GESTÃO DA
COMUNICAÇÃO INTERNA DAS INSTITUIÇÕES PÚBLICAS: UM RECURSO ESQUECIDO
Maria
Francisca Magalhães Nogueira
Professora
da Faculdade de Comunicação e Biblioteconomia da UFG
INTRODUÇÃO
O desafio do desenvolvimento, os avanços técnico-científicos e
tecnológicos, a globalização vêm demandando das instituições públicas
novas respostas no que se refere à melhoria dos serviços prestados à
sociedade. O ambiente contemporâneo comporta necessidades que o modelo
burocrático de organização já não atende plenamente. Esse modelo – que se
desenvolveu em condições diferentes das atuais, em uma sociedade de ritmo
mais lento, em um tempo em que o trabalho era muito mais braçal do que
intelectual e no qual somente as pessoas em postos hierarquicamente
superiores dispunham de informações suficientes para decidir – não foi
extirpado de nossas organizações. Como dizem Osborne e Gaebler (1998, p.
16), "em certas circunstâncias, as instituições burocráticas ainda
funcionam. Se o ambiente é estável, a tarefa a realizar, relativamente
simples, e todos os clientes querem o mesmo serviço, sem que a qualidade
se torne crítica, a burocracia pública tradicional pode ser eficaz".
Durante muito tempo esse modelo burocrático funcionou, porque resolvia
problemas fundamentais: dava segurança e estabilidade, criava empregos e
fornecia serviços elementares. Esse quadro mudou e as administrações
públicas vêem cada vez mais sendo pressionadas a produzirem serviços de
qualidade, a oferecerem opções diferenciadas de informações e a tornar o
processo de trabalho imbuído de significado para os servidores que
respondem às necessidades do público.
Para isto, as administrações públicas deparam-se com problemas de ordem
legal, cultural e gerencial. A dimensão legal
[...] refere-se aos dispositivos legais constitucionais e
infra-constitucionais, que se colocam como obstáculo à modernização de
gestão do aparelho do Estado, em consonância com os padrões de eficiência
e qualidade requeridos no processo da reconstrução do mesmo. A dimensão
cultural se refere aos valores patrimoniais e principalmente burocráticos
com os novos valores gerenciais e modernos na administração pública
brasileira. A dimensão gerencial se refere às práticas administrativas (ENAP,
1998, p. 2).
Neste artigo focaremos a atenção apenas nas dimensões cultural e
gerencial, pelo fato de a cultura e a gestão constituírem-se fontes
geradoras de interferência no processo de comunicação interna e externa.
Existe uma relação direta entre os problemas que o ambiente interno coloca
para a organização e, conseqüentemente, para os procedimentos pelos quais
ela tende a ser dirigida. Os modos de gerir a instituição vão influenciar
a concepção e a forma de exercício da comunicação interna.
Os Comunicadores e a Cultura
das Instituições Públicas
Os reflexos internos das mudanças externas às instituições têm sugerido
novas formas de administrar. Segundo Gaino (1989, p. 18) o modelo
"mecanicista foi totalmente orientado para a eficiência, que é uma medida
individual. Temos que procurar agora a eficácia, que é adulta e coletiva,
e que exige o compartilhar com responsabilidade, integrando informações".
Os caminhos perseguidos pelas instituições são muitos e, nesse processo de
buscas de alternativas e soluções para os muitos problemas vivenciados,
surgem novas teorias.
As modernas teorias e práticas administrativas vêm munindo organizações
com métodos de planejamento e gerenciamento sistemáticos, fundamentados em
diagnósticos que permitem formular soluções planejadas estrategicamente. A
administração estratégica se tem mostrado eficaz por proporcionar à
instituição o vislumbre de um norte que deve ser perseguido de forma
global. A visão estratégica ainda permite exercer influência nas
atividades internas e externas à organização. Segundo Cabrera e Gaino
(1989, p. 15), "o sucesso desse processo depende da capacidade da
organização de engajar todos os seus colaboradores no mesmo esforço, na
mesma direção, com intensidade e motivação suficientes para estabelecer o
processo sinérgico que garantirá o resultado almejado no tempo e no espaço
previstos".
Diante dessas mudanças, os profissionais de comunicação das
administrações públicas – Relações Públicas e Assessores de Imprensa –
mesmo os que buscam fundamentar suas ações comunicativas visando alcançar
resultados que os usuários e a sociedade vêm demandando – são desafiados a
demonstrar as amplas possibilidades de a comunicação oferecer ajuda na
interpretação da realidade e na revisão crítica dos valores da cultura
organizacional. Porém uma das maiores dificuldades dos setores
encarregados do planejamento, da gestão e da execução das ações de
comunicação tem consistido na interpretação do ambiente interno.
Os profissionais de comunicação deparam-se com dificuldades inerentes à
estrutura organizacional, além dos valores impregnados na cultura da
instituição. Os valores de instituições com fortes tradições burocráticas
influenciam e dificultam a promoção de uma comunicação que vise a
instituição como um todo. Valores patrimoniais e principalmente
burocráticos antagonizam-se com os novos valores gerenciais e modernos.
Muitas vezes, os comunicadores se vêem diante de interesses antagônicos
à concepção estratégica de comunicação para a instituição, como por
exemplo, o interesse de chefes em divulgar determinados projetos e ações
dos órgãos ou mesmo promover iniciativas individuais com o intuito de
promoção pessoal. Além dessas dificuldades, pode-se enumerar a forte
tradição das instituições em divulgar somente via Assessoria de Imprensa e
Publicidade Institucional, a falta de sinergia entre as mais diversas
áreas da comunicação atuantes nos órgãos públicos e a pouca tradição dos
profissionais de comunicação em planejar os relacionamentos e as ações
institucionais, a fim de torná-las contínuas e duradouras.
Todos esses motivos remetem ao reconhecimento da necessidade de os
comunicadores compreenderem a mentalidade das instituições públicas. Em
outras palavras, sua cultura organizacional, os valores e crenças
vigentes, difíceis de serem mudados.
As Assessorias de Comunicação são comumente convocadas a "repassar"
idéias inovadoras, quando as instituições, no intuito de acompanhar os
modismos, promovem alterações de alcance efêmero e superficial.
Implantam-se programas de qualidade sem prévio diagnóstico da doutrina que
tem inspirado e dado rumo às ações dos órgãos públicos, desprezando-se
experiências acumuladas ao longo de anos. Nessas ocasiões, elaboram-se
projetos de comunicação para um público interno que reage das mais
diversas formas. Determinados grupos fazem de conta que entenderam, que
aceitaram e que estão de acordo com os novos empreendimentos e
procedimentos. Outros se aglomeram e formam feudos, como forma de defesa
contra o desconhecido, contra a própria instituição e contra as
reclamações dos usuários.
Há muito a avançar, no que se refere à gestão dos processos
comunicativos internos tendo em vista a escassa participação dos diversos
grupos que formam o público interno. A falta de participação tem varias
origens e, dentre elas, um modelo de organização que abre um amplo leque à
fragmentação. Podemos citar o exemplo das universidades públicas federais,
em que a dificuldade de integração da comunidade universitária tem
dificultado a disseminação do que ela mesma produz.
O ambiente interno pode ser analisado, segundo Oliveira (1988, p.82-88)
através do conhecimento da estrutura e da cultura organizacional. A
estrutura organizacional é a responsável pela atividade da instituição e
se expressa no organograma, nas atribuições, nos manuais de normas e
procedimentos, nas rotinas de trabalho e nas descrições de cargos; a
cultura organizacional se manifesta pelos valores e crenças impregnadas
nos comportamentos individuais e coletivos. A cultura das instituições
pode ser interpretada utilizando-se alguns procedimentos, como diz
Oliveira (1988, p. 82-88):
Olhe o ambiente físico da organização, verifique como a organização
trata os estranhos, entreviste pessoas típicas da organização; observe
como as pessoas usam o tempo, investigue como acontece o recrutamento, a
seleção e a admissão das pessoas, observe como se progride nessa
organização, verifique quanto tempo as pessoas permanecem na organização,
observe o conteúdo das conversas especialmente nas horas das refeições,
preste atenção ao relacionamento entre as pessoas, no ambiente de
trabalho.
O perfil da cultura organizacional pode ser dimensionado em todos os
aspectos da organização. Nas palavras de Srour (1998, p. 167) esse perfil
pode ser demonstrado, pois "a arquitetura do ambiente, os móveis e os
quadros embutem algo que os gestos desenham. As cores, os movimentos do
pessoal e os equipamentos evocam o que as palavras celebram. E de forma
curiosa, os agentes individuais, habitualmente tão diversos entre si,
assemelham-se nos ritmos e jeitos".
Então, diante de uma cultura tradicional, rígida e demasiadamente
burocrática de muitos órgãos públicos, os comunicadores necessitam de um
esforço suplementar para conhecer profundamente o ambiente em que operam.
Para isso, as técnicas e as estratégias de comunicação com seus
instrumentos são suas aliadas, permitindo-lhes identificar ameaças, falhas
e oportunidades. Detectar o modelo de gestão em voga torna-se fundamental,
na medida em que esse modelo constitui-se, como diz Beuren (1998, p. 36),
na "representação teórica do processo de administrar, a fim de garantir a
consecução da missão para a qual foi concebida".
Gerir significa desenvolver estratégias financeiras, de recursos
humanos, de comunicação etc., a fim de que a instituição cumpra sua
missão, assegurando-se continuidade. Pode-se, assim, dizer que, o modelo
de gestão adotado pelas instituições exercem forte influência na concepção
de comunicação, em virtude de as crenças e os valores dos dirigentes se
transformarem em convicções influenciadoras do comportamento de todas as
pessoas que compõem o corpo de servidores.
Beuren (1998, p. 39) ressalta que
[...] a concepção do sistema de informações é dependente do sistema de
gestão ao qual vai servir de suporte. Desse modo, os esforços, na
arquitetura e no desenvolvimento do sistema de informações, devem ser
concentrados na identificação das informações necessárias ao processo de
gestão empresarial e na determinação dos subsistemas que devem gerá-las.
Isto sugere que haja integração do sistema de informação com o sistema
organizacional.
O diagnóstico da comunicação, nesses momentos, pode fundamentar os atos
comunicativos, permitindo levantar dados originários da conduta
administrativa, ajudando a compreender, a analisar e a propor alternativas
de comunicação para alterar os relacionamentos hierárquicos estabelecidos
e transformar as ações e os procedimentos adotados.
O diagnóstico possibilita dar um tratamento adequado aos problemas
originários da comunicação burocrática, possibilitando aos dirigentes
reformularem posturas e atitudes e criarem novas alternativas para
informar, esclarecer e relacionar-se. O planejamento da comunicação
burocrática constitui um mecanismo eficaz para o processamento de
informações importantes no âmbito das funções administrativas. Na maioria
das vezes essa conduta em relação à comunicação burocrática – que
viabiliza todo o sistema burocrático – é relegada e tida como de menor
relevância.
Portanto, a participação dos trabalhadores e, especificamente, dos
comunicadores na gestão das organizações se torna cada vez mais
fundamental. Pode-se obter, através dela, um ambiente democrático e de
compromisso entre os pares e entre esses e seus superiores, com
deliberações colegiadas, podendo-se com isto reduzir a alienação e atenuar
conflitos.
A atuação dos profissionais de comunicação dentro das organizações tem
um papel importante nessa integração, a começar pela interpretação do
ambiente organizacional. O diagnóstico dos sentimentos e necessidades do
público interno pode ajudar a desenvolver, implantar e manter sistemas de
comunicação consensuados e adaptados à realidade e, inclusive, adoçar os
relacionamentos interpessoais com gotas de afetividade. Segundo Neves
(2000, p. 195) "conhecer ‘quem é quem’, suas motivações, idiossincrasias,
poder de fogo, é indispensável para a construção de estratégias e do plano
de ação".
A Gestão da
Comunicação Interna
Recomenda-se que a gestão da comunicação interna esteja calcada em
elementos centrais da cultura administrativa que se transformam na
percepção de como fazer, com que métodos, de que modo e sob a orientação
de quais valores. Considera-se boa gestão aquela que define objetivos
claros, busca recursos humanos adequados às tarefas a serem executadas,
empenha-se na motivação das pessoas, sabe buscar e compartilhar as
estratégias mais adequadas para atingir os fins visados e, ainda, avalia e
divide resultados.
Realizar tudo isso não é simples, quando se trata de administrar a
comunicação interna. Existem muitas dificuldades, porque implica a gestão
de pessoas, de processos e de resultados, o que impõe, de cara, alguns
obstáculos. As instituições públicas historicamente não exercitam a
preocupação com seus relacionamentos internos – relacionamentos que têm
com complicador o fato de o público interno não ser composto por grupos
homogêneos. Eles dividem-se em vários segmentos com características e
objetivos, se não divergentes, no mínimo diferentes. Há grande diversidade
de linguagem, de filosofia, de idade, de nível de escolaridade, de
competências e de valores. Nessa diversidade residem os muitos entraves de
relacionamento entre os níveis ascendente, descendente e horizontal.
Ressalte-se ainda que o modo de planejar e administrar a comunicação
interna está diretamente ligado ao lugar ocupado pela comunicação e pelos
profissionais dessa área nas administrações públicas, ou seja, seu poder
de ação e de decisão para questões que dizem respeito à comunicação. A
capacidade de gestão das dificuldades implica apostar em objetivos não
vislumbrados e aproveitar, inclusive, as diferenças. Nessas
circunstâncias, a tarefa do comunicador não é fácil. Implica romper com
isolamento de indivíduos e de "guetos", com a desconfiança nos propósitos
dos dirigentes e, mesmo, nos da instituição em si. São grandes as
dificuldades na criação de ações que sejam efetivas para os ditos
"ressentidos", que nas palavras de Fortes (1999, p. 187) são "indivíduos
que não estão naturalmente desencantados, mas estão irritados, bravos e
profundamente ofendidos, no momento em que se entendem preteridos nas
decisões que influenciam suas vidas".
As instituições públicas estão vivenciando momentos de insatisfação
generalizada, em todos os níveis e serviços. Insatisfação com as políticas
salariais adotadas, com os critérios de avaliação implantados, com a perda
do sentimento de pertença e tantos outros. Exercitar o diálogo e
direcioná-lo para o alcance da satisfação com o trabalho, com a
convivência interna e com outros anseios são desafios dos comunicadores
das instituições públicas no plano interno.
As necessidades e as respostas estão centradas nos níveis hierárquicos
inferiores, mas são os dirigentes que habitualmente traçam as políticas e,
em realidade, lideram as mudanças. Assim, crê-se que a eficaz gestão dos
processos comunicativos internos é possível. Segundo Losada (2001, p. 4),
pode-se alcançar essa eficácia com "la consecución de determinados
acuerdos, compromissos y consensos, o puede favorecer, al menos, un
sentimento de compreensión, de aceptación y fruto de ello, probablemente
de implicación".
Muitas podem ser as estratégias utilizadas.
Planejamento dos Relacionamentos
Planejar as formas de relacionamento interno torna-se fundamental. Para
isso, começa-se segmentando e priorizando os interesses comuns entre a
instituição e o corpo interno. Isso facilita criar, desenvolver e
estabelecer consenso em torno da missão, dos objetivos e das finalidades
da organização, tarefa que exige do comunicador um alto grau de
conhecimento das formas de gestão, do público interno e da promoção da
coesão interna.
Lozada (2001, p. 6) enfatiza que essa coesão não pode ser obtida com
uma comunicação qualquer, mas com aquela que leva em conta o seguinte
princípio: "Comunicación es compartir algo, poner algo en común,
significando ello no la acción mecánica o externa de realizar una tarea
conjuntamente con otros, sino el percibir el mismo grado de conmoción
interna emocional que el otro".
Organizar as Informações
As informações precisas e habilmente organizadas são importantes no
enfrentamento desses obstáculos. Há determinadas aspectos que, por
possibilitarem tomar boas decisões devem ser considerados: o
preestabelecimento de o que, o quem e o quando, bem como do apoio de
gerentes e de um plano de avaliação para medir o progresso do que estiver
sendo executado.
Na área da comunicação não basta ter idéias. Segundo Neves (2001, p.
208) "Elas precisam ser organizadas, ‘postas no papel’, entendidas,
clareadas, desafiadas, avaliadas, dissecadas, depuradas, peneiradas etc.
As que sobrarem vão precisar de polimento antes de postas em execução.
Depois, tudo isso deverá ser devidamente ordenado e cada coisa encaixada
onde couber".
Planejamento Global
Algumas administrações têm um planejamento que olha a instituição como
um todo. Esse planejamento global geralmente cobre áreas e funções mais
ligadas à produção, às finanças etc, mas comumente desleixa de questões
relativas à imagem interna. Para que os servidores tenham compromisso com
uma instituição e coesão em torno de objetivos comuns, é fundamental um
planejamento que identifique necessidades. Isto permite aos comunicadores
colaborar com os diretores e gerentes na busca de habilidades para formar
equipes, para solucionar conflitos, para aconselhar a fim de que estes se
tornem antes de mais nada bons comunicadores (Corrado, 1994, p. 61).
Estratégias de Comunicação Apropriadas
Estratégias de comunicação adequadas e bem traçadas podem ampliar o
leque de opções na construção, no estabelecimento de compromissos e na
agregação de funcionários. Elas podem fomentar oportunidades advindas da
comunicação administrativa e informal, por meio da ida aos lugares onde as
pessoas trabalham, lancham etc. Isto contribui para:
A investigação, o questionamento e o planejamento são instrumentos
importantes na construção de uma cultura de comunicação que leve o
funcionário e as chefias a educarem-se para o convívio no trabalho, para a
participação e o envolvimento, para dar apoio, negociar e chegar a
acordos. O planejamento das ações possibilita a construção de mensagens
para públicos identificados, utilizando-se o meio de comunicação mais
apropriado a eles e ao conteúdo; possibilita, ainda, a agregação de
informações que contribuam para a avaliação do trabalho realizado e a
realizar.
CONCLUSÃO
É importante que os profissionais de comunicação compreendam os valores
e as crenças que, impregnadas na cultura das instituições públicas,
norteiam o comportamento de todo o corpo interno – dirigentes e
funcionários. O diagnóstico dos problemas estruturais e de relacionamento
interno permite identificar dificuldades, ameaças, falhas e oportunidades
de comunicação. Essa identificação possibilita criar um sistema de
comunicação apropriado à cultura existente e, conseqüentemente, um modelo
de gestão que garanta a consecução da missão da instituição.
O diagnóstico da comunicação permite o levantamento de dados
originários da conduta administrativa, o questionamento dos procedimentos
em voga e contribui na compreensão, análise e proposição de alternativas
de comunicação capazes de alterar os relacionamentos hierárquicos
estabelecidos e de transformar as ações e os procedimentos adotados.
A gestão da comunicação interna está diretamente ligada à capacidade de
gestão das dificuldades internas, ao modo de planejar e ao lugar ocupado
pela comunicação e seus profissionais nas instituições públicas. Neste
momento de insatisfação generalizada no ambiente das instituições
públicas, os comunicadores podem contribuir com diretores, chefes e todo o
corpo de funcionários, no sentido de educá-los para o convívio no
trabalho, para a participação e o envolvimento. As reflexões aqui
apresentadas tencionam contribuir na conscientização dos profissionais de
relações públicas e assessorias de imprensa das necessidades de
comunicação demonstradas ao longo do texto.

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Artigo gentilmente enviado pela autora
especialmente para a publicação neste site.