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30 de janeiro de 1914! Pela primeira vez no Brasil e talvez no mundo, criava-se um departamento com a denominação de Relações Públicas. Esta glória pertence à antiga "The Light and Power Co. Ltda.", concessionária da iluminação pública e do transporte coletivo na capital paulista, conhecida durante muitos anos como "Light", uma companhia canadense estabelecida no Brasil no Século XIX.

Na ocasião a direção da Light, sentindo a necessidade de um setor especializado para cuidar do seu relacionamento com os órgãos da imprensa e com os poderes concedentes, no sentido de desenvolver um trabalho de Relações Públicas com a imprensa, objetivou o esclarecimento da opinião pública.

A direção desse Departamento de Relações Públicas foi entregue ao engenheiro Eduardo Pinheiro Lobo, nascido em 2 de dezembro de 1876, na cidade de Penedo (Alagoas). Durante dezenove anos, o engenheiro Lobo exerceu as funções de diretor de Relações Públicas da "Light".

Em 1973, o professor Teobaldo de Andrade perguntava: "Por que não considerar esse pioneiro o ‘Pai das Relações Públicas no Brasil’?" A Lei nº 7.197, de 14 junho de 1984, instituiu o "Dia da Nacional das Relações Públicas", quando foi declarado Patrono das Relações Públicas Eduardo Pinheiro Lobo.

Em reunião do então Conselho Nacional da ABRP, em 13 de dezembro de 1975, em São Paulo, foi instituída a "Medalha Eduardo Pinheiro Lobo", destinada a premiar as pessoas físicas ou jurídicas, nacionais ou estrangeiras, que tenham relevantes serviços prestados à classe dos Profissionais de Relações Públicas.

No campo governamental, a primeira manifestação do aparecimento de um serviço de Relações Públicas é indicada pela reorganização do Serviço de Publicidade Agrícola do Ministério da Agricultura e sua transformação em Serviço de Informação Agrícola (Decreto-Lei nº 2.094, de 28 de março de 1940).

Na história das Relações Públicas em nosso país, destaca-se a contribuição do grupo liderado pelo professor Mário Wagner Vieira da Cunha, do Instituto de Administração da Universidade de São Paulo, quando foram realizadas, em 1949, várias conferências sobre Relações Públicas e suas correlações com a propaganda e as ciências sociais.

Também em 1949, na cidade do Rio de Janeiro, o DASP promoveu o chamado "Curso de Relações com o Público", tendo como professores Ibany da Cunha Ribeiro e Diógenes Bittencourt Monteiro.

Em 1953, a Escola Brasileira de Administração Pública da Fundação Getúlio Vargas, na cidade do Rio de Janeiro, realizou o 1o. Curso de Relações Públicas sob a regência do professor Carlson, e posteriormente foram ministrados outros, por Harwood Childs, da Universidade de Princeton, uma das maiores autoridades, especialmente no que se refere à opinião pública.

Em São Paulo, o primeiro serviço de Relações Públicas, com esse título, deu-se em 1954, no Departamento de Águas e Esgotos, com a denominação de Seção de Relações Públicas. Em 1955, pelo Decreto no. 25.112 de novembro foram criados os Setores de Relações Públicas nas Secretarias de Estado e Órgãos diretamente subordinados ao Governador, em decorrência desse decreto, o antigo DEA promoveu um Seminário de Relações Públicas para os ocupantes dos cargos de redator do Serviço Público (julho de 1956), que contou com a participação dos professores: Neville Shepherd, May Nunes de Souza, Juarez Brandão Lopes, Benedito Silva, Florindo Villa Alvarez e outros.

No segundo semestre de 1959, foi instituída a disciplina de Relações Públicas Governamentais no Curso de Administração Geral no então DEA. Em 1960 foi instalado o primeiro curso regular de Relações Públicas, "Curso Especial de Relações Públicas" e, em 1964, o curso foi transformado em Curso de Formação em Grau Médio, com três níveis.

No Estado do Rio de Janeiro, o primeiro Serviço de Relações Públicas, na área governamental, foi criado pela Prefeitura de Niterói, graças ao trabalho de Noé Matos Cunha, em 1957.