Publicações Institucionais

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HERANÇA: DIVULGANDO A ARQUEOLOGIA

 

Organização

Dow Quimica do Brasil S.A.

Profissional Responsável

José Rolim Valença

Assessoria Externa

AAB, Ogilvy & Mather Relações Públicas Ltda.

Ano da Premiação

1984

 

Lançado nos fins de 1983, pelas empresas Dow Quimica S.A. o livro Herança: A Expressão Visual do Brasileiro Antes da Influência do Europeu, com 152 páginas e cerca de 300 fotos de obras de cerâmica, pintura rupestre e esculturas em pedra e osso, apresenta fragmentos da cultura pré-histórica no Brasil.

O lançamento desse livro se insere em um programa cultural que a Dow vem desenvolvendo desde 1981, quando, comemorando 25 anos de permanência em nosso país, lançou em convênio com a Universidade Federal da Bahia, que então completava 35 anos, o livro 50 Peças do Museu de Arte Sacra da Bahia.

Essa iniciativa ressaltava a intenção da Dow de contribuir, periodicamente, para a divulgação de algum aspecto da cultura brasileira, procurando sempre destacar os menos conhecidos e explorados.

Em 1983, após análise de diversas propostas, todas originais e consistentes, a Dow decidiu-se por Herança, um livro ilustrado sobre a arqueologia brasileira, que recebeu agora, em 1984, o Prêmio Opinião Pública.

O lançamento de Herança, foi feito em entidades culturais das principais capitais brasileiras, com a participação de arqueólogos, representantes do meio acadêmico, da sociedade e de autoridades locais.

O LIVRO E SEUS CAPÍTULOS

Abrangendo vários aspectos da cultura arqueológica do Brasil, o livro foi dividido em cinco capítulos, cada um deles com ilustrações e tema próprios.

O primeiro capítulo, Lendas e Fantasias, apresenta histórias sobre cidades perdidas que, desde sempre, vêm exercendo forte atração sobre aventureiros de todas as origens. Também trata de algumas civilizações desaparecidas que, de algum modo, têm a ver com o Brasil; Atlântida , Império do Grande Moxo e Sete Cidades.

Pioneiros e Amadores – o segundo capítulo – explica de que modo surgiu o interesse pela arqueologia brasileira e inclui um pequeno histórico, que focaliza os primeiros estudiosos e museus.

No terceiro capítulo, Arte Rupestre, vemos as inúmeras cavernas e rochas, pintadas ou gravadas, encontradas pelo Brasil afora e cujas inscrições contam a vida dos brasileiros pré-históricos, com animais, ritos religiosos, cerimoniais, festas e caçadas. Entre as inscrições, encontradas principalmente no Norte e Nordeste, destaca-se da Pedra do Ingá, a 35 km de Campina Grande, na Paraíba.

Os Artistas da Pedra, quarto capítulo de Herança, trata de peças esculpidas em diversos tipos de rocha e em osso. Algumas dessas peças, obras-primas de artesanato, revelam o conhecimento de diferentes técnicas pelos habitantes do Brasil pré-históricos.

O último capítulo, A Argila e a Forma, é ilustrado com peças trabalhadas em argila, quase sempre utensílios domésticos, pois a cerâmica era então preferentemente utilitária e constituia atividade essencialmente feminina.

A mais antiga peça de cerâmica do Brasil e da América do Sul é a "Tradição Mina", encontrada no Pará e no Maranhão, que conta aproximadamente cinco mil anos.

Herança mostra diversas dessas peças, em torno das quais tece comentários esclarecedores e cujas técnicas identifica.

A iniciativa da Dow Química é tanto mais importante quanto se sabe que muito poucas peças arqueológicas da pré-histórica do Brasil foram encontradas e, as que o foram, têm merecido escassa divulgação. Herança tem ainda o mérito de constituir verdadeira coletânea desses achados arqueológicos, entre os quais alguns de real valor artístico.

PRODUÇÃO

Para chegar a feitura desse livro, a Dow desenvolveu exaustivo trabalho de pesquisa, do qual participou uma equipe de profissionais que, a serviço da Dow, esteve mais de 20 cidades brasileiras, visitou museus, estabeleceu contato com colecionadores, arqueólogos e professores que, com o maior interesse e dedicação, colaboraram na elaboração do livro. Foram fotografadas centenas de peças, entre as quais foram selecionadas 300 para ilustrar as 152 páginas de Herança.

Em linguagem que nada tem de técnica, o livro é acessível a leigos e tem como objetivo principal despertar o interesse e a curiosidade de profissionais ligados à área da Arqueologia, de estudiosos do assunto, assim como de apreciadores de Arte.

O livro teve diagramação essencialmente muito bem cuidado no seu aspecto visual, ressaltando o que existe de belo e valioso na arqueologia brasileira. Suas três últimas páginas foram reservadas aos créditos a instituições, museus e arqueólogos que, gentilmente, cederam textos, resultados de pesquisas e publicações e que contribuíram para a realização do projeto da Dow, facilitando o acesso a museus, instituições e órgãos governamentais. Com revisão cuidadosa e composição gráfica de primeira, Herança procurou manter, o mais fiel possível o aspecto visual das peças reproduzidas. Para isso, os fotolitos não receberam nenhum retoque.

LANÇAMENTO

O convite para o lançamento de Herança, feito em eventos culturais, obedece ao mesmo tema da sobrecapa do livro, uma cariátide, com motivos de forma humana e anima, encontrada na Aldeia, em Santarém, no Pará. Hoje, ela se encontra no Museu de Arqueologia e Etnologia da USP, em São Paulo.

O kit de imprensa – o mais simples possível – explica o conteúdo do livro se justifica a iniciativa das empresas Dow que patrocinaram sua edição e lançamento.

O kit de imprensa foi entregue pessoalmente nas redações dos jornais, alguns dias antes do lançamento e, posteriormente, oferecido também aos jornalistas que compareceram ao evento.

Para realização dos eventos foram escolhidas as principais capitais brasileira dos Estados que contribuíram, significativamente para a produção da obra.

Deram preciosa colaboração à Dow os museus e instituições culturais que cederam suas instalações para o lançamento do livro.

Para cada evento, após a escolha de um entre três orçamentos de cada área, com base nos critérios de qualidade, preço e prazo de entregue, foram contratados os serviços de buffet, som, iluminação, decoração e fotografia.

Os eventos foram realizados na primeira quinzena de dezembro de 1983 nas cidades de Belém, no Museu Paranaense Emílio Göeldi; Recife no Museu da Cidade do Recife; Salvador, no Hotel Quatro Rodas; Rio de Janeiro, no Museu Nacional de Belas Artes; Brasília, no Museu da Imprensa; Belo Horizonte, no Museu Mineiro; Porto Alegre, no Museu Julio de Castilhos e, em São Paulo, no Museu da Casa Brasileira.

Em todos os lançamentos houve uma solenidade simples, durante a qual o presidente da Dow, Enrique Sosa, apresentou o projeto e agradeceu os colaboradores e autoridades locais. Todos os convidados receberam um exemplar de Herança.

REPERCUSSÕES

Todos os eventos foram amplamente divulgados nos diversos veículos da comunicação: televisões; jornais e revistas. Como resultado da ampla divulgação na imprensa, Herança mereceu folhas inteiras de jornais, e amplo espaço no Caderno Cultural de O Estado de São Paulo.

As instituições, museus e arqueólogos que colaboraram com o projeto receberam créditos no livro e vários exemplares.

Herança: A Expressão Visual do Brasileiro Antes da Influência do Europeu foi o brinde de final de ano à comunidade brasileira, que a Dow enviou a clientes, fornecedores, museus, bibliotecas, embaixadas, instituições e universidade. Os fotolitos para nova edição serão dados a instituição ou entidade que deverá reverter os lucros para estudos de arqueólogos e pesquisadores no Brasil.

Originalmente publicado no Catálogo Brasileiro de Profissionais de Relações Públicas, São Paulo, v. 6, p. 16-17, 1984, editado pelo CONRERP 2ª Região – São Paulo/Paraná