RECORDANDO 25 ANOS DA ABRP
E RELAÇÕES PÚBLICAS TAMBÉM
Nelson Speers
21 de julho de 1979! A Associação Brasileira de Relações Públicas
completava o seu Jubileu de Prata. “É preciso contar a sua história”. A
ABRP já tem um passado. Quem vai contá-la? Lógico, a história será melhor
contada por quem participou da fundação. Mas quem? Eram cerca de 27
pessoas. Sim, ótima idéia! O Nelson Speers era um desses 27. Ele vem de
completar seu mandato como presidente da Seção Estadual de São Paulo. Ele
deverá ter tempo, pois se afastou da Universidade de São Paulo para se
aposentar. Decidido. Nelson Speers vai escrever a “História da ABRP”.
Assim, me é dada a tarefa. Faço um exame de consciência. Por que eu?
Outros companheiros, também fundadores participaram mais intensamente dos
trabalhos de criar e manter a ABRP. Ah, sim, estou me aposentando. Este é
ônus que devo arcar por ainda não ter feito como opção para continuar na
ativa. Vamos então cumprir a tarefa. Novo óbice. Não tenho perspectiva. Os
fatos passados nos últimos 25 anos estão muito próximos historicamente
falando. É como descrever um quadro, de uma distância, não maior que 25
centímetros. Pior! Sinto-me inserido no contexto. Opto, então, para não
fugir ao encargo, por recordar cronologicamente os fatos mais relevantes.
Nova dúvida. A relevância de um fato é determinada subjetivamente. Não tem
importância. Vou fazê-lo assim mesmo. Outros também o farão, e a soma em
um futuro um pouco mais remoto será a história da ABRP.
Os fatos estão a pouca distância para historia, mas estão longe para
recordar sem o auxílio de anotações. Opto por ler as atas registradas nos
livros da Associação (Seção Estadual de São Paulo). Deveria ser uma tarefa
curta e rápida. Assim não foi. Um nome, um fato, uma data e é acionado
todo um processo de recordações. Não recordações disciplinadas e
cronologicamente justapostas, mas recordações livres com incursões nada
profissionais enveredando pela infância e juventude para explicar e
entender o companheiro lembrado.
Lembro o convite do IDORT (Instituto de Organização Racional do
Trabalho) para que eu comparecesse a uma reunião com pessoal que tinha
atividades ligadas a Relações Públicas. Lembro minha satisfação em receber
esse convite como elemento da Reitoria da Universidade de São Paulo. A
reunião realiza-se a 4 de março de 1954 na sede do IDORT, na Rua Bráulio
Gomes. Conheço, então, Henrique Beck Jr. que, pela diretoria do IDORT,
coordenara e propiciara aquele encontro. Compreendo o interesse do
Instituto em, cumprido uma de suas finalidades, inteirar-se de uma
atividade até então pouco conhecida. Indago para mim mesmo que fatos
poderiam ser destacados antes dessa reunião. Desconheço. Outros,
certamente, darão sua contribuição, prestando esse informe. O evidente é
que isoladamente até essa histórica reunião multo já se fizera.
Tento recordar os companheiros dessa primeira reunião. Lembro-me de
alguns. Tenho certeza que estou esquecendo outros. Encontro no livro de
atas subscrevendo a ata de fundação os seguintes nomes: Hugo Barbieri,
Mário Sassi, David Augusto Monteiro, Álvaro Roberto Mendes Gonçalves, Raul
F. Dias de Toledo, Fábio T. Carvalho, Jonas Znyder, Pedro Marcus Mourão,
Murilo Mendes, Inácio Penteado da Silva Telles, Ubirajara Martins de
Souza, J. B. Martins Ramos, Wlademir Borba, Mário da Silva Brito, Alberto
Rovai, José Rolim Valença, Isidio Bueno Campos Sobrinho, Nelson Speers,
Henrique Beck Júnior, Marcilio Cunha Steffen, Saulo Guimarães, May Nunes
de Souza, Genivaldo Wanderley Rocha, Nelson Ramos Nobrega, Hércules T.
Clemente, Roberto Guillermo Sutton e Aníbal Bonfim.
Vinte e sete ao todo. Na reunião de 4 de março éramos menos da metade.
Vejo que dentre os 27 nomes não consta José Roberto Whitaker Penteado que
participara das reuniões realizadas entre 4 de março e 21 de julho. Tento
lembrar outros nomes, mas não consigo. Recordo, entretanto, o nome de
Moacyr Álvaro, presidente então do IDORT e reverencio sua memória.
Continuo consultando as atas das reuniões da ABRP/SP.
Destaco sua primeira reunião em 6 de setembro de 1954, já tendo à
frente seu primeiro presidente Hugo Barbieri. O registro como Associação é
publicado no Diário Oficiai do Estado, de 17 de agosto. Está registrada
sob nº 3.991 no 3º Ofício de Adalberto Netto.
Em ata de 11 de outubro são registrados informes sobre repercussão no
Rio de Janeiro da fundação da ABRP. Sucedem-se entrevistas e uma série de
conferências. Mário Wagner Vieira da Cunha, em São Paulo, Hugo Barbieri na
Fundação Getúlio Vargas; Benedito Silva é indicado no Rio de Janeiro para
representar a ABRP. Já se fala em um diretório naquela cidade.
Em reunião de 14 de fevereiro de 1955, May Nunes de Souza (May Rubião)
apresenta a idéia das reuniões almoço. Ainda nessa reunião, May, Murilo
Mendes e Aníbal Bonfim propõem definições de Relações Públicas a serem
adotadas. É aprovado, praticamente, sem alterações aquela proposta por May.
Essa definição vem também de completar seu Jubileu de Prata.
A série de almoço-reunião tem início em 12/3/55 no restaurante da Sears
e que perduram até hoje no Terraço Itália. Florindo Vila Alvarez,
professor de Relações Públicas da Fundação Getúlio Vargas e Assessor do
DASP (Rio) é admitido como sócio e é encarregado de formar um núcleo da
ABRP no Rio. É sua proposta a formação de diretorias regionais. Iniciam-se
os contatos internacionais.
Em fins de 1955, May vai à Europa. A ABRP se filia a Internacional
Public Relations Association e se fala de sua filiação, também, ao
Instituto Pan-Americano de Relações Públicas. Rolim Valença é
credenciado a participar da Conferência Inter-Americana de Relações
Públicas, realizada nos Estados Unidos. Walter Faria Pereira de
Queiroz na Diretoria da Escola de Polícia faz incluir na XXI Semana de
Estudos Policiais, uma série de palestras sobre “Polícia e Relações
Públicas”, Florindo Vila Alvarez é o encarregado. A Reitoria da USP
fornece certificados para os inscritos.
Na reunião de 19 de dezembro de 1955, vejo assinalado a visita
estrangeira. É recebido em reunião de diretoria Mr. Neville Shepeherd,
“Chief Information Officer” da British Civil Service.
No início de 1956 começam debates – 12 de janeiro de 1956 – para
alterar os estatutos, favorecendo a criação das regionais.
Por ocasião da Assembléia Geral Ordinária de 5 de abril de 1956 já tem
a ABRP 106 sócios, dos quais 67 são titulares e destes, 35 são do Rio de
Janeiro. Nesta Assembléia, Murilo Mendes é eleito presidente e Hugo
Barbieri passa em seguida a delegado de São Paulo no Conselho Superior da
ABRP.
Na ata de 17 de abril de 1956, encontramos notícias sobre a primeira
eleição na regional do Rio de Janeiro. A Revista Propaganda abre as
páginas para o assunto Relações Públicas. Começam os planos para uma
publicação periódica da regional de São Paulo. O IDORT mantém em sua
diretoria representante da ABRP e faz realizar cursos intensivos de
Relações Públicas. Vários nomes para publicações são propostos para
registro: “Revista de Relações Públicas”; “Revista Brasileira de Relações
Públicas”; “Anuário Brasileiro de Relações Públicas”.
Uma delegação é organizada para comparecer a Conferência de Milwakee e
dela participa Murilo Mendes. Florindo Vila Alvarez começa a planejar a
Conferência de Relações Públicas, a ser realizada no Quitandinha (Rio de
Janeiro). Começa o equacionamento da mudança da sede para um grande hotel.
É realizado em Niterói um Seminário de Relações Públicas com grande
sucesso.
Romildo Fernandes é eleito presidente para o biênio 58/59. Hugo
Barbieri continua como delegado no Conselho Superior.
Em reunião de 17 de dezembro de 1958, Romildo Fernandes pede demissão
da presidência. Ubirajara Martins na qualidade de Primeiro Vice-Presidente
assume. Providências são tomadas para deixar a sede do Hotel Excelsior. O
IDORT recolhe, novamente, a ABRP. O Conselho Superior inicia nova reforma
dos Estatutos. O Japão promove Conferência de Relações Públicas.
May Nunes de Souza em março de 1959 assume a presidência pelo
afastamento de Ubirajara Martins por motivo de saúde. A Escola de
Jornalismo Cásper Líbero promove um curso de Relações Públicas em nível de
Pós-Graduação.
A 24 de setembro de 1959 em assembléia, é aprovada alteração dos
estatutos. A 20 de outubro de 1959 o Paraná promove o l Congresso
Paranaense de Relações Públicas. A Revista do IDORT abre uma
seção de Relações Públicas. A Itália começa a convidar para o II
Congresso Mundial de Relações Públicas, a realizar se em 1961 em
Veneza, promovido pela Associação Italiana de Relações Públicas. Os novos
estatutos são registrados sob número 7.196, Livro nº 4 do Registro de
Pessoas Jurídicas.
A 4 de abril de 1960, Ubirajara Martins é eleito presidente para o
biênio 60/61. A Associação Mexicana de Relações Públicas convida para a
Reunião Interamericana de Associações de Relações Públicas (23 a 27 de
setembro de 1961). Paulo Einhera, Vice-Presidente da Seção da Guanabara,
representa o Brasil.
O Marechal do Ar Netto dos Reys é encarregado de estruturar um curso de
Relações Públicas a ser ministrado pela ABRP. Cândido Teobaldo de Souza
Andrade vai ao encontro da ABRP propondo temas de Relações Públicas para
conferências no curso que dá no Departamento Estadual de Administração (1º
de março de 1963). Associados são indicados para desenvolver esses temas.
Em reunião de 24 de maio de 1961 figuram informações da fundação da
regional de Minas Gerais. A ABRP registra protestos feitos pela forma com
que um filme apresentou profissional de Relações Públicas. Igual protesto
é feito junto a Silveira Sampaio por apresentar um programa “recepcionista
de hotel” como profissional de Relações Públicas (7 de julho de 1961). São
as primeiras manifestações de defesa do profissional de Relações Públicas
através da ABRP/SP. É realizada a Conferência Interamericana de
Associações de Relações Públicas, de 27 a 30 de setembro de 1961.
A 13 de abril de 1962 Oswaldo Silva é eleito presidente para o biênio
62/63. Assinalados preparativos e convites para a III Conferência
Interamericana de Associações de Relações Públicas em Santiago, de 4 a
6 de outubro de 1962.
Ney Peixoto do Valle, é eleito presidente do Conselho Nacional (14 de
junho de 1962) pede reconhecimento da ABRP pela International Public
Relations Association.
Cândido Teobaldo de Souza Andrade é cumprimentado (6 de julho de 1962)
pelo lançamento do primeiro livro brasileiro de Relações Públicas, a obra
“Para Entender Relações Públicas”, e Minas Gerais informa que realizará o
l Congresso Mineiro de Relações Públicas.
Em assembléia realizada em 8 de abril de 1964, Oswaldo Silva é reeleito
presidente da ABRP/SP. Hugo Barbieri é indicado para delegado no Conselho
Nacional. São Paulo é encarregado de apresentar na 5ª Conferência
Interamericana de Relações Públicas em Porto Rico, tese sobre “Missão
de Relações Públicas nos Órgãos Governamentais”. Lauro de Barros Siciliano
coordena esse “grupo de trabalho”. Ney Peixoto do Valle, Presidente do
Conselho Nacional, é eleito delegado oficial para o 3° Congresso
Mundial de Relações Públicas. A tese do Brasil é apresentada em Porto
Rico e é aprovada. A 6ª Conferência fica marcada para Montevidéu.
Trabalha-se para o 1° Congresso Brasileiro de Relações Públicas a
realizar-se em junho de 1965 no Rio de Janeiro. Ney Peixoto do Valle vai a
membro do Comitê de Relações Públicas da ONU por indicação da FIARP.
O Reitor da USP, Professor António da Gama e Silva, convida o
Presidente da ABRP/SP. Oswaldo Silva, para a comissão que estuda a criação
do Instituto de Comunicações Culturais, ou seja, a Escola de Comunicações
e Artes (ECA) de hoje. Oswaldo Silva vai a Chefe do Gabinete do Governo do
Estado de São Paulo e se licencia na ABRP. Começa a despertar a atenção da
categoria o projeto de lei, que regulamenta a atividade publicitária.
O Conselho Nacional intensifica obtenção de sugestões para elaborar
regulamentação da profissão a fim de oferecer anteprojeto. O trabalho é
desenvolvido pelo Deputado Evaldo Almeida Pinto, pelo presidente da
Regional da ABRP de Brasília, Domingos A. da Cunha Gonçalves e pelo
presidente do Conselho Nacional, Ney Peixoto do Valle.
O Diário Oficial da União de 27 de outubro de 1965 publica o Projeto de
Lei 3.275/65, de Herbert Levy, que dispõe sobre a regulamentação da
profissão de Relações Públicas. O deputado Evaldo Almeida Pinto apresenta
um substitutivo.
A ABRP recebe do associado Rone Amorim, então Chefe de Gabinete da
Reitoria da USP, os estudos para criação da Escola de Comunicação e Artes
que inclui um curso de Relações Públicas. Em reunião de 7 de janeiro de
1966 é informada a criação da Regional de Pernambuco.
O Brasil é escolhido para realizar o IV Congresso Mundial de
Relações Públicas em 1967. Laerte Ramos de Carvalho, Reitor da
Universidade de Brasília, acompanha a USP e cria Escola de Comunicações.
Em assembléia de 8 de abril de 1966, Millo Gambini é eleito para biênio
66/67, presidente da ABRP/SP. É realizada no México a Conferência
Interamericana de Relações Públicas. Decidido que esta reunião seria
de 2 em 2 anos, sendo a primeira em Buenos Aires. Trabalha-se intensamente
para realizar o Congresso Mundial. Argentina propõe que parte desse
congresso seja em Buenos Aires. A idéia é recusada. O Congresso é
realizado com sucesso.
Vem a Lei 5.377 de 11 de dezembro de 1967 regulamentando a profissão.
Em assembléia de 9 de abril de 1968, Cândido Teobaldo de Souza Andrade é
eleito presidente da ABRP/SP. É constituída comissão para regulamentar a
Lei 5.377. O Presidente da ABRP/SP é encarregado pelo Conselho Nacional de
minutar um regulamento interno para as regionais. Marcada para novembro de
1968 a VIII Conferência Interamericana de Relações Públicas.
Humberto Lopez y Lopez, presidente da Federação Interamericana das
Associações de Relações Públicas, vem ao Brasil, atraído pelo alto nível
do ensino e por ser o único país do mundo de profissão regulamentada. A 26
de setembro de 1968 foi assinada a regulamentação da profissão pelo
Presidente da República. A circular de 4 de dezembro de 1968 da FIARP
comunica a criação do Centro Interamericano de Documentação e Pesquisa.
A comissão permanente de ética passa a contar de São Paulo, além de
Hugo Barbieri, também com Tulio Azevedo. Vem ao Brasil professor Ramiro
Samariengo, Diretor de Pesquisa da SIESPAL da UNESCG e dá curso sobre
Pesquisa de Comunicação. A Regional de São Paulo organiza a l
Semana Paulista de Estudos de Relações Púbicas.
A Sociedade Colombiana de Relações Públicas, presidida por Humberto
Lopez y Lopez, indica o Brasil (ABRP) para receber o “Chasqui de Ouro” da
FIARP pelo trabalho que desenvolveu e ter a Light como um dos
primeiros Departamentos de Relações Públicas (1914) do continente. Cunha
Gonçalves, Vice-Presidente do Conselho Nacional assume e chefia a
delegação da IX Conferência Interamericana de Relações Públicas.
Envia, também, a São Paulo a exposição de motivos – 607 – enviado pelo
Ministro do Trabalho (Jarbas Passarinho) com decreto-lei que cria o
Conselho Federal de Profissionais de Relações Públicas.
A Regional da Guanabara realiza em dezembro de 1969 o 1° Seminário
de Relações Públicas. Hernani Donato assume a presidência da Regional
de São Paulo para o biênio 70/71. A ABRP/SP começa a equacionar a compra
da sede própria. A FIARP caminha para décimo aniversário. As comemorações
começam a ser planejadas.
É adquirida para sede própria, o conjunto do 19º andar da Rua Augusta,
2676, e nela a primeira reunião é feita a 8 de outubro de 1970. Programado
para 1971, em Caracas, a X Conferência Interamericana de Relações
Públicas.
Em fevereiro de 1971 é realizado o I Congresso de Relações Públicas
do Norte-Nordeste. Um grupo de profissionais (Yvonildo de Souza, Sarah
Ramalho e Ruy Barbosa) inicia a Revista de Relações Públicas. O Rio
Grande do Sul programa l Congresso Centro Sul de Relações Públicas.
Ruy Barbosa é eleito presidente da Regional de São Paulo para biênio
72/73. São aprovadas alterações para o Regulamento Interno e encaminhadas
ao Conselho Nacional. Cândido Teobaldo de Souza Andrade, a 26 de abril de
1972, é eleito presidente do Conselho Nacional. A Regional do Rio de
Janeiro programa para outubro de 1972, o Congresso Brasileiro de
Relações Públicas. Carlos Navarrette, presidente da FIARP, é recebido
em São Paulo (9 de outubro de 1972). Os novos estatutos são registrados
sob nº 1.247 – D. 35 (24 de novembro de 1972) Cartório Adalberto Netto.
Programado o 1º Encontro Nacional de Professores dos Cursos de
Relações Públicas, em Águas de São Pedro. Natalino Pereira representa
o Conselho Nacional do VI Congresso Mundial de Relações Públicas.
Cândido Teobaldo de Souza Andrade é doutorado em Relações Públicas pela
USP (25 de abril de 1973). É estabelecida a reciprocidade para sócios da
Sociedade Portuguesa de Relações Públicas e ABRP. Cândido Teobaldo de
Souza Andrade recebe título de Sócio Honorário da Associação Argentina de
Relações Públicas. Seu nome é dado ao Centro Acadêmico da Escola Superior
de Relações Públicas de Recife, Pernambuco.
Démarche e final compra da nova sede a Rua Cel. Oscar Porto, 398, para
a Regional de São Paulo (Escritura em 14 de agosto de 1974). Esta compra
foi feita com a venda do conjunto da Rua Augusta para Rolim Valença e com
o saldo positivo do II Congresso Brasileiro de Relações Públicas,
realizado no Palácio das Convenções na USP, em março de 1974.
Inicia-se o combate à Portaria 3.079, de 11 de março de 1974, do
Ministério do Trabalho, que permite registro precário no Conselho daqueles
que tenham cargos ou funções na administração pública.
Cândido Teobaldo de Souza Andrade, como presidente da FIARP, preside de
26 a 28 de junho o l Congresso Internacional de Instituições de Ensino
e Prática de Relações Públicas, em Barcelona. Programado para a
Guanabara o l Encontro Interamericano de Professores de Relações
Públicas. Começam os planos para a criação de subseções da ABRP nas
Regionais. O Conselho Nacional aprova o projeto nesse sentido. Sucedem-se
III Seminário Interamericano de Relações Públicas em Porto Alegre,
a XI Reunião do Conselho Diretivo da FIARP em Los Angeles e a
III Semana de Estudos de Relações Públicas, em São Paulo. O 1º
Simpósio de Relações Públicas para a área de Administração, em Jaú, é
realizado. A nova Sede da ABRP/SP é apresentada mediante a realização de
um coquetel.
A Portaria 2.079 é revogada. A Presidência da Regional de São Paulo
comparece a Guaiaquil em Seminário Internacional sobre Relações
Públicas. Sucedem-se, em todo Brasil, seminários, encontros e
conferências, através de calendário elaborado pelo Conselho Nacional.
Cândido Teobaldo de Souza Andrade lança seu terceiro livro sobre Relações
Públicas, “Psico-sociologia das Relações Publicas”.
Para o biênio 76/77 é eleito presidente da Regional de São Paulo,
Nelson Speers, que participara, a 23 anos, da fundação da ABRP, que é
substituído por Rodrigo Rodrigues de Moraes, para o biênio 78/79, biênio
do Jubileu de Prata da Associação Brasileira de Relações Públicas.