Idéias e Tendências 1

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NOVAS PERSPECTIVAS DAS RELAÇÕES PÚBLICAS FRENTE AO PROCESSO DE GLOBALIZAÇÃO

 

Júlio Afonso Sá de Pinho Neto

Professor da Universidade Federal de Goiás

 

Assistimos, nestes últimos anos, a um acirrado processo de globalização, que, se não é privilégio exclusivo de nossa época, nunca havia alcançado tamanha dimensão. Isto em grande parte graças às novas tecnologias de comunicação que tornaram possível o desencadear de um processo de transmissão instantânea de informações ao redor do mundo.

Aliado a este fator técnico, que aliás não pode ser considerado puramente técnico, já que os projetos tecnológicos respondem a demandas sociais, políticas, econômicas e culturais bem específicas, estamos diante da tão propalada crise da modernidade. Época na qual alardeia-se o fim das grandes metanarrativas, que até então tinham a função de explicar a existência humana a partir de um paradigma de verdade, a partir de certos princípios inquestionáveis de verdade. Deus, Razão, Progresso, História, cederam lugar a um processo impar e heterogêneo de diversificação e ascensão das mais diferentes crenças, ideologias e visões de mundo.

O respeito às "diferenças" e a aclamação a uma autogestão individual e coletiva ganharam espaço privilegiado nos fóruns políticos contemporâneos a partir da revolução de Maio de 1968 na França, revolução esta que ocorreu sem um objetivo político definido, não lutou a favor do poder ou contra ele, antes investiu na criatividade, na singularidade, na manifestação autônoma da subjetividade, tendo o desejo à frente de todas as suas iniciativas transgressoras. Maio de 68 contestou os profissionais da contestação, rejeitou as correntes totalitárias de pensamento, as "verdades universais" e modeladoras da subjetividade humana.

À política institucional dos sindicatos, dos parlamentos, dos partidos políticos etc, respondeu com a micropolítica, pois ostentava uma grande ânsia de liberdade pessoal e individual. Não optou por apoiar-se nas macroestruturas da política organizada pois sabia que os ideais revolucionários do presente são facilmente recuperados e mercadificados pelo capitalismo logo em seguida. Contestava-se toda a cultura e não somente a forma de fazer política.

Tais transformações na cena política mundial trouxeram conseqüências diretas para uma área que desenvolve todas as suas atividades tendo como objetivo maior legitimar a atuação de uma empresa ou instituição frente à sociedade. A profissão de Relações públicas, é preciso não esquecer, nasceu devido a todo um processo de fortalecimento da sociedade civil no início do século. As Relações Públicas nasceram nos EUA no final do século XIX, diante de um contexto político e econômico bem específico. Em 1871, os Estados Unidos já contavam com três traduções do Manifesto Comunista, nos quais havia uma clara proposta de conscientização e desenvolvimento intelectual da classe operária visando a tão sonhada emancipação dos trabalhadores.

Para isto, era necessário divulgar amplamente tais idéias na sociedade, fazendo uso, inclusive, da publicidade – uma das estratégias bem conhecidas dos comunistas à época. Devido a isto, a sociedade americana assiste a todo um fortalecimento dos movimentos operários naquele país. Estes se empenhavam duramente em mobilizar a opinião pública contra os grandes monopólios, os patrões de direito divino, os salários de fome, as condições desumanas de trabalho, a repressão sanguinária às greves e o desrespeito dos empresários para com os interesses públicos. Não podemos esquecer que os jornalistas de denúncia tornam-se fortes diante desse estado de coisas, fazendo com que a opinião pública passasse a ganhar cada vez mais expressão e poder.

É graças a esse fortalecimento da opinião pública que as Relações Públicas surgem como profissão. Essa atividade torna-se essencial quando as estruturas anacrônicas do lucro pelo lucro, da sonegação de impostos, do desrespeito aos interesses públicos começam a tornar-se superadas em favor da valorização do empregado, do pleno exercício da cidadania e da mobilização a favor dos interesses e necessidades das sociedades. A organização da sociedade civil, com o conseqüente fortalecimento da opinião pública e do grau de politização dos povos, sempre figurou como pressuposto essencial para o desenvolvimento e aceitação das Relações Públicas como profissão.

O que podemos antever para essa profissão quando nos percebemos diante de uma crise na esfera política, pelo menos da forma como concebíamos a política até então? Fim da história, fim do social, fim do real a favor do virtual etc., é o que presenciamos freqüentemente nos discursos contemporâneos. Viveríamos, em plena "geração X", numa anomia, num caos indiscernível onde imperaria a ausência de leis e toda e qualquer norma e organização? E se soçobraram os pilares que sustentavam a política clássica, como lidar com aquilo que sempre designamos como sendo opinião pública? Ao nos depararmos com essas questões percebemos que o que está em redefinição e questionamento é a própria função da profissão de Relações Públicas. Quando a opinião pública esbate-se diante da cultura do espetáculo, diante da estetização da política, qual passa a ser a verdadeira função do profissional de Relações Públicas, uma atividade que tem como princípios informar seus públicos e trabalhar com a verdade?

Entendemos a sociedade civil como o resultado do exercício da cidadania, dos processos democráticos de gestão, da participação e debate dos cidadãos que juntos objetivam chegar a um consenso como produto final do diálogo, do questionamento, da reflexão, da crítica e da livre expressão de idéias.

Diante de tal assertiva, quais as transformações que a nossa contemporaneidade tem produzido nesses conceitos? Fala-se hoje que a crítica e a reflexão, bem como a participação política, cederam lugar à mera estetização; tudo parece querer transformar-se em espetáculo, em sedução. As novas formas de controle não se dão mais por coação mas por sedução. Acabamos elegendo o "presidente da televisão", aquele que melhor sabe utilizar estratégias de marketing, usando mão das mais diferentes performances midiáticas. Na tão mencionada sociedade do espetáculo as Relações Públicas não estariam na iminência de sofrerem um duro retrocesso? Não estaríamos diante da ameaça de retornarmos à pior fase de nossa profissão quando se trabalhava somente visando à construção, inverídica e falaciosa, de uma imagem favorável de uma empresa ou instituição?

A época em que vivemos é acusada de não tornar politicamente inteligíveis um determinado acontecimento ou fato, mas, antes, esforça-se por meramente mostrar sua imagem. Declínio da crítica e reflexão, tão caras e essenciais ao pensamento, a favor da performance, do espetáculo, da mera exposição midiática de forma sedutora e efêmera. Importa ser noticiado e exibido pelos canais da mídia, e a história perde sua pretensão de verdade para fragmentar-se em conformidade com múltipla e variada pauta dos meios de comunicação.

O acontecimento começa a depender de sua veiculação em massa para adquirir status de "verdade" histórica. Não podemos esquecer que as Relações Públicas consolidaram-se como profissão na década de quarenta, nos EUA, devido à política do New Deal do governo de Franklin Roosevelt – época na qual a opinião pública foi considerada prioridade máxima do governo americano. Legalização dos sindicatos, diminuição da jornada de trabalho para oito horas diárias, direito de greve, proibição do trabalho de menores, legislação antitruste, conferências à imprensa, programas radiofônicos de esclarecimento de políticas do governo à população, foram apenas alguns exemplos da orientação democrática e dialógica do governo norte-americano. Foi nessa época que surgiram os primeiros cursos regulares de Relações Públicas pois diálogo, informação, consenso, entendimento e negociação estavam na ordem do dia.

Diante desse quadro, percebemos que a opinião pública torna-se cada vez mais psicologizada. Corre o risco de se tornar mera somatória de atitudes e crenças individuais, prescindindo da discussão, do debate, do consenso que só os fóruns políticos são capazes de produzir. Ora, se as Relações Públicas necessitam fundamentalmente de uma pressão política da sociedade civil organizada para existirem, nos perguntamos: onde residem, hoje, os lobbys, as pressões sociais capazes de exigir das instituições seu compromisso e função social? Os sindicatos, os partidos políticos, as associações civis não se encontram atualmente em declínio?

Frente aos valores contemporâneos do capitalismo, como a performance e a produtividade máxima (vide o modelo de qualidade total aplicado às empresas) que acabam por enfraquecer os movimentos sindicais em decorrência do desemprego que produzem, na qual se encontra, atualmente, a força política por excelência capaz de exigir das empresas sua responsabilidade social, seu compromisso com o público consumidor, com seus empregados, com o meio ambiente. Enfim, como justificar, em nossos dias, a necessidade de prestar contas com a opinião pública?

O capitalismo, na sua versão contemporânea, caracteriza-se pela sua flexibilidade, pela fragmentação, pelos mecanismos e instrumentos cada vez mais aperfeiçoados e desenvolvidos no sentido de tudo tentar submeter à sua axiomática. Fragmenta a vida social, o coletivo político, os grupamentos sociais que possuíam uma identidade de classe etc. Esfacela o coletivo capaz de organizar-se segundo critérios e interesses políticos; em seu lugar oferece grupos efêmeros, totalmente reféns do consumo, delineados a partir de uma estética do espetáculo – surgem as famosas "tribos" que agregam-se pelo prazer de estar junto, pelo quantum de prazer que é possível experimentar a partir do compartilhamento de experiências coletivas altamente móveis e temporárias.

O que queremos saber, enfim, é o podemos antever como futuro para o profissional de Relações Públicas? Felizmente, mesmo se os Estados-Nação entram em franco declínio, mesmo se as esferas públicas de participação política vêem-se em crise e se a opinião pública encontra-se ameaçada de transformar-se no mero resultado de pesquisas plebiscitárias, a sociedade civil acaba agora continuando a expressar-se através dos movimentos sociais independentes do Estado e das instituições políticas tradicionais.

São as organizações não-governamentais, as associações de classe, os grupos de minorias, os ambientalistas, os grupos de defesa dos direitos humanos etc. Em nossos tempos atuais a política migra para esses movimentos sociais de demanda especializada. São essas entidades que hoje cobram do governo e das organizações medidas e ações que promovam o bem estar, o desenvolvimento social e a melhoria da qualidade de vida dos cidadãos.

Esse "reordenamento micropolítico" da sociedade globalizada vai dar um poder de interferência muito grande a esses grupos minoritários. Prova disso é a atual legislação brasileira que conta com um projeto de lei criando o Balanço Social das empresas impondo-lhes causas sociais bem especificas, que vão desde o seu compromisso com a preservação do meio ambiente até a percentagem de mulheres em seus cargos de chefia. Some-se a isto a atual discussão sobre o assédio sexual no ambiente de trabalho, que já conta com um projeto de lei da senadora Benedita da Silva que dispõe sobre essa questão; também já se discute, na esfera governamental, propostas para o estabelecimento de quotas reservadas para o ingresso de negros nas universidades e nos concursos públicos das instituições públicas.

Esse reordenamento da sociedade produz conseqüências diretas na iniciativa privada e no dia a dia das empresas. Nos EUA, por exemplo, situações de abuso e discriminação dos negros no ambiente de trabalho têm gerado indenizações milionárias. Algumas empresas americanas também já estão estendendo seus benefícios aos companheiros de seus funcionários homossexuais. Isso sem falar dos investimentos que as organizações desde há muito vêm direcionando, nas comunidades onde atuam, para a área da cultura, da saúde pública, do saneamento, da assistência social, esportes e educação.

Toda essa nova configuração política já está sendo denominada de terceiro setor, um novo segmento, para além do Estado e da iniciativa privada, que está gerando um número considerável de experiências comunitárias estruturadas a partir de iniciativas dos próprios cidadãos. Tal estado de coisas já está começando a modificar o comportamento dos conglomerados industriais, levando-os a priorizar investimentos na área sócio-ambiental, como as iniciativas que visam proteger o meio ambiente ou impedir a exploração da mão-de-obra infantil. Até mesmo por que tais esforços, em muito necessitam da ajuda e apoio de organizações e empresas para levarem adiante seus projetos de desenvolvimento comunitário, mesmo sendo concebidos e efetivados por iniciativa dos cidadãos.

Essa nova configuração política exige o delineamento de todo um novo perfil para o profissional de Relações Públicas. Este deve estar capacitado a desenvolver programas sociais que atendam às organizações do terceiro setor. Deve possuir a habilidade de inserir aspectos sociais, étnicos, ambientais e minoritários nas diretrizes e políticas das organizações. O mundo globalizado faz com que esta nova postura esteja na pauta do dia nas organizações. Numa sociedade global, onde o acontecimento local tem alcance mundial imediato (on-line), a concepção de "empresa", bem como a sua relação como interesse público, vem sofrendo uma completa releitura que determinará até mesmo a própria sobrevivência das organizações.

A empresa hoje é impelida a adquirir uma consciência maior de seu papel social e de sua quota de responsabilidade no desenvolvimento e promoção social da comunidade onde está inserida. Descobre que sua legitimação deve passar pelo dever de contribuir na melhoria do nível de vida da sociedade através da implementação de projetos comunitários em áreas como meio ambiente, saúde, direitos humanos e educação.

O processo de globalização exige uma completa reavaliação do papel da empresa privada na sociedade, procurando estabelecer que, enquanto unidade social, esta tem uma responsabilidade que transcende em muito a mera função, hoje obsoleta, de fonte geradora de lucros. Não basta que tais procedimentos ocorram em países do primeiro mundo. Em nossa atual "aldeia global", um acidente ocorrido em Bhopal, na Índia – como o vazamento de gás nocivo à população causado pela multinacional Union Carbide, em julho de 1987 – é capaz de repercutir dentro de poucas horas em Nova Iorque, tornando-se um acontecimento fartamente veiculado pela mídia internacional, com conseqüências desastrosas no que diz respeito tanto ao aspecto financeiro como para a própria imagem da empresa.

É justamente esse terceiro setor que hoje faz do profissional de Relações Públicas uma peça chave para a sobrevivência das organizações em um mundo globalizado. Tais movimentos sociais têm atualmente a força e a função de exercer forte pressão para que as organizações assumam seu papel social. É através de políticas voltadas para a esfera social que as organizações alcançarão sua legitimidade diante da sociedade contemporânea. É preciso frisar que tal postura excede, em muito, o mero marketing social. O objetivo de investir em programas comunitários vai muito mais além do que a simples propaganda. Até porque tais investimentos produzem um sem número de benefícios indiretos.

A Shell americana, por exemplo, mantém um programa comunitário visando construir floreiras em prédios de população de baixa renda em Houston, no Texas. As lojas Noah’s dispensam seus funcionários durante um dia para trabalhem pintando abrigos para pobres. Outras empresas já estabeleceram iniciativas similares objetivando construir casas e reformar escolas para populações carentes. Tal postura é recebida de forma favorável pelo mercado consumidor norte-americano, pois pesquisas indicam que a maioria dos consumidores é capaz de começar a adquirir produtos de outras marcas caso saibam que as empresas fabricantes estejam envolvidas com programas comunitários.

Outras análises também já detectaram que funcionários que participam de programas de trabalho voluntário acabam se tornando mais produtivos, uma vez que se sentem mais realizados e motivados a partir de suas iniciativas de ajuda social. O próprio Jornal USA Today noticiou que "os acionistas raramente se queixam desses programas voluntários. Eles sabem que as boas obras são lembradas não apenas pelos consumidores, mas também pelas autoridades. Assim, por exemplo, a boa imagem de uma empresa que mantém um programa de alfabetização para crianças de minorias étnicas pode ser útil no caso de um processo judicial por discriminação racial. [...] Tanto assim, que as empresas resistem à pressão dos acionistas para que os programas sociais recebam publicidade" (Folha de S. Paulo, p. 1-19, 29 de abril de 1997).

Esse terceiro setor representará, em uma época quando tanto se proclama o fim da política, a forma mais exemplar de como a sociedade do futuro se manifestará no sentido de cobrar das organizações a atenção e o empenho em solucionar os problemas sociais das comunidades onde atuam. Numa época na qual o Estado-Nação se enfraquece, será através desses movimentos sociais de demanda específica que a população exigirá seus direitos, pressionará organizações inescrupulosas e garantirá a observância das mesmas no que diz respeito às legislações trabalhistas dos diversos países.

Desta forma, podemos perceber que a função política das Relações Públicas não entra em declínio; muito pelo contrário, passa a ser exercida em toda sua plenitude, uma vez que se exigirá ainda mais do profissional dessa área, tanto que diz respeito à consciência ecológica e social, ao respeito às diferenças (étnicas, sexuais, ideológicas), quanto à observância dos direitos humanos e à valorização do sentimento de igualdade e participação coletiva. Assistimos a um despertar das comunidades no que diz respeito à responsabilidade social das empresas, que doravante terão o papel de suprir o que os Estados, em crise, não conseguem mais garantir ou fomentar.

Esta visão social do funcionamento das organizações exigirá, mais do que nunca, todo um redimensionamento da atuação do profissional de Relações Públicas. Não mais somente uma formação que contemple técnicas de comunicação, métodos de organização e administração, mas também uma forte e sólida formação política e social. As Relações Públicas, nas próximas décadas, possuirão uma função muito mais política que hoje. Ao profissional de Relações Públicas será facultada a missão de interagir entre comunidades e empresa, detectando necessidades e alternativas de desenvolvimento social e econômico das populações, propondo e desenvolvendo formas de solucionar problemas sociais, articulando o apoio e promovendo a elaboração de projetos que visem erradicar carências sociais de todo tipo.

É de se esperar que tal profissão conheça uma valorização sem precedentes, pois será peça chave para a sobrevivência e adequação desta nova disposição econômica e social que reestruturará e redefinirá todo o papel do Estado e das organizações diante das sociedades. As Relações Públicas deverão assessorar, cada vez mais, a alta direção das empresas no que diz respeito ao desenvolvimento de projetos comunitários, campanhas de preservação à natureza, planejamento de recursos humanos que atenda às especificidades e exigências dos diferentes grupos sociais.

É justamente essa nova forma de articulação política que deverá produzir, na sociedade, uma maior demanda por profissionais da área de Relações Públicas. Muito se especulou a respeito do fim da política em decorrência da estetização da cultura, da espetacularização da sociedade onde os fóruns políticos cederiam lugar às estratégias de marketing, às prerrogativas da mera construção e veiculação de performances midiáticas. Não, a sociedade civil organiza-se agora através de outras maneiras, estas agora descentralizadas, fragmentadas, desvinculadas da política centralizada, das grandes esferas "oficiais" da antiga política institucionalizada, tão exemplarmente representada nos sindicatos, nos partidos, no parlamento etc.

Por isso, hoje, faz-se necessário, de forma crucial e fundamental, contar com a função do profissional de Relações Públicas nas organizações. A política de comunicação das instituições precisa muito mais auscultar a opinião, as tendências, os anseios e reivindicações de múltiplos e variados "segmentos sociais" que agora se organizam de forma peculiar para atuar como grupo político, em busca da defesa e salvaguarda de suas idéias e interesses.

O mundo globalizado reservou-nos esse importante e essencial papel. Quando as fronteiras se dissolvem em meio à comunicação e veiculação de mensagens em tempo real, na mais avançada forma de propagação imediata e instantânea dos conteúdos midiáticos, começa a exigência e a procura por um profissional possuidor de uma formação ampla, diversificada, transdisciplinar, estratégica, capaz de traduzir e auscultar reivindicações de grupos e associações as mais díspares e diversificadas possíveis.

Nessa hora importa estar aberto às mais diferentes formas de cooperação e associação. Para isto, no entanto, torna-se necessário deter o conhecimento das diferentes técnicas voltadas à promoção e implantação de projetos que privilegiem experiências e atividades comunitárias direcionadas aos múltiplos "microgrupos" que atualmente interagem com as organizações. São eles que, hoje, detêm a força para legitimar o funcionamento de toda e qualquer instituição diante da sociedade.

O consumo passa, na atualidade, pela responsabilidade social das empresas; a demanda por determinado produto ou serviço tende, de forma crescente, a ser diretamente proporcional aos investimentos sociais que de alguma forma produzam ganhos e benefícios à sociedade.

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