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Comunica Pirelli. A Pirelli mais Perto de Você
Organização
Pirelli
Profissional Responsável
FLAVIO BORBA SCHMIDT (
* )
Ano da Premiação
2008
Análise do Contexto da
Organização
O que é
Pirelli
A Pirelli
é a quinta maior empresa do mundo no mercado de reposição de pneus
e completa, em 2008, 80 anos de operações no Brasil. Seus produtos estão
presentes em todo o território nacional, e sua marca já se consagrou como
a mais lembrada na mente dos consumidores.
O
Brasil é um centro estratégico para a companhia e tem recebido fortes
investimentos para expansão da produção. Das 25 fábricas espalhadas em
todo o mundo, cinco delas estão no Brasil, nas cidades de Santo André (SP)
– onde também está localizado seu board, Campinas (SP), Gravataí
(RS), Feira de Santana (BA) e Sumaré (SP). (anexo 1)
Público: estrutura complexa e cultura industrial predominante
Do total de 9.500 empregados,
93% são homens e 77% estão ligados ao processo de produção. O
restante, 23%, é composto por empregados administrativos, com perfil
profissional mais qualificado. Muitos são ‘carreiristas’ (o tempo de casa
da liderança é, em média, 23 anos), mais críticos em relação à empresa e
reticentes aos novos projetos.
A Pirelli apresenta uma
estrutura complexa em cinco fábricas com características regionais
distintas; os centros de decisão estão distantes das áreas produtivas e
sua força de vendas está pulverizada por todo o país. Há unidades próximas
às montadoras de carros, as quais fornecem os pneus colocados diretamente
nas rodas. A Pirelli possui, ainda, uma revendedora própria, a Pneuac,
com mais de 34 lojas distribuídas nacionalmente.
A cultura da empresa é
predominantemente “industrial”, focada em produção, números e metas: é um
ambiente em que impera o racional, com necessidades de comunicação muito
específicas.
O
problema / Por que a Pirelli procurou a Ketchum
Pesquisas de clima
organizacional apontando queda nos critérios de avaliação da
“Comunicação”, baixa adesão dos funcionários aos veículos internos e descrença dos empregados em
relação ao discurso da empresa levaram a Pirelli a procurar a Ketchum
Estratégia, a fim de reestruturar sua Comunicação Interna e promover uma
atuação mais estratégica e eficaz.
A empresa acreditava que
poderia resolver esse problema aperfeiçoando os canais de comunicação
(jornal Giro, o E-mail Informativo, o Quadro de Avisos
e o Varal, veículo específico para fábrica).
A
proposta da Ketchum Estratégia
Percebendo a questão problemática de estrutura e de cultura interna, a
Ketchum Estratégia, além de aceitar a proposta de reformulação dos
veículos internos de comunicação, propôs promover um planejamento para a
completa reestruturação da comunicação interna com a criação de políticas
e procedimentos, reformulação de estrutura e processos, e treinamento da
equipe responsável e de lideranças de comunicação naturais e formais.
Para
isso, era necessário começar com uma avaliação prévia do ambiente interno
e examinar os aspectos de cultura, do clima e das opiniões e
expectativas dos funcionários, além de, obviamente, identificar a situação
e as características da comunicação e dos veículos internos.
Trata-se, portanto, de um
programa de construção da comunicação baseado no princípio de mudança da
cultura interna, da reestruturação da área e da criação de processos e
procedimentos e não apenas de um projeto de ação para fazer a
comunicação.
A diretoria de Recursos
Humanos aceitou a proposta da Ketchum Estratégia
e
apostou na completa reestruturação da Comunicação Interna da empresa.
Planejamento de Relações Públicas – o Programa completo

Objetivos e Estratégias
Identificar as opiniões, as
percepções e as expectativas dos funcionários
da Pirelli, a fim de
compreender o que pensam e sentem em relação à Comunicação Interna da
Empresa.
Planejar a reestruturação
completa da Comunicação Interna com visão estratégica organizacional
fundamentada no diagnóstico da pesquisa de imersão.
Implantar o programa
utilizando técnicas de Relações Públicas – com base em redes de
relacionamento – , para construir a comunicação interna, reforçando a
função e o suporte dos veículos específicos de comunicação interna.
Preparar a equipe interna para auto-gestão do programa, a fim de que ela dê continuidade às ações
após a sua implantação.
Desenvolver ações, de forma a
envolver, interagir, informar, assimilar e estimular a todos para que
os conceitos Pirelli sejam reproduzidos e identificados no dia-a-dia.
Atividades – o
planejamento colocado em prática
Pesquisa
e Diagnóstico – Olhando para aquilo que não se vê
Metodologia e universo
Para conseguir uma fotografia
real do cenário e dessa forma criar um projeto adequado às necessidades da
Pirelli, foi necessário colher a opinião de uma amostra com
aproximadamente 27% dos empregados, abordando os seguintes pontos:
avaliação da comunicação interna, seus pontos positivos e negativos, os
veículos mais utilizados para se obter informação, opinião específica
sobre os canais oficiais e, por fim, suas expectativas. Serão avaliados,
ainda, a cultura interna, o ambiente e seu contexto.
Foi utilizada a metodologia da
Auditoria de Opinião com diagnóstico combinado a dados qualitativos e
quantitativos, o que possibilitaria total compreensão do cenário de
comunicação. Foram utilizadas duas técnicas qualitativas: entrevistas
pessoais e focus groups, que permitiram uma avaliação aprofundada
da percepção dos empregados em relação aos itens citados
e, no caso da primeira,
confidencialidade absoluta quanto às opiniões relatadas. Para verificar se
tais percepções se aplicavam a uma amostra maior de empregados, foi
utilizado questionário de múltipla escolha para o levantamento
quantitativo.
No final, foram colhidas as
opiniões de 2.489 empregados, sendo:
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253 entrevistas individuais,
com toda a diretoria e por amostragem, em todas as áreas e níveis
hierárquicos (anexo 2) |
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100 participantes em
focus group e |
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2.136
questionários (digital e impresso) – (anexo 3)
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Além
das entrevistas, a equipe da Ketchum Estratégia realizou visitas pelas
principais unidades, a fim de identificar as práticas locais de
comunicação que pudessem ser compartilhadas, além do registro fotográfico
dos painéis (mural e Varal) e sua localização.
A
pesquisa permitiu entender como a Comunicação Interna acontece, suas
fraquezas, fatores de influência e reais necessidades de mudança.
Os resultados – diagnóstico: um terreno fértil para mudanças
Os
resultados da pesquisa foram surpreendentes: apontaram para problemas que
até então não eram sequer imaginados. A baixa eficácia dos canais era
apenas indício de um cenário de muita insatisfação com o processo. Quando
questionados sobre qual era a avaliação da Comunicação Interna, 30% dos
empregados a consideravam negativa, 32% a consideravam neutra e 33%,
positiva.

Durante as entrevistas, ao mencionarem os pontos negativos, três itens
surgiram de forma unânime e passaram a ser considerados como agressores da
comunicação:
Falta de
Transparência
Por mais
que a Pirelli tivesse se modernizado nos últimos anos, sempre teve uma
política de gestão conservadora. Processos e pessoas eram impactados
diretamente pela cultura do “não falar”.
“A empresa não se
posiciona e não explica muita coisa. Isso é cultural.”
Falta de
Clareza
Há
mensagens divulgadas de forma incompleta, falta de abrangência nos
assuntos e de adequação de conteúdo para cada público interno.
“Acho que
os comunicados são feitos assim (sem clareza) de propósito. É pra gente
não entender mesmo”.
Falta de
Agilidade
Com a
cultura do não falar, a Pirelli perdia o time da divulgação e
acabava por não
fazê-la, enquanto a rádio-peão se esbaldava com especulações. Isso
impactava diretamente a credibilidade e o clima da empresa.
“A gente
fica sabendo de tudo pela rádio-peão e não pela empresa. Muito tempo
depois ela se posiciona”.
Outros pontos negativos
mencionados com freqüência:
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A Área de
Comunicação Interna não tinha processos definidos e deveria ter uma
atuação mais estratégica. Na pesquisa quantitativa, 55% apontaram como
função do processo melhorar o diálogo entre empregado e empresa e, para
mais de 30%, manter os empregados informados sobre o objetivo da
companhia.
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Os líderes não
tinham perfil de comunicação, não estavam orientados para isso e não
recebiam informações privilegiadas. Nesse início, somente 49%
classificaram como “Boa” a comunicação da liderança. (anexo 4)
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As políticas de
Recursos Humanos não eram divulgadas nem estavam claras o bastante para os
empregados.
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A rádio-peão
funcionava com muita força em todos os níveis hierárquicos (cerca de 30%
dos respondentes diziam se manterem informados na empresa pela conversa
com os amigos)
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Devido à forte
influência do sindicato na comunicação interna das fábricas, ele acabava
sendo considerado o maior emissor de informação.
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Notava-se pouca
divulgação de informações estratégicas, até para os empregados que tinham
contato com o mercado.
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Havia evidente
deficiência no fluxo de informação com os empregados de unidades distantes das
fábricas.
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Sobre os veículos de
comunicação interna em geral, apontaram:
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Ausência de
unidade visual, falta de segmentação dos assuntos e de
espaço para notícias das unidades, quadros totalmente deteriorados,
desorganizados e sem manutenção, notícias antigas, excesso de texto e
pouca atratividade. (anexo 5 e 6)
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Foi feito o alinhamento desse
diagnóstico com toda a superintendência, a
diretoria e a gerência da empresa. Sabia-se que a mudança desse quadro
teria de ser norteada por uma nova e diferenciada postura dos líderes.
DESAFIO PÓS DIAGNÓSTICO –
maior do que se imaginava
Diante
do resultado da auditoria, o que inicialmente parecia um projeto de
avaliação e simples aperfeiçoamento dos canais transformou-se em uma
verdadeira reestruturação da Comunicação Interna da Pirelli. O diagnóstico
apresentava um cenário de trabalho difícil. Era necessário
reorganizar a área – sua forma de atuação e suas ferramentas – e iniciar
uma cultura de comunicação em um ambiente até então marcado,
principalmente, pela falta de credibilidade da empresa por parte dos
empregados e por uma liderança sem qualquer suporte para uma boa
comunicação. Era um ambiente que não valorizava a comunicação como
elemento imprescindível para a gestão da empresa e em que não se conseguia
levar informações relevantes
e com
agilidade para seus empregados.
COMPLEMENTAÇÃO DOS
OBJETIVOS
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Transformar a comunicação interna em uma ferramenta de gestão estratégica
para a empresa.
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Melhorar os índices de satisfação dos empregados com relação à
Comunicação Interna.
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Melhorar os agressores da comunicação.
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Preparar a equipe de comunicação para a autogestão do programa.
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PLANEJAMENTO PÓS
DIAGNÓSTICO – Pilares estratégicos e táticas
O
planejamento foi desenhado de forma a sanar os pontos diagnosticados um a um
para, efetivamente, tornar a CI um processo de abertura de informações,
consolidando-se como um elemento vivo na empresa. Dessa forma, era
necessário, também, sair de uma visão de “meios” para uma valorização do “processo”
e iniciar a mudança de cultura, envolvendo as pessoas da empresa com uma
Comunicação de Relacionamento. Paralelamente, a área passaria a trabalhar
o conteúdo antes de simplesmente executar a divulgação, definindo a
mensagem com foco nos diferentes públicos que podem existir dentro de uma
mesma unidade.
Estratégias – Os Pilares
Quatro estratégias de trabalho
foram definidas para o alcance dos objetivos:
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Comunicação Interna Estratégica
Foco no conteúdo, não na divulgação
Foco nos públicos, não nas unidades
Foco nas pessoas e na
Comunicação de Relacionamento
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1º –
Mudança da Cultura de Comunicação:
É a
mais importante. A empresa precisa começar a desenvolver uma cultura que
contribua para os trabalhos de comunicação interna. Sensibilização da
diretoria e lideranças e implantação do processo de comunicação de
relacionamento são essenciais.
2º –
Criação de Processos:
Torna-se imprescindível para um trabalho de Comunicação Interna
organizado, uma vez que norteia as equipes para seu dia-a-dia, tanto no
relacionamento com as áreas quanto para a administração das ferramentas.
3º –
Adequação da Estrutura da Área de Comunicação Interna:
É
necessária uma equipe dedicada ao processo, de forma que a comunicação
interna não seja mais uma atividade secundária
4ª –
Melhoria dos Canais:
É
indispensável o aperfeiçoamento dos veículos que atendem o público interno
como complemento ao que será trabalhado nos outros pilares.
Táticas – No detalhe
1º –
Mudança da Cultura de Comunicação
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Táticas:
Sensibilização da diretoria
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Apresentação dos resultados da pesquisa e do planejamento, e palestra
motivacional sobre o tema com um consultor em clima organizacional.
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Treinamento da liderança
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Treinamento com todos os gerentes e supervisores sobre a importância da CI
nas empresas e o papel do líder nesse processo.
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Coaching
diário para equipe de CI
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Acompanhamento e consultoria sobre o posicionamento da área frente às
demandas diárias. Preparação para que a empresa assumisse o processo após
a saída da Ketchum Estratégia.
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2º –
Criação de Processos
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Táticas:
Segmentação do público interno
(anexo 7)
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Empregados diferenciados em oito categorias, conforme a necessidade de
informação. Isso facilitou o “cascateamento” das comunicações e a
adequação de veículos para cada categoria.
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Definição dos tipos de mensagens (anexo 8)
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Criação
de grupos de assuntos, com classificação dos temas, para
que as mensagens sejam direcionadas corretamente a cada público.
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Definição de responsabilidades
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Determinação dos deveres da Comunicação Central e das fábricas, e
redação de Job Description para todas as posições.
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Redação da Política de CI
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Consolidação dos objetivos, responsabilidades e processos da área e seus
veículos. A política foi entregue aos diretores, que assinaram um termo de
ciência e cumprimento às suas diretrizes. Uma versão resumida foi
distribuída a todos os líderes, para nortear sua interação com o novo
processo.
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3º –
Adequação da Estrutura da Comunicação Interna
(anexo 9)
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Táticas:
Contratação de estagiários (anexo 10)
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Um para
cada fábrica, para atuar integralmente no processo que, até então, era
função secundária de um profissional de RH.
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Contratação de um serviço de designer
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Parceiro externo responsável pelo trabalho visual de alguns veículos, de
forma a garantir layout mais atrativo tão solicitado pelos
empregados na fase de imersão.
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Capacitação das equipes de Comunicação Interna
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Treinamento sobre teorias de comunicação, planejamento, política, novos
formatos e novos veículos, além de cursos de redação e
fotografia.
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Rede
de Comunicação
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Em
apoio à estrutura e à equipe de comunicação interna, foi criada a rede
de comunicação, com a participação de representantes de
todas as áreas, desenvolvendo uma verdadeira comunicação de
relacionamento.
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4ª –
Melhoria dos Canais:
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Táticas:
Veículos descontinuados e/ou reformulados
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Antes |
Depois |
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Giro
O
jornal interno era superficial para a liderança, chegava atrasado
para os empregados e não transmitia informações locais necessárias.
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Giro
em Casa
(anexo 11)
Revista bimestral para a família, entregue em casa com o objetivo de
resgatar o orgulho pela marca, levando informações de interesse.
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Giro
Negócios
(anexo 12)
Newsletter
para a liderança com assuntos estratégicos. A inovação dessa
ferramenta está no traffic light que esclarece ao líder o que
pode ou não ser repassado à equipe.
O
objetivo é priorizar o líder na informação e orientá-lo para o seu “cascateamento”. |
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Quadro
de Avisos
Os quadros estavam deteriorados, desorganizados (utilizados sem
critério).
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Mais Q Notícia – Painel
(anexo
13)
Traz um “Jornal Mural ”que funciona independentemente em cada uma
das unidades, para dar mais espaço às informações locais. O painel
também possui um “Quadro de Avisos”, um “Classificados” e uma “Caixa
de Sugestões”.
Para atender a uma necessidade específica, a Ketchum
Estratégia criou um “Take One” com resumo das informações ali
dispostas, devido ao fato de que alguns empregados retiravam
sumariamente do quadro uma informação que era de seu interesse,
deixando-o sem
a
informação.
Mais Q Notícia – Online
(anexo 14)
Para o administrativo, dá opção de acessar notícias de outras
unidades.
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Varal
Quadro para “leitura de passagem”. Deteriorado, mas reconhecido como
boa fonte de informação. |
Varal
(anexo 15)
Novo layout e
iluminação para leitura pelos turnos da noite. |
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E-mail
Muitas reclamações sobre segmentação de mensagens. |
E-mail Informativo
(anexo
16)
Novo layout,
segmentação por interesse e traffic light com
indicação da importância do assunto. |
Criação de
novos veículos (anexo17)
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Rede de Comunicadores |
Aproveitando a força que a comunicação informal tem em ambientes com
população predominantemente de fábrica, é integrada por empregados que
realizam comunicação naturalmente em seu dia-a-dia. Eles foram
treinados para desempenhar esse mesmo papel de forma institucional,
levando informações às áreas e colhendo os feedbacks (sem
sobreposição da liderança).
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Leiaki! |
Veículo exclusivo para os supervisores de fábrica. A mensagem é
inserida em uma ferramenta de gestão de turno – o livro de ocorrências
–, para garantir a leitura já que não se dispõe de muito tempo para
e-mails.
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Espaço Aberto |
Reuniões mensais entre os líderes e suas equipes, a fim de reforçarem
o papel de diretores e gerentes como formadores de opinião de seus
grupos e estreitarem relacionamento com os empregados.
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5 min. da Comunicação |
Reuniões periódicas, com duração máxima de 5 minutos, entre líderes de
produção e suas equipes, para assuntos importantes no momento.
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TV no Refeitório |
TVs
de plasma para comunicações pontuais e dinâmicas. Mais dinamismo para
público que não tem hábito de leitura.
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Palavra do presidente |
Informações de extrema relevância e não cotidianas que demandam a
autoria do presidente. |
Visão
geral dos veículos de comunicação
(anexo 18)

Execução e sustentação – uma operação militar
Após
colher os dados e traçar um planejamento minucioso, finalmente chegava a
hora de a equipe Ketchum e a Pirelli percorrerem as fábricas para a
implantação das ações propostas.
Era necessário criar um clima propício nas unidades e, dessa forma,
conquistar a atenção dos empregados para as mudanças que iriam ocorrer e
para uma nova postura da empresa. Dessa forma, foi criada uma campanha com
o mote “Comunica Pirelli: a Pirelli mais perto de você” e uma identidade
visual que serviria não apenas para a campanha mas para todos os veículos
do Comunica Pirelli.

A campanha, que atingiu todos os funcionários, era dividida em duas fases:
Semana
pré-lançamento (sete dias):
(anexo19)
O objetivo era criar um clima propício relacionado a esse novo momento
dentro da empresa, utilizando e-mails marketing, banners, faixas e
cartazes espalhados pela fábrica, promotoras com camiseta da campanha
distribuíram folders nas entradas de cada turno. A mensagem básica foi “A
nossa nova comunicação você vai querer ver, ouvir e participar”.
Semana
de lançamento (sete dias):
(anexo 20)
Nesse momento, as mesmas peças foram utilizadas com a mensagem “O momento
chegou e as novidades também”, marcando o início de uma verdadeira
operação militar:
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Treinamento da liderança (cerca de 500 líderes). |
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Treinamento da Rede de Comunicadores (83 pessoas). |
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Treinamento e capacitação do estagiário local em relação ao novo
processo e seus objetivos. (6 pessoas) |
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Visita técnica para escolha dos locais estratégicos na fábrica:
instalação do painel “Mais Q Notícia” e dos novos “Varais”. |
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Implantação dos veículos eletrônicos “Mais Q Notícia Online” e “E-mail
Informativo”. |
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Início do processo de implantação do “Espaço Aberto” e do “Leiaki!”. |
Dois meses se passaram, desde o seu início em setembro de 2007, até que a
implantação da última fábrica fosse finalizada. Durante esse período, a
Ketchum Estratégia deu o suporte e a consultoria presencial para a CI
local, conforme cada necessidade que surgia no dia-a-dia. Isso foi
importantíssimo para a adequação das equipes à nova realidade de trabalho
e para a conscientização das áreas sobre o novo formato da CI da Pirelli.
Sustentação
Na fase de sustentação, a Pirelli e a Ketchum Estratégia mantiveram-se bem
próximas para que se garantisse a continuidade do processo, mesmo após o
lançamento oficial. A agência participou de reuniões estratégicas,
orientando a área de Comunicação Interna sobre como conduzir cada demanda
e, até mesmo, as animosidades inerentes a qualquer mudança organizacional.
A agência esteve à frente das primeiras reuniões de pauta dos veículos,
conscientizando os profissionais envolvidos sobre a necessidade de buscar
transparência, clareza e agilidade da informação.
Devido à pró-atividade das equipes na busca de pautas de interesse – por
mais dificuldades que as fontes tivessem – as informações importantes
pouco a pouco passaram a ficar disponíveis para o público interno.
À medida que o cliente ganhava maturidade diante do processo e das
atividades, a agência foi gradativamente saindo de cena, até permanecer,
por um período, como consultora das ações já coordenadas pela equipe
interna. Viu-se o início de uma mudança de postura da empresa em um
projeto que teve começo meio e fim.
Os resultados a seguir comprovam o sucesso desse trabalho.
A Avaliação Final – resultado surpreendente, prova de que o
investimento valeu a pena
Para avaliar os resultados da implantação do programa e antes do final do
seu processo, uma nova pesquisa foi realizada.
Metodologia
Para que os dados colhidos permitissem uma comparação entre o “antes” e o
“depois”, foi seguida a mesma metodologia da pesquisa inicial, com a
utilização de pontos identificados no Diagnóstico como base para análise.
Na pesquisa qualitativa (anexo 21), foram entrevistadas 92 pessoas, 26% da
amostra utilizada na auditoria. Na quantitativa (anexo 22), obtiveram-se
2.111 questionários respondidos, 81% da quantidade recebida na pesquisa
inicial.
Para demonstrar e quantificar a mudança de cenário de comunicação obtida
com o projeto, consideraram-se principalmente as seguintes questões:
1 - “Você acha que a comunicação interna da Pirelli melhorou?”
(Opção na pesquisa quantitativa: “Sim” ou “Não”)
2 - “Como você avalia a comunicação interna da Pirelli, após a
implantação do “Comunica Pirelli?”
(Opção na pesquisa quantitativa: nota de 0 a 10)
Resultados da Avaliação Final – uma marca de sucesso incontestável
As respostas às perguntas formuladas na avaliação final comprovam o
sucesso do Projeto:
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90% dos empregados acham que a comunicação melhorou (anexo 23) |
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80% classificam a Comunicação como positiva. |
Na auditoria inicial, esse índice era de apenas 33%.
Houve uma melhora de 142% de um período para o outro

Não apenas essa avaliação positiva desperta a atenção mas também a
sensível regressão de 90% das notas negativas. Essa inversão da percepção
dos empregados contribui para entender o tamanho desse trabalho que, a
partir de um cenário de comunicação desgastado, traçou a “receita” para a
solução dos problemas e iniciou um caminho para a cultura de comunicação.
(anexo 24 e 25)
E como ficaram os Agressores da Comunicação?
As três principais problemáticas da Comunicação Interna – necessidade de
clareza, agilidade e transparência – guiaram nossas ações após a pesquisa
inicial.
Dessa forma, os agressores da comunicação passaram a ser de
imprescindível importância na pesquisa final. O resultado também foi
positivo: a maioria dos empregados classificou os três itens como “bom”.
A avaliação relacionada à “Clareza” recebeu 73% de classificação “Boa”.
Pode-se atribuir essa melhora ao visual atrativo e padronizado, à
periodicidade mantida com rigor, à objetividade e à organização dos
assuntos, além da inserção de novas editorias, para abordar o que todos
queriam saber.

A “Agilidade” também foi bem avaliada, e os empregados reconhecem que o
atraso é na decisão e não na comunicação de um fato. A maioria, 50%,
considera a agilidade boa, embora na pesquisa qualitativa muitos
apontassem que ainda pode melhorar.
Essa evolução deve-se, principalmente, à dedicação integral dos
estagiários nas fábricas e à antecipação dos assuntos, pelo relacionamento
estabelecido com as áreas.

No que se refere à transparência, embora exista um processo de melhora,
esse quesito é o mais impactado pela cultura da empresa que, como se sabe,
não muda da noite para o dia.
Ainda que alguns assuntos sejam mantidos em sigilo, ao menos a
transparência relacionada a assuntos institucionais – que até então também
não existia – aumentou reconhecidamente. Esse entendimento é compartilhado
entre os empregados: 56% deles classificaram-na como “boa”.

O
sindicato
Grande
vitória do projeto está também na redução da influência do sindicato:
entrevistados mencionaram que os comunicados feitos pelo sindicato eram
descompromissados e que a palavra da empresa, quando manifestada, era a
considerada. Muitos empregados pediram para que a área de Comunicação
Interna absorva essa comunicação e, dessa forma, garanta informação
oficial antecipada.
Os
veículos
A
reformulação dos antigos e a implementação dos novos veículos foram muito
bem aceitas. Segundo os empregados, todos agora sabem onde buscar
informação. Essa maior disponibilidade acaba por tranqüilizar os líderes
que, hoje, têm maior respaldo para comunicar-se com suas equipes: os
veículos também levam temas importantes para os empregados, o que faz com
que o líder
perca o receio de passar informações.
O “Mais
Q Notícia” (painel e online) é citado como principal forma de
receber informação da empresa por 60% dos empregados, além de ser
percebido como uma central de informações.
O
“Varal” é uma fonte rápida e segura de assuntos importantes para 57% dos
empregados.
A “Rede
de Comunicadores” foi considerada como fonte de informação e
constitui atividade de prestígio muito bem aceita por seus integrantes.
Vê-se uma diminuição da importância dada à rádio-peão.
Recomendações finais
Os
resultados da pesquisa final bem como da avaliação obtida durante as
etapas do projeto geraram um relatório de avaliação da comunicação
interna, geral e por unidade. Esse documento trouxe para a Pirelli
recomendações sobre ações e posicionamentos estratégicos, além de ações
táticas necessárias para a continuidade do projeto e a consolidação da
mudança de cultura de comunicação da empresa.
Modelo para a Matriz
Além do
ótimo resultado conquistado e dos objetivos alcançados, o Projeto
“Comunica Pirelli” foi considerado modelo para a matriz na Itália e
enviado para implantação nos mesmos moldes do Brasil.
Expansão
para América Latina
Da
mesma forma que o projeto está sendo expandido e adaptado para a
realidade da Itália, o existe a perspectiva de implantação na Argentina e
Venezuela.
RESUMO GERAL DOS RESULTADOS – GRANDES NÚMEROS
•
6 etapas de estruturação
•
6 veículos modificados
•
6 pessoas da Ketchum envolvidas
•
8 veículos criados
•
10 pessoas da Pirelli envolvidas
•
12 meses de Projeto
•
22 unidades visitadas
•
66 pessoas na rede de comunicadores
•
73 sessões de treinamento
•
142% de crescimento em relação ao
resultado da pesquisa inicial
•
338
horas totais de treinamento
•
543 pessoas treinadas ao todo
•
4.692
respostas de pesquisa
Modelo para a Matriz na Itália
Expansão para América Latina
(Venezuela e Argentina)
Anexos (DOC)
(
*
)
Trabalho desenvolvido nos anos de 2007 e 2008, sob
coordenação de Fernando Garcia (Diretor de Recursos Humanos para América
Latina da Pirelli) e Simone Wasty Murari Biazin (Coordenadora de
Comunicação Interna), junto com equipe de CI (Tatiana Scanavacca e Cauê
Gonçalves). Realizado pela agência Ketchum Estratégia, sob a gerência de
Thatiana Cappellano e equipe formada pelos profissionais Raquel Sant’Anna
Tengan e Roger Spalding de Souza, e com a participação de Flávio Schmidt. |