíba, que envolveu uma especialista em história regional. Na estratégia do
projeto, a Monsanto identificou, como interessantes para difusão e valorização da
Cerâmica Primitivista, os seguintes pontos:
 | desenvolvimento
de material impresso, bilíngüe, com textos explicativos e fotografias de peças;
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 | alocação
de local específico, no interior da fábrica de São José dos Campos, para exposição
das peças adquiridas em razão do projeto;
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 | criação
de um brinde institucional em cerâmica primitivista;
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 | difusão
da cerâmica primitivista e do trabalho dos artesãos através de outras peças e ações
institucionais;
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 | levar
à Imprensa o conhecimento do projeto, das ações desenvolvidas e da importância do
tema.
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ESTRATÉGIAS E AÇÕES
 | Livro
de Arte Álbum/livro com tiragem de 3.000 exemplares, textos em inglês e
português. Contendo 12 pranchas com ilustrações de peças de cerâmica primitivista.
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 | Museu
Monsanto Implantação do Museu Monsanto de Arte Regional no interior da fábrica
de São José dos Campos, em local próprio, onde estão expostas à visitação pública
as peças que ilustram o álbum.
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 | Brinde
Institucional Entre as peças adquiridas, foi escolhido o Galinho do Céu, ou
Pavãozinho (denominações regionais para a mesma peça), que também é o símbolo do
artesanato paulista, para ser o brinde institucional do projeto. Foram encomendados 300
múltiplos, confeccionados pelos próprios artesãos.
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 | Cartão
de Natal A mesma peça (o Pavãozinho) ilustrou o Cartão de Natal de 1986 da
Monsanto.
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 | Exposição
em Paris Os resultados alcançados superaram as melhores expectativas da Monsanto
quanto à difusão da imagem da empresa e valorização da cerâmica primitivista e do
trabalho dos artesãos.
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O
livro de arte foi remetido como brinde de fim-de-ano aos clientes, fornecedores, órgãos
governamentais, bibliotecas, matriz da empresa nos Estados Unidos e escritórios de outros
países, alcançando excelente repercussão.
Também
como brinde de fim-de-ano, a Monsanto distribuiu, entre seus principais clientes,
fornecedores e personalidades, os 300 múltiplos encomendados aos artesãos.
Todo
o projeto e as peças que o formaram forma expostos na Exposição de Arte Brasileira no
Grand Palais, em Paris, na sede da Monsanto e escritórios regionais em outros países.
O
álbum também foi enviado a jornalistas e editores da arte da mídia impressa, com boa
cobertura da imprensa local e regional.

Originalmente publicado no Catálogo
Brasileiro de Profissionais de Relações Públicas, São Paulo, v. 9, p. 9, 1987,
editado pelo CONRERP 2ª Região São Paulo/Paraná
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