PLANO DE COMUNICAÇÃO GIDION E TRANSTUSA
Organização
Gidion e Transtusa
Profissional Responsável
Ely Diniz da Silva Filho
Assessoria
Externa
EDM
Logos Comunicação
Ano da Premiação
1997
Até 1993, as
empresas permissionárias do transporte coletivo urbano de Joinville Transtusa e
Gidion eram encaradas como bodes expiatórios da elevação do custo de
vida. As empresas acabavam massacradas pela mídia, formadores de opinião e pela
população em geral.
Concluiu-se que se trabalhava com hipóteses. Não havia um método correto e
sistemático para trabalhar com a opinião pública. Informações importantes não eram
repassadas à opinião pública. Por exemplo: treinamento em recursos humanos, ações
comunitárias, programa de qualidade total, frota de ônibus com a menor média de idade
do país, aumento constante de linhas e de horários para atender aos usuários. O que se
fazia era apagar o incêndio às vésperas do anúncio de aumento das tarifas.
Não se sabia
a opinião correta do usuário e tampouco o que ele queria que fosse feito para satisfazer
plenamente suas necessidades. A realização de uma primeira pesquisa, em 1993, deu
respaldo para a formulação de um plano de comunicação social.
OBJETIVOS
O objetivo
principal do plano de comunicação é criar no usuário uma consciência crítica mais
apurada, fazendo-o dimensionar com valores conceituais a melhor relação custo/benefício
do serviço prestado.
Outro
importante objetivo é fazer o usuário enxergar as duas operadoras de forma correta:
empresas que precisam dar lucro, mesmo prestando um serviço público.
ESTRATÉGIAS
O plano
estratégico compreendeu diversas ações de curto, médio e longo prazos. Essas ações,
que envolveram tanto o público interno quanto o externo, apontam para as seguintes linhas
de atuação:
AVALIAÇÃO
Em fins de
1996, aplicou-se junto ao público usuário das duas empresas uma pesquisa de opinião.
Foram entrevistadas 1.647 pessoas, correspondendo a cerca de 0,76% do total de
usuários/dia. Trata-se, portanto de amostragem representativa, comparando-se com
levantamentos que tomam como referência fatias até menores do universo pesquisado, sem
prejuízo do grau de acerto e sem perda de credibilidade.
De acordo com
o levantamento, quase três quartos da população (74%) consideram justo o preço da
tarifa. Isso demonstra o quanto a comunicação é capaz, desde que se utilizem os
recursos adequados e na medida correta.
O trabalho,
que deu seus primeiros passos em 1993, produziu o resultado pretendido. De vilãs do custo
de vida, a Transtusa e a Gidion passaram a ser vistas como verdadeiras empresas cidadãs,
que pagam impostos, empregam gente, necessitam investir nos seus produtos e gerar lucros.
RESULTADOS
Executando
durante três anos, obteve aval da opinião pública no final de 1996, com a realização
de uma segunda pesquisa, que revelou um aumento considerável da satisfação do usuário.
Por exemplo: os maiores índices de satisfação são os referentes à performance
profissional dos cobradores de ônibus, motoristas e ao estado de conservação dos
veículos, concluindo-se que a política de treinamento das empresas no atendimento ao
público está sendo acertada.
O resultado
positivo tornou as ações permanentes, transformando a Gidion e a Transtusa em empresas
abertas à opinião e às reivindicações dos usuários de seus serviços. Talvez duas
das pouquíssimas empresas do país que prestam um serviço público e que se preocupam em
ouvir e atender sugestões e críticas dos seus clientes.

Originalmente publicado no CONRERP em Ação, São Paulo,
n. 5, 1997, editado pelo CONRERP 2ª Região São Paulo/Paraná