O marco histórico das Relações Públicas na América Latina ocorreu em
1960, quando na cidade do México foi realizada a I Conferência
Interamericana de Relações Públicas que originou a fundação da Federação
Interamericana de Associações de Relações Públicas – FIARP, hoje
Confederação Interamericana de Relações Públicas – CONFIARP. Isto ocorreu
por iniciativa do relacionista Federico Sanchez Fogarty e de um grupo de
profissionais dotados de idealismo capaz de projetar a grande obra
continental.
Em 1961 foi realizada a II Conferência Interamericana em Caracas
(Venezuela), quando então foi subscrita a ata constitutiva. As associações
que participaram da I e II Conferência Interamericana são consideradas
Membros-Fundadores da FIARP: Argentina, Brasil, Chile, Colômbia, Cuba (em
exílio), Estados Unidos, México, Panamá, Peru, Porto Rico, Uruguai e
Venezuela.
A FIARP teve seus Estatutos aprovados em assembléia geral efetuada em
Santiago do Chile, em 1962, quando da realização da Terceira Conferência
Interamericana de Relações Públicas. A capital venezuelana é a sede
oficial da entidade, onde funciona a secretaria geral da FIARP. São suas
finalidades principais:
Para o cumprimento desse último objetivo, em outubro de 1967, no Rio de
Janeiro, foi constituída uma comissão encarregada de propor e orientar um
currículo mínimo para os cursos superiores de Relações Públicas na América
Latina. Essa comissão presidida por Humberto Lôpes, é hoje um órgão
permanente da FIARP, sob a denominação de Comissão Para Ensino de Relações
Públicas.
O dia 26 de setembro, data de fundação da FIARP, é considerado,
oficialmente, como o "Dia Interamericano de Relações Públicas".
A presidência da FIARP esteve sediada, por duas vezes, na ABRP-Nacional,
e a ela foi outorgada “El Chasqui” de ouro pelo desenvolvimento da
associação pela atuação de alguns profissionais e pelas conquistas para o
campo profissional. Também foi outorgada “El Chasqui” de prata a três
brasileiros que prestaram relevantes atividades em prol da classe: na
década de 1960, foi a Ney Peixoto do Valle, na década de 1970, a Teobaldo
de Souza Andrade e, na década de 80, a Milton Cavalcanti.
As atividades de Relações Públicas na América Latina foram inicialmente
desenvolvidas de maneira empírica. Posteriormente, com o advento do ensino
superior na área específica, elas foram exercidas por profissionais com
formação acadêmica.
A grande contribuição para se atingir o posicionamento da profissão de
Relações Públicas na América Latina foi respaldada pelo trabalho
consciente e efetivo das associações da FIARP e por meio de estudiosos que
conseguiram um lugar de destaque na sociedade latino-americana.
A CONFIARP, dentre outras atividades, promove de dois em dois anos, com
a colaboração da suas associações, a Conferência Interamericana que
abarcam problemas relacionados com a profissão, dentro do enfoque
cientifico, técnico e didático. Suas análises e discussões visam chegar a
conclusões e recomendações que venham a ser adotadas em nível continental.