OS DEZ ANOS
DO INSTITUTO CULTURAL NEWTON PAIVA
Organização
Instituto
Cultural Newton Paiva
Profissional
Responsável
Maria
Elvira Salles Ferreira
Ano
da Premiação
1983
INTRODUÇÃO
A educação implica, quase sempre, numa postura convencional. Ser escola
é ser estático a uma série de transformações organizacionais.
O ensino, produto de grande repercussão comunitária é avaliado por
esta, a partir de seu comprometimento pedagógico.
O estabelecimento, como empresa, sofre de uma administração dividida
entre as exigências estereotipadas por seu público e a urgência de um novo
conteúdo mercadológico e promocional.
Conciliar expectativas e necessidades, de modo a tornar a escola, um
organismo equilibrado e conciliado às facções que determinam opiniões
diferentes, é uma boa proposta para as Relações Públicas.
Continuar educando fora da sala de aula é um desafio que a escola
brasileira quer vencer.
Sua função social é bem mais abrangente, perante um mundo convulsionado
por novos valores e freqüentes modificações de todas as ordens.
Servir através da educação significa, hoje delinear novos espaços e
canalizar esforços, de modo a acasalar as responsabilidades de cada um a
um objetivo comum: formação integral do homem.
Família, comunidade e escola podem se completar, a partir do
conhecimento que adquirirem sobre si mesmos.
Dos três segmentos, é a escola que mais necessita de uma identidade
social, pois esta tem que ser eleita como prestadora de bons serviços.
Conquistar o aluno requer ação planejada. Requer um bom posicionamento.
Dentro desta ótica, focalizamos Instituto Cultural Newton Paiva
Ferreira. Minas Gerais. Belo Horizonte.
Um dos estabelecimentos particulares, de nível superior, que tem
rompido com os antigos padrões de ser escola.
Mesmo num Estado de raízes profundamente tradicionais como Minas, a
educação pode avançar, mais do que lhe exigem, para uma comunicação mais
eficaz junto a seus públicos.
Buscar participação. Fator de si mesmo. Ouvir aqueles que a procuram.
Exigir mais integração. Ser mais viva. Partir para fora da sala de aula.
Ao ser completar dez anos agindo assim, o Instituto Cultural Newton
Paiva Ferreira resolveu comemorar suas conquistas e assinalar novas lutas
numa campanha especial.
Criando, ampliando ou conservando alguns eventos já desenvolvidos, a
campanha do Instituto foi algo diferenciado frente, principalmente, à
postura das outras escolas.
Acima de tudo, foi uma campanha que muito contribuiu para o seu
posicionamento, que se compromete ardorosamente com a qualidade do ensino,
com a cultura, com a arte, com o esporte, enfim, com todas as formas de
expressão do ser humano.
HISTÓRIA
"Escola que pára, não evolui; é escola esclerosada que não justifica
sua existência, pois não cumpre sua missão". Essas palavras são do Prof.
Newton de Paiva Ferreira, educador mineiro, que há quase 50 anos fundou o
Colégio Anchieta, um dos pioneiros estabelecimentos de ensino de 1º e 2º
graus em Minas Gerais.
O tempo passou, o Dr. Newton faleceu. Mas, as raízes ficaram. Seus
filhos, o engenheiro Paulo Newton Paiva Ferreira, o economista Newton de
Paiva Ferreira Filho e a profissional de Relações Públicas Maria Elvira
Salles Ferreira, guiados pelo idealismo do pai, aliados aos seus próprios
ideais de dar continuidade ao processo educacional fundaram em 1972, o
Instituto Cultural Newton Paiva Ferreira.
A ORGANIZAÇÃO
Apesar de sua jovialidade, o Instituto Newton Paiva já possui
realizações significativas no campo da prestação de serviços, na área
educacional. Uma delas é o grande número de profissionais, que estão
atuando mercado de trabalho com um bom desempenho.
Mas, para preparar um profissional, a escola deve desenvolver um
esforço contínuo, durante todo o tempo de permanência do aluno na Escola.
Assim, o Instituto Newton Paiva tem agido de forma a cumpri seu
compromisso com a educação, sem retrocessos numa evolução constante em
busca de melhor desempenho.
Com esse pensamento, a sua diretoria e o corpo docente direcionam seu
trabalho de maneira a acompanhar a rápida evolução, que atinge todos os
setores.
Assim, o Instituto Newton Paiva mantém atualmente duas Faculdades: FAFI
– Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras e a FACEC – Faculdade de
Ciências Contábeis, Administrativas e Econômicas, com cerca de 5.000
alunos, distribuídos nos oito cursos oferecidos: Administração, Ciências
Contábeis, Ciências Econômicas, Matemática, Pedagogia, Comunicação Social,
Psicologia e Estudos Sociais. Todos esses cursos são reconhecidos por
Decreto.
Para instituição, o aspecto acadêmico é a essência principal de todo o
processo. E toda prioridade se volta para essa área, com realização de
atividades diversas visando estimular o setor acadêmico.
Desde o início de suas atividades, o Instituto Newton Paiva tem
racionalizado seu desempenho administrativo, instalando um birô de
microfilmagem e contratando serviços computacionais para processar dados
dos vestibulares e registros acadêmicos de alunos e processos docentes e
administrativos.
Toda estrutura administrativa do Instituto trabalha com um pensamento
homogêneo: oferecer aos seus alunos e à comunidade uma prestação de
serviços da melhor qualidade, ou seja, participar da vida comunitária
gerando campos para seu desenvolvimento.
Assim, além das técnicas ensinadas em cada área específica,
paralelamente são oferecidos vários serviços que vão se juntar a essas
técnicas para que a educação se processe de uma forma mais ampla.
No campo cultural, o Instituto presta apoio à música, mantendo o Coral
Newton Paiva Ferreira, regido pela Maestrina Maria do Carmo Campara.
Realizou este ano, no mês de maio, a "II Prateleira de Arte", uma
exposição de trabalhos manuais dos alunos, apoiou uma pesquisa realizada
no Vale do Jequitinhonha por estudantes do Curso de Comunicação.
Apoiou promoções culturais como Salão do Futebol, XIV Salão de Artes da
Prefeitura e vários outros, concedendo prêmios aos participantes. No ano
passado, promoveu junto com a Academia Municipalista de Letras de Minas
Gerais, um Concurso de Contos e Poemas sobre São Francisco de Assis, onde
se inscreveram pessoas de todo o Estado.
Também está incentivando o Teatro na Escola. Apoiou um grupo de alunos
que montou a peça "Aquele que diz sim, aquele que diz não", de Bertold
Brechet, apresentada na Escola e em várias outras.
Anualmente são realizadas Semanas de Estudos, Simpósio para todos os
cursos, além de palestras com conferencistas nacionais e internacionais.
Como exemplo, pode ser citada a vinda de Mr. Goran Sjoberg, presidente
eleito da IPRA – International Public Relations Association e do americano
Ernesta Wittemberg, Consultor em Washington, numa promoção conjunta com a
USIS, no ano passado. Neste ano, estiveram no Instituto, a Dra. Beverly
Carl, "expert" em Direito e Economia Internacional, que fez palestra sobre
"O Comércio Internacional e Protecionismo", através de uma promoção
conjunta com a USIS e o jornalista Jota Alves, diretor do Jornal "The
Brasilians", editado em Nova York, que falou sobre o Brasil e o brasileiro
no exterior.
Essa tem sido a vida do Instituto Newton Paiva nos seus 11 primeiros
anos de existência. A base está solidificada, mas há muito ainda o que
fazer para desenvolver e aperfeiçoar cada vez, pois "Escola que pára, não
evolui...".
CAMPANHA DOS DEZ ANOS
Os dez anos do Instituto Cultural Newton Paiva Ferreira foram
comemorados durante o ano de 1982.
Foi realizada uma série de eventos, sob a coordenação geral da
Diretoria de Relações Públicas, com o envolvimento das duas outras
diretorias, funcionários, professores, alunos, órgãos de classe, imprensa
e comunidade.
A campanha se desenvolveu em âmbito regional e local. Estimado através
dos públicos com os quais se teve contato direto, pode-se falar que os
eventos atingiram cerca de dez mil pessoas, dentre alunos do Instituto e
comunidade.
Foram acionadas centenas de profissionais das diversas áreas para
proferirem conferências e debates junto aos estudantes. Alguns
conferencistas vieram de outros Estados especialmente para fazerem parte
da programação. Há de se comentar, também, as presenças de dois "expert"
internacionais.
A logomarca alusiva às comemorações esteve presente em selos, adesivos,
brindes, chaveiros e publicações.
A veiculação de peças publicitárias foi mais evidenciada, com o
propósito de criar um clima de envolvimento.
A resposta pode ser reconhecida logo, com o apoio da imprensa e com a
boa disposição por parte dos alunos para participar dos eventos.
Grande parte da promoção foi dedicada à arte e à cultura, expressões
extensivas ao ensino propriamente dito.
Objetivos
Estratégias
Conhecendo a despreocupação da maioria dos estabelecimentos de ensino,
para com uma autêntica assessoria de Relações Públicas, coube ao Instituto
Newton Paiva a oportunidade de penetrar neste espaço vazio e, inclusive,
criar uma nova necessidade junto ao público concorrente.
Provocar essa necessidade junto às instituições de um modo geral é
considerado mais do que estratégico, pois o Instituto possui curso de
Comunicação Social, formando cerca de 80 profissionais de Relações
Públicas por semestre.
Pode-se afirmar que dentre as escolas particulares de ensino superior,
não existe, na cidade, nenhuma escola com setor de Relações Públicas tão
bem estruturado como o do Instituto Cultural Newton Paiva Ferreira.
A escola, de um modo geral, não participa da vida da comunidade. Eis
outro espaço que o Instituto pode preencher com o desenvolvimento da sua
campanha dos dez anos.
Uma instituição que serve à educação tem que participar da vida do
aluno quando este está fora da escola. A educação é um complexo que tem
que ser considerado de uma forma mais abrangente.
A imprensa pouco quer saber do setor educacional. Nem sempre noticia e,
quando o faz, costuma errar nas suas afirmações.
Levar a imprensa a participar dos dez anos, foi o mesmo que
apresentá-la ao papel que deve desempenhar uma escola moderna e eficiente.
E isto foi deveras importante para o posicionamento institucional do
Instituto Cultural Newton Paiva Ferreira.
Execução
Foi elaborado um planejamento geral de eventos para o ano de 1982.
À medida que este ia sendo executado, a instituição era procurada por
promotores de eventos ligados, principalmente às artes.
Solicitavam a participação de diversas formas: desde uma contribuição
financeira até a de apoio institucional.
Esta, inclusive, já foi considerada como medida para avaliação do que
estava significando os dez anos do Instituto, frente à comunidade.
Foi-se cumprindo a programação planejada e, na medida do possível,
atendia-se às solicitações externas.
RESULTADOS
Após a campanha especial de dez anos, não houve como retroagir. Desta
forma, continua o Instituto Cultural Newton Paiva Ferreira comum largo
programa de participação comunitária.
Expansão da Diretoria de Relações Públicas e a conquista de maior
credibilidade perante esta atividade profissional.
Melhor penetração junto aos segmentos de "públicos alvos", como
colégios de II Grau e Pré-Vestibulares que vieram a contribuir com a
demanda do Concurso Vestibular.
Maior aproximação do público interno (professor-aluno) junto ao
Instituto.
Mais integração junto aos públicos relevantes à instituição, como:
governo, imprensa, outros estabelecimentos de ensino, entidades culturais,
entre outros.
Um trabalho de longo alcance é difícil de ser avaliado, no curto prazo.
Sabemos que esta campanha está trazendo outros resultados
institucionais que ainda não puderam ser mensurados.

Transcrição adaptada dos
registros existentes no CONRERP 2ª Região – São Paulo/Paraná