INTRODUÇÃO
O
Jubileu de Ouro das Indústrias Romi teria de trazer a seus acionistas,
funcionários, clientes e ao público em geral uma mensagem especial. A dúvida
era sobre o que espelharia melhor estes cinqüenta anos.
Escolheu-se
a luta. A luta de seu fundador, Américo Emílio Romi, que durante meio século
esteve presente no dia-a-dia de todos os funcionários e diretores da Romi.
Tendo
sido criada em 1930, durante a maior depressão econômica que o mundo ocidental
viveu até a década de setenta, a Romi e seu fundador enfrentaram e venceram
todas as crises internas e externas como uma Fênix moderna que soube tirar
proveito de todas as quedas para emergir cada vez mais forte e tornar-se a
líder na América Latina, em seu setor.
MOTIVAÇÃO
DO PLANO
Corria
o ano de 1930 – ano em que a economia mundial atravessava uma série crise –
quando Américo Emílio Romi montou, na cidade paulista de Santa Bárbara D’Oeste,
uma pequena garagem oficina.
Já
ao montá-la, a idéia inicial daquele pioneiro era a de estender as suas
atividades ao ramo de retífica de motores.
Cinco
anos mais tarde, a oficina de Romi passaria a produzir máquinas agrícolas,
tornando-se conhecida como a maior fabricante desse tipo de equipamento no
Brasil, e introduzindo modificações que permitiam maior produtividade
agrícola: as semeadeiras, adubadeiras e arados desenhados e fabricados por Romi
tinham ampla aceitação na lavoura, fato que influiu diretamente na decisão de
promover a oficina à condição de grande indústria.
Assim,
já em 1942 – atendendo às necessidades de um mercado ansioso por
máquinas-ferrameta – máquinas que fabricam máquina Américo Emílio Romi
iniciou a fabricação de tornos mecânicos, o que passaria a ser a principal
atividade de sua indústria, plenamente consolidada a partir de 1955.
Nos
dias de hoje, o complexo industrial denominado "Indústria Romi" é o
maior fabricante de máquinas-ferramenta – tornos, fresadoras e injetoras de
plástico – de toda a América Latina.
É
supridora do mercado nacional, e exporta partes consideráveis de sua
produção, atendendo nada menos que 40 países.
Neste
ano de 1980, as Indústrias Romi comemoram os seu Jubileu de Ouro.
E
a ANC – Assessoria Nacional de Comunicações Ltda – que já há nove anos
tem as Indústrias Romi dentre seus clientes, foi incumbida do estudo,
planejamento, criação e execução de um Plano de Relações Públicas que,
institucionalmente, pudesse enaltecer e tornar marcante esse Jubileu da empresa
– uma empresa que, ao comemorar seus cinqüenta anos de vida, tem prestado
inestimável contribuição ao parque industrial brasileiro, à economia e ao
desenvolvimento da nossa nação.
O
Jubileu de Ouro da Romi
Várias
idéias – dentre as muitas criadas e desenvolvidas por esta Assessoria –
destacavam-se pela capacidade de colocar o evento na posição idealizada, com
reflexos positivos amplamente dimensionados entre o público industrial
brasileiro e demais públicos-alvo que compõem o universo da presente campanha,
consagrando assim – técnica e profissionalmente – a estratégia recomendada
e aprovada pelo Cliente.
EXECUÇÃO
Institucional
– Grande Público
Criação
e produção de um anúncio institucional, uma página, "Romi-1980",
para veiculação nacional em jornais e revistas técnicas.
Reprint
do mesmo anúncio para ampla divulgação por mala-direta, a todo o "mailing
list" do Cliente.
Criação
de um Catálogo Cronológico Histórico, formato livro. Peça de altíssimo
nível, tanto em termos de documentação como em termos de apresentação
visual e produção gráfica. Esta peça encontra-se em fase de produção e
programada para ser distribuída no final de 1980, culminando as comemorações
do Jubileu de Ouro das Indústrias Romi, perante órgãos governamentais,
associações de classe, acionistas e clientes.
Criação
de selo autocolante e reproduzindo as duas faces do medalhão comemorativo, para
identificação do evento em toda correspondência expedida pela Romi durante o
ano de 1980.
Sugestão
e consulta enviada à Brasília para estudos de uma eventual emissão de um Selo
Comemorativo sobre o evento, através do Departamento de Correios e Telégrafos,
o que se justifica face ao alto significado e à efetiva contribuição dada
pela Romi ao parque industrial Brasileiro, durante esses cinqüenta anos de
trabalho.
Marketing
– Grande Público
Criação
e produção de anúncio a quatro cores, página dupla, com versão em
castelhano e que está sendo veiculada nos demais países da América Latina.
Objetivo: apresentar, em caráter promo-institucional, a nova linha de máquinas
da série "Jubileu de Ouro", atualmente produzidas pelo cliente.
Programação,
promoção e participação da Romi nas maiores e mais representativas feiras e
exposições de máquinas e equipamentos industriais – tanto no Brasil como no
exterior – identificando os stands do Cliente com o evento de seu
cinqüentenário, e sob tal enfoque apresentando as novas linhas de máquinas da
série "Jubileu de Ouro", sob recomendação desta Assessoria.
Confecção
de dez mil chaveiros alusivos ao evento, para utilização do Departamento de
Marketing da Romi.
Acionistas
e Clientes da Romi
Edição
especial do tablóide "Informativo Industrial Romi" a quatro cores,
enviado a todos os acionistas e clientes da Romi. Essa edição especial –
comemorativa do evento – traça o vigoroso perfil do fundador da indústria,
narrando a sua tenacidade, sucessos e percalços vencidos na construção da
maior indústria de máquinas-ferramenta da América Latina – hoje, também
uma das maiores do mundo, no setor.
Imprensa
Atividades
junto à imprensa por meio de intenso programa de entrevistas, reportagens e
matérias – veiculadas nos principais jornais e revistas técnicas e
especializadas do país durante o primeiro semestre de 1980. As informações e
os dados publicados foram rigorosamente disciplinados por intermédio de um
completo "press kit" elaborado por esta Assessoria – que foi
subsidiada pelos setores correspondentes da Romi, em termos de dados, número,
datas e especificações técnicas, sempre precisas.
Público
Interno
Criação
e confecção de cinco mil medalhões em bronze (dupla face), em alto relevo,
com acabamento em esmalte numa das faces. Os medalhões, alusivos ao evento,
foram especialmente confeccionados para serem distribuídos a todos os
funcionários da Romi durante as cerimônias programadas no mês de junho em
cada uma das unidades industriais da Romi. Servem ainda, estes medalhões para
consolidar definitivamente o slogan criado por esta Assessoria para a Romi:
"A empresa que já vive o amanhã" – trazendo tal inscrição numa
das faces.
Por
sugestão desta Assessoria, foram ainda confeccionados cinco medalhões em ouro
maciço – utilizando as mesmas matrizes acima citadas – com o peso de centro
e trinta gramas cada um. Estes medalhões foram entregues aos cinco membros do
Conselho Diretor da Romi – filhos do fundador da empresa, em cerimônia
íntima e com a exclusiva participação dos homenageados e respectivas esposas
e filhos, demais membros do conselho de administração, diretores setoriais e
gerentes oriundos de todas as unidades fabris e filiais da Romi, no país. Esta
cerimônia foi rigorosamente organizada com o total desconhecido dos
homenageados, por uma comissão especialmente constituída, da qual também
participamos.
Planejamento
Especial
Disciplinado
em várias atividades motivou um melhor congraçamento e efetiva integração
dos funcionários da empresa ao espírito do Jubileu de Ouro.
Abrangendo
atividades promovidas durante o primeiro semestre de 1980, sob a égide da
Fundação Romi, este plano objetivou conseguir a mais perfeita integração de
todos os funcionários da Romi às comemorações do 50º aniversário da
indústria, culminando com a inauguração – em 5 de julho – em área
apropriada do Clube de Campo dos Funcionários da Romi, em Santa Bárbara D’Oeste,
de um Templo Ecumênico dedicado à laboriosa comunidade Romiliana.
Com
essa inauguração, diversas outras festividades foram programadas no mesmo
local, reunindo fraternalmente todos os funcionários, trabalhadores,
representantes, gerentes e diretores da Romi, dentro do espírito da mais ampla
confraternização, envolvendo uma comunidade de cerca de 12.000 pessoas.
O
Jequitibá – Ponto Alto no enfoque
das Relações Públicas
Aqui,
fomos movidos pela necessidade de buscar uma motivação psicológica para
desenvolver o nosso plano – sem o que, ele ficaria seco e árido, ou seria
mais um evento vulgar, sem corresponder à expectativa gerada pela comemoração
de um Jubileu de Ouro numa indústria de tão alto prestígio e conceito junto
à comunidade e seus vários públicos.
Era
preciso encontrar um fio condutor humano, que servisse de ligação entre os
elementos componentes da saga de Emílio Romi e de sua indústria – desde a
época da fundação até os dias de hoje.
A
idéia então surgida, foi de uma felicidade sem par, e, num consenso, conseguiu
aglutinar todas as opiniões a seu favor. A idéia era a de eleger uma árvore
– o Jequitibá – como símbolo da epopéia de Emílio Romi e do vigor de sua
empresa, que, como o símbolo escolhido, souberam fazer da terra por vezes tão
árida, o solo fértil, enfrentando as intempéries e despontando com viço em
nosso chão.
Escrevendo
sobre a vida de Américo Emílio Romi para a edição de uma peça de alto
nível que documentasse a sua saga e a da indústria por ele fundada, notamos
ser nosso biografado dono de um fibra incomum – pois enfrentara todas as
dificuldades e vicissitudes – e não foram poucas também as crises –
vencendo-as todas, e delas emergindo com redobradas energias, para começar tudo
de novo, até a consolidação final de seus objetivos.
Dessa
forma, consideramos ser o Jequitibá a árvore que poderia representar não só
a pessoa de Américo Emílio Romi, como também sua obra e a própria
indústria, tal como hoje existe ocupando destacada posição entre as similares
de todo o mundo.
O
Jequitibá – que é ao mesmo tempo a árvores da fraternidade nacional e o
símbolo do Estado de São Paulo (incorporado por ocasião da Convenção de
Itu) – é uma das árvores mais representativas do mundo, não só pelo seu
belo porte, tendo um tronco que alcança diâmetros incomuns, é frondosa e
bela, tronco reto até certa altura, abrindo-se então na copa verdejante e
sobranceira. É valente contra o tempo e as intempéries, sobrevive através dos
séculos, cada vez mais vigorosa.
A Romi
Entendeu e Encampou a Idéia
A
idéia, realmente, é das mais felizes. O Jequitibá representa o fundador da
indústria, como constitui continuidade nos laboriosos filhos de Américo
Emílio Romi – suas ramificações e ainda, em última instância, é o
símbolo da própria Indústrias Romi S/A.
O
Jequitibá constitui dessa forma a temática central das comemorações do
Jubileu de Ouro das Indústrias Romi SA. Durante as festividades programadas
para junho deste ano, data-fulcro da empresa pelo primogênito de Américo
Emílio Romi, o atual presidente da empresa – que também comemora seus
cinqüenta anos de atividades dedicadas à ela. Em cada uma das demais unidades
industriais já instaladas pela Romi em Santa Bárbara D’Oeste, outro
Jequitibá também estará sendo plantado na mesma data, e uma Memória
registrou a efeméride consagrando definitivamente o Jequitibá como símbolo
das Indústrias Romi.
RESULTADOS
Foram
12 meses de comemoração, divulgação e muito trabalho, tendo-se obtido, ao
fim, excelentes resultados junto aos diversos públicos visados: o público em
geral, que pode acompanhar de perto a história de meio século da Romi;
acionistas e funcionários, que ajudaram a construir esta história; a força de
vendas e os clientes, que tornaram esta história economicamente possível e os
diretores, homenageados direta ou indiretamente na pessoa de Américo Emílio
Romi.
Não
vacilamos em considerar este plano de Relações Públicas realmente à altura
de poder concorrer ao Prêmio Opinião Pública, como uma iniciativa de caráter
cultural, pela forma como traz a lume e divulga o fato de que existe uma árvore
considerada como sendo da Fraternidade Nacional e, ao mesmo tempo, representando
o símbolo da unidade paulista da Federação Brasileira, aliando-se a ela
qualidades de beleza e resistência.