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A
INFORMAÇÃO COTIDIANA
Jorge Xifra-Heras
CONCEITO DE INFORMAÇÃO
Dentro dos limites genéricos da comunicação social, assume especial
importância o conceito mais estrito de informação, que designa também um
processo onde se sucede uma seqüência de fases determinadas pela atividade do homem. Em
todos e em cada um dos elos da corrente informativa encontram-se presentes os agentes
humanos.
Os conceitos de comunicação e de informação prestam-se a certa
ambigüidade. Assim, partindo do significado etimológico de informar dar forma
pretendeu-se, erroneamente, diferenciar uma e outra limitando a informação ao
momento criador da mensagem, anterior à sua transmissão ou comunicação. Uma vez que se
criou ou delimitou o pensamento, isto é, uma vez que assumiu uma forma, é então
comunicado ou posto em comum. Segundo tal critério, a informação equivale a uma fase
estática, que prece o momento dinâmico, de translação, próprio da comunicação
social, passando pelas fases de emissão, codificação, transmissão, decodificação e
recepção.
A partir de uma perspectiva diferente, informação e comunicação
vinculam-se a dois momentos históricos sucessivos, correspondentes às seguintes etapas
históricas assinaladas por Karl Jaspers: associativa, volitiva e cognoscitiva.
Na primeira, ocorre uma simples comunicação funcional entre os indivíduos,
para assegurar as necessidades da existência e subsistência físicas; na segunda,
diferenciam-se os pontos de vista e as opiniões, nascendo a idéia de informação
intencional, de natureza unilateral e persuasiva, pois, a transmissão de mensagens se
realiza num único sentido; dos que mandam aos que obedecem; e, na terceira, produz-se uma
colaboração entre todos os indivíduos que participam de uma comunicação
consciente, orientada para a consecução do bem comum. Deste ponto de vista, também
inadmissível, a informação seria um monólogo e a comunicação um diálogo.
Análogo ponto de vista defende Eydalin ao limitar a informação à
simples tradução de fatos, situações ou idéias em um código expressivo, do qual
compartilham promotor e receptor, e ao definir a comunicação como o resultado
possível e desejável da informação que se concretiza num enriquecimento ou
intercâmbio de opiniões ou atitudes do receptor. Segundo esta concepção que, em nosso
entender, inverte em parte os termos, a comunicação é um aperfeiçoamento da
informação.
A fim de precisar o conceito de informação, adotaram-se critérios
diferentes, não isentos de imprecisões. Qualificou-se como indefinível a noção de
informação, assim como as de espaço, tempo, distância, força, probabilidade etc. A
seu respeito afirma Kuhn podem oferecer-se exemplos, não definições.
Vejamos, contudo, alguns esforços nesse sentido.
Primeiro Esforço
Uma primeira visão, de caráter formal, procura definir a informação
referindo-se às características que concorrem no processo informativo, em conseqüência
da ampliar-se a esquematização mais simples da comunicação social, acrescentando-lhe
novos fatores, como a decisão e a ação do receptor (Mac Lachlan); a reação do emissor
ante determinada situação; a acessibilidade do objeto ao receptor e as conseqüências
da transmissão (G. Gerbner); circunstâncias de auxílio e influência (Klapper) etc.
Assim se chega a definições descritivas, como a de Brajnovic, considerando a
informação como o conjunto das formas, condições e atuações para tornar
público os elementos do saber, de fatos, de acontecimentos, de especulações, de ações
e projetos, tudo isto mediante uma técnica especial, realizada em este fim e utilizando
os meios de transmissão ou comunicação social.
De outro ponto de vista, e sem afastar-se da concepção processual da
informação, destaca-se o caráter específico de algum dos fatores básico a fim de
precisar a noção daquela. Assim, Claude Shannon, no processo cujas balizas são a
representação do emissor (1), a expressão (2), a mensagem emitida (3), a transmissão
(4), a mensagem recebida (5), a compreensão (6) e a representação do receptor (7),
considera ingrediente essencial da informação a forma ou conteúdo da mensagem, à
semelhança de Fattorello, que insiste na análise qualitativa e quantitativa da mensagem
em função da interpretação efetuada pelo emissor e pelo receptor.
Na informação, a mensagem segundo Fattorello não é uma
coisa, mas uma forma que se exprime como opinião. Wilbul Schramm considera que, no
fenômeno informativo, o essencial é a sintonização entre a fonte e o destino do sinal,
ressaltando como atos básicos a codificação, a decodificação e o feed-back.
Finalmente, Roger Clausse entende que a informação é uma das quatro funções da
comunicação intelectual, ao lado a formação, expressão e pressão: a informação é
a pura e simples relação de fatos (situação, ação, pensamento) em todos os
domínios, reduzindo ao mínimo os vestígios de subjetivismo inerentes a todo testemunho;
a formação é o esforço para organizar objetiva, sistemática e metodicamente os
fatos de informação; a expressão é um esforço mais amplo de criação ou
produção de valores e de funções sociais; a pressão, enfim, é a imposição
de opiniões, atitudes e comportamentos sociais.
Segundo Esforço
Mais científicos são os critérios que definem a informação pela
confluência de uma ou várias características que se originam do processo de
comunicação social, quer para integrar-se no campo mais vasto do desenvolvimento
econômico-social, condicionante da eficácia informativa (Edelstein), quer apelando
com maior rigor científico para um elemento teleológico ou de orientação:
a informação é na medida em que se alcança um fim colimado. Uma mensagem sem sentido
não transmite informação, porque não reduz a incerteza ou a ignorância de receptor:
sem consciência informada, não há informação, afirma Ruyer. Isto obriga a
considerar a mensagem não apenas em sua forma, mas também em seu significado.
Qual é o propósito ou finalidade que define a informação? Para Francisco
Bonsack é a eficiência, ou seja, a consecução dos resultados perseguidos:
a informação é uma condição necessária para a eficácia da ação; uma ação
cega raramente alcançará seus fins, ao passo que uma ação informada quase sempre os
alcançará. Yuri Zeman, adotando também um critério qualitativo, centraliza o
objetivo da informação na ordenação de um sistema (matemático, físico, biológico,
social, econômico, político): não apenas a medida da organização, mas a própria
organização ligada ao princípio da ordem, isto é, o organizado como resultado e o
organizador como processo de realização.
Francisco Sanabria acha que a informação se ocupa tão só de conteúdos
cognitivos ou semânticos (comunicação de fatos, idéias, conceitos e juízos) e exclui
de seu âmbito a comunicação de ações (mensagens afetivas) e de expressões (mensagens
estéticas), existindo, pois, uma comunicação não informativa, tanto quanto há uma
informação não comunicada (que se percebe e não se transmite).
Terceiro Esforço
Em nosso juízo, a raiz etimológica da informação, que equivale a dar
forma, por em forma, formar, configurar e, por extensão, representar, apresentar ou
criar uma idéia ou uma noção, é valioso ponto de partida. Sem dúvida, informar
é dar uma forma ou um suporte material a uma vivência pessoal ou a uma imagem mental do
emissor; mas não é só isso. O suporte ou forma necessita de associar-se a uma série de
signos ou símbolos convencionais que objetivam tal forma, de modo a torná-la
transmissível. O sujeito ativo transforma a imagem mental formalizada (mensagem) numa
série de signos (codificação) que se transmitem para serem decifrados e interpretados
pelo sujeito receptor.
Finalmente, o binômio forma-semântica, para constituir verdadeira
informação, deve reunir um terceiro elemento teleológico ou de orientação que
resumimos no aperfeiçoamento da sociedade. A informação é a transmissão de mensagens
que difundem o patrimônio de conhecimentos que a humanidade vai acumulando e que in-formam
o nosso mundo com uma projeção de futuro. Concebemos a informação como comunicação
social difusora de cultura. Excluem-se, portanto, do âmbito informativo, as
transmissões de todas as mensagens carentes de um conteúdo cultural ou socialmente
significativo, como ocorre, por exemplo, com as de caráter estritamente afetivo. Donde a
tendência a aproximar o conceito de informação do de controle social, dotando-o de uma
carga política.
A informação contribui diretamente para a propagação de conhecimentos e,
por conseguinte, para a formação dos indivíduos. Por isto se configura como uma liberdade
individual que se concretiza no direito do homem a emitir, expressar e receber
informações.
CATEGORIAS DE INFORMAÇÃO
Como vimos, a informação não se define pelo objetivo, mas pelo fim; por um
fim que possui uma dimensão de universalidade: a difusão e ampliação do patrimônio
cultura da humanidade. Daí o grande número de critérios que se podem adotar para
estabelecer uma tipologia do fenômeno informativo. A título de mera enunciação,
vejamos algumas das classificações possíveis:
 | Quanto ao seu conteúdo real, a informação apresenta-se com
tríplice aspecto. Pode ser:
 | informação do que ocorre com o próprio homem, enquanto base do
acontecimento (sensações, percepções, emoções);
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 | informação das relações passivas do homem com o mundo exterior,
baseada na observação empírica (acontecimentos ou eventos propriamente ditos: uma
inundação, um acidente);
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 | informação das relações afetivas do homem com os demais que se
refletem em manifestações intelectuais (ideológicas, artísticas, conteúdos
científicos etc.).
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 | Considerando o conteúdo informativo em seu aspecto dinâmico,
distinguem-se uma informação histórica, que comunica os fatos que se produziram
no decorrer do devir histórico-social; uma informação atual, que se reflete ao
acontecer cotidiano ou contingente, e uma informação prospectiva, relacionada com
os dados, os fatos e as opiniões e sua dimensão futuríveis.
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 | Baseando-se na fonte de procedência, a informação pode ser:
 | oficial, quando emana dos poderes públicos, ou oficiosa,
quando tem origem em grupos privados;
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 | formal ou informal, segundo se comunica através dos meios
tradicionais de informação (imprensa, rádio, televisão, cinema) ou de outros canais
mais específicos (conferências, boatos etc.);
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 | clandestina quando se divulga contrariando uma proibição
oficial , confidencial quando é oferecida sob condição de não ser
divulgada (pretendendo ocultar mais a procedência que o conteúdo) ou pública
(não sujeita a limites);
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 | oral, escrita, icônica ou cifrada, conforme o canal que a
transmite etc.
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 | Quanto aos fins ou propósitos, a amplitude destes impede o
estabelecimento de qualquer esquema estrito. Pode-se falar em:
 | informação cotidiana ou contingente e não contingente,
segundo tenha ou não a característica de atualidade;
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 | informação didática ou recreativa, relacionando-se respectivamente
a fins de formação ou de entretenimento;
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 | informação artística, científica, técnica, social, política,
religiosa, histórica etc.;
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 | informação instrumental, que visa a produzir o efeito desejado no
receptor e obter sua resposta, ou expressiva, que corresponde à necessidade
física de comunicar nossas vivências;
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 | informação documental, que se destina a conservar o delineamento dos
dados, quer por escrito quer pela imagem, quer pelo som (acumulada em arquivos,
bibliotecas, discotecas etc.), ou transitórias;
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 | informação desinteressada, que obedece ao impulso oriundo da
liberdade de informação, ou persuasiva, que busca influir nas atitudes, opiniões
ou comportamento do público, embora se deva ressaltar que, principalmente na sociedade
atual, mesmo a informação tida como desinteressada, por não ter a persuasão como
finalidade própria, apresenta grande carga de influência sobre o público, manipulada
pelos grupos emissores e pelas forças que os controlam.
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 | Merece especial destaque a tipologia de informação persuasiva, cujas
manifestações capitais são três: a publicidade, a propaganda e as relações
públicas.
 | A primeira opera no domínio dos produtos e dos serviços para estimular no
público o desejo e a necessidades dos mesmos, com fins comerciais; a propaganda, no campo
das idéias e dos programas, aspira à sua divulgação sugestiva e interessada. A
propaganda e a publicidade constituem dois aspectos mais importantes do esforço realizado
pelo homem para condicionar e controlar as opiniões e o comportamento dos indivíduos nos
campos ideológico e comercial, procurando que as respostas às mensagens informativas
não sejam fruto de uma livre decisão dos destinatários, mas que achem predestinadas
pelos próprios emissores.
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 | Tanto a propaganda quanto a publicidade, além de desenvolverem uma função
informativa, exercem uma pressão psicológica sobre o público destinatário. Aspiram
não só a dar conhecimento, mas a influir na opinião pública a fim de provocar atitudes
e comportamentos concretos no maior número possível de pessoas. Para atingir esses
propósitos, desenvolve-se uma ação sobre a inteligência, os instintos, os sentimentos
e as paixões do público, por meio de uma linguagem específica, cujas características
essenciais são a simplificação das idéias (importância do slogan), a repetição
da mensagem, a natureza concreta dos raciocínios e a capacidade para suscitar emoções.
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O êxito da publicidade e da propaganda se mede em termos concretos. A
publicidade é eficaz quando induz à compra de um determinado produto ou serviço; a
propaganda, quando transforma os indivíduos em dóceis executores de certos programas ou
decisões pré-fabricadas. Em ambos os casos, se prescinde, com freqüência, da
valoração de tais efeitos.
Para refrear as conseqüências dessas técnicas persuasivas, as Relações
Públicas se configuram como uma técnica informativa interessada, mas que se preocupa
exclusivamente com uma boa informação e com um bom comportamento, a fim de
consolidar nexos de confiança entre diversos grupos. Em tal sentido, supõem a
humanização dos fenômenos publicitários e propagandísticos; longe de explorar as
deficiências humanas à procura do êxito, buscam valorizar as potencialidades do homem,
orientando-as com vistas a determinados valores morais e psíquicos.
As Relações Públicas afirma Zanacchi representam a
antítese da despersonalização e alienação, características do mundo contemporâneo.
Têm por meta que, nas relações entre pessoas, organizações, sociedades públicas e
privadas, de um lado, e seus públicos, de outro, se produza uma sincera
correspondência, baseada na prioridade da pessoa humana sobre qualquer interesse que não
se oriente para o bem-comum, vale dizer, para o conjunto de condições gerais,
necessárias ao desenvolvimento harmônico e ordenado da pessoa humana.
Com tal fundamento, as Relações Públicas se configuram como instrumento de
comunicação cujos elementos constitutivos são os seguintes:
 | uma manifestação informativa, já que constituem uma das
manifestações de fenômeno informativo, orientado por finalidades concretas;
|
 | uma programação baseada no conhecimento e nas metas da atividade do
receptor, visando a assegurar sua total adequação com seus públicos;
|
 | a inspiração social, que busca estabelecer um sistema de
livre comunicação, ou seja, de colaboração, participação e mútua confiança entre
todos os grupos e todos os indivíduos interessados;
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 | a bilateralidade da comunicação que se estabelece na base de um
duplo fluxo informativo, do promotor aos destinatários e destes para aquele.
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Precisamente porque objetivam consolidar uma boa imagem da instituição cuja
promoção têm por meta as Relações Públicas, foram consideradas junto com as
Relações Humanas a expressão genuína da chamada informação institucional,
vale dizer, o ramo da informação que, por meio de um profundo conhecimento da atividade
da instituição a promover, consegue acreditá-la perante determinado grupo receptor.
A INFORMAÇÃO COTIDIANA
Chamamos informação cotidiana àquela que se difunde mediante ditos
meios de comunicação de massa. Não obstante a falta de precisão, essa denominação
tem a vantagem, sobre outras mais ou menos generalizadas (informação contingente,
de atualidade, publicitária, periódica ou jornalística), de
que o adjetivo cotidiano pressupõe duas características essenciais a esse tipo de
informação: a atualidade e a periodicidade.
A informação cotidiana, emitida pelos meios informativos de grande alcance
imprensa,[1] rádio, cinema, televisão , refere-se ao conjunto de
acontecimentos que se sucedem ininterruptamente; transmite os fatos, os acontecimentos e a
cultura em seu devir: na soma, sempre renovada, das mensagens que emitimos sem
cessar; no fluxo alimentador que atualiza a comunicação humana no espaço e a
perpetua no tempo e que, segundo afirma Voyenne, une os indivíduos e os
grupos de um modo quase permanente e cada vez mais universal.
O jornalismo[2] alimenta-se dessa informação que satisfaz a nossa
constante curiosidade de saber o que acontece em torno de nossa existência diária. É a
informação que satisfaz à necessidade manter contato com o mundo que nos rodeia e de
sentir o pulso da sociedade onde vivemos. Realiza-se por meio de um conjunto de
operações pela quais certos grupos de especialistas, utilizando processos
técnicos (imprensa, rádio, televisão, cinema etc.), difundem certo conteúdo simbólico
a um público amplo, heterogêneo e geograficamente disseminador (Janovitz e
Schulze).
Como vimos, a informação se define por um propósito ou finalidade que, na
informação cotidiana, se orienta para a satisfação de uma necessidade humana,
configurando o direito fundamental à informação. Baseando-se nessa finalidade, Weiss
define a informação cotidiana a que chama publicística como a
relativa às estruturas, formas e efeitos da informação pública e permanente de
conteúdos de consciência atuais, de interesse geral em todos os setores do conhecimento,
objetivando tornar públicas as notícias, comentários e sensações numa coletividade e
induzi-la a orientar seu comportamento segundo determinados valores reais ou
presumidos.
O objetivo da informação cotidiana reflete-se nas funções desenvolvidas
pelos seus meios, entre os quais se destaca uma atividade fundamental, ou exemplar, qual
seja a de informar ou fazer saber, ultrapassando assim o seu aspecto estritamente
jornalístico para ingressar também no campo da informação formadora ou pedagógica.
Além dessa função, os meios de informação realizam ainda outras atividades não tão
específicas, mas de grande importância, como o entretenimento, a publicidade e a
integração social.
Roger Clausse, seguindo um critério mais restritivo, define a informação
chamada de atualidade como a relação pura e simples, mais ou menos
circunstanciada, de um fato situação, ação, pensamento, opinião que
pertence ao presente mais imediato. Trata-se de uma informação vinculada a
circunstâncias efêmeras, a conjunturas, enriquecidas com comentários explicativos
relacionados aos antecedentes, conteúdo, contexto e repercussões do fato, excluindo
porém todas as manifestações da expressão criadora de valores (culturais, ideológicos
etc.) e todas as técnicas de pressão social.
ATRIBUTOS DA INFORMAÇÃO COTIDIANA
As notas características que distinguem a informação cotidiana são as
seguintes: atualidade, notoriedade, interesse geral, universalidade e periodicidade.
Atualidade
A atualidade é o atributo essencial da informação cotidiana. Assim como o
historiador concentra a atenção nos acontecimentos do passado, o jornalista contempla o
presente, para divulgar o conhecimento dos novos fatos que fazem parte do
agora ou, excepcionalmente, fatos passados que se descobrem e difundem pela
primeira vez, ou ainda, que recuperam atualidade em função de novos acontecimentos. O
jornalista deve dedicar-se a conseguir, não apenas o atual, mas o que se está elaborando
como tal, aquilo que ainda não é atualidade.
Inserido no devir histórico, o homem deveria conhecer os
acontecimentos do ontem e do outrora, informar-se quanto ao que está sucedendo hoje e,
sem dúvida, não haveria prejuízo algum se também se preocupasse em conhecer
informações sobre o que poderá suceder amanhã (Haacke). Neste contexto, a
informação cotidiana é a que satisfaz as exigências presentes da curiosidade essencial
que permite ao homem arrostar os golpes da fatalidade e saber o que há de esperar no
mundo.
O conhecimento da atualidade não é um luxo, mas reivindicação legítima
do ser humano, para quem, no dizer de Goethe, o mais importante continua sendo o
contemporâneo, porque nosso tempo se reflete em nós da mais pura forma e nele nos
refletimos. O conhecimento do atual facilita o processo de socialização,
permitindo ao indivíduo integrar-se na vida do grupo.
A atualidade implica uma relação entre nós e o tempo, não se tratando
contudo do tempo neutro ou físico, mas do que se mede a partir de nossa situação, tempo
cuja passagem se grava em nós; o tempo das horas longas e breves, do prazer e da dor, do
interesse e da apatia. Esse tempo da alma diz Ortego Costales é o que
nos importa para a informação, por ser o que se acha unido à nossa personalidade.
Qual é o conteúdo da atualidade que define a informação cotidiana?
Naturalmente, não abrange tudo quanto é atual, tudo quanto acontece neste momento, mas a
parte mínima deste acontecer que atrai, ocupa e preocupa a maioria das pessoas, ou porque
parece que vai permanecer, incorporando-se ao que já existe, ou porque se acha dotado de
forte carga cultural ou psíquica, ou ainda porque suscita uma polêmica que divide a
opinião em setores cujas convicções, profundamente arraigadas, se opõem.
Tal atualidade, que logo se converterá em informação, recolhe parte da
mutação que se produz no mundo e na sociedade, expressando não só o que ocorre de
novo, mas também o que permanece o que se transforma. Por isso, aos desaparecer o
acontecimento, inserido na presentidade que flui do tempo, a atualidade se fixa nessa
presentidade que se mantém e permanece independente do fluxo temporal (Ortego Costales).
Por essa razão, a atualidade que consideramos atributo da informação
cotidiana, longe de constituir uma soma aritmética de acontecimentos que se produzem,
descobrem ou atualizam, é o resultado de todos os temas, harmônica e
proporcionalmente selecionadas, ordenadas e oferecidas ao leitor ou ao destinatário
em geral. A informação cotidiana cumpre a transcendente missão de oferecer o
conhecimento dos acontecimentos que refletem o constante devir da nossa existência e que
vão sedimentando, momento a momento, os fatores determinantes da dinâmica de nossa
cultura.
Notoriedade
A informação cotidiana não se dirige quer a uma pessoa quer a um grupo
específico de pessoas, mas a uma coletividade mais ou menos ampla. Tempo por
destinatário o público, isto é, a maioria ou a minoria do povo que presta
atenção aos fenômenos de interesse geral, julgando-os com ativa convicção. Afeta o
âmbito público, não o privado, razão pela qual dela se excluem todas as mensagens
pertencentes à esfera íntima da vida, a não ser que, por circunstâncias excepcionais,
despertem um interesse coletivo.
O caráter genérico e, portanto, anônimo, dos destinatários da
informação cotidiana, faz com que a notícia tenha de ser acessível a todos os
elementos do público, de modo que ninguém fique excluído da possibilidade de captar-lhe
o conteúdo. A notoriedade da mensagem jornalística deve ser geral, não pessoal
ou íntima.
A informação cotidiana alimenta-se dos fatos que sucedem com os homens. E o
que procede dos homens lhes pertence e a eles dever tornar. Eis a razão pela qual o
público, na totalidade, tem direito à informação: porque, nas palavras de Voyenne,
é sua carne e sangue, são suas palavras e atos, é sua própria vida. E
também porque, pela difusão dos conhecimentos através dos grandes meios de
comunicação, os cidadãos de nosso mundo se conhecem, dialogam, compraram opiniões,
sobrem influências recíprocas e se convertem em autores, testemunhas e juízes de tudo
quanto ocorre no mundo. Graças ao caráter público, a informação cotidiana é poderoso
elo de união entre os homens, entre os grupos e entre os povos.
O importante da difusão, considera Otto Groth, não diz respeito ao número
de pessoa que recebem a informação, mas à necessidade de a notícia ser acessível a
todos os elementos do público, tanto numa projeção horizontal ou extensiva (dirigida a
todos os lugares) quanto numa projeção vertical ou intensiva (dirigida a todas as
classes sociais). A relação entre ambas projeções exprime-se na chamada lei da intensidade
decrescente da difusão: quanto mais se desenvolve a projeção intensiva, mais
decresce a extensiva. Uma e outra são inversamente proporcionais: os meios que visam a
uma penetração social global encontram limitação nas possibilidades de difusão
geográfica, e vice-versa.
Interesse Geral
Outra característica da informação cotidiana é o interesse geral.
Nem todas as notícias suscitam a curiosidade de uma coletividade anônima, ainda que não
seja fácil prever se determinada informação terá ou não esse poder. Não existem
normas gerais para medir previamente o interesse que despertará uma notícia, porque
depende do momento e do lugar, como também da perspicácia e da mentalidade dos
destinatários. Não é fácil averiguar o que interessa ao público, pois a
heterogeneidade de receptores supõe diversidade de interesses. E, por outro lado, um
trabalho desse tipo requer ou prévia tarefa objetiva de investigação social
(inquéritos) ou o exercício da sagacidade intuitiva do comunicador, permitindo-lhe
descobrir as preferências dos públicos.
O jornalismo deve centralizar-se nos acontecimentos que afetam o interesse
público, afastando-se dos interesses privados, mesmo que sejam de uma coletividade; deve
orientar-se para o que é suscetível de impressionar ou de beneficiar o maior número
possível de indivíduos. Enquanto o orador, por exemplo, pode e deve adaptar-se às
características de seu limitado auditório, os meios de difusão não efetuam
discriminação alguma. O público é onicompreensivo e indeterminado. Donde a necessidade
de limitar-se a informação adequada ao interesse mais geral, estudando com tal
finalidade tanto o conteúdo da notícia (interesse material) quanto a forma de
expressá-la (interesse formal) e os desejos do público (interesse subjetivo
ou psicológico).
Em qualquer desses aspectos, a informação cotidiana satisfaz o anseio de
saber o que ocorre a nosso redor, de conhecer os acontecimentos do nosso mundo que
despertam um interesse geral e que são acessíveis (excluindo-se, por conseguinte,
tanto o saber filosófico e científico, quanto o conhecimento do não-transcendente e
singular). Por outras palavras, a informação cotidiana refere-se à relação
verdadeira e objetiva dos fatos socialmente significativos (Clausse), isto
é, suscetíveis de exercer influência direta ou indireta sobre a vida pessoal e coletiva
do leitor, ouvinte ou espectador, equivalendo pois a interessá-lo. No dizer de
Campeanu, a informação de massa converte os êxitos de interesse geral em
informações de ressonância social.
Universalidade
A informação cotidiana é, por essência, universal, tanto no
conteúdo quanto na projeção. No primeiro aspecto, é uma informação integral, que
abrange a atualidade em sua dupla dimensão espacial e temática. Ao passo que a
tendência geral de nossa sociedade, nos domínios da profissão, ciência e técnica, se
orienta para a especialização, para campos cada vez mais restritos, eis que se observa
no mundo do jornalismo o fenômeno contrário: aspira-se a oferecer uma visão de toda a
atualidade, com a grande riqueza de conteúdos que encerra.
A tarefa dos meios informativos é a de comunicar um conhecimento pleno e
harmônico de tudo quanto constitui notícia no mundo inteiro e na totalidade dos ramos do
saber. A informação cotidiana é onicompreensiva, abrangendo todos os aspectos da
natureza, da sociedade e da cultura. Não se define, pois, pelo conteúdo que é
ilimitado mas pela concorrência das características que estamos examinando. O
comunicador, embora se arriscando a incorrer em certa superficialidade que não deixa de
ser fecunda, deve penetrar em todo o âmbito do cognoscível para oferecê-lo ao público,
guiado pelo constante impulso da ampliação mental, que contrasta com a especialização,
característica da época presente.
Eis porque os grandes meios informativos, juntamente com os comunicadores
não especializados ou especialistas no conjunto de atualidade contam com
uma equipe de peritos nos diversos ramos da ciência, da arte etc., que interpretam e
manipulam as notícias enviadas pelos repórteres.
A universalidade geográfica e cultural da informação cotidiana não
corresponde a critérios de absoluta objetividade. O público, prodigiosamente sensível
à atualidade que lhe oferece a imprensa, não se contenta em receber a notícia como um
fato objetivo, frio, destituído de comentário. O jornalista não é uma testemunha
imparcial, operando como simples máquina registradora, mas oferece a notícia devidamente
ambientada, situada. E, embora se haja pretendido, por vezes, separar o fato do
comentário, na prática se torna impossível isolá-los em compartimentos estanques e
fixar entre ambos uma linha divisória.
A objetividade absoluta aborrece. Em matéria de informação, como em tudo o
que é humano, torna-se necessário admitir um relativismo de ordem subjetiva, sobretudo
nos meios que servem a determinada ideologia (imprensa partidária, governamental,
confessional etc.), a uma determinada temática (imprensa especializada) ou a pressões
externa de índole diversa.
Esse matiz subjetivo, que acompanha e se incorpora à informação à maneira
de comentário, conferindo-lhe certo caráter (feature), reflete com maior
ou menor intensidade uma manifestação opinativa que torna consideravelmente relativa a verdade
jornalística. Esta não deve, pois, ser considerada nem como uma quimera nem como um
dogma, mas como o resultado de um esforço coletivo de que participam todos quantos
proporcionam, manipulam, difundem e recebem as informações.
A informação cotidiana também é universal na projeção ou difusão. Se,
não faz muitos anos, a informação procedia de setores limitados e a setores limitados
se transmitia, hoje as agências de notícias cobrem a quase totalidade da superfície
terrestre, difundindo suas mensagens a grande parte da população mundial, embora com
diferenças de intensidade e qualidade. A informação, apesar das enormes desigualdades
subsistentes, tende a universalizar-se.
Periodicidade
Enfim, a periodicidade é também uma característica da informação
cotidiana, seja na manifestação escrita seja na audiovisual. A periodicidade, prolongada
e garantida pela continuidade, constitui precisamente a novidade do fenômeno
jornalístico: a repetição periódica constante faz parte da própria natureza
dos meios de comunicação de massa.
Os acontecimentos significativos ocorrem no momento mais imprevisto. Sua
difusão, para efetuar-se com a necessária exigência de rapidez, requer
instrumentos adequados ao ritmo do tempo, em consonância com uma regularidade cada vez
mais vertiginosa. Em nossa sociedade, um ouvinte que combine diferentes emissoras pode
passar o dia inteiro escutando boletins informativos, que alguns países oferecem
continuamente por meio de uma linha telefônica comum. A informação tende, portanto, a
configurar-se como uma corrente sem fim, cuja ruptura produziria no público
uma sensação de vazio e de insegurança.
A periodicidade não é apenas a repetição enfadonha, nem tampouco uma
técnica de captação do receptor, mas algo mais profundo: e, como diz Groth, um ritmo
vital sujeito às leis cósmicas que criaram as estações, os meses, as semanas, dos dias
e as horas, períodos esses que servem todos de pauta aos diferentes meios: revistas,
jornais, rádio, televisão, cinema.
A periodicidade é um fator que penetrou na vida física e cultural e que,
com o progresso da técnica, tende a adaptar-se a intervalor cada vez mais breves, embora
prestigiando a coexistência de períodos diversos: o diário não elimina o semanário,
nem este a revista mensal, já que, entre os diversos meios, mais se produz a
solidariedade que a concorrência.
A periodicidade mantém um vínculo permanente entre o comunicador e o
público, já que a compreensão da notícia costuma requerer o conhecimento de fatos
prévios, apresentados em edições anteriores. Graças à continuidade periódica, os
meios de comunicação animam e habituam seus públicos à leitura, audição ou visão,
gerando laços de compenetração, que infundem vida a uma necessidade ou, pelo menos, a
um hábito diário.
Da periodicidade depende tam´bem a estrutura das empresas jornalísticas e
informativas, obrigadas a enfrentar as conseqüências do ritmo do tempo e da enorme
diluição do artigo oferecido pela continuidade ininterrupta de seus serviços.
O PROCESSO DA INFORMAÇÃO COTIDIANA
Como tipo da comunicação social, a informação cotidiana segue um processo
integrado por um conjunto de atos que se sucedem desde que ocorre o fato noticiável até
a sua chegada ao universo receptor.
O primeiro momento de tal processo acha-se determinado pelo acontecimento
de atualidade que ocorre no mundo e que pode ser um fato material (uma inundação, uma
batalha) ou um evento de conteúdo espiritual (uma nova ideologia, uma opinião, um
livro). Esse fato ou acontecimento constitui a matéria-prima da notícia, ou seja, o
objeto da mensagem informativa.
Freqüentemente, o evento é captado por um emissor que se encontra à
espreita, em geral um correspondente, que cria a mensagem. Delineia-se então rica
problemática em torno da captação e codificação do acontecimento, plasmando-o na
linguagem informativa adequada para possibilitar-lhe a difusão.
Quem captou ou criou a mensagem transmite-a através do mais rápido
meio disponível para a agência informativa. Em todos os países, as agências
noticiosas internacionais ou nacionais são engrenagens essenciais da
imprensa contemporânea, que recebem e divulgam a matéria-prima da informação
cotidiana.
A informação recebida na agência é submetida a um trabalho de seleção
e a um primeiro tratamento (de fundo e de forma) realizado por uma equipe de peritos, que
preparam a difusão das notícias, levando em conta a natureza do meio, as peculiaridades
dos destinatários e os controles que exercem pressão sobre o material noticioso.
A informação, assim reelaborada no centro de recepção, é distribuída
a todos os meios de informação credenciados, utilizando para isso as técnicas mais
rápidas de transmissão. A agência opera, portanto, como um organismo que desempenha
tríplice função: recebe a informação, seleciona-a e elabora-a, difunde-a a seus
clientes.
Uma vez no jornal (ou outro veículo), a informação procedente da agência
(ou diretamente dos correspondentes ou enviados especiais, caso em que se acham eliminadas
as três fases anteriores do processo), a informação passa por um segundo tratamento,
que dá lugar à elaboração definitiva da mensagem, de modo a tornar-se acessível,
tanto pela apresentação como pela formulação, ao público, do meio de informação.
Após a elaboração definitiva da mensagem, chega-se ao momento de sua divulgação.
Submete-se a informação a processos de múltipla reprodução, quer em forma de palavras
(faladas ou escritas), quer de sons ou de imagens, para oferecê-la a um público cada vez
mais numeroso. A organização para difusão a longo alcance acha-se condicionada por um
complexo de estruturas técnicas e comerciais, em constante renovação. A informação
circula hoje com intensidade crescente. E tal dinâmica, recebendo o impulso das
descobertas tecnológicas, obriga as empresas a se adaptarem e enriquecerem, pois o êxito
de todo meio de comunicação é proporcional à sua rapidez, conteúdo e adequação ao
público.
Finalmente, a informação chega ao universo receptor, constituído
por um público heterogêneo, anônimo e aberto. Esse público decodifica e interpreta a
informação recebida, assimila-a e, o que é mais importante, parte dele reage ao
impacto da mensagem, dando início a um processo de retroação, de capital importância
para o emissor.
Em todo o decorrer desses oito momentos (que Clausse resume em três fases: o
fato, a captação momento 2º, 3º e 4º e a difusão momentos 5º,
6º 7º e 8º), executa-se complexa problemática que se insere no contexto de nossa
sociedade nas suas dimensões técnica, política, econômica, sociológica, filosófica,
moral, cultural, profissional, lingüística, pedagógica, ecológica etc.
Dentro de uma visão realista, que se liga ao sociologismo de Max Weber, a
temática informativa centraliza-se especialmente no estudo dos fatores que se resumem na
conhecida fórmula de H. D. Lasswell: Who says what in wich channel, to whom; with what
effects? Ou seja: o emissor, o objeto da comunicação, o meio, o receptor e os
efeitos produzidos. A estes cinco fatores, acrescenta McClung Lee os dois seguintes: a
finalidade da comunicação e o contexto formado pelos fatos, opiniões, organizações e
tendências sociais, no qual se desenvolve a informação. Fala-se também em responder
aos cinco W, segundo os americanos: Who? What? Where? When? Why? (no Brasil a conhecida
equação 3Q CO PQ: Quem, Que, Quando, Como, Onde e Por Que).
O certo é que, em nossa sociedade, a informação é uma potência que
incide em todas as facetas da vida do homem, condicionando-lhe as atitudes, opiniões e
comportamento. Donde a transcendência, a complexidade e diversidade dos problemas que
suscita e a inesgotável riqueza da temática que sugere.

[1] Aqui e em
todo o texto empregada na acepção strictu sensu, significando comunicação
escrita periódica, jornal, revista etc.
[2] Deve ser
entendido, no texto, no sentido mais amplo: pesquisa, elaboração e emissão da
informação cotidiana (atualidade e periodicidade) por meio da imprensa escrita, do
rádio, do cinema e da televisão.

Texto compilado do
Capítulo 2 A Informação Cotidiana da obra de Jorge Xifra-Heras, A
Informação: análise de uma liberdade frustrada, publicado em 1975 pela Editora da
Universidade de São Paulo e pela Editora Lux.
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