Pesquisa e RR.PP. 1

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RESPONSABILIDADE SOCIAL NAS EMPRESAS LONDRINENSES

 

Luiz Carlos de Macedo, Marcelo Bertini Aversa,
Renato Moya Pereira e Rogério Galbetti

 

APRESENTAÇÃO

O RESORP – Responsabilidade Social e Relações Públicas, grupo formado por alunos graduandos em Relações Públicas da Universidade Estadual de Londrina (UEL), é responsável pela pesquisa “Responsabilidade Social nas Empresas Londrinenses”.

Esta pesquisa, realizada durante o segundo semestre do ano 2000, foi desenvolvida com o intuito de explorar o tema Responsabilidade Social numa realidade local, na cidade de Londrina, analisando as opiniões de diversos agentes (públicos de interesse) que influenciam a atuação social das organizações. O seu ineditismo é evidenciado com a análise conjunta das fases qualitativa e quantitativa do Plano de Pesquisa de Opinião Pública.

Para isso, o trabalho foi dividido em dois momentos, o primeiro qualitativo, quando foram realizadas entrevistas em profundidade com lideranças empresariais (profissionais responsáveis por projetos e/ou áreas envolvidas com a responsabilidade social empresarial), buscando conhecer suas visões e experiências em relação ao assunto e, no segundo momento, quantitativo, no qual foram pesquisados, por meio de questionários, 356 funcionários e 400 consumidores de empresas londrinenses, visando descobrir as percepções que esses grupos têm perante a realidade da Responsabilidade Social Empresarial.[1]

A metodologia adotada possibilitou adequação aos possíveis desvios, pois levou em consideração diversas variáveis locais, pouco exploradas em pesquisas regionais ou nacionais, como cultura local, acontecimentos latentes na cidade, desenvolvimento e consumo sustentável, população segmentada, amostra estatística, pré-requisitos necessários aos entrevistados,  além das técnicas qualitativas de investigação.

O RESORP pretende dar continuidade a esta pesquisa, criando mecanismos que identifiquem os impactos que as ações sociais desenvolvidas ou em fase de implantação promoveram na qualidade de vida da população e no desenvolvimento sustentável da cidade de Londrina; comprovem que o investimento social da empresa se consolida como um diferencial estratégico e altamente competitivo para o desenvolvimento de seus negócios; além de conhecer a evolução das percepções e tendências de consumidores e funcionários de empresas londrinenses.

RESPONSABILIDADE SOCIAL E AS ORGANIZAÇÕES

Com a queda das barreiras comerciais e a integração dos mercados, todas as organizações viram-se voltadas a uma nova realidade, que significou a inserção numa escala de competição nunca antes vista. “A rápida e radical mudança no relacionamento entre empresa e sociedade está gerando um profundo impacto no modo como as empresas fazem e mantêm seus lucros”.[2]

O novo modo das sociedades se organizarem decorre do aumento do fluxo de informações, que configura uma verdadeira revolução cívica, na qual a comunicação tem papel primordial. “Hoje, os cidadãos, cada vez mais informados e conscientes, esperam que as empresas tenham não só direitos, mas também responsabilidades para com as sociedades onde e com quem atuam”.[3]

Esse contexto apresenta como desafio para as empresas a conquista de níveis cada vez maiores de competitividade e produtividade, introduzindo a preocupação crescente com a legitimidade social de sua atuação, como pode ser observado na seguinte afirmação: “as empresas começam a descobrir que ser socialmente responsáveis pode se tornar uma vantagem competitiva no seio desta mesma esclarecida e exigente sociedade”.[4]

O tema responsabilidade social está contagiando o cenário empresarial brasileiro. Está em evidencia que um posicionamento socialmente responsável é um diferencial competitivo que traz bons resultados. De fato, muitas empresas têm levado a sério sua atuação social, até porque, nos últimos anos, essas relações tornaram-se uma questão de estratégia financeira e de sobrevivência empresarial. Como bem sintetizou Herbert de Souza, o Betinho, “as empresas, públicas ou privadas, queiram ou não, são agentes sociais no processo de desenvolvimento”,[5] ou seja, são responsáveis pelo bem-estar de seus colaboradores.

Os critérios de avaliação do sucesso corporativo começam a incorporar o respeito ao meio ambiente e a preocupação com a valorização do ser humano e da sua cultura e, segundo João Sucupira, “a nova postura da empresa cidadã baseada no resgate de princípios éticos e morais passou a ter natureza estratégica”.[6] Essa tendência fica comprovada nas palavras de Oded Grajew, presidente do Instituto Ethos de Empresas e Responsabilidade Social, quando faz a seguinte afirmação:

“O conceito de responsabilidade social está se ampliando, passando da relação socialmente compromissada da empresa com a comunidade, para abranger todas as relações da empresa: com seus funcionários, clientes, fornecedores, acionistas, concorrentes, meio ambiente e organizações públicas e estatais. Passa a ser uma forma de gestão empresarial, aplicando princípios e valores a todas as práticas e políticas da empresa.”[7]

A responsabilidade social está se traduzindo em lucro, ampliação do mercado, além de dar um sentido ético às atividades. A sociedade cada vez mais consciente e exigente coloca as organizações na situação de ter que responder às necessidades, às aspirações e às solicitações de seus públicos, ou ter de encarar todas as sanções possíveis de uma sociedade que conta, sobretudo, com várias opções de escolha. Pois, como apontam Cappellin & Giuliani, “a sociedade civil organizada é um viveiro de princípios regulares as práticas econômicas, políticas e institucionais”.[8]

Hoje, mais do que nunca, o tipo de relação que determinada organização mantém com a sociedade, deve ser transparente, sendo necessária a atividade de comunicação para tornar público, divulgar e dar ênfase à responsabilidade social e às áreas de atuação da organização, pois “se a sociedade da comunicação é aquela que lhe fornece os meios de crescimento globalizado, é também a mesma que lhe cobra uma postura mais comprometida com os feitos deste crescimento”.[9]

Empresas socialmente responsáveis estão mais preparadas para assegurar a sustentabilidade no longo prazo dos negócios, simplesmente, por estarem sincronizadas com as novas dinâmicas que afetam a sociedade e o mundo empresarial.

A idéia de que os consumidores vêem o governo como o maior responsável pela realização de programas sociais, encontra-se completamente ultrapassada, uma vez que o conceito macroambiental empresarial e, conseqüentemente, as práticas de responsabilidade social, já fazem parte da gestão empresarial de muitas empresas preocupadas com sua sobrevivência, principalmente, por estarem em busca de um mercado altamente globalizado e extremamente competitivo.

Optar apenas pela qualidade ou pelo preço do produto é um equívoco que pode até trazer resultados, mas por pouco tempo. A decisão de compra de um consumidor recebe um leque de variáveis muito mais complexas, que passam pelo preço do produto até a atitude desta empresa perante a sociedade em que realiza suas atividades. Há uma percepção cada vez maior de que a verdadeira fidelidade do cliente precisa agora, mais do que nunca, ser conquistada pelas empresas.

O reflexo da atuação da empresa na comunidade, no bem-estar da família e em toda a extensão da vida dos funcionários, implica em conceitos como satisfação, motivação, prazer e orgulho, que podem ser traduzidos em qualidade do produto ou dos serviços, aumento nas vendas, nos lucros, enfim, na própria sobrevivência empresarial.

É crucial também, para as empresas, entender que a relação entre funcionários e consumidores está cada vez mais estreita e que, ao centro desta relação, situa-se a comunidade em que eles vivem.

Tudo isso faz com que esta pesquisa parta da premissa de que a trilogia consumidores / funcionários / comunidade possa ser responsável pelo sucesso das empresas londrinenses e que a prática da atuação social responsável, seja o pilar de sustentação de toda atividade empresarial, independente da vontade, por exigência, necessidade ou mesmo por questão de sobrevivência.

O empresariado parece estar concluindo que não é possível ter sucesso numa sociedade em que não são compartilhadas as mesmas perspectivas. Ao estabelecer um objetivo maior do que a busca do lucro, a empresa socialmente responsável também proporciona aos seus empregados, administradores, acionistas, clientes, fornecedores, comunidade, e demais públicos, uma perspectiva mais ampla que, bem divulgada, produz satisfação, traduzindo em valorização do conceito institucional, além de um melhor posicionamento da marca perante os seus consumidores. Para muitas empresas, esse é um desafio, que pode se transformar em oportunidades.

Quanto a essas inúmeras áreas de atuação, a diversidade existe devido ao nosso país possuir enormes carências e um campo quase infinito, para que as pessoas bem intencionadas possam desenvolver suas ações em benefício da comunidade. Segundo Grajew, “beneficiando diversos grupos, gerando valores por suas atitudes, o setor empresarial pode passar a ser um parceiro fundamental na construção de uma sociedade mais próspera e socialmente justa”.[10]

Com certeza, a responsabilidade social não pode mais ser vista e discutida somente como uma forma de se trabalhar filantropia ou ações comunitárias interessadas. A prática da responsabilidade social deve ser encarada atualmente como uma forma criativa e inovadora de gestão empresarial, ligada aos objetivos estratégicos, inserida na estrutura organizacional das empresas e também fazendo parte de seu orçamento anual.

As organizações londrinenses que descobrirem a importância da prática social e derem conta desta exigência mercadológica e global, estarão cada vez mais preparadas para encarar o desenvolvimento sustentável, onde todos na sociedade saem beneficiados. A exigência da empresa-cidadã já é um fato e, independente da vontade de todos, está se tornando um diferencial estratégico e, principalmente, uma exigência no processo de qualidade total das empresas.

RELATÓRIO QUALITATIVO

Após a realização das entrevistas em profundidade com as lideranças empresariais de Londrina, este relatório vem apontar os resultados obtidos, neste primeiro momento qualitativo da pesquisa, buscando relacionar os dados coletados com os objetivos do trabalho para que se possa orientar a investigação em sua fase quantitativa.

Na pesquisa qualitativa, o tema foi analisado com o intuito de fundamentar as idéias propostas pelos pesquisadores e coletar informações gerais sobre a prática da responsabilidade social nas empresas, de uma maneira informal e comportando elementos subjetivos, para uma maior compreensão da visão empresarial sobre o assunto.

Foram realizadas entrevistas, com lideranças empresariais (profissionais responsáveis por projetos e/ou áreas das empresas ligadas à sua atuação social), de modo que fosse formulada uma síntese, ou seja, uma opinião composta com os principais pontos pertinentes sobre a responsabilidade social empresarial, que dessem respaldo à continuidade desta pesquisa.

Os resultados obtidos serão apresentados a seguir, de acordo com os itens questionados aos entrevistados.

Visão das Lideranças Empresariais sobre a Responsabilidade Social

Para as empresas londrinenses, as práticas de responsabilidade social estão relacionadas a idéias como:

relação de “responsabilidade com a comunidade”;

maior “interação com todos os públicos de interesse da empresa”;

“ética no modo atuação” das empresas;

“compromisso moderno” das empresas privadas;

responsabilidade de a empresa atuar e ajudar a “melhorar a qualidade de vida da comunidade” na qual atua;

“estratégias de negócios” da empresa;

“ajuda” à população da cidade;

“apoio” aos acontecimentos de cunho social;

“trabalho social mais abrangente” com as comunidades, nas quais a empresa atua;

maneiras de “estreitar o relacionamento com a comunidade”;

um amplo “planejamento das ações sociais”;

a própria “responsabilidade que a empresa deve ter no segmento de negócios” em que atua;

uma forma de “gestão empresarial”;

“desenvolver programas sociais que o governo não é capaz de promover para a sociedade”.

Atuação Social das Empresas

As formas de atuação social das empresas que realizam programas de responsabilidade social em Londrina variam de acordo com o tipo da organização, mas percebe-se que as principais atividades desenvolvidas nesse sentido dão preferência a áreas como: educação, esporte, cultura, comunidade, saúde e meio ambiente.

Públicos-Alvo da Atuação Social das Empresas

Segundo as lideranças questionadas na pesquisa, é necessário o envolvimento de toda a organização na prática da responsabilidade social, buscando gerar sinergias com os públicos dos quais ela depende e que fortalecem seu desempenho global.

Boa parte dos programas sociais investigados, nesta fase qualitativa dá ênfase às relações das empresas com os seguintes públicos: comunidade, consumidores, público interno (funcionários e familiares) e escolas.

Motivos dos Investimentos em Responsabilidade Social

Solidariedade.

Estímulo à “cidadania".

Maior conscientização dos empresários sobre a “importância da atuação social”.

Descoberta de uma “nova visão”, por parte das empresas, para o desenvolvimento dos negócios.

“Busca de uma imagem positiva perante todos os públicos de interesse da organização”.

“Exigências sociais” cada vez mais crescentes, de toda a população, que necessita de apoio em várias áreas, nas quais o governo já não tem capacidade de agir.

Resultados Esperados – Benefícios

“Disseminação da imagem da empresa”.

“Fidelização da marca” junto aos clientes da empresa.

“Atração de parceiros” para incrementar os investimentos e criar novos projetos.

“Mobilização (motivação) dos funcionários a atuarem como voluntários”, pois algumas empresas entendem que seus “funcionários são formadores de opinião na comunidade” em que atuam, e isso reverte em benefícios muito grandes para o conceito da empresa, na opinião das lideranças.

“Reconhecimento do trabalho” pela comunidade.

“Busca de consumidores em potencial em todos os segmentos da população”.

"Manutenção do conceito da empresa” junto à comunidade.

“Aumento nos lucros”.

“Participação efetiva da comunidade” nas ações desempenhadas pelas empresas.

Resultados Alcançados – Impacto Social das Ações Desenvolvidas

“Ampla participação comunitária” nas ações desenvolvidas.

“Reconhecimento da mídia e da própria comunidade” pela importância do trabalho desenvolvido pelas empresas, na busca de estimular a cidadania.

“Envolvimento dos funcionários com a comunidade e não somente a criação da solidariedade como simples forma de filantropia”.

“Engajamento de diversas áreas da empresa nas atividades sociais” – segundo os entrevistados, a interação e o entendimento entre os funcionários, de todas as áreas da organização, levam a resultados muito positivos no desenvolvimento de projetos sociais.

“Melhoria na qualidade de vida da comunidade londrinense”.

“Aumento de produtividade” e “da qualidade dos produtos e serviços da empresa” devido à “mudança de comportamento do público interno”.

“Educação da população sobre a utilização adequada dos recursos ambientais”.

“Melhoria no relacionamento interno, no relacionamento familiar, na integração dos funcionários e na própria comunidade”.

“Transformação de conceitos, valores e princípios em práticas e políticas sociais”, abrangendo todas as atividades e públicos de interesse da empresa.

A pesquisa qualitativa buscou, num primeiro momento do Plano de Pesquisa, levantar informações consistentes sobre a realidade da responsabilidade social no meio empresarial londrinense, de modo que fosse possível aos pesquisadores dar continuidade à investigação junto aos consumidores e funcionários, públicos de interesse dessas organizações, amparados numa base sólida, que é a experiência de trabalho nas empresas.

RELATÓRIO QUANTITATIVO

A atuação social da empresas é um tema em crescente exploração e debate em diversas áreas ligadas à gestão das organizações. A forma como a empresa deve investir seus recursos, relacionar-se com a comunidade, preservar o meio ambiente, manter seus funcionários e, sobretudo colaborar com um desenvolvimento sustentável está, cada vez mais, exposta a toda a sociedade, sobretudo porque, “a tecnologia e os meios de comunicação propiciam essa avalanche de informações a toda comunidade de públicos”.[11]

O tema responsabilidade social é estudado, aqui, de forma a apresentar uma realidade local da atuação social das empresas, mostrando percepções, das quais se pôde levantar paradigmas da nova mentalidade dos consumidores associadas às novas estratégias empresariais.

Nesta fase quantitativa foram entrevistados dois diferentes tipos de públicos, os consumidores londrinenses e os funcionários das empresas pesquisadas na fase qualitativa, cada qual, com o seu respectivo questionário.

De um total de 756 questionários preenchidos, sendo 400 de consumidores e 356 de funcionários, a pesquisa abrangeu 100% de toda amostra probabilística exigida nesta fase do Plano de Pesquisa.

Os resultados apresentados permitem identificar a fundo a opinião dos funcionários sobre as práticas de responsabilidade social de suas empresas e a percepção dos consumidores londrinenses perante a atuação social das organizações, requisitos estes, que cada vez mais se tornam decisivos para a estratégia, gestão e sobrevivência empresarial, como comprova este estudo.

Resultados dos Funcionários

Definição de Responsabilidade Social

De todos os funcionários pesquisados, 60,78% conseguiram formular uma definição sobre o que é responsabilidade social das empresas. Outros 39,22% não deram nenhuma definição ou deixaram claro, no próprio questionário, a falta de informação sobre o assunto.

Se fosse feita uma síntese de todas as definições coletadas dos funcionários sobre responsabilidade social, certamente, chegar-se-ia, numa afirmação parecida com a seguinte: “responsabilidade social nas organizações é uma forma de gestão empresarial, delimitada por parâmetros éticos de compromisso e respeito com as pessoas e o ambiente, dentro e fora das organizações”.[12]

Conhecimento dos Funcionários

Na busca de revelar o conhecimento que os funcionários têm sobre a responsabilidade social de suas empresas, a pesquisa verificou que:

a grande maioria, 83,19%, dos funcionários pesquisados conhece algum tipo de atuação social de suas empresas;

somente 16,53% disseram não conhecer o que a empresa desenvolve na área social.

Esses números comprovam a hipótese apresentada pelos pesquisadores e ajudam, ainda, a demonstrar o grande interesse do público interno das empresas londrinenses pela prática da responsabilidade social corporativa.

Além disso, comparando as respostas das questões 2 e 11, constataremos que 60,78% dos funcionários que conhecem a atuação social de suas empresas têm interesse em receber os resultados desta pesquisa e, conseqüentemente, saber mais sobre responsabilidade social.

Ao cruzarmos as informações obtidas dentre os pesquisados que souberam dar alguma definição sobre o que é responsabilidade social empresarial, na questão anterior, percebemos que 91% deles conhecem a atuação social de suas empresas, representando um grande número de funcionários preocupados com a atuação social de sua empresa.

Atuação Social da Empresa

Nesta questão de múltipla escolha buscava-se conhecer o que, realmente, as empresas estão fazendo para o social em Londrina, por meio de seus fiscais mais atuantes, seus próprios recursos humanos. Segundo eles, duas das ferramentas mais importantes para a prática bem-sucedida da responsabilidade social estão sendo esquecidas pelas empresas: a promoção de parcerias, com 52,8% é a penúltima estratégia usada pelas empresas e, no entanto, a cidade possui inúmeros grupos de voluntários e ONGs que trabalham por diversos fins sociais.

A falta de atenção destas entidades, como parceiras, desperdiça a troca de contribuições para o desenvolvimento de práticas socialmente responsáveis. Outra falha é a não utilização ou a não disponibilidade de espaços e equipamentos para o desenvolvimento de projetos e atividades na comunidade. Isso também representa desperdício de recursos físicos e materiais e de uma grande oportunidade para a empresa, pois este foi o último item selecionado por 46,5% das intenções de resposta.

Devemos salientar, porém, que as empresas londrinenses estão mais preocupadas em prestar serviços sociais à comunidade (68,69%), ganhando em preferência das doações de recursos financeiros, 61,62%, que representam somente a prática esporádica (eventual) de ações filantrópicas ou patrocínios. Podemos concluir que a manutenção desses serviços está posicionada como uma forte estratégia empresarial.

Outro dado importante, e próximo dos primeiros, acontece quando 60,60% dos funcionários afirmam que suas empresas desenvolvem programas sociais próprios, o que representa, de certa forma, uma boa iniciativa empresarial no desenvolvimento sustentável da sociedade londrinense.

GRÁFICO 1 – Opinião dos Funcionários Sobre o Tipo de Atuação Social
das Empresas

 

Causas do Desconhecimento

Esta questão, uma alternativa formulada apenas para os funcionários que não tinham conhecimento de alguma atuação social da sua empresa (questão 2), mostrou que a minoria 1,69% afirmou desconhecer por falta interesse, o que significa, que a implantação de um programa de responsabilidade social, teria a aceitação da maioria. Outros 76,27% não souberam responder, ficando implícitos, conceitos como a falta de divulgação dos resultados ou falha de comunicação das estratégias e programas internos.

Desenvolvimento dos Empregados

Os funcionários normalmente são os recursos mais importantes para sucesso de uma empresa. O investimento na sua capacitação e no seu desenvolvimento profissional representa inúmeras vantagens competitivas, mais do que isso, o reconhecimento expressado na opinião dos funcionários é a prova de uma gestão que prioriza os valores éticos e de respeito às equipes. 80% dos funcionários estão satisfeitos com a atuação de suas empresas, neste sentido.

Incentivo à Participação

O comprometimento dos recursos humanos da empresa com determinado projeto social pode se tornar um diferencial estratégico. O apoio e o reconhecimento dos funcionários a uma causa reflete diretamente em seu sucesso.

O incentivo ao voluntariado, torna-se assim, uma das maiores qualidades de uma empresa que pretende operar de forma socialmente responsável.

Para 63,54% dos funcionários entrevistados, a sua empresa incentiva a participação em projetos sociais.

Incentivo ao Voluntariado

O incentivo por parte da empresa (questão 6) e o despertar da necessidade de colaborar com as ações sociais colocam 81,74% dos funcionários à disposição imediata de suas empresas para a realização de diversos tipos de programas sociais. Isso representa um batalhão de profissionais carentes de treinamento e cheios de vontade para atuarem como voluntários.

O mais surpreendente disso tudo é observado no cruzamento da questão 6 com a questão 7, ou seja, a relação entre o incentivo da empresa e o estímulo causado no funcionário, quanto ao voluntariado:

dos funcionários que responderam que a empresa incentiva a participação em projetos sociais, 89% afirmam que gostariam de ser voluntários nesse tipo de trabalho;

entre os que disseram que a empresa não incentiva seus funcionários para essas atividades, 64% seriam voluntários;

até mesmo aqueles que não sabem se a empresa incentiva os funcionários a participarem de projetos sociais, 78% estariam dispostos a ser voluntário na atuação social.

Tipo de Trabalho Voluntário

Se as oportunidades forem abertas por suas empresas, quase 60% de todos os funcionários que estariam dispostos a ser voluntário, colocam-se à disposição para ajudar em trabalhos comunitários, pois estariam pessoalmente envolvidos com a atuação social da empresa. Outros 44,18% gostariam de participar junto com outras entidades em projetos sociais.

Sendo assim, por desenvolvimento interno ou parcerias, os colaboradores internos estariam prontos para trabalhar, buscando melhorar ou modificar a sociedade em que vivem, esperando apenas uma atitude positiva da empresa em relação ao assunto.

Esses dados nos mostram a importância do comprometimento da empresa com a causa na motivação e estímulo ao voluntariado de seus funcionários.

GRÁFICO 2 – Tipos de Trabalho Voluntários que os Empregados Fariam

 

Áreas de Investimento

A maioria dos funcionários, 68%, acredita que suas empresas devam investir em projetos sociais de cunho educacional; seguem a preferência pela área de saúde (53%) e pela área de meio ambiente (47%). Percebe-se também a importância dada aos projetos culturais.

GRÁFICO 3 – Opinião dos Funcionários Sobre as Áreas de Investimento

 

Trabalho Socialmente Responsável

Novamente percebemos, nesta questão, a ligação dos funcionários com as causas sociais de sua empresa, bem como a influência e a repercussão destas mesmas causas na sua produtividade e no comportamento.

Orgulho e motivação precisam ser estimulados pela empresa para que contagiem os funcionários cada vez mais, pois as práticas ilusórias não apresentam mais resultados. Podemos afirmar que estes dois conceitos estarão presentes praticamente em todos os funcionários pesquisados, 99,18%, a partir do momento em que gestão socialmente responsável for adotada pela empresa.

GRÁFICO 4 – Opinião dos Funcionários Sobre Trabalhar em Empresas
Socialmente Responsáveis

 

Interesse pela Pesquisa

A maioria absoluta dos funcionários, 70%, mostrou-se interessada em receber maiores informações sobre os resultados da pesquisa. Além do interesse e aceitação pelo tema do comprometimento com o voluntariado, as causas sociais apontadas pela empresa, os sentimentos favoráveis a uma gestão social da empresa, a informação e o conhecimento dos assuntos pertinentes à responsabilidade social, começarão a fazer parte do cotidiano da maioria dos funcionários entrevistados.

Dentre os interessados em receber informações sobre os resultados da pesquisa, 43,42% já sabem definir responsabilidade social, o que pode ser traduzido como o início da busca de maiores informações sobre o tema.

O fato também de 60% dos interessados em receber os resultados conhecerem a atuação social de sua empresa mostra que a grande maioria deles está de olho no comportamento social e nas relações que a sua empresa mantém com seus diversos públicos.

Resultados dos Consumidores

Fatores que Influenciam o Consumo

Consegue-se aqui, a elevação do tema Responsabilidade Social dentro das práticas de gestão empresarial. Os consumidores, mais do que nunca, continuam buscando produtos e serviços com qualidade e preço compatível, mas já se esquecem de outros componentes como propaganda na mídia e até mesmo a marca, na compra de produtos e serviços, para pensar primeiro, na atuação social que aquela empresa vem desenvolvendo.

Responsabilidade Social aparece com 13%, ocupando o terceiro lugar, como fator de preferência na decisão de compra dos consumidores.

Partindo-se do princípio de que atualmente temos produtos e serviços que se equivalem em preço e qualidade, salienta-se a relevância das práticas de Responsabilidade Social como principais estratégias para a conquista de mercado e do relacionamento público das organizações.

GRÁFICO 5 – Opinião dos Funcionários Sobre as Áreas de Investimento das Empresas

 

Definição de Responsabilidade Social

Pouco mais da metade dos consumidores, 51,5%, soube definir o tema, provando mais uma vez a hipótese da atuação social da empresa fazer parte das exigências dos seus consumidores. E, ainda, a maioria das respostas coletadas relacionava conceitos importantes da definição de responsabilidade social, como ética, desenvolvimento social, econômico, ambiental, ações sociais, atitudes, compromisso, expectativas, benefícios e coletividade, dentre outros.

Influenciado da Atuação Social da Empresa

Representando uma grande parcela de consumidores londrinenses, 37% de consumidores afirmaram já terem comprado produtos e serviços influenciados pela atuação social da empresa, ou seja, já utilizam a Responsabilidade Social como critério para o ato de sua compra.

Na análise das não-respostas, podemos perceber ainda, que outros 27% dos consumidores não souberam responder a questão, o que pode representar uma falha de comunicação das empresas londrinenses que atuam socialmente com seus públicos de interesse, pois, grande parte dessas organizações, quando pesquisadas na fase qualitativa, realizam atividades de responsabilidade social em Londrina ou região. Esse problema ocasiona a não fixação da marca pelo consumidor e favorece o seu esquecimento ao responderem o questionário.

Realizando um cruzamento dos dados percebemos que, dos consumidores que definiram responsabilidade social, aumenta-se para 44,66% o percentual dos que se utilizam deste conceito e afirmam já terem comprado produtos influenciados pela atuação social da empresa, demonstrando a estreita relação entre a informação sobre o tema e a decisão de compra das pessoas.

Consumo e Responsabilidade Social

Embora a intenção maior desta questão pareça mostrar, primeiramente, apenas a quantidade de consumidores que deixou de consumir produtos devido à atuação social não responsável de determinada empresa, a intenção maior é, sobretudo, mostrar a movimentação de punição de 13,75% dos consumidores no ato da compra. Isso significa que determinada empresa que queira começar a operar em condições que desrespeitem ou prejudiquem a sociedade por algum motivo, já disputam um mercado com apenas 87% de consumidores com grande possibilidade de perder mais quase 35% de indecisos. Resultando assim, na disputa por um reduzido mercado altamente competitivo e globalizado de 51% dos consumidores locais.

Conhecimento das Empresas

Apesar de 51,5% dos consumidores pesquisados conhecerem o tema, apenas 28,5% afirmaram conhecer empresas que praticam responsabilidade social de alguma forma. Isso significa que a atuação social das empresas ainda é muito tímida e deficitária perante as expectativas dos consumidores, que se mostram informados sobre o assunto.

Tipo de Atuação Social

Os 71% dos entrevistados que responderam afirmativamente à questão anterior, souberam relacionar as áreas de atuação social das empresas citadas. As formas mais comuns de atuação social das empresas, apresentadas a seguir estão relacionadas às seguintes áreas: educação, esporte, comunidade e meio ambiente.

Deve-se salientar, entretanto, que os entrevistados não possuíam maiores informações sobre os projetos ou práticas sociais destas empresas, além de grande parte deles não possuírem conhecimento até mesmo, da própria área de atuação, evidenciando uma falta de identidade das ações socialmente responsáveis das empresas.

Áreas de Investimento das Empresas Londrinenses

Assim como para os funcionários, a educação é apontada pelos consumidores como a principal área para as empresas investirem, com 87% da preferência.

Líder absoluta, na maioria das pesquisas nacionais, em Londrina, a educação também mostrou a sua força reivindicatória e apontou uma das necessidades da cidade.

Quase empatados em segundo lugar, saúde (67,5%) e, principalmente, meio ambiente (65,75%), destacam-se como fortes tendências para o investimento social privado, o que também comprova o maior acesso da população às informações como, por exemplo, em relação aos problemas com o futuro do meio ambiente, em Londrina.

Influenciado certamente pelo forte caráter cultural londrinense, outros 62,75% dos pesquisados gostariam que as empresas investissem em cultura.

GRÁFICO 6 – Opinião dos Consumidores Sobre as Áreas de Investimento das Empresas

 

Interesse pela Pesquisa

Talvez um dado interessante e, ao mesmo tempo, preocupante para as empresas londrinenses, é que 63,5% dos consumidores pesquisados se interessaram e receberão informações sobre os resultados da pesquisa, pois deixaram para isso, e-mails, endereços e telefones de suas residências para contatos posteriores.

Tudo isso nos leva a crer que, em breve, muitas das opiniões serão revistas e teremos uma maior conscientização da população do que realmente é responsabilidade social e quais as suas vantagens e conseqüências práticas na sociedade.

CONSIDERAÇÕES FINAIS

A Responsabilidade Social das empresas vem sendo discutida incessantemente no meio empresarial e acadêmico e, esse fato, vem despertando na sociedade a importância da atuação socialmente responsável pelas organizações em geral. Para isso diversas pesquisas vêm sendo desenvolvidas, com o intuito de explorar o tema em âmbito nacional e regional.

Apresentando uma realidade local e realizando um estudo inédito do assunto, sob a ótica das Relações Públicas, a Pesquisa de Opinião Pública “Responsabilidade Social nas Empresas Londrinenses” foi desenvolvida com o intuito de explorar o tema responsabilidade social, analisando as opiniões de diversos agentes – públicos de interesse – que influenciam a atuação social das empresas.

Esta pesquisa visa não só ajudar na inserção do profissional de Relações Públicas na formação de estratégias e na orientação da gestão da responsabilidade social nas organizações, mas também contribuir para a consolidação de Londrina como um centro de excelência em responsabilidade social.

Analisando os dados quantitativos obtidos com a pesquisa, pode-se entender, mais facilmente, a forte relação entre as empresas e seus públicos-alvo, quando se trata de responsabilidade social. Verifica-se, ainda, que o tema vai além de simples aspectos mercadológicos ou atitudes de consumidores e envolve toda a esfera da organização em busca de objetivos comuns.

Responsabilidade social é uma forma de gestão empresarial que envolve a ética em todas as atitudes. Significa fazer todas as atividades da empresa e promover todas as relações – com seus funcionários, fornecedores, clientes, com o mercado, o governo, com o meio ambiente, e com a comunidade – de uma forma socialmente responsável, ou seja, que envolve todas as atitudes e relações das empresas e das pessoas e grupos que estão ligados a ela.

Por sua vez, a idéia de trabalhar com os funcionários, nesta pesquisa, veio da importância que esse segmento – o público interno – representa no contexto das organizações e, certamente, quando se trata de responsabilidade social isso fica mais fácil de ser percebido.

Além de serem a força criativa e mantenedora da organização, os funcionários foram apontados pelas lideranças empresariais, na pesquisa qualitativa, como formadores de opinião na comunidade em que vivem e atuam profissionalmente. Já na análise quantitativa, os funcionários pesquisados demonstraram um imenso interesse pela responsabilidade social e um estímulo muito forte aos incentivos dados pela empresa no que diz respeito à participação e ao voluntariado em projetos sociais.

Demonstraram também, que o esforço das organizações em se tornarem socialmente responsáveis gera orgulho, prazer e um estímulo enorme à motivação dos trabalhadores. Além disso, os funcionários, por observarem com maior atenção a sociedade londrinense, ainda apontaram as áreas prioritárias para o investimento social privado.

As expectativas dos consumidores frente às atitudes empresariais, apresentam-se num estágio nunca antes visto. A exigência de uma empresa-cidadã e ética em seus relacionamentos coloca o tema responsabilidade social como terceiro fator para a decisão de compra. Os consumidores utilizam-se do poder de consumo, isto é, da sua opção de livre escolha, para premiar ou punir empresas, baseados exclusivamente na sua atuação social.

Assim, as práticas de Responsabilidade Social não se tornaram apenas excelentes meios de alcance do êxito empresarial e da diferenciação mercadológica, mas fazem parte, sobretudo, de uma exigência dos consumidores, que serão responsáveis pelo sucesso ou fracasso das organizações.

O grau de informação e a conseqüente conscientização apresentada pelos novos consumidores, sobretudo pelo conhecimento do assunto e da atuação social organizacional, sugerem uma importante reavaliação das gestões empresariais, que ainda não se utilizam estratégias socialmente responsáveis.

O interesse demonstrado pelos consumidores, quanto ao tema e os resultados da pesquisa apontam para a necessidade de realização de outras pesquisas após a publicação desta, pois a opinião pública sempre mutante, mostra-se cada vez mais em busca de informações e ações que contribuam para o desenvolvimento sustentável da cidade.

Uma síntese dos resultados mais relevantes da pesquisa pode ser a seguinte:

responsabilidade social aparece em terceiro lugar, como fator de preferência na decisão de compra dos consumidores, ficando atrás somente de qualidade e preço, respectivamente;

37% dos consumidores afirmaram já terem adquirido produtos e serviços influenciados pela atuação social das empresas;

13% dos consumidores londrinenses deixam de consumir produtos de empresas que não atuem de maneira socialmente responsável;

entre os funcionários pesquisados, 81,79% estariam à disposição de suas empresas para trabalhar como voluntários em programas sociais;

a maioria dos funcionários pesquisados, 99,18% sentiu orgulho e se considerariam mais motivados por trabalharem em empresas socialmente responsáveis;

aproximadamente 66% de todos os pesquisados demonstraram interesse em receber informações sobre os resultados da pesquisa.

Depois de analisadas todas as informações obtidas com a pesquisa podem-se entender, mais facilmente, a forte relação entre as empresas e seus públicos-alvo, quando se trata de responsabilidade social.

Nesse contexto, a grande tarefa do profissional de Relações Públicas, a partir desse momento, será orientar a gestão das organizações gerando programas de atuação social, amparados, não só nas ferramentas de comunicação, mas em todas as relações que envolvem a empresa e os seus públicos de interesse (stakeholders), buscando fundamentar suas estratégias de desenvolvimento num modelo sustentável e compromissado com a responsabilidade social nos negócios.

Esse papel estratégico do profissional da área fica evidenciado diante da afirmativa de Kunsch,[13] quando afirma que “vivemos hoje em uma conjuntura de verdadeira revolução da sociedade, da comunicação e da mídia, nessa nação-mundo que vai se formando. Novas posturas estão sendo exigidas de todos os envolvidos. Por isso, ressaltamos que os agentes dessa área, os profissionais que liderarão uma comunicação ‘integrada’ e ‘excelente’, assim como as organizações que dela se valerão, devem pautar-se, mais do que nunca, pela estratégia, pela ética e pela responsabilidade”.

NOTAS E REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

[1] Foram pesquisadas as seguintes empresas: Baterias Reifor Ltda., Folha de Londrina S.A, Irmãos Balan e Cia Ltda., Jornal de Londrina Ltda., NET Londrina, Pool de Combustíveis Ipiranga, Rondopar Chumbo e Derivados Ltda., Supermercados Viscardi, Sercomtel S.A. e Sanepar Londrina.

[2] PAGLIANO, Adriana G.  Antunes et al.  Marketing social: o novo mandamento para as organizações.  São Paulo: IBMEC, 1999.  p. 21

[3] Ibid., p. 21.

[4] Ibid., p. 21.

[5] SOUZA, Herbert de Souza. Empresa pública e cidadãFolha de São Paulo.  São Paulo, 26 de mar. 1997.

[6] SUCUPIRA, João.  A responsabilidade socialBoletim IBASE, 20 de maio de 2000.

[7] GRAJEW, Oded.  Pessoa física em paz com a pessoa jurídicaJornal Valor Econômico. 1º de jun. 2000.  p. B2.

[8] CAPPELLIN, Paola, GIULIANI, Gian Mario.  Compromisso social no mundo dos negóciosBoletim IBASE, fev. 1999.

[9] A GAZETA DO ESPÍRITO SANTO.  Responsabilidade Social Empresarial.   Vitória, 27 de nov. 1999.

[10] GRAJEW, loc. cit.

[11] SOUZA, loc. cit.

[12] Definição de responsabilidade social criada pela equipe de trabalho, que realizou esta pesquisa.

[13] KUNSCH, Margarida M. K.  Relações públicas e modernidade: novos paradigmas na comunicação organizacional.  São Paulo: Summus, 1997.