PROJETO DOWN
Organização
Centro
de Informação e Pesquisa da Síndrome de Down
Profissional
Responsável
Eiko
Enoki
Assessoria
Externa
Manager
– Administração e Participação
Ano
da Premiação
1986
O que é um down? A Síndrome de Down é o resultado de um acidente
genético de causas desconhecidas, provocando um desequilíbrio no desenvolvimento do feto
e deformações físicas características. Só no Brasil há 120 mil vítimas da Síndrome
de Down, erroneamente chamada de mongolismo.
O
PROJETO
Foi criado em fins de 1985 um centro de informação e fomento à
pesquisa, cujos objetivos principais são informar a situação dos portadores da
Síndrome de Down; divulgar pesquisas e conquistas, servir de veículo de reivindicação
junto a organismos federais para adoção de medidas que auxiliem a não segregação, a
prevenção síndrome e a adaptação à sociedade de cerca de cem mil brasileiros, entre
crianças e adultos.
Foi esquematizado e realizado pela Manager Comunicação, desde
novembro de 1985, todo um trabalho de Relações Públicas sobre a Síndrome de Down.
Inicialmente, houve duas frentes de trabalho. Por um lado foi
desenvolvida uma pesquisa objetivando o levantamento de mailing list para envio das
atividades do Projeto Down além de, é claro, obter-se maiores informações sobre as
famílias de portadores da síndrome.
Paralelamente, teve início a divulgação para a imprensa, em
âmbito nacional, sobre a criação do Projeto Down, uma iniciativa do jornalista Gilberto
Di Pierro Giba Um, Presidente do Conselho Executivo, e mantido por meio da
contribuição de várias empresas e da Associação dos Amigos Portadores da Síndrome de
Down.
Assim, foi desenvolvida uma programação visual logotipo e
papelaria, para troca de correspondência. Foram também distribuídos, em todo o Brasil,
5.000 questionários, com o objetivo de traçar, com maior exatidão, o perfil desse
segmento da população brasileira.
Foi criado um folheto explicativo, e solicitando a abolição de
expressões que discriminam os portadores da síndrome.
Além da mala direta e contatos com parlamentares de todos os
Estados, com sugestões para projetos de leis que beneficiem portadores da síndrome,
como: proibição das expressões: "mongolismo", "mongol",
"mongolóide", obrigatoriedade do exame cariotipo, para detectar anomalias;
alterações da lei do aborto dando direito ao aborto quando as mães detectassem estar
gerando uma criança Down; obrigatoriedade de crianças Down nas escolas normais; a
adoção de um programa de estimulação precoce para crianças portadoras da síndrome em
postos de saúde públicos.
RESULTADOS
No período de 10 meses, desde a implantação do Projeto Down pela
Manager conseguiu-se grande apoio da imprensa nacional. E, ainda, 64 empresas, nacionais e
multinacionais, incorporaram-se ao projeto patrocinando pesquisas e distribuição das
informações, como a Duratex, Zogbi, Staroup.
Foi dado entrada de todos os projetos sugeridos aos parlamentares e,
no aguardo do trâmite legal.
Os bancos Sudameris e Noroeste distribuem aos seus clientes
possuidores de cheque especial, em todo o Brasil, extratos com folhetos do Projeto Down.
No campo científico conseguiu-se a subvenção de três pesquisas
científicas desenvolvidas pela USP, UNICAMP e pelo Conselho Nacional de Pesquisa.
"NÓS
DIZEMOS SÍNDROME DE DOWN"
Na capa do primeiro folheto lançado pelo Projeto Down, pode-se ler:
"Você tome de Down. Seus amigos preferem chamá-lo de Bruno". A frase
está sobre uma foto de uma criança portadora da síndrome sorrindo muito. Vinte mil
desses folhetos foram distribuídos pelo Brasil, com o objetivo de divulgar o trabalho
realizado e também, como um alerta contra a discriminação.
E o projeto Down vai mais além. Sua divulgação não se restringe
somente ao Brasil. Segundo Gilberto Di Pierro, "Queremos ser um organismo de
divulgação das pesquisas e terapias realizadas no mundo inteiro sobre a Síndrome de
Down".

Originalmente publicado no Catálogo
Brasileiro de Profissionais de Relações Públicas, São Paulo, v. 8, não paginado,
1986, editado pelo CONRERP 2ª Região São Paulo/Paraná