Memória

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RELAÇÕES PÚBLICAS: A TRAJETÓRIA DE CÂNDIDO TEOBALDO DE SOUZA ANDRADE

Uma História de Vida
Cândido Teobaldo de Souza Andrade

DEPOIMENTOS

Homenagem a um Pioneiro
José Marques de Melo
Um Guia das Relações Públicas
Román Pérez Senac
O Sonho e o Arco-Íris
Tupã Gomes Corrêa
O Mestre Latino-Americano
Humberto López López
O Pêndulo do Tempo
Valentim Lorenzetti
O Pioneiro das Relações Públicas
Maria Stella Thomazzi
O Homem Superando o Intelectual
Sidinéia Gomes Freitas
Um Paradigma da Profissão
Lorenzo Alfredo Blanco
Figura Ímpar
Waldyr Gutierrez Fortes
Mestre, Chefe e Amigo
Célia Portugal Matta
Uma Lição para os Pósteros
Nelly Amélia Becerra Pajuello
Um Desafio à Ação Conjugada
Maria Maria Krohling Kunsch
Os Tempos Passaram Depressa Demais
Modesto Farina

"Confesso que..."
Cândido Teobaldo de Souza Andrade

UMA HISTÓRIA DE VIDA

Cândido Teobaldo de Souza Andrade (ver fotografia) é paulistano, nascido em 1º de julho de 1919, filho de Guilherme de Andrade e Maria Francisca de Souza. Casado com Nylza de Souza Andrade, tem dois filhos (Terezinha de Andrade Leal e Luiz Carlos de Souza Andrade) e três netos (Thais, Renata e Luiz Guilherme).

CARREIRA ACADÊMICA

Títulos na Escola de Comunicações e Artes da USP

Doutor em Comunicações (Relações Públicas), em 15 de outubro de 1975.

Livre Docente (Relações Públicas Governamentais), em 28 de dezembro de 1978.

Professor Adjunto, em 14 de setembro de 1983.

Professor Titular, em 15 de março de 1985.

Professor de Introdução às Relações Públicas da Escola de Comunicações Culturais (USP) – concurso de títulos realizado pelo Conselho Técnico Administrativo da USP, em 1º de fevereiro de 1967.

Professor Assistente de Técnicas de Relações Públicas da Escola de Comunicações e Artes (USP) – concurso público de títulos e provas do CRP, em 28 de dezembro de 1978.

Titulação de Professor de Educação Física da Escola Superior de Educação Física, atual Escola de Educação Física, da Universidade de São Paulo, em 14 de março de 1940.

Título de Bacharel em Ciências Jurídicas e Sociais da Faculdade de Direito da Universidade de São Paulo, em 14 de maio de 1949.

OBRAS

Monografias e Teses

"Relações Públicas no Governo Estadual" – monografia de Administração Pública – São Paulo – 1962.

"Relações Públicas e o Interesse Público" – tese apresentada ao Departamento de Relações Públicas e Propaganda da Escola de Comunicações e Artes da USP – 1973.

"Relações Públicas na Administração Direta e Indireta" – tese apresentada ao Departamento de Relações Públicas e Propaganda da Escola de Comunicações e Artes da USP – 1978.

Livros (dados atualizados)

Para Entender Relações Públicas

São Paulo: Editora Biblos (primeira edição em 1962; segunda edição em 1965)

São Paulo: Edições Loyola (terceira edição em 1983; quarta edição em 1993)

Curso de Relações Públicas

São Paulo: Editora Atlas (primeira edição em 1970; segunda edição em 1974; terceira edição em 1980; quarta edição em 1988; quinta edição em 1994 – além de algumas reimpressões)

Psicossociologia das Relações Públicas

Petrópolis: Editora Vozes (primeira edição em 1975)

São Paulo: Edições Loyola (segunda edição em 1989)

Le Destin des Relations Publiques – co-autor

Montreal: François L. de Martigny, 1977

Dicionário Profissional de Relações Públicas e Comunicação

São Paulo: Editora Saraiva (primeira edição em 1978)

São Paulo: Summus Editorial (segunda edição em 1996)

Administração de Relações Públicas no Governo

São Paulo: Edições Loyola, 1982

Como Administrar Reuniões

São Paulo: Edições Loyola (primeira edição em 1988; segunda edição em 1995)

Artigos

Mais de 50 artigos publicados em revistas.

CARGOS DIRETIVOS EM ENTIDADES DE CLASSES

Na Associação Brasileira de Relações Públicas, Seção Regional de São Paulo

Primeiro Secretário (1964/1966)

Terceiro Vice-Presidente (1966/1968)

Presidente (1968/1970 e 1974/1976)

Presidente do Conselho Consultivo (1970/1971)

Membro do Conselho Consultivo (1972/1974)

Na Associação Brasileira de Relações Públicas-Nacional

Secretário do Conselho Nacional (1968/1970)

Conselheiro no Conselho Diretivo da Federação Interamericana de Associações de Relações Públicas (1970/1975)

Vice-presidente do Conselho Nacional (1970/1972 e 1976/1978)

Presidente do Conselho Nacional (1972/1974 e 1978/1980)

Membro da Comissão de Altos Estudos de Relações Públicas (1976)

Presidente da Câmara superior Permanente (1980/1982)

Consultor Jurídico e de Relações Públicas do Diretório Nacional (1983/1984)

No Sindicato dos Profissionais Liberais de Relações Públicas

Presidente do Conselho Fiscal da Associação Profissional de Profissionais de Relações Públicas (São Paulo, 1984/1988)

Delegado do Sindicato dos Profissionais Liberais de Relações Públicas junto à Confederação Nacional dos Profissionais Liberais (Brasília, 1988/1989)

Na Federação Interamericana de Associações de Relações Públicas

Secretário (1968/1972) e Assessor (desde 1972) da Comisón Interamericana para La Enseñanza de Relaciones Públicas

Vice-presidente – Zona Sul (1971/1973)

Presidente (1973/75)

Membro do Conselho Consultivo desde 1975 e seu Coordenador em 1979

Coordenador da Comissão Interamericana para o Ensino de Relações Públicas (Lima-Peru, 1981/1982; Foz do Iguaçu-Brasil, 1982/1983)

DADOS HONORÍFICOS

Sócio Honorário das seguintes seções da Associação Brasileira de Relações Públicas:

Seção Regional de Alagoas (1975)

Seção Regional do Pará (1975)

Seção Estadual do Rio de Janeiro (1983)

Sócio Honorário das seguintes instituições latino-americanas:

Asociación Paraguaya de Profesionales de Relaciones Públicas (1972)

Asociación Argentina de Relaciones Públicas (1973)

Asociación Uruguaya de Relaciones Públicas (1973)

Sociedad Colombiana de Relaciones Públicas (1975)

Asociación Panameña de Profesionales de Relaciones Públicas (1981)

Sócio Benemérito das seguintes seções da Associação Brasileira de Relações Públicas:

Seção Regional de Pernambuco (1973)

Seção Estadual do Rio de Janeiro (1975)

Seção Estadual de São Paulo (1983)

HOMENAGENS E PRÊMIOS

Voto de Júbilo e Louvor da Câmara Municipal de São Paulo pelo seu Doutoramento em Relações Públicas (1973)

Diretório Acadêmico da Escola Superior de Relações Públicas, de Recife-PE, denominado como "Diretório Acadêmico Dr. Cândido Teobaldo de Souza Andrade" (1973)

Título de Honor de Promotor de Mérito de Relaciones Públicas, da Universidade de Barcelona (1974)

Sala da Diretoria e da Comissão Consultiva da ABRP-MA denominada como "Sala C. Teobaldo de Souza Andrade" (1984)

Troféu "El Chasqui de Plata", da Federación Interamericana de Asociaciones de Relaciones Públicas (Bogotá, 1973)

Troféu "Bronce", do Centro Interamericano de Pesquisa e Documentação de Relações Públicas (Bogotá, 1973)

Troféu "El Guarany", da Asociación Paraguaya de Profesionales de Relaciones Públicas (Asunción, 1973)

Medalha "Eduardo Pinheiro Lobo", da ABRP-N (Rio de Janeiro, 1986)

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HOMENAGEM A UM PIONEIRO

 

José Marques de Melo

Diretor da Escola de Comunicações e Artes

Universidade de São Paulo

 

A Escola de Comunicações e Artes homenageia o fundador do seu Curso de Relações Públicas. Cândido Teobaldo de Souza Andrade integrou a equipe pioneira dos docentes que construíram,dentro da Universidade de São Paulo, um novo campo de conhecimento, originalmente denominado Comunicações Culturais.

Sua presença na nova instituição destinada a formar profissionais e pesquisadores para as artes e os meios de difusão significou um reconhecimento dos méritos alicerçados numa vida de trabalho e dedicação à coisa pública. Seu pioneirismo na preparação de especialistas em Relações Públicas no Estado de São Paulo foi legitimado pelo colegiado superior da USP que selecionou, por concurso público de títulos, os primeiros docentes da Escola de Comunicações Culturais.

Mas o seu vanguardismo continuaria a ser demonstrado na carreira acadêmica. Foi o primeiro a conquistar na USP os graus universitários de Doutor e Livre Docente em Relações Públicas e os títulos de Professor Adjunto e de Professor Titular nessa área do saber. Formou várias gerações de profissionais e de pesquisadores, alguns dos quais hoje ocupam expressivas posições de dirigentes empresariais, governamentais e acadêmicos. Sua projeção ultrapassou as fronteiras nacionais, alcançando o continente latino-americano.

Como cidadão, demonstrou sempre uma postura irrepreensível. Jamais capitulou ante as facilidades que a burocracia oferece aos ocupantes de cargos no serviço público. Atinge o apogeu da jornada universitária com o perfil de um homem íntegro, correto, querido por alunos, docentes e servidores administrativos. É admirado pela vitalidade didática, liderança associativa, rigor científico. Cumpriu o seu papel acadêmico com serenidade, honestidade e brilho intelectual.

Sinto-me honrado, como seu colega dos primeiros momentos de estruturação da ECA/USP, em presidir as comemorações da sua despedida solene da atividade rotineira da nossa instituição. Mas tenha a certeza de continuar contando com sua participação nos trabalhos de pesquisa e pós-graduação em Relações Públicas. Afinal de contas, o acervo de conhecimentos acumulados nestes setenta anos de estudos e reflexões constitui um patrimônio a ser ainda socializado com seus discípulos.

Por isso, esta homenagem prestada ao Pioneiro das Relações Públicas na ECA/USP simboliza carinho, gratidão e amizade. Trata-se de um "até logo", pois o Mestre Teobaldo vai permanecer entre nós, atuando como pesquisador e orientador de equipes, enquanto o permitir sua fortaleza física, felizmente bem cultivada.

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UM GUIA DAS RELAÇÕES PÚBLICAS

 

Román Pérez Senac

Presidente da CONFIARP

 

La Confederación Interamericana de Relaciones Públicas – CONFIARP – adhiere plenamente al justo homenaje al Dr. Teobaldo de Andrade, que fue dignísimo presidente de esta institución, coordinador general del CIPERP y actualmente es su consejero permanente.

Teobaldo representa una figura sendera de las Relaciones Públicas de América y como tal ha sido reconocido en todos los países que integran la confederación.

Es para nosotros un verdadero orgullo contar en la CONFIARP con la permanente cooperación del profesor Teobaldo, que ha abierto fecundos caminos para la enseñanza y la profesión de las Relaciones Públicas continentales.

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O SONHO E O ARCO-ÍRIS

 

Tupã Gomes Corrêa

Professor do Departamento de Jornalismo e Editoração – CJE

Universidade de São Paulo

 

Professor Doutor Cândido Teobaldo de Souza Andrade. Desnecessário será adir qualquer outra expressão, além daquela que não apenas traduz por inteiro o nosso homenageado, quanto chega a ser a própria personalidade de quem tem vivido, trabalhando e testemunhando em função de um ideal: o ideal da liberdade, da paz, da justiça e do progresso social.

Ao longo de sua existência, não raras vezes, tem dado provas dessa dedicação com infatigável persistência. Primeiro, foi quando, ainda muito jovem, seguiu como voluntário para a guerra, atestando com sua presença no teatro de operações que em sua vida toda, dali por diante, tudo o mais iria sempre além das simples aparência. Depois, seria pela prática profissional, longamente a comprovar no trabalho de cada dia essa disposição de trabalhar em prol de tudo quanto acredita. E, finalmente, terá sido na universidade, para onde se dirigiu a partir de 1967, que sua obra assume os contornos e a envergadura que a haverá de imortalizar.

Pois, quando se trabalha como ele, sem outro interesse que não aquele que determina a sua origem, e o produto desse trabalho se identifica naturalmente à natureza humana, incorporando-se à cultura e servindo à sociedade, é quase certo que se passe à história... Este tem sido o estigma do Professor Teobaldo.

Nesta oportunidade, seria lugar-comum de minha parte arrolar aqui todas as iniciativas, todas as atividades, cargos, mandatos e funções que exerceu sob a égide de um ideal de vida e que, gradativamente, serviram à causa da mais moderna de todas as profissões: as Relações Públicas. Ainda assim, é conveniente lembrar que foi na qualidade de encarregado do setor de Relações Públicas do Departamento Estadual de Administração, em São Paulo, entre os anos de 1956 e 1959, que ele desenvolveria um dos primeiros trabalhos acadêmicos sobre o assunto: a monografia "Relações Públicas no Governo Estadual", publicada em 1962, quando já exercia o cargo de consultor jurídico da Secretaria de Governo de São Paulo.

A partir de então não mais se deteria nessa empreitada. Um dos principais artífices da lei que regulamentou nossa profissão, em 1967, o Professor Teobaldo já nessa época participava assiduamente e com grande entusiasmo da Associação Brasileira de Relações Públicas, da qual também foi um dos fundadores e talvez o mais expressivo dirigente que a agremiação logrou ter em toda a sua história.

Por conta dessa atividade, naturalmente, além de ainda participar da fundação de incontáveis seções estaduais da mesma associação, também exerce destacado papel junto aos organismos internacionais de Relações Públicas. Foi, por exemplo, presidente de algumas delas, como a Federação Interamericana de Associações de Relações Públicas. Sem contar, é claro, a efetiva participação junto ao principal órgão de classe, o Conselho Federal de Relações Públicas.

Sua obra neste campo, além de detentora do mérito do pioneirismo, porquanto tenha praticamente inaugurado o lançamento nacional dos primeiros títulos de Relações Públicas, ainda hoje serve de balizamento a todos quantos se dispõem à pesquisa de base nelas. O primeiro desses títulos terá sido, sem dúvida, o histórico "Para Entender Relações Públicas". Depois, seria o não menos importante "Curso de Relações Públicas". Sem esquecer, é claro, aquele que vem a ser o menor deles, mas talvez o de maior fôlego, Psicossociologia das Relações Públicas. Haveria ainda o "Dicionário de Relações Públicas e Comunicação", o "Administração de Relações Públicas no Governo" e, o mais recente deles, o "Como Administrar Reuniões". A maior parte desses livros, como se sabe, já mereceu mais de uma edição, a exemplo do famoso "Para Entender", que se encontra na terceira.

Em 1973, tornar-se-ia o primeiro doutor na área, defendendo na Escola de Comunicações e Artes da Universidade de São Paulo a tese "Relações Públicas e o Interesse Público". Em 1978, o primeiro livre docente, com a tese "Relações Públicas na Administração Direta e Indireta". A seguir, passaria a adjunto e titular do mesmo departamento do qual foi um dos primeiros fundadores e do qual hoje se afasta, mercê de uma aposentadoria obrigatória tão característica de nosso país. Seria como que dizer: no auge de seu vigor mental, no apogeu de sua produção, vê-se a universidade obrigada a perder um pouco do seu trabalho sistemático! Não o perderá por inteiro, tenho certeza , que muitos serão ainda os alunos que ajudará a formar em nossos programas de mestrado e doutoramento.

Aliás, na qualidade de um de seus antigos alunos, lembro-me bem de uma aula de Técnicas de Relações Públicas, isto lá pelo ano de 1973, quando analisávamos em classe a questão do papel das Relações públicas na integração dos funcionários que se aposentam. Curiosa coincidência, naquela manhã lá na ECA a sala de aula do Professor Teobaldo estava em polvorosa. Um punhado de moças e rapazes, instigados pela provocação do mestre, cometia as mais anedóticas observações. O problema, como sempre, surgia de um caso tipicamente real: "o velho funcionário, após trinta e cinco anos de bons serviços, ao deixar a firma onde trabalhou com a mais abnegada dedicação, recebe como paga um almoço de despedida, uma placa , como lembrança de seus camaradas , e um relógio com seu nome gravado ao fundo, como reconhecimento da empresa pelos bons serviços..."

Como sempre, o professor resumia a questão numa frase lacônica: "mais importante que tudo é saber o que esse funcionário irá fazer a partir da aposentadoria." Desnecessário será dizer que todo o trabalho, não apenas conceitual, mas de sistematização das Relações Públicas desenvolvido por Teobaldo Andrade, pode ser traduzido por esse gênero de preocupação. Uma preocupação voltada, antes de tudo, para o seu humano, suas potencialidade, sua integridade, sua dignidade.

É evidente, para alguém que, como ele, soube compreender o objetivo das Relações Públicas nesse contexto, será fácil compreender hoje a nossa preocupação. Não nos reunimos aqui para dedicar-lhe quimérica homenagem. Tão pouco, para a formalização de uma despedida. Estamos aqui, sim, para reiterar-lhe o muito que aprendemos com ele próprio. O esboço dessa trajetória profissional, que intentamos esboçar, serve para dizer-lhe, em outras palavras, que o mundo das Relações Públicas, profissional e acadêmico, não seria o mesmo sem ele. Sem placas e sem relógios, é claro, mas com o mais precioso dos brindes, nossa amizade e nosso reconhecimento, vamos apenas assinalar a chegada de um novo tempo: o tempo em que o Teobaldo vai iniciar nova jornada em busca de quem sabe quantas outras realizações.

Quem sabe lhe sobre mais tempo para dedicar-se a outra de suas paixões, o Corinthians, do qual já foi até conselheiro. Ou, quem sabe, para ampliar os dias de sua permanência até mais tarde naquele escritório da Avenida Liberdade, alcunhado por seus amigos de "A Tenda dos Milagres", onde se gasta o tempo sem pensar no relógio, conversando, debatendo idéias e degustando o que há de melhor no universo dos espirituais. Quem sabe até se não vai sobrar mais tempo para animados bate-papos na cantina do "Corintinha do Bom Retiro", onde às massas (propriamente ditas) junta-se a paixão de todos os notívagos despreocupados.

Não importa como reorganize o seu tempo. Pode até ser que ele retome um projeto interrompido em 1966, quando publicou o seu até agora único livro de contos, "Soldados Sem Botas", que relatou sua passagem pela guerra, como pracinha da Força Expedicionária Brasileira, no qual deixou antever um tanto do gênio literário que o acompanha: "... e então, a fúria de viver o presente dominou-o por completo. Esqueceu-se das ordens, das preocupações militares e saiu a procura daquela casa, onde durante o dia vira uma garota loira, de olhos sonhadores..." Este pequeno trecho de "A Carta", magnífico conto daquele livro, dá bem a dimensão daquilo que Teobaldo ainda vai escrever.

A grande lição que se tira desse seu estilo de trabalho é que, embora importante tudo o que faça, nada importa o bastante a ponto de justificar a substituição do sonho pelos apegos materiais aos cargos, às honrarias, aos bens e a tudo que, mais dia menos dia, fenece. E certamente essa capacidade de ajustar o trabalho, qualquer que seja ele, a um ideal de vida e persegui-lo, é a sua verdadeira marca registrada.

Aprendemos com ele, mestre, amigo e companheiro de trabalho, que vale a pena perseguir o arco-íris quando o que nos move é o sonho do encontro das cores. Nada é pouco, por menos que se faça para isso, na medida em que a própria vida depende dessa crença em valores e objetivos às vezes impossíveis, mas que representam muito na busca da perfeição. Para se compreender a obra de Teobaldo Andrade, certamente, deve-se entender um pouco desse ideário. Pois, a trajetória intelectual e profissional de Cândido Teobaldo de Souza Andrade tem muito a ver com ele, com a imaginação e a alegoria, mediante as quais se constroem as grandes edificações da civilização.

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O MESTRE LATINO-AMERICANO

 

Humberto López López

Conselheiro da CONFIARP

Professor da Universidade de Antioquia de Medelin

 

Sin lugar a dudas Cândido Teobaldo de Souza Andrade ha sido el latinoamericano que más ha influido en el desarrollo de las Relaciones Públicas en América Latina.

Ha sido el maestro en los últimos 25 años.

Sus libros constituyen tanto para quienes ejercemos la cátedra universitaria como para los miles de profesionales que hacen relaciones públicas, un punto de referencia obligado. En ellos hay investigación, estructura científica, desarrollos acordes con la realidad socio-económica de nuestros países.

Sus conferencias, dictadas en los mas influyentes centros universitarios del continente, han constituido una fuerza motora de singular valor profesional.

Yo he tenido el honor de ser su amigo desde 1967 cuando lo conocí en Rio. En 1968 propuse la creación del Centro Interamericano de Investigación y Documentación sobre Relaciones Públicas, CINIDREP, y de la Comisión Interamericana para la Enseñanza de las Relaciones Públicas, CIPERP, y encontré en Teobaldo el gran soporte, el maestro amigo, el gran auditor para que se cumplieran los propósitos en la elaboración del currículum de FIARP (hoy CONFIARP), él cumplió una brillante tarea. En las organizaciones profesionales, como CONFIARP, se corre el riesgo de que la práctica de la profesión desborde el cauce del contenido científico y aun de las fronteras éticas. Quien está en el mercado ejerciendo su profesión tiene la tendencia a buscar lo fácil, lo pronto. Lo que produzca dinero rápido, a veces saltando por encima de principios y de normas fundamentales.

Figuras como Teobaldo de Souza resultan básicas, salvadoras, para que ello no suceda. El estar dentro de la universidad, enfrentando cada día el rigor y el control del estudiantado, su legítima exigencia a que se les enseñe lo que se debe enseñar, o sea el deber ser de a profesión, permite mantener el espíritu joven y la disposición al cambio. Pero no a un cambio porqué sí ni en cualquier forma. Si no al cambio razonado, posito e, con proyección y con gran sentido patriótico. En el amplio espacio de CONFIARP, cuyas asociaciones miembros e esparcen por el extenso territorio latinoamericano, Teobaldo ha sido el faro permanente que sabe decir lo justo en el momento justo.

La Confederación Interamericana de Relaciones Públicas, CONFIARP, segunda organización de relacionistas del mundo, ha reconocido la autoridad profesional de Teobaldo haciéndolo su presidente, luego otorgándole el chasqui de plata.

Para los colombianos Brasil es el norte de las Relaciones Públicas. No porqué las de Estados Unidos hayan sufrido mengua, sino porqué las del Brasil se acercan mas a nuestra realidad. Y en amplia gama un número uno por mucho aspectos.

Por eso con un gran respeto, con un gran afecto, con una sincera emoción, adhiero al homenaje que le rinde la universidad.

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O PÊNDULO DO TEMPO

 

Valentim Lorenzetti

Presidente do CONFERP

 

A atividade de Relações Públicas no Brasil tem na pessoa do Prof. Cândido Teobaldo de Souza Andrade uma motivação especial.

Há os seguidores fiéis, discípulos incondicionais de seus ensinamentos, e há os que procuram minimizar e, até, detratar a sua influência na prática e no ensino das Relações Públicas no país.

Poucos são os profissionais que conseguem manter-se neutros diante do trabalho desenvolvido por Cândido Teobaldo de Souza Andrade.

Para os discípulos, Teobaldo tem contribuído com seu saber e seu trabalho de pesquisador que dissemina saber por meio da cátedra e de seus inúmeros livros.

Para os que o combatem, ele tem contribuído, para o estabelecimento de um profícuo debate e tomadas de posição que, se não existisse a "motivação teobaldiana", talvez nunca tivessem aflorado.

Nestes últimos 35 anos, a atividade de Relações Públicas no país tem se movido como um pêndulo entre teobaldianos e não-teobaldianos.

Meu caro Professor Teobaldo. É com carinho que lembro este movimento pendular. É preciso energia para movimentar um pêndulo; energia e disposição para o debate nunca lhe faltaram.

Não esperem que eu diga quem saiu ganhando neste jogo pendular, porque não consigo vislumbrar vencedores ou perdedores. Vejo apenas o espaço que se abriu para a atividade de Relações Públicas; vejo apenas as Relações Públicas como vencedoras.

Fica aqui, portanto, a nossa homenagem, Professor. Obrigado por fazer-se muito seguido e muito contraditado.

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O PIONEIRO DAS RELAÇÕES PÚBLICAS

 

Maria Stella Thomazzi

Presidente da ABRP-SESP

Conselheira da CONFIARP

 

Que as minhas palavras neste simpósio sejam entendidas como um preito de reconhecimento à pessoa de Prof. Dr. Cândido Teobaldo de Souza Andrade, pelo muito que fez em prol do ensino, da pesquisa e, principalmente, da institucionalização das Relações Públicas no Brasil e na América Latina.

Seja-nos permitida a leitura de uma citação transcrita no Boletim Regimental número 131, de 10 de maio de 1945, do 3º Batalhão de Infantaria, sobre o 3º Sargento número 3264, Cândido Teobaldo de Souza Andrade, durante a 2ª Grande Guerra: "Organizou o sistema de ligação e transmissões de sua subunidade, mantendo-o em constante funcionamento em todas as situações de combate. Percorrendo sempre as posições da companhia, às vezes sob constante bombardeio inimigo, o sargento Teobaldo não poupou esforços físicos, nem tão pouco sua própria vida na árdua missão de verificar o funcionamento das transmissões. Louvo-o pela elevada compreensão e prática do dever militar; pela coragem, abnegação, tenacidade e espírito de cooperação, demonstrados em face do perigo. Espírito culto e idealista, sincero, honesto e leal, pode considerar-se como um dos que empregaram todos os seus esforços para a derrota do inimigo comum e a construção dum mundo melhor".

Ao ler este elogio sobre o 3º Sargento Teobaldo, louvamos a Deus pelo retorno ao Brasil deste pracinha classificado em campos da Itália como excelente auxiliar por sua competência, coragem e sangue-frio e que, ainda muito jovem, já era cônscio de suas obrigações, executadas com interesse e perfeição. Todos esses fatos justificam plenamente o conceito que aquele comando fez do Sargento Teobaldo. Anote-se, a propósito, que o setor de transmissão da Força Expedicionária Brasileira era denominado de Serviço de Comunicação, a exemplo do Exército Americano. Desde cedo, Teobaldo denotava sua vocação para a área a que se consagraria até hoje.

Ao regressar da Itália, já formado em Educação Física e tendo deixado no primeiro ano a Faculdade de Direito do Largo de São Francisco, retornou à Faculdade, e, por decreto federal, cursou dois anos em seis meses, e, posteriormente, bacharelou-se em Direito. Paralelamente, desenvolveu suas atividades de professor de Educação Física, de advogado militante na cidade de São Paulo e de jornalista profissional de vários periódicos da imprensa paulista e carioca. Como redator do Serviço Público Estadual, vivenciou experiências interessantíssimas ao lado de governantes, parlamentares e juristas. Nos três campos de suas atividades profissionais alcançou lideranças na vida associativa e representativa da classe profissional.

A partir de 1956 iniciou sua trajetória a serviço das Relações Públicas. Pesquisou e estudou os primeiros livros americanos de Relações Públicas. A seguir, estruturou os primeiros cursos de Relações Públicas em nível médio. Associou-se à Associação Brasileira de Relações Públicas, Seção Estadual de São Paulo, iniciando uma carreira associativa, sem descuidar do ensino e da pesquisa de Relações Púbicas.

Prof. Dr. Teobaldo de Andrade participou de inúmeras reuniões dialogais no Brasil e no exterior, como organizador, assessor técnico, consultor e expositor. Ministrou cursos de norte a sul do continente americano. Integrou inúmeras comissões de estudos ligadas à ABRP e à ex-FIARP, hoje CONFIARP. Iniciou sua carreira associativa pela ABRP-SESP como secretário (1964/1966). Foi vice-presidente (1966/1968) e presidente por duas vezes (1968/1970 e 1974/1976). Na ABRP-Nacional, foi vice-presidente da entidade (1970/1972 e 1976/1978) e presidente (1972/1974 e 1978/1980). Após a entrada em vigência do atual estatuto, foi presidente da Câmara Superior Permanente (1980/82).

Sua marcante atuação nacional foi decisiva para o preenchimento dos requisitos mínimos da institucionalização da profissão de Relações Públicas. É detentor da honraria maior da ABRP, isto é, da Medalha "Eduardo Pinheiro Lobo", além da de Sócio Benemérito de quase todas as seções estaduais de ABRP e de entidades da América Latina. Junto à CONFIARP, Teobaldo de Andrade foi conselheiro efetivo da ABRP no Conselho Diretivo da FIARP, na qual, hoje, é conselheiro permanente, por ter sido presidente. Presidiu a FIARP por duas vezes, trazendo a presidência da FIARP ao Brasil. Em 1973 foi eleito em reunião realizada em Bogotá e, em 1975, reeleito em Los Angeles.

Recebeu igualmente a maior honraria da entidade, o troféu "El Chasqui de Plata", em 1973, pelos inúmeros serviços prestados no Brasil e na América Latina. Assim, troféus, medalhas, títulos, diplomas, além de seu nome em diretórios acadêmicos e salas de entidade da classe, turmas de formandos e outros méritos fazem parte de sua história de vida.

A nós, profissionais de Relações Públicas, cabe creditar à ECA/USP a concretização deste valor na terra dos bandeirantes. "Teobaldo de Andrade é o pioneiro indígena de Relações Públicas. Ele nacionalizou o assunto com base em sua experiência brasileira que é das mais sérias", assim publicou o Diário da Noite, por ocasião do lançamento da edição de seu primeiro livro em 1962, obra pioneira de Relações Públicas na América Latina.

O homenageado de hoje e de sempre nos estimulou para que houvesse uma integração constante entre os profissionais de Relações Públicas, empresários e governantes, numa abertura para o fortalecimento mais acelerado de nosso setor, num autêntico processo de catálise. Ao empirismo dos primeiros anos das Relações Públicas, seguiu-se uma formação profissional universitária, que conferiu à atividade uma reconhecida capacidade e um consolidado prestígio, ambos adquiridos na efetiva atuação de profissionais a serviço das instituições públicas ou privadas.

Tivemos à frente dos bancos universitários o estudioso e respeitado Prof. Teobaldo de Andrade. Seus livros, opúsculos, artigos e publicações em geral tiveram a preocupação didática e atrativa, quase sempre em estilo jornalístico. Suas sucessivas reedições, revistadas, ampliadas e atualizadas, pautaram a única pretensão de sua vida de escritor especializado, ou seja, a de colaborar com a causa maior das Relações Públicas. Hoje, estas já têm reconhecimento legal, literatura específica, desenvolvimento no campo do ensino e da pesquisa, código de ética e associações de classe. Portanto, atingimos os requisitos mínimos para alcançarmos a institucionalização das Relações Públicas no Brasil. À frente destas conquistas, vemos a figura incansável e participante de Teobaldo de Andrade.

Por legislação federal, nosso mestre será jubilado em 1º de julho de 1989 de suas funções regulares junto à ECA/USP, mas seus discípulos continuarão a caminhada na certeza de mantê-lo ao nosso lado, com seu prestígio e sua liderança no Brasil e na América Latina.

Seus ensinamentos e seus exemplos foram entregues em mãos de seus eternos alunos, o que nos tranqüiliza e assegura o sucesso desta profissão. Juntos caminharemos para manter o prestígio das Relações Públicas em terra paulista. Reiteramos nossa confiança na profissão de Relações Públicas neste querido Brasil, onde continuaremos conduzindo nosso trabalho com fé e entusiasmo, alicerçados em nossos ideais e na consciência profissional na certeza de que sempre contaremos com homens da estirpe de Cândido Teobaldo de Souza Andrade.

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O HOMEM SUPERANDO O INTELECTUAL

 

Sidinéia Gomes Freitas

Professora do Departamento de Relações Públicas, Propaganda, Publicidade e Turismo – CRP

Universidade de São Paulo

 

Em 1972, após concluir o curso de Graduação na ECA/USP, resolvi continuar a conviver com a universidade, independente de ter ou não interesse no magistério. De fato, pretendia continuar estudando e, principalmente, pensava em preparar-me para o futuro. Recebi então a incumbência de auxiliar o Professor Teobaldo. Datilografava textos, auxiliava em traduções na língua espanhola, colaborava em eventos promovidos entre a Escola de Comunicações e Artes e a Associação Brasileira de Relações Públicas, participava de reuniões, enfim procurava desenvolver minhas tarefas da melhor maneira possível.

Certa vez, estávamos, Professor Teobaldo e eu, saindo da Universidade e disse-lhe que acreditava ser correto estar trabalhando para o futuro, já que não recebia nenhuma remuneração pelos serviços prestados. Estava, de fato, consultando-o sobre meu procedimento. E sua resposta manifestou-se por meio de um sorriso aberto e de apenas duas palavras: "Está certo", disse o Professor.

Nossa convivência foi, aos poucos, adquirindo maiores vínculos e o Professor foi tomando ciência de minhas dificuldades e responsabilidades, em especial, das responsabilidades financeiras perante minha família.

O dinheiro, naquela época, era uma preocupação constante e não sei dizer por quantas vezes fui convidada especial do querido Mestre para almoçarmos no restaurante da ECA. Com que delicadeza e elegância fazia tais convites e quanto, com o passar dos anos, fui admirando o coração deste corintiano roxo como eu, que sabe ter nobreza d’alma, calar-se perante a ingratidão humana, suscitar polêmicas e beber guaraná "Antarctica"!

Certos valores, sem dúvida, ficaram gravados naqueles seus ex-alunos que souberam entender suas mensagens.

Na minha formação, tenho no Professor Teobaldo um exemplo de ser humano que supera o intelectual. São valores que transcendem a competição. São valores humanos que permaneceram. Os valores do espírito, que estão acima dos valores dos homens.

Mestre, o que dizer, senão muito obrigada?

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UM PARADIGMA DA PROFISSÃO

 

Lorenzo Alfredo Blanco

Coordenador Geral do Conselho Permanente da CONFIARP

 

El nome del doctor Cândido Teobaldo de Souza Andrade es sinónimo de Relaciones Públicas. Su pródiga trayectoria lo ha destacado internacionalmente como a uno de los paradigmas de esta profesión.

Teobaldo ha sido siempre el amigo invariable y generoso, el relacionista íntegro y enjundioso, el maestro insigne que supo ganar nuestro cariño y admiración y al que siempre hemos tratado de emular.

Pero, "no hay reposo para el guerrero", sólo deja la trinchera de la Universidad Paulista para ubicarse a nuestra retaguardia y seguir protegiendo nuestra acción orientada hacia ese luminoso horizonte profesional que él mismo nos enseñó a visualizar a través de su obra vigorosa.

En esta ocasión, deseo expresar, junto con mi agradecimiento por todo lo recibido de Teobaldo, mis votos por su ventura personal y para que el mayor de los éxitos siga coronando sus realizaciones.

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FIGURA ÍMPAR

 

Waldyr Gutierrez Fortes

Orientando e Professor da Universidade Estadual de Londrina

 

Professor Cândido Teobaldo de Souza Andrade é o único autor que, pelas suas obras, procura observar a atividade de Relações Públicas em seus fundamentos psicossociológicos, apresentando os aspectos técnicos da profissão, mas sem a visão tecnicista e mecânica encontrada na maioria dos autores nacionais e em obras traduzidas, e sistematizando o estudo de Relações Públicas de maneira consistente e encadeada ao longo de sua série de obras.

Uma das principais contribuições do professor foi fixar o "processo" de Relações Públicas, aplicável a qualquer tipo de organização, privilegiando o estudo dos grupos para transformá-los em públicos, base de toda a atuação profissional de Relações Públicas. Destaca-se, ainda, a definição dos veículos de comunicação dirigida como próprios de Relações Públicas, estabelecendo os instrumentos reais de comunicação para a criação e informação aos públicos.

O estudo da aplicação de Relações Públicas em áreas específicas, como na área governamental, é mais uma importante contribuição do mestre de todos os mestres, traduzindo em conteúdos específicos todos os desejos de aprimoramento daqueles que procuram as suas aulas, tanto na graduação como na pós-graduação, momentos em que o seu brilho e empenho podem ser sentidos por aqueles que estão estudando seriamente as Relações Públicas.

Figura ímpar, o Professor Teobaldo é merecedor do lugar que ocupa entre aqueles que levam a profissão de Relações Públicas até as suas últimas conseqüências.

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MESTRE, CHEFE E AMIGO

 

Célia Portugal Matta

Secretária do Departamento de Relações Públicas, Propaganda, Publicidade e Turismo – CRP

 

Conheci o Prof. Teobaldo em meados de 1965. Eu era funcionária da Reitoria da USP quando comecei a freqüentar o curso de Relações Públicas promovido pelo DEA/USP (Departamento Estadual de Administração), ministrado no período noturno no Colégio Caetano de Campos. O professor do II Ciclo era o Teobaldo. Aprendi com ele as técnicas de Relações Públicas e procurava entender o que não são Relações Públicas, pois a controvérsia dessa dobradinha inversa ele transmitia não só em suas aulas mas também nas conferências dramatizadas (com representação).

Realizamos o I Curso de Introdução à Relações Públicas na F. D. (Difusão Cultural). Um sucesso foi a organização de um curso de Relações Públicas Governamentais e Extensão Universitária, que reuniu cerca de duzentos participantes de elite de órgãos públicos e de secretarias do Estado de São Paulo.

Naquela ocasião, já se cogitava a criação da ECA/USP. O Dr. Rone Amorim, do gabinete do Reitor da USP, sabedor de que eu freqüentava o curso de Relações Públicas do DEA, pediu-me para comunicar ao Prof. Teobaldo o dia e a hora da primeira reunião para montagem do currículo dos cursos da Escola de Comunicações Culturais. Uma vez que esta foi criada, em 1965, O Prof. Ferri convidou-me para trabalhar no CRP. Entretanto, devido às tramitações burocráticas, isto só foi concretizado em agosto de 1968, quando tive como primeiro chefe o Prof. Teobaldo.

Como poderia eu sintetizar em poucas linhas o chefe de vinte e três anos? Se não sempre oficialmente, ele sempre o foi de fato. Prestando sua colaboração constante como orientador e consultor, riscando e rabiscando, revendo minutas, atas, pautas, ofícios e memorandos, cortando vírgulas, colocando as famosas "crases" nos meus "as". Sugerindo as diretrizes das reuniões gerais ou para realização de eventos. Cobrando resultados, esclarecendo dúvidas e orientando normas e atividades. Transmitindo conhecimentos com presteza, capacidade e segurança.

Como amigo, sua simplicidade, sinceridade e companheirismo, nunca deixou de estar presente, tanto nas horas alegres como nas difíceis. Nesses momentos não era preciso procurá-lo. Ele sempre lá estava e aqui está e sempre estará ao nosso lado, pronto para atender, ajudar de maneira prática, simples, mas concreta, ajudando-nos a solucionar os pequenos e grandes problemas, sejam estes profissionais, acadêmicos, administrativos, jurídicos ou particulares. É homem que não admite a "problemática" e sim a "solucionática".

Não poderia deixar de registrar, ainda, a alegria em poder organizar os tradicionais lanches dos intervalos de suas aulas, tanto as de pós-graduação como aquelas dos cursos extracurriculares que, juntos, promovemos, procurando a maior integração entre os alunos, ex-alunos e convidados especiais. Momentos gostosos regados a guaraná Antárctica e guloseimas, com coco ou chocolate, além dos inúmeros patês personalizados.

Estes encontros tiveram sua origem na década de 60, nos ensaios e treinamentos das "conferamas", aos sábados, pela manhã, no café do Clube dos Funcionários da Secretaria da Fazenda do Estado de S. Paulo, na rua 13 de maio. Como posso deixar de mencionar as reuniões almoço da Associação Brasileira de Relações Públicas, os chopps no Fasano, ouvindo os tangos, quando terminávamos os seminários? As cantinas com suas pizzas diversas, acompanhadas pelo famoso "caju amigo", o companheirismo nos congressos e viagens, sempre divulgando e discutindo as técnicas de Relações Públicas...

Em suas inúmeras saídas por este Brasil afora ou pelo mundo, o Departamento sempre era o primeiro a saber o dia de sua partida e de seu retorno. Pelo que me consta, como secretária, nunca solicitou verbas para viajar às custas da universidade, fazendo-o a convite das entidades nacionais ou estrangeiras ou por sua própria conta. Ao voltar, sempre traz um presente ou uma lembrança, não se esquece de ninguém. Todos os funcionários do CRP são lembrados. Recordo-me de ter comentado certa vez que já estava atrasado para o vôo de regresso e faltava comprar vários presentinhos. Mesmo assim, ainda conseguiu trazer cerca de noventa lembrancinhas para os seus habituês amigos.

Muito obrigada, Prof. Teobaldo.

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UMA LIÇÃO PARA OS PÓSTEROS

 

Nelly Amélia Becerra Pajuela

Ex-Orientanda

 

Desejo, como ex-aluna do Curso de Pós-Graduação da Escola de Comunicações e Artes da Universidade de São Paulo, dar meu testemunho sobre a contribuição do Prof. Dr. Cândido Teobaldo de Souza Andrade para o estudo e ensino das Relações Públicas na América Latina.

Sem dúvida alguma, nós que viemos ao Brasil para continuar os estudos de Relações Públicas e que tivemos a oportunidade de participar de vários congressos, seminários, cursos e palestras, quer no Brasil quer nos países da América Latina, podemos hoje afirmar, numa análise geral e objetiva, a grande valia da contribuição do Professor Cândido Teobaldo para a pesquisa, estudo, ensino, difusão e promoção das Relações Públicas.

Como fruto de quem dedicou o melhor de sua vida em prol da pesquisa e do estudo das Relações Públicas, os livros produzidos pelo emérito Professor vieram preencher a grande lacuna anteriormente existente na bibliografia para estudiosos, professores e alunos e profissional em atividade no continente. Nas faculdades fora do país são usados para consulta e orientação.

Mostrando sempre seu amor pela causa que abraçou, o Mestre tem-se dedicado por inteiro à formação de profissionais e, sempre solícito, continua transmitindo a experiência de seu vasto conhecimento no campo das Relações Públicas, no Brasil e nos países do continente, onde é muito querido e respeitado. É com costumeira atenção e boa vontade que o professor atende os seus alunos, ex-alunos e aqueles que solicitam informações ou queiram dirimir dúvidas sobre qualquer assunto de Relações Públicas.

Na difusão e promoção das Relações Públicas, o Prof. Teobaldo ocupou todos os cargos diretivos das entidades específicas no Brasil, levando também sua colaboração além fronteiras no âmbito da CONFIARP – Confederação Interamericana de Associações de Relações Públicas e participando da sua direção. Hoje ocupa o cargo do conselheiro efetivo permanente dessa entidade.

Participou da criação da CIPERP – Comissão Interamericana para o Ensino de Relações Públicas, do CINDREP – Centro Interamericano de Pesquisa e Documentação Sobre Relações Públicas e do CIESURP – Centro Interamericano de Estudos Superiores de Relações Públicas, órgãos de Relações Públicas vinculados a essa Confederação Interamericana, que se dedicam ao ensino das Relações Públicas e à pesquisa sobre a atividade, merecendo o maior respeito por sua atuação, pela qual mereceu como reconhecimento e distinção o prêmio "El Chasqui".

Eu, que fiz pesquisa sob a orientação do estimado Professor e preparei, com o seu estímulo, a dissertação de mestrado "Perfil das Relações Públicas na América Latina", posso afirmar que, de fato, Teobaldo de Souza Andrade marcou indelevelmente a sua presença. A sua contribuição ficará para os pósteros, que sempre saberão julgar com isenção o relevante valor de quem devotou os melhores anos de sua vida no campo do estudo e do ensino das Relações Públicas.

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UM DESAFIO À AÇÃO CONJUGADA

 

Margarida M. Krohling Kunsch

Ex-Orientanda e Professora do CRP

 

Passei a conviver mais de perto com o Prof. Teobaldo em agosto de 1978, ao ingressar no curso de Mestrado em Ciências da Comunicação da Escola de Comunicações e Artes da USP.

Logo pude aprender com ele que, também no campo da pesquisa, se deve enfrentar os desafios e vencê-los. A propósito, o primeiro que ele me colocou foi o de preparar um seminário sobre "ação conjugada", na disciplina de Fundamentos Psicossociológicos das Relações Públicas, e outro sobre "comunicação persuasiva, intencional e transintencional", na de Administração da Comunicação. "E as fontes bibliográficas?", perguntei-lhe. "Tente procurar. Isto faz parte do seu trabalho", me respondeu. Reforçava-se, para mim, a convicção de que é importante aguçar a mente e desenvolver o gosto por novas descobertas, deixando de lado a opção por caminhos muito fáceis.

Desde então, sempre tentei me dirigir ao professor Teobaldo com idéias, soluções e resultados. Recordo-me da alegria estampada em seu rosto quando lhe apresentei um de meus primeiros artigos, "Relações Públicas comunitárias: um desafio". Muitas outras atividades foram realizadas em conjunto por nós, como a história poderá contar. Mas, além de estimular-me ao progresso na carreira acadêmica e profissional, ele me marcava por sua presença tranqüila, íntegra, respeitosa e repleta de humildade.

Com que simplicidade ele falava, há décadas, em "comunicação dirigida", um tema que hoje é manchete de seminários e artigos em veículos da área publicitária, como em matéria recente do jornal Meio e Mensagem: "Finalmente reconheceram a força de comunicação dirigida..."

Em 1975, no livro "Psicossociologia das Relações Públicas", o Prof. Teobaldo abordou uma temática que é muito focalizada pelas organizações modernas no mundo atual: "Alguns empresários ainda não perceberam que houve uma alteração sensível na sociedade contemporânea..." Já então ele insistia na necessidade de que as empresas e as entidades despertassem para sua responsabilidade social.

Suas idéias sobre a administração de controvérsias ou de conflitos são hoje exploradas por cursos, debates e reflexões em todos os âmbitos, levando a vultuosos investimentos na reciclagem de executivos e assessores, para capacitá-los a negociações com os mais diversos públicos.

Tudo isso comprova a vocação do professor e pesquisador que antevê os fatos e busca disseminar sua produção científica no meio social.

Aliás, a democratização do conhecimento acumulado sempre foi uma preocupação do Prof. Teobaldo. Ele nunca procurou reservar só para si as suas descobertas, revelando-as por meio de seus trabalhos e por uma cuidadosa elaboração da bibliografia corrente de Relações Públicas no Brasil e na América Latina, que ininterruptamente vem editando nos últimos anos.

Sua postura é um exemplo a ser seguido por todos os professores, estudantes e profissionais de Relações Públicas. Se for preciso somar valores, só a ação conjugada e integrada de todos os segmentos sociais é que fará com que nossa área tenha o reconhecimento que merece e pelo qual o mestre sempre batalhou.

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OS TEMPOS PASSARAM DEPRESSA DEMAIS

 

Modesto Farina

Professor e ex-chefe do Departamento de Relações Públicas, Propaganda, Publicidade e Turismo – CRP

Universidade de São Paulo

 

Vinte anos passaram muito depressa. Quando entrei nessa Escola em 1969, conheci o meu chefe, o Prof. Teobaldo de Souza Andrade. Tinha o mesmo aspecto de hoje: bem, um pouco mais jovem.

Mas se ele envelheceu um pouco, após vinte anos, eu também envelheci: o que não envelheceu mesmo foi nossa amizade que ficou sempre jovem. Justamente o contrário do que comumente dizemos de "velha, antiga amizade" no sentido temporal. Ontem e hoje, somos os mesmos amigos, amizade com respeito mútuo, entendimento franco e, apesar de personalidades diferentes, existiu sempre um respeito recíproco, cada um acreditando no saber do outro, sem nunca duvidar ou mal-entender o que nós achávamos conveniente ou não para definir as linhas educativas aos nossos jovens universitários.

Quando nos conhecemos, sabendo da minha origem italiana, o Prof. Teobaldo começou a falar-me em italiano e contando umas histórias de quando fez parte da Força Expedicionária Brasileira na 2ª Guerra Mundial, e me ofereceu seu romance "Soldado Sem Botas". Em verdade me distraí muito com esse livro e fiquei também triste ao lembrar o atormentado período da guerra.

Mas o destino mudou nossos papéis. No ano seguinte, fui obrigado a assumir a chefia do departamento por eu estar em tempo integral. Teobaldo ficou meu suplente. E várias vezes ficou nesta suplência, neste vinte anos que "passaram muito depressa". Quando, em 1973, Teobaldo se doutorou, eu fiquei muito feliz, pois fiz parte da comissão julgadora de um concurso na USP que julgou o primeiro doutor em Relações Públicas do mundo.

Teobaldo e eu não fomos apenas amigos comuns, mas Amigos com A maiúsculo, pois fundamentamos nossa amizade na sinceridade, na honestidade, na lealdade, no respeito. É estranho, nunca houve "gracinhas" entre nós, não sei por quê. Reinou uma confiança recíproca desde o primeiro dia e talvez surgiu um respeito recíproco que não admitia alterações sem sentido.

O que mais me impressionou, desde o primeiro dia, foi a personalidade íntegra do Teobaldo, do profissional respeitado e amado por colegas e alunos. O homem de uma palavra só, o profissional e o professor com uma linha de pensamento bem definida e sempre atualizada, uma personalidade com dignidade, uma figura profissional nunca abalada por contingência e imprevistos, bons ou ruins, de nossa vida acadêmica, de nossa vida social e econômica.

Teobaldo foi para mim, dentro do nosso círculo acadêmico, de grande auxílio na direção departamental, primeiro, por ser ele um bom jurista, segundo, por ser bom conselheiro, terceiro, por ser um profissional experiente e íntegro.

E estando com ele ou, melhor, notando o que fazia, o que ensinava, aprendi Relações Públicas e sua psicossociologia aplicada, o que enriqueceu minhas áreas de conhecimento.

Quantos congressos, seminários nacionais e semanas culturais organizamos juntos!

Sempre com os maiores êxitos. E sabem por quê? Por essa confiança que sempre reinou entre nós e que nós transmitirmos a todo o nosso departamento, durante duas décadas em que nós conseguimos formar um corpo docente entre os mais titulados da Universidade de São Paulo.

Agora que o nosso amigo e professor chega à aposentadoria, quero trazer-lhe meu mais sincero abraço, na certeza de que o faço também e nome de todos os colegas do Departamento de Relações Públicas, Propaganda e Turismo. Sua aposentadoria, porém, não significa o afastamento de nossa comunidade. Nós continuamos precisando do conhecimento e da experiência do Prof. Teobaldo, como assessoria, por exemplo. A vida continua.

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CONFESSO QUE....

 

Prof. Dr. Cândido Teobaldo de Souza Andrade

 

"No dia da sua aposentadoria, que posso lhe dizer?", perguntava um amigo. "Cumprimentá-lo, dar-lhe os parabéns ou apresentar pêsames?" "Nada disso em particular", respondo-lhe, "pois é uma efeméride como tantas outras, por exemplo seu aniversário natalício, sua formatura, seu casamento, seu primeiro filho ou neto e... sua aposentadoria!".

Porém, o amigo insistia: "Mas, afinal de contas, não é uma aposentadoria voluntária. Você não pediu, acredito que suas condições de saúde sejam invejáveis com seus cinco mil movimentos ginásticos, diariamente, não é verdade?" "Sim, meu amigo, embora você tenha exagerado. Ninguém inveja ninguém quando se chega aos setenta anos de idade, ainda que sua capacidade mental e física esteja em ordem. Não se esqueça também que há poucos meses sofri uma intervenção cirúrgica". E o diálogo ficou por aí.

A realidade é que esta aposentadoria compulsória, nos precisos termos da Lei Maior, tornou-se para mim uma data, que deveria ser comemorada, mas para isso dependeria de meus familiares, colegas e amigos. E, graças a Deus, eles não me faltaram.

Estamos todos aqui reunidos numa verdadeira festa de confraternização, quando tantos abriram seu generoso coração, para contar coisas, fantasias outras, enumerar feitos. Somente a bondade e a amizade seriam capazes de explicar a nobreza e o carinho de autênticos amigos.

Devo-lhes confessar – entre parênteses – que vocês chegaram a mexer com o meu "ego", balançando a minha modéstia, que sempre tentei conservar, para aproximar-me do sentimento de orgulho.

Mas, estou, realmente orgulhoso. Estou, na verdade, vaidoso. Quem não se orgulharia de ter este grupo de pessoas esclarecidas no rol de suas amizades? Quem não se emocionaria com essa liberalidade de elogios? Quem não se enterneceria com essa manifestação da ECA e de entidade aqui presentes, num dia como este?

Mais uma vez – entre parênteses – confesso-lhes que nunca imaginei e muito menos esperei uma comemoração de tal vulto, já que antes, merencoriamente, eu via tantos colegas aposentarem-se silenciosamente, como se esse fato fosse o caminho correto. Porém, agora graças à iniciativa do meu dileto amigo, Prof Dr. José Marques de Melo, diretor da ECA, esse envergonhado silêncio não se repetirá mais. Outros já se aposentaram antes de mim, neste ano, e festas como estas foram realizadas, dentro desse espírito de reconhecimento.

Repito de novo. Somente a generosidade e a grandeza dos que, neste salão majestoso, reuniram-se comigo para demonstrar que eu estava certo, a aposentadoria, "expulsória" ou "voluntária", constitui-se numa inesquecível festividade, como aquelas de que participei em toda a minha vida. Porém, o que é mais fabuloso é saber que sou homenageado quando me afasto de minha principal atividade: a do magistério, a que dediquei quase toda existência.

É gratificante receber este preito, quando não mais ocuparei funções, que me permitissem ajudar colegas e amigos, numa prova de desinteresse e de compreensão na solidariedade humana, tão decantada e tão esquecida.

Por outro lado, sinto-me também feliz em ver aqui representantes das entidades de Relações Públicas, a ABRP , o CONFERP, a IPRA e a CONFIARP, que me dão certa liberdade de acreditar na minha passagem como profissional de Relações Públicas. Igualmente, a presença de chefes e membros dos departamentos de Jornalismo e Relações Públicas me permite admitir que consegui mesclar as minhas atividades jornalísticas e relacionísticas, sem nenhuma incompatibilidade.

Igualmente, a presença de alunos, ex-alunos e funcionários nesta solenidade concede-me a licença de pensar que eles souberam perdoar as rudezas do "sargentão" e compreenderam o meu zelo para que todos eles se preparassem, agora ou no futuro, para a vida prática.

Aos meus queridos familiares, que me acompanharam mais de perto, que aceitaram as minhas incompreensões e compartilharam dos meus possíveis triunfos ou fracassos, a presença deles, nesta efeméride por todos os títulos maravilhosa, é confortante e tranqüilizadora.

Ao Todo-Poderoso e, em particular à minha madrinha Santa Terezinha, que acredito me têm acompanhado por toda a minha vida, inclusive nos campos de batalha da Itália, rogo que, continuem iluminado meu caminho.

E agora os meus fervorosos agradecimentos a todos que, direta ou indiretamente, colaboraram para que este dia fosse ímpar em minha existência. Dizer muito obrigado, tenho certeza, é pouco, para tanta grandeza e liberalidade de todos vocês.