TRANÇADO
BRASILEIRO: NOSSO ARTESANATO EM DESTAQUE
Organização
Rhodia
S.A.
Profissional
Responsável
Walter
Nori
Ano
da Premiação
1986
O artesanato brasileiro, ou melhor, o Trançado Brasileiro, ganhou
significação especial a partir do evento realizado pela Gerência de Comunicação
Social da Rhodia S.A., para marcar os 65 anos de atividades da empresa no Brasil e levar
adiante sua postura de portas-abertas, cuja proposta maior é o respeito e a valorização
do consumidor/cliente.
Considerada uma das maiores produtoras de fios sintéticos do mundo,
a Rhodia pretende prestar uma homenagem a todos aqueles que, com as mãos, usando fibras
naturais, constróem peças de belíssima plasticidade, com grande função social e
utilitária.
E chegou-se ao "Projeto Trançado Brasileiro", realizado em
9 cidades onde a empresa possui instalações industriais, mostrando, por meio de
exposições itinerantes, um acervo que reuniu mais de 250 obras de caráter utilitário,
decorativo e religioso, fruto do trabalho de artesãos indígenas, rurais e urbanos.
Os registros confirmaram o comparecimento de mais de 100 mil pessoas.
Paralelamente, foi desenvolvido o "Projeto Escola", pelo qual a Rhodia ofereceu
condições para que mais de 30 mil estudantes visitassem as exposições.
Outro ponto do programa foi o lançamento do livro Trançado
Brasileiro, de Jacob Klintowitz, e o concurso de Desenho e Redação Jovem, para
escolares da 5ª a 8ª séries, que, em São Paulo, visitaram a exposição no Museu de
Arte de São Paulo, MASP, com prêmios para os primeiros colocados.
As exposições obedeceram à seguinte programação: em cada
exposição foi preparada monitoria para visitação, com material descritivo, sobre o
tema "Trançado Brasileiro".
PROJETO
CULTURAL: UMA TRADIÇÃO
O Projeto Cultural Rhodia é parte de um planejamento mais amplo, que
envolve uma campanha de publicidade institucional e outras atividades, cujo objetivo
consiste em demonstrar à opinião pública como a Rhodia leva a sério a tarefa de se
comunicar e deter uma afetiva integração na vida brasileira.
Segue, ainda, uma tradição de apoio à cultura popular brasileira,
já que podemos ressaltar que um de seus primeiros produtos, produzidos a partir de 1921,
era o lança-perfume dos nossos antigos carnavais.
Nas décadas de 30 e 40 eram publicados os almanaques farmacêuticos
e, nas décadas de 50 e 60, conhecidos artistas plásticos criavam estampas para os
tecidos com que a Rhodia difundia a costura brasileira pelas principais capitais do mundo.
MAIOR
PARTICIPAÇÃO
Como estratégia, procurou-se a mobilização de todas as divisões e
empresas do conglomerado, informando-se o público interno em todos os níveis por meio de
pôsteres, de comunicados em quadros de aviso e de house organ.
Para o público externo, procurou-se desenvolver programas de
participação comunitária, intensificando o relacionamento com autoridades, clientes,
fornecedores e a imprensa e consolidando iniciativas levadas a efeito anteriormente.
Por sua natureza, o Projeto Cultural conseguiu sensibilizar muitos
segmentos de nossa sociedade, desde autoridades da área de educação. Artistas
plásticos, clientes, fornecedores das empresas, colaboradores e suas famílias.
Assim, o Trançado Brasileiro conseguiu reunir um acervo
representativo de cada grande região do Brasil: Amazônica, Centro-Leste, Nordeste e
Centro-Sul.
As exposições tiveram início em 27 de julho em São José dos
Campos e encerramento em 24 de novembro em Salvador, Bahia. Cada exposição foi
inaugurada com coquetel, oferecido a autoridades, clientes, fornecedores, imprensa e para
outros convidados.
A imprensa foi continuamente abastecida com noticiário enviado em press-kits
especialmente elaborados, além da oportunidade para entrevistas exclusivas e/ou
coletivas, com o presidente e diretores da empresa, com o autor do livro, as pesquisadoras
e o arquiteto responsável pelos projetos das exposições.
No final do Projeto, o acervo foi doado ao Fundo Social as
Solidariedade do Estado de São Paulo.

Originalmente publicado no Catálogo
Brasileiro de Profissionais de Relações Públicas, São Paulo, v. 8, não paginado,
1986, editado pelo CONRERP 2ª Região São Paulo/Paraná