Com referência à bibliografia de Relações Públicas no Brasil podemos
considerar que a publicação de livros, opúsculos, artigos, revistas,
jornais especializados sobre uma atividade constitui um dos requisitos
indispensáveis à institucionalização de uma profissão. As primeiras
publicações específicas de Relações Públicas editadas no Brasil aparecem
na década de 1940, em sua maioria revistas, artigos e opúsculos.
Pode ser considerado o marco inicial da bibliografia, na revista do
Serviço Público de 1942, o artigo intitulado "Relações de Administração
com o Público". Em 1951, o professor Mário Wagner Vieira da Cunha, do
Instituto de Administração da USP, edita um opúsculo "Administração de
Negócios e os Serviços de Relações Públicas". No Rio de Janeiro, em 1954,
a Escola Brasileira de Administração Pública inicia a publicação de uma
série de cadernos sobre Administração Pública. O primeiro foi "Relações
Públicas, Divulgação e Propaganda" de Benedito Silva.
Na década de 1960, a América Latina inicia um vôo mais alto
principalmente com a preocupação de se discutir o que era Relações
Públicas. No Brasil, em São Paulo, surgiu o primeiro livro de Relações
Públicas, "Para Entender Relações Públicas", de Teobaldo de Andrade, em
1962. Na mesma época, no Rio de Janeiro, era editada a "Revista Brasileira
de Relações Públicas", que publicava artigos de ótimo nível.
Na ocasião, a imprensa paulista assim se manifestava sobre a primeira
edição: “Teobaldo de Andrade é o pioneiro indígena de relações públicas.
Teobaldo nacionalizou o assunto com base em sua experiência brasileira,
que é da mais sérias” (Diário da Noite 12/07/62). E ainda, o periódico
especializado “Public Relations New”, editado em Nova York, inseriu
apreciação sobre o referido livro: “Crê-se ser o primeiro livro de
Relações Públicas na América do Sul o que acaba de ser publicado no
Brasil”.
Na década de 1970 a bibliografia volta-se para a prática de Relações
Públicas, uma vez que as publicações anteriores preocuparam-se com a
conceituação de Relações Públicas. Ao decorrer desta década aumentaram
consideravelmente várias obras brasileiras. Ainda nesta dinâmica década,
citamos o trabalho dos editores da revista "RP em Revista", de Sara
Ramalho e Yvonildo de Souza, iniciado em 1971, que após nove anos de
atividade editorial na área de Relações Públicas, é obrigado a cerrar suas
portas em dezembro de 1979.
Nos anos subseqüentes foram lançados no Brasil livros para a formação
universitária, além de alguns específicos ao campo empresarial. Com
relação aos livros publicados, o Brasil se destaca em primeiro lugar entre
os países da América Latina e é a segunda maior do mundo. As entidades ou
órgãos de classe preenchem um dos aspectos indispensáveis à concretização
de uma profissão, elevando seus exercício ético e estimulando ao progresso
científico e tecnológico.