Campanha de Prevenção da TVP:
Reduzindo Riscos, Salvando Vidas
Organizações
Aventis
Pharma / Sociedade Brasileira de Cirurgia Vascular
Profissional Responsável
Antonio De
Salvo
Assessoria
Externa
ADS
Assessoria de Comunicações Ltda.
Ano da
Premiação
2003
OBJETIVOS
Nascida da fusão internacional das companhias Hoeschst Marion Roussel e
Rhone Poulenc, concretizada em dezembro de 1999, a Aventis Pharma iniciou
suas operações no mercado brasileiro no ano de 2000, com a meta de se
tornar uma empresa sinônimo de inovação em ciências da vida.
Em 2002 já liderava o mercado farmacêutico nacional, com uma
participação de quase 7%. Seus esforços e investimentos eram focados no
desenvolvimento de novos medicamentos que contribuíssem para a prevenção e
cura de doenças, bem como para a melhora da qualidade de vida das pessoas.
Um desses medicamentos, o Clexane®, além de ser utilizado na área
cardiovascular, constituía-se no único produto que a ciência farmacêutica
já desenvolvera para a prevenção e tratamento da trombose venosa profunda
(TVP).
A TVP, entretanto, era uma doença ainda pouco conhecida, embora
atingisse milhões de pessoas no mundo inteiro. Complexa e silenciosa, esta
doença pode trazer sérias complicações quando não tratada de forma rápida
e adequada. Consiste na interrupção do fluxo sanguíneo de uma veia,
provocada pela formação de um coágulo – também chamado de trombo. Essa
interrupção pode acometer uma veia superficial (quando, então, ocorre a
TVS) ou profunda (TVP), sendo este segundo tipo o mais comum.
A principal conseqüência da TVP é a embolia pulmonar, que sucede quando
um pedaço do trombo (coágulo) que se formou no interior das veias
profundas da perna se desprende e atinge os vasos sanguíneos dos pulmões.
Dependendo do volume que se tenha desprendido e da área atingida, o caso
pode evoluir para a morte do paciente.
Nos Estados Unidos, cerca de 500 mil pessoas têm TVP anualmente, daí
resultando 100 mil óbitos – número que supera, inclusive, o de mortes por
acidentes de trânsito e aéreos naquele país.
Já no Brasil, onde os dados são mais escassos, a incidência constatada
de TVP está na casa de 0,8 para cada mil habitantes, mas os especialistas
acreditam que seja maior – pois se trata de uma doença cujos pacientes, em
50% a 80% dos casos, não apresentam seus principais sintomas, daí passar
despercebida por muitos médicos.
Apesar da existência de algumas iniciativas visando à orientação e a
conscientização de médicos e da população em geral, o Brasil ainda está
longe da excelência dos programas de prevenção e tratamento desenvolvidos
em países da Europa e América do Norte, por exemplo.
E, embora se trate de uma doença que pode causar graves complicações, a
prevenção não apresenta maior dificuldade. Com base num questionário, o
médico pode determinar com precisão o risco que um paciente tem de
desenvolver a TVP e recomendar a profilaxia necessária. A avaliação do
risco é muito simples, e o tratamento preventivo também.
A Aventis Pharma viu aí uma boa oportunidade para associar um objetivo
mercadológico – tornar mais conhecida da classe médica e da população a
TVP, o que inevitavelmente faria aumentar o número de pacientes tratados
com o Clexane® – a uma prestação de serviço à comunidade. Propôs-se então
a criar uma campanha de conscientização pública sobre a TVP, em grandes
capitais brasileiras, que seria promovida pela Sociedade Brasileira de
Angiologia e Cirurgia Vascular.
Por tratar-se de uma iniciativa na esfera da responsabilidade social, a
Aventis Pharma se dispôs a investir bem mais do que faria apenas para
tornar conhecido um produto. Mas, evidentemente, não poderia
disponibilizar sozinha os recursos necessários para a conscientização
plena de 170 milhões de brasileiros. Então, mais do que nunca, era
necessário otimizar os resultados da campanha, fazendo as opções ideais
para que ela atingisse o máximo possível de pessoas integrantes dos
públicos-alvos.
Este foi o desafio enfrentado pela ADS Assessoria de Comunicações,
incumbida pela Aventis Pharma da implementação da campanha.
ESTRATÉGIAS
A Aventis Pharma definiu como alvos da "Campanha Nacional de Prevenção
da TVP" a classe médica e o público leigo de classe A e B, com idade
superior a 20 anos (e, principalmente, de 35 anos em diante), de seis
grandes capitais brasileiras: Belo Horizonte, Porto Alegre, Recife, Rio de
Janeiro, Salvador e São Paulo.
O primeiro ano da campanha, 2002, serviria para aquisição de
conhecimento e experiência, visando à sua formatação definitiva. Assim,
resolveu-se circunscrever a montagem de estandes informativos e
distribuição de folhetos à cidade de São Paulo, apoiadas por um forte
esquema de assessoria de imprensa em todas as cidades escolhidas.
A ADS fez um cuidadoso levantamento de locais possíveis para a
instalação desses estandes, indicando os prós e contras de cada um deles,
os melhores horários para atuação das equipes, as necessidades de pessoal
e infra-estrutura, etc. Em seguida, numa reunião com o cliente, foram
acertados todos os detalhes, definindo-se que a campanha teria lugar nos
shopping-centers Ibirapuera, Morumbi e Paulista, e nos aeroportos de
Congonhas e Guarulhos.
Uma empresa especializada em promoções foi escolhida pela ADS como sua
parceira, incumbida da instalação dos estandes e coordenação dos trabalhos
das equipes que neles atuariam. A seleção dos promotores foi efetuada pela
ADS, que também auxiliou no treinamento, proporcionado pela Aventis Pharma.
Especial atenção foi dada ao planejamento das ações de assessoria de
imprensa, para que se desenvolvessem num crescendo e atingissem o auge
durante o transcurso da campanha, reforçando os efeitos da distribuição de
material informativo e amplificando-o, de forma a alcançar com suas
mensagens os públicos não atingidos diretamente nos shoppings e
aeroportos.
A campanha contou, ainda, com o apoio de publicidade em rádios,
revistas e outdoors.
EXECUÇÃO
Antecedido de divulgação e contatos personalizados com a imprensa, o
evento de lançamento da Campanha Nacional de Prevenção da TVP foi
realizado no Hotel Mercure (SP), no dia 24 de setembro de 2002, com a
participação de representantes da mídia escrita e eletrônica.
O trabalho de campo foi todo realizado em outubro e novembro. Os
estandes informativos funcionaram aproximadamente 20 dias consecutivos em
cada um dos três shopping-centers (Ibirapuera, Morumbi e Paulista),
distribuindo folhetos e prestando esclarecimentos aos interessados, de
segunda-feira a sábado, no período das 10 às 22 horas; e aos domingos, e
das 14 às 20 horas.
Nos aeroportos de Congonhas e Guarulhos, por sua vez, o trabalho foi
efetuado em cinco dias alternados cada, nos períodos das 6 às 12 horas, e
das 15 às 21 horas.
Ao todo, foram abordadas 37.305 pessoas, sendo 10.665 no Shopping
Ibirapuera, 10.270 no Shopping Morumbi, 7.616 no Shopping Paulista, 4.490
no Aeroporto Internacional de Guarulhos e 4.264 no Aeroporto de Congonhas.
Além dessas 37.305 pessoas que se dispuseram a conversar com os
promotores, houve também as que, apressadas, apenas receberam os folhetos;
foram distribuídos aproximadamente 100 mil folhetos.
O ponto alto da campanha foi a receptividade encontrada nos veículos de
comunicação, totalizando 1.540,5 cm de espaço obtido na mídia impressa e
10h e 51m na mídia eletrônica.
Entrevistas e reportagens enfocando a campanha mereceram grande
destaque em veículos como a Folha de S. Paulo e a IstoÉ. Ao todo, a
campanha foi noticiada em 22 jornais e revistas das cidades de Belo
Horizonte, Curitiba, Porto Alegre, Recife, Salvador e São Paulo, bem como
de outras localidades paulistas (municípios do ABC, interior e litoral).
Na mídia eletrônica, as entrevistas que mais repercutiram foram as
veiculadas nos programas "Mais Você" da TV Globo (16’46’’) e "Dia-A-Dia"
da TV Bandeirantes (35’). Outras entrevistas foram levadas ao ar pelas TVs
Band Recife, Globo (Pernambuco), Aratu/SBT (Salvador), Cultura (SP),
Educativa do RJ, Unifesp, Rede Mulher e Estação Saúde.
A campanha entrou na programação da rádio Eldorado (SP) com enorme
destaque em duas ocasiões (10/09/02 e 18/11/02), totalizando 100 minutos
de entrevistas. Também obteve espaços generosos nas rádios
Metrópole/Salvador (40’29’’) e Rio de Janeiro (49’11’’), tendo sido
noticiada em 21 emissoras de Belém do Pará, Belo Horizonte, Recife, Rio de
Janeiro, Salvador e São Paulo.
Finalmente, a campanha também apareceu expressivamente em sites (M&M on
line, Yahoo, Ciber Saúde, Hospitalar, Jornal da Cardiologia, Interfarma,
Fonte Farma, etc.) e agências noticiosas (Agência Estado, O Estado de S.
Paulo on line, Reuters on Line).
FORMA DE AVALIAÇÃO
Além dos dados obtidos em promoções públicas e divulgação jornalística,
há avaliações em bases científicas da campanha. Foram realizadas em
agosto/2003 pela Aventis Pharma, que contatou, aleatoriamente, em seus
consultórios, médicos das especialidades que lidam com a TVP (cirurgia
geral, cirurgia ortopédica e cirurgia vascular), até que fosse atingido o
número de 100 conhecedores dessa iniciativa; a amostra acabou sendo de 108
profissionais.
Da mesma forma, foram procurados pacientes acima de 40 anos, com
convênio, submetidos a cirurgias ou internados durante o período de
veiculação da campanha (ou pessoas que cuidam desses pacientes), até que
se atingisse o total de 82 conhecedores da campanha; a amostra ficou em
202 entrevistas.
RESULTADOS ALCANÇADOS
A Campanha Nacional de Prevenção da TVP foi avaliada pela Aventis
Pharma como totalmente bem-sucedida, daí a decisão de realizar a II fase
já no semestre seguinte (maio e junho de 2003), com foco em cirurgia e
internações.
Aproveitando a experiência adquirida, pôde-se incorporar à campanha
mais um shopping-center paulistano (o Higienópolis) e iniciar o trabalho
no Rio de Janeiro (Barra Shopping e Shopping Rio Sul). O número de pessoas
abordadas foi de 112.928, o triplo de 2002. E distribuíram-se 140 mil
folhetos, 40% a mais do que na vez anterior.
A imprensa continuou dando uma firme contribuição para alertar a
população sobre os riscos da TVP, tendo o trabalho de divulgação e
marcação de entrevistas que a ADS efetuou resultado na obtenção de 2.655,5
cm de espaço na mídia impressa e 9h e 50m na mídia eletrônica.
Duas matérias dessa II fase obtiveram ampla repercussão na opinião
pública: uma entrevista do cirurgião vascular Eduardo Ramacciotti à
revista IstoÉ, que preencheu três páginas da edição de 28/05/03; e a
participação do mesmo especialista no programa do Jô Soares, na TV Globo
(20/08/03), totalizando 20 minutos.
O próprio Ramacciotti, na entrevista à Isto É, avaliou que "o aumento
do fluxo nos consultórios está mostrando que a campanha tem surtido
efeito, as pessoas têm nos procurado".
Além disso, na avaliação da campanha realizada pela Aventis em
agosto/2003, entre outras constatações, verificou-se que 95% dos médicos
conheciam a campanha, 90% costumavam fazer a avaliação de risco da TVP em
seus pacientes, 97% costumavam adotar ação preventiva específica para
evitar a TVP em seus pacientes, 80% eram favoráveis a esse tipo de
campanha e 82% consideravam que a campanha poderia mudar a conduta da
classe médica.
Já a avaliação realizada entre pacientes revelou que 41% tomaram
conhecimento da campanha, 67% sabiam o que era a TVP, mas apenas 18% já
haviam feito avaliação para saber se corriam o risco de ter a doença (dos
quais 89% por solicitação do médico).
Talvez a constatação mais gratificante de todas tenha sido a de que,
depois de verem a campanha, 15% dos entrevistados pediram ao seu médico
que fizesse uma avaliação do risco de virem a ter a TVP; e que, em 83%
desses casos, o médico atendeu o pedido.
Daí se depreende que vidas já foram salvas e pessoas deixaram de sofrer
sérios danos à saúde em razão das duas campanhas de prevenção da TVP
realizadas. Além disso, o sucesso da iniciativa e a receptividade
encontrada junto à imprensa e a várias instituições estão sendo
consideradas pela Sociedade Brasileira de Angiologia e Cirurgia Vascular e
a Aventis Pharma como argumentos decisivos para a continuação e ampliação
da campanha em 2004, de forma a maximizar seus benefícios à comunidade.

Transcrição
adaptada dos registros existentes no CONRERP 2ª Região – São Paulo/Paraná