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COMUNIDADE: A OUTRA FACE DE
SEU NEGÓCIO
Qualquer
grupo de pessoas, vivendo numa mesma região onde ganham o seu sustento, com
interesses e aspirações comuns, formam uma comunidade.
As
fronteiras de uma comunidade não podem e não devem ser especificamente
estabelecidas dentro de severas demarcações geográficas. A área política de
uma comunidade, por exemplo, pode ser diferente da área econômica, assim como
ambas podem diferir da sua área social.
Tentativamente
e de uma maneira genérica, devemos considerar como membros de uma comunidade
todas as pessoas que, dentro de uma determinada área, produzem, vendem,
compram, trabalham, exercem atividades políticas, freqüentam as mesmas
escolas, igrejas, clubes e cinemas.
Alguns
estudiosos mais modernos do assunto, chegam mesmo a considerar que a
integração de indivíduos numa comunidade depende de sua consciência de
"pertencer". Assim, por exemplo, se um indivíduo ou grupo de pessoas
diz que pertence a esta ou aquela comunidade, devemos aceitar essa declaração
como uma definição categórica de sua integração.
A
fim de atingirmos o objetivo humanamente básico da comunidade, que é o
bem-estar comum, estabeleceram-se instituições como escolas, igrejas,
hospitais, fábricas, lojas, governo, organizações de caráter social,
organizações recreativas etc.
Há
uma responsabilidade mútua entre os elementos de uma comunidade, humanos e
institucionais. Todos precisam trabalhar juntos para o bem comum. Todos têm
responsabilidades uns para com os outros.
No
nosso caso específico, os revendedores Ford devem considerar como a sua
comunidade a área onde exercem suas atividades, onde realizam suas vendas e
onde estão localizados seus clientes. Em alguns casos, e de acordo com o
pensamento sociológico que expressamos antes, é necessário que o sentimento
de comunidade do revendedor abranja uma área mais extensa, acompanhando o
sentimento de comunidade dos moradores de sua região, que muitas vezes
extravasam fronteiras geográficas e áreas específicas.
Exemplificando:
um revendedor, a quem está afeta uma determinada região da cidade de São
Paulo, não deve considerar como a "sua comunidade" apenas aquela
determinada região, embora a ela devam ser dirigidos seus maiores esforços. É
preciso acompanhar o sentimento de comunidade dos moradores locais que, na
maioria dos casos, amplia-se até abranger a cidade inteira em que vivem.
CONCEITOS
Poderíamos
dizer que as Relações com a Comunidade se resumem em duas coisas principais:
ser bom cidadão e ser bom vizinho.
Para
conseguir-se simpatia, conceito, boa vontade e confiança para uma empresa, é
necessário lançar-se mão dos mesmos recursos e dos mesmos valores que fazem
com que um indivíduo adquira na sua comunidade, conceito, simpatia, boa vontade
e confiança.
Para
Millard Faught, famoso especialista de Nova York, Relações com a Comunidade
"...não é nada mais difícil do que boa vizinhança entre grupos."
Portanto,
em vista do que já expusemos, é fácil deduzir-se que a tão nossa conhecida
política de Boa-Vizinhança dos tempos saudosos do grande Roosevelt, pode
servir de paradigma para as Relações com a Comunidade.
Um
bom programa de Relações com a Comunidade traz para a empresa prestígio,
reputação e todos os benefícios que daí resultam.
É
preciso não esquecer que todos nós tendemos a nos deixar influenciar por
reputação, quando escolhemos qualquer coisa para comprar ou em tudo aquilo a
que nos associamos. Hoje em dia, o consumidor não compra simplesmente, dando
dinheiro em troca de mercadoria que precisa. Ele pensa antes de comprar e
condiciona sua compra a outros fatores que se projetam no meio social em que
vive.
A
imagem de uma empresa, na opinião pública, pode ser a causa do sucesso ou do
inteiro fracasso dessa mesma empresa.
Walter
Lippman, autor de vários estudos modernos sobre a opinião pública, interpreta
bem este fato dizendo "...a maioria dos cidadãos age mais pelas imagens
que tem na cabeça do que pela realidade do mundo exterior".
Conta-se
que, certa vez, um grupo de garotos do bairro trabalhava com afinco em um
terrento baldio para fazer ali o seu pequeno campo de "peladas". Mas o
trabalho era difícil pelas elevações e depressões que o terreno apresentava
e pelas ferramentas rudimentares que os garotos usavam: pás, enxadas, ancinhos,
carrinhos de mão, e.... muita secura nas "peladas" que iriam fazer no
futuro. É quando aparece gigantesca escavadeira de uma firma de terraplanagem
e, em questão de minutos, limpa o terreno e deixa-o "tinindo", para
alegria da criançada. Aconteceu que as instalações da companhia ficavam ali
por perto e ocorreu ao gerente da fábrica o gesto simpático, de excelente
repercussão em todo o bairro e que se transformou em noticia espalhada pela
cidade toda. Em pouco tempo os benefícios desta atitude fizeram-se refletir nas
vendas, com novos contratos assinados para serviços, nos quais não se escondia
a influência que aquele gesto teve para a ultimação desses contratos.
Este
caso é bem esclarecedor daquilo que realmente importa a certos homens de
empresa, isto é, saber se as Relações Públicas, e mais especificamente, as
Relações com a Comunidade, podem aumentar as vendas.
Neste
particular, o Prof. Evaldo Simas Pereira, grande homem de Relações Públicas
brasileiro, assim se expressou: "O emprego de Relações Públicas importa
essencialmente às empresas pelo fato de criarem, em torno delas, um ambiente de
respeito, prestígio e consideração, não raro de aplauso e entusiasmo, que
predispõe simpaticamente o público a aceitar, sem repulsas, o que provém
daquela empresa, seja o produto que a propaganda indica, sejam as suas razões
em uma disputa de qualquer natureza. Se o público tem notícia de que a empresa
desempenha benéfico papel social, além de econômico, é obvio que aceita mais
facilmente, sente-se inclinado a preferir os produtos que ela fabrica. O
público não apenas se predispõe favoravelmente à compra dos produtos daquela
empresa, como estará preparado para compreender as razões da empresa e para
repelir, no seu espírito, as críticas injustas porventura feitas a ela".
Depois
de tudo que já expusemos, é fácil de concluir que a maneira pela qual a
comunidade considera um revendedor da Ford afeta virtualmente todas as fases do
seu negócio.
Afeta
sua performance de vendas, porque a maioria das pessoas acredita que um
revendedor que está interessado no desenvolvimento de sua comunidade, estará
também interessado em tratar seus fregueses com honestidade e eficiência. Quer
na qualidade dos produtos que venda, quer na atenção e cuidado que dá aos
serviços que presta.
Afeta
sua capacidade de atrair mão-de-obra de alto gabarito e manter alta a moral
de seus empregados, porque todos gostam de trabalhar para uma empresa que tem o
respeito e admiração da comunidade em que vive.
Afeta
suas possibilidades de obter cooperação amigável e espontânea, além de
tratamento justo e compreensivo por parte de autoridades governamentais locais,
líderes cívicos, imprensa e público em geral.
MECÂNICA
A
elaboração de um programa de Relações com a Comunidade, em suas linhas
gerais, cabe à Divisão de Relações Públicas da companhia. No entanto, é
preciso não esquecer que boas relações com a comunidade são, antes de tudo,
um estado de espírito, uma filosofia de negócios; que essas relações são o
reflexo da personalidade, da atitude e da política adotada pelo revendedor,
quer em seu negócios, quer em sua vida particular.
Relações
com a Comunidade não são qualquer coisa que você possa praticar durante
algumas horas por dia e depois esquecê-las até o dia seguinte. Não. É um
trabalho permanente que deverá ocupar as 24 horas do dia, estando seu espírito
sempre presente em tudo aquilo que você faz.
As
linhas gerais de um programa servirão para orientá-lo no seu trabalho. Mas
caberá a você revendedor, ter a sensibilidade necessária para discernir
aquilo que pode ou deve ser aplicado nas suas Relações com a comunidade,
sugerindo e criando inclusive atividades novas. E a elaboração final do
programa a ser adotado por você é de sua inteira responsabilidade. A
companhia, além das linhas gerais de um programa de Relações com a
Comunidade, oferece-lhe, por intermédio de sua Divisão de Relações
Públicas, qualquer assistência necessária.
Relações
com a Comunidade, como tudo aquilo que lhe oferece vantagens, exigem alguma
despesa e a dedicação de horas, de trabalho específico que somente você
poderá decidir quanto ao seu montante. Porém, as Relações com a Comunidade
são principalmente uma questão de atitude e de habilidade para sentir e tirar
proveito das boas oportunidades que aparecem para serem praticadas.
No
Brasil, há o exemplo típico do profissional cujo sucesso esteve sempre ligado
ao grau de suas Relações com a Comunidade. Trata-se do boticário do interior,
figura tradicional e que sempre conseguiu reunir, em torno de sua pessoa, os
líderes locais: delegado de polícia, prefeito, vigário, médico. Quem não se
lembra das reuniões noturnas à porta da farmácia, com a solicitude da esposa
do boticário providenciando bolinhos e café e as discussões tensas em que
decidiam "os destinos da Pátria?" Instintivamente, o farmacêutico do
interior, prestando serviço público e estabelecendo um sistema efetivo de
comunicações, deve ser considerado o paradigma das boas Relações com a
Comunidade.
Como
vemos, a maior parcela de responsabilidade nas Relações com a Comunidade
pertence ao revendedor, embora essa responsabilidade se estenda também à
Companhia e a todos os elementos que nela funcionam. Para o público, o
revendedor representa a empresa. A sua revenda é a continuação da companhia e
todos os seus atos devem impregnar-se da responsabilidade dessa representação.
CONHEÇA
SUA COMUNIDADE
De
que maneira deve agir o revendedor para realizar, na prática, um bom programa
de Relações com a Comunidade?
A
primeira coisa é conhecer a comunidade. Analise bem a sua comunidade,
conhecendo suas forças e suas fraquezas, possibilidade e limitações,
aspirações e preconceitos, suas necessidades e quais os recursos disponíveis
para atendê-las.
E
mais ainda, como disse J. R. Whitacker Penteado, um dos nossos craques em
Relações Públicas: "É indispensável conhecer a personalidade da
comunidade: receptiva, hostil, aberta, fechada? Antes de procurar informar à
comunidade sobre a empresa, o gerente deve informar a mesma sobre a comunidade.
Ninguém irá iniciar um negócio em São Paulo levantando preconceitos contra
italianos, ou abrir uma loja em Marília para não vender a
nipo-brasileiros...".
AÇÃO
Para
conseguirmos os dados necessários a tais conhecimentos, devem ser utilizados
métodos e processos como: pesquisas de opinião e de mercado, avaliações,
questionários etc.
Faça
o levantamento geográfico de sua comunidade. Saiba onde começa e onde acaba,
quais são os seus limites, quantas pessoas a compõem, quantas as famílias
existentes, qual sua organização e divisão política.
Terminado
o levantamento, você terá um mapa de sua comunidade. Esse mapa poderá
abranger um Estado, uma cidade de milhares de habitantes, um município, uma
pequena cidade, uma comunidade rural ou apenas uma pequena e limitada
vizinhança. Seja qual for o caso, será a área identificada como a sua
terra, ou seja, a sua comunidade.
Saiba
como as pessoas ganham a vida. Eles trabalham na agricultura, indústria,
comércio, serviços públicos e profissões liberais? Verifique os níveis de
salário. Há trabalho suficiente para todos? Podem os membros da sua comunidade
manter um padrão de vida razoável e desejável?
Saiba
como vivem as pessoas. As pessoas, além de "ganhar a vida" precisam
também "viver a vida". Pesquise seus principais problemas e
necessidades. Os seus interesses e as facilidades que têm para educação,
recreação, diversões, saúde, religião, comunicações, transportes,
governo, juventude, bem-estar comum etc. Como poderia ser classificada sua
comunidade sob estes aspectos: boa, regular, fraca?
O
revendedor de automóveis, mais do que qualquer outro homem de negócios, tem
oportunidade de realizar, com eficiência, projetos e atividades de Relações
com a comunidade. O seu ramo de negócios é interessante, útil e importante
para a economia e a vida social da comunidade. Suas instalações estão
situadas em local central, de fácil acesso e se prestam sobremaneira para a
realização de vários projetos de Relações com a Comunidade.
A
maioria de nossos revendedores já tem exercido algumas das atividades que
enunciamos neste capítulo, com resultados os mais satisfatórios possíveis.
Dificilmente um revendedor poderá exercer todas as atividades que aqui serão
apresentadas, pois algumas delas poderão não se adaptar a condições e
circunstâncias locais. Mas a maioria poderá ser aproveitada ou adaptada ou
servir de inspiração para outras idéias originais.
PRESENÇA
E PARTICIPAÇÃO
A
empresa deve estar presente a tudo quanto interesse à vida da comunidade. Esta,
entretanto, sozinha não basta. Junto à presença, é indispensável que a
empresa efetivamente participe em tudo quanto for de interesse ou de
importância para a vida da comunidade.
Portanto,
podemos dizer que há dois meios fundamentais para que uma empresa comece a
obter boas relações com a comunidade: presença e participação.
Esta
presença e participação ganham mais possibilidades de êxito quando se
processam por meio de uma série de atividades ordenadas e junto àquelas
pessoas e instituições que desfrutam de situação de proeminência e exercem
influência junto aos grupos humanos que formam a comunidade e devem representar
o interesse sincero do homem de empresa em colaborar para o bem comum.
A
seguir, apresentaremos uma serie de sugestões sobre atividades a serem
desenvolvidas pelos revendedores, cuja eficiência já foi devidamente
comprovada na prática das Relações com a Comunidade. É claro que nem todas
as sugestões aqui apresentadas podem ser adotadas por todos os revendedores. As
variações e modalidades de um programa de Relações com a Comunidade dependem
de circunstâncias locais. Caberá ao revendedor a seleção e escolha daquelas
que ele julgar mais interessante e aconselháveis para a sua comunidade.
ATIVIDADES
A SEREM DESENVOLVIDAS
Cidadania
Efetiva
Ao
ganhar o respeito de sua comunidade, a capacidade de dirigir sua empresa com
sucesso aumenta consideravelmente. E traz também outra vantagem. Oferece-lhe a
oportunidade de exercer influência na decisão de assuntos de interesse
público, os quais afetam sua própria empresa e à comunidade em geral.
Uma
das maneiras de se ganhar esse respeito é ser um cidadão cumpridor de seus
deveres cívicos. Sempre disposto a atender as convocações cívicas, como por
exemplo: serviço militar, servir de jurado, ser eleitor...e votar etc.
O
grau de participação nos assuntos de interesse ligados ao bem público
refletirá no prestigio maior ou menor que você terá na sua comunidade. É
necessária, no entanto, essa participação. As boas relações com o governo,
trazem benefícios óbvios e vários para sua empresa. Como disse certo advogado
administrativo muito conhecido, "É preciso chegar à fonte dos
dissabores!"...
Relações
com o Governo
Eis
alguns dos objetivos que boas relações com o governo podem atingir.
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Manter-se
informado sobre as tendências do governo. |
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Mesmo
considerando as leis instrumento invariável de interesse público, a
empresa deve manter-se vigilante contra a tendência da burocracia em
produzir regulamentos cada vez em maior número, chegando a extremos em que
o simples controle passa à intervenção indébita do Governo na órbita
das atividades privadas. |
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Saber
que alguns burocratas e políticos menos escrupulosos, não hesitam em se
lançar contra a empresa, se isto lhes trouxer qualquer vantagem
administrativa ou política. Com referência a esses políticos, por
exemplo, é preciso levar-se em consideração que eles somente tem um
objetivo na sua carreira: obter votos. Sem votos, eles simplesmente serão
forçados a deixar de ser políticos, em qualquer regime democrático. Ora,
esta verdade de tão fácil constatação cria para a empresa uma
necessidade dupla:
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ela
terá de adquirir a confiança e a boa vontade dos homens do governo; |
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ela
tem de estar alerta para evitar que os políticos pouco escrupulosos –
para fins eleitorais – atirem o público contra a empresa. |
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Acompanhar
as relações das empresas, concorrentes com o governo. Às vezes,
determinadas empresas obtêm leis, regulamentos ou portarias em seu
benefício que significam não apenas favoritismo, como também prejuízo
para os interesses da concorrência. |
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Nas
suas relações com o governo, a empresa deve procurar manter-se
rigorosamente em dia com as exigências legais, a fim de evitar pontos de
atritos com o mesmo. |
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A
empresa deve adotar, em princípio, uma atitude compreensiva e tolerante
para com os procedimentos e o pessoal do Governo. |
Como
se vê, um programa de relações com o governo exige de uma empresa uma série
de atividades importantes. Os poderes e atividades que o governo enfaixa podem
decidir algumas vezes sobre a sobrevivência de uma empresa.
Foi
assim que Herbert Bauss, com muito espírito escreveu: "O governo possui
centenas de órgãos de administração. Desta forma, participa e regula a
existência de cada cidadão e de cada empresa. O governo permite, proíbe,
regula, taxa, licencia, faculta, suspende, nega, determina, estabelece normas e
influência os negócios em tantas milhares de maneira que o homem de empresa
precisa de um bom advogado, não apenas para continuar em atividade, mas... para
ficar do lado de fora da cadeia".
Ponto
controvertido é aquele que se consubstancia nesta questão: deve ou não o
homem em empresa adotar publicamente uma posição política? Muitos autores
pensam que a empresa, por intermédio dos seus homens de proa, deve manter-se
neutra, visando, nas suas atitudes públicas, somente ao bem-estar coletivo.
Entretanto, na prática, os homens de empresa vêem-se diante da necessidade de
participar da vida pública do país, do estado ou da cidade, visto que se
omitir acaba sendo bem pior aos seus interesses.
Torna-se,
pois, indispensável a ingerência dos homens de empresa na política, seja
candidatando-se a cargos eletivos, seja participando da administração
pública, quando convocados, seja participando vivamente das atividades de seu
partido. É claro que a sua conduta política não poderá ser exageradamente
apaixonada e deve ser mantida dentro de uma linha de correção, honestidade e
patriotismo inabaláveis.
Sugestões
sobre Atividades de Relações com o Governo
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Estabelecer
e manter contatos pessoais como membros proeminentes do Governo. |
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Mantê-los
informados sobre tudo que diz respeito à sua empresa. |
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Manter
um cadastro com informes das pessoas chaves do Governo, fazendo-se sempre
lembrar com gestos atenciosos em aniversários, nascimentos, casamentos,
Natal, etc... |
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Colocar
os serviços e facilidade de sua empresa sempre à disposição das
principais personalidade do governo (ceder local para reuniões, facilitar
transportes eventuais etc.). |
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Promover
visitas dessas pessoas às instalações da revenda e às instalações da
Ford, em São Paulo. |
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Oferecer
sugestões e participar na solução de problemas da comunidade |
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Comparecer,
participar e cooperar em festas cívicas. |
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Comparecer,
participar e cooperar em toda e qualquer atividade governamental que permita
a sua presença. |
DESENVOLVIMENTO
DA COMUNIDADE
Qualquer
melhoramento no lugar onde você vive constitui um desenvolvimento da
comunidade.
Colaborar
ativamente para o desenvolvimento e o melhoramento da comunidade deve ser a meta
básica de um programa de Relações com a comunidade. Este objetivo pode ser
atingido mediante várias atividades específicas e participação em eventos
especiais.
A
sua participação pode ser na iniciativa de um projeto ou no apoio a projetos
já existentes. É sempre conveniente que esta participação se exerça em
cooperação com líderes da comunidade ou associações representativas dessa
comunidade.
A
idéia de melhorar uma comunidade pode surgir como uma preocupação
exclusivamente sua ou de um grupo de pessoas.
A
seguir, apresentaremos algumas sugestões, sobre atividades ligadas ao bem-estar
comum e, portanto, ao desenvolvimento da comunidade:
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Participar
na criação de clubes de desenvolvimento da comunidade – associações de
classe, associações de pais de família, de amigos do bairro etc. |
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Participar
de reuniões quando são discutidos os principais problemas e necessidades
da comunidade. |
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Participar
de projetos visando ao bem-estar geral, como: habitação, tráfego,
prevenção contra incêndio. |
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Participar
de projetos relativos a melhoramentos urbanos e rurais (em cooperação ou
não com entidades governamentais). Exemplos: melhores ruas, praças,
parques infantis, estradas. |
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Participar
de projetos ligados à educação, saúde, assistência social. Exemplos:
criação de ambulatórios, novas escolas, creches. |
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Participar
de atividades ligadas à juventude. Exemplos: juventude rural, escotismo,
bolsas de estudo, viagens-prêmio para estudantes, ensinar educando a
dirigir automóveis e auxiliando na obtenção da carteira de motoristas a
estudantes que se tenham destacado no final dos cursos das principais
escolas da cidade. |
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Participar
na promoção de exibições culturais e artísticas. Exemplos: concertos,
exposições de pintura, escultura, fotografias. |
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Participação
(comparecer e oferecer) em eventos sociais, como: recepções, almoços,
jantares, coquetéis, bailes, festivais. É preciso não esquecer que manter
bons relações com pessoas influentes é sempre um grande passo para se
estabelecer boas Relações com a Comunidade. |
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Participar
da vida esportiva e recreativa da comunidade, colaborando na criação de
centros de recreação; prestigiando os esportes locais; promovendo
exibições de elementos de outros centros; promovendo competições e
participando de competições com equipes próprias. |
RELAÇÕES
COM A IMPRENSA
O
seu conceito na comunidade, como revendedor e como cidadão, é substancialmente
afetado pelo que o público lê sobre você ou sua empresa nos jornais, ouve no
rádio ou vê na televisão.
A
opinião pública torna-se cada vez mais consciente, mais ágil, à medida que
se aperfeiçoam e se desenvolvem os meios de comunicação. Hoje, de tal forma
estão em franco progresso os meios de comunicação – imprensa, rádio,
televisão, telégrafo, cinema, telefone – que, sabendo-se da força que a
informação possui, expandindo-se sem fronteiras pelo mundo, surgiu uma nova
concepção de opinião, do professor norte-americano Earl L. Vance:
"Opinião é essencialmente uma síntese das informações que uma pessoa
tem sobre determinado assunto".
A
imprensa é, sem dúvida, o maior veículo de informações para o público. O
seu poder e a sua importância não podem mais ser ignorados pelo homem de
empresa moderno.
O
que um jornal publicar a seu respeito, ou sobre sua empresa, tem mais impacto e
valor perante a opinião pública que centenas de anúncios da mais cara
propaganda.
Boas
relações com a imprensa são, portanto, de maior importância para todas as
fases do seu negócio. O revendedor precisa cultivar essas boas relações,
tendo o cuidado de não se dedicar ao mister perigoso de comprar essas boas
relações.
A
experiência demonstrará que, embora haja tristes exceções à regra, um
trabalho sistemático de seriedade, integridade, respeito e amizade junto aos
homens de imprensa conseguirá muito maior cooperação do que aquela que se
pode obter através de departamento comerciais dos veículos ou de favores e
cortesias pouco escrupulosas, que são sempre condenados.
Siga
alguns conselhos para boas relações com a imprensa.
 |
Mantenha
sempre a imprensa informada sobre tudo aquilo que se passa em sua empresa e
que seja de interesse público. |
 |
Nunca
pague matéria de interesse público. |
 |
Nunca
espere que a imprensa publique, gratuitamente, assuntos de seu interesse
pessoal ou de sua empresa. Todo o assunto que lhe interessar a publicação
e não tenha interesse público, pague sempre sem hesitar. |
 |
Esteja
sempre à disposição dos jornalistas, respondendo prontamente a consultas
ou pedidos de informações que lhe façam. |
 |
Nunca
procure pressionar os jornais a publicarem notícias suas, em função de
anúncios pagos que lhes dê. |
 |
Mantenha
contato permanente com os jornalistas. |
 |
Procures
sempre colaborar, no que for possível, com suas associações de classe. |
 |
Faça
visitas periódicas aos jornais, estações de rádio e televisão. |
 |
Coloque
à disposição dos jornalistas suas instalações. |
 |
Convide,
de vez em quando, os jornalistas a visitarem suas instalações. |
 |
Promova
vistas de elementos da imprensa local às instalações da Ford, em São
Paulo. |
 |
Esteja
sempre alerta para aproveitar qualquer oportunidade para obsequiá-los ou
prestar-lhes algum favor |
 |
Nunca
dê a impressão de que você pensa que atenções e favores prestados os
obrigam a dar-lhe boa publicidade e cobertura. |
OUTRAS
ATIVIDADES
Tornar-se
popular e benquista em sua cidade é um problema mais de atitude que de
palavras. Já foi dito e todos nós sabemos que uma atitude tem mais valor que
milhares de palavras.
Quanto
maior o número de atividades ligadas ao bem comum, que conte com a presença e
participação do Revendedor, maior contribuição estará ele acumulando para
manter e melhorar o seu bom conceito perante seus concidadãos.
Assim
sendo, apresentaremos a seguir mais algumas sugestões e exemplos de atividades
possíveis e aconselháveis ao revendedor desenvolver.
 |
Programa
de doações: as doações podem ser contribuições financeiras para
instituições de caridade ou outras ligadas ao bem-estar comum; em
equipamentos e material para instituições esportivas, recreativas etc., em
equipamento técnico: motor, peças e acessórios para escolas. |
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Exibições
e exposições: a participação em exposições e feiras locais oferece
sempre oportunidade para que se apresente, além dos produtos em si, uma boa
imagem da companhia, pela exibição de painéis com fotografias e com a
história da empresa. Atividades de Relações com a Comunidade também
podem ser expostas nos painéis. Essas exposições podem ser consideradas
como uma atividade mista de Relações Públicas e promoções de vendas. |
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Hospitalidade
oferecida: além das visitas às instalações da revenda e às
instalações da Ford em São Paulo, já mencionadas, o revendedor também
pode e deve estabelecer sua imagem de bom anfitrião, colocando suas
instalações à disposição de entidades representativas da comunidade
para suas reuniões regulares ou eventuais. Ceder suas instalações para
cursos e palestras. Também até à sua residência sua hospitalidade deve
ser estendida, devendo o revendedor receber regularmente pessoas de
projeção, de importância e de prestígio popular na sua comunidade. |
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Palestras
ou conferências: o próprio revendedor ou alguém ligado à sua revenda
pode proferir palestras e conferências sobre temas relativos, de
preferência, a assuntos de interesse e do bem-estar da comunidade. Caso sua
participação direta não seja possível ou aconselhada, então ele deverá
tomar a iniciativa de promover palestras como outros elementos de projeção
na sua comunidade e, com o auxílio da Divisão de Relações Públicas da
Ford, promover a ida à sua cidade de autoridades em assuntos diversos ou
específicos de outros centros do país. |
Ao
terminar, desejamos pedir atenção para o fato de que todas as atividades a
serem executadas pelos revendedores, devem cercar-se da necessária cobertura
publicitária.
Para
tirarmos maior proveito dessa participação do revendedor na vida da sua
comunidade, é preciso divulgá-la o melhor possível por meio dos instrumentos
clássicos de Relações Públicas.
De
pouco valerá um acontecimento sem uma boa cobertura, sem a presença, a
cooperação e o interesse dos profissionais da imprensa falada, escrita ou
vista. Como a maioria desses acontecimentos é de interesse público, não
haverá maior dificuldade em se obter essa cobertura, desde, é claro, que se
mantenham boas relações com a imprensa. Mais uma vez fica comprovada a
necessidade de um contato permanente e estreito, cimentando as boas relações
que sempre deverão existir entre o Revendedor e os homens de imprensa da sua
cidade.
INSTRUMENTOS
Na
sua fase de divulgação e de influenciar opiniões, as Relações com a
Comunidade podem usar como instrumentos todos os meios que lhe são fornecidos
pela moderna técnica de comunicações. Cada revendedor deverá fazer a
seleção dos veículos que considera mais adequados para atingir os diferentes
públicos de sua comunidade. O uso desses veículos poderá ser feito direta e
isoladamente pelo Revendedor ou em cooperação com a Divisão de Relações
Públicas da Ford.
A
título elucidativo e informativo, daremos uma pequena lista dos instrumentos
mais importantes usados neste trabalho.
Relatórios
Anuais
Inicialmente
feitos para informar apenas a um pequeno público interno (diretores e
acionistas), árido e volumoso, geralmente não eram lidos por ninguém. Hoje em
dia, os relatórios transformaram-se em importantes peças de divulgação e
persuasão, passando a atingir um grande número de públicos.
A
sua linguagem deve ser simples e agradável. Ilustrações, estatísticas e
gráficos são aconselhados. Deve ser contada a história da companhia, suas
realizações e planos futuros. Fotografias mostrando seus empregados em ação.
Deve ser demonstrada a política da empresa e sua preocupação com o bem-estar
da comunidade, assim como seu interesse pelo bem-estar de seus empregados. É
preciso ter sempre em mente que o público prefere ler um texto que humanize sua
Companhia, a ler outro que procure glorificá-la. A distribuição dos
relatórios deve estender-se a todos os líderes e principais organizações da
comunidade.
Publicações
Internas
São
os jornais, revistas e panfletos publicados pela empresa para circulação
interna mas que também podem ser usados com proveito para projetar uma boa
imagem da companhia junto ao público externo a quem também devem ser
distribuídos. Sua confecção deve merecer o maior cuidado, pois uma
publicação sem interesse e mal preparada, além de não atingir suas
finalidades pode trazer desprestígio para a empresa. Dentro desta categoria
podem também ser incluídas as publicações com informações técnicas e
úteis aos motoristas, assim como outras contendo assunto de interesse e de
utilidade pública.
Correspondência
Direta
É
um dos meios de contato e divulgação que mais impressiona o público e dos que
maiores e melhores resultados apresenta, quando bem executado. Leva a empresa a
um contato direto com o seu público, pois é dirigida "pessoalmente"
ao indivíduo.
São
usados: cartas, cartões postais, telegramas, panfletos e diversos outros
pequenos materiais impressos. A sua aplicação é a mais variada possível,
usando-se em cada caso, o "approach" mais aconselhável.
De
todos, as cartas são os mais importantes e de maior alcance. Quando o
presidente de uma organização apõe a sua assinatura em uma carta dirigida a
um usuário ou consumidor de seus produtos ou a um membro qualquer da sua
comunidade, está prestigiando-o como indivíduo e criando um elo humano entre a
organização e seu público. Há cartas que tem merecido molduras de seus
destinatários e são penduradas em paredes ou mostradas com orgulho a todos os
amigos e visitantes.
Sendo
de grande impacto positivo, a correspondência direta poderá sofrer também
impacto negativo equivalente se for mal feita e de má qualidade.
Deve
conter assunto de cortesia ou de real interesse do destinatário. Exemplos:
parabéns e congratulações por datas e acontecimentos especiais; reiteração
de apreço e amizade; ofertas de hospitalidade; comunicações de assuntos que
possam interessar ao destinatário; assuntos de interesse de toda a comunidade.
O
destinatário não gosta de receber uma carta que lhe foi remetida em seu
próprio nome, com assunto de interesse e benefício da empresa, que a remeteu.
Ele se sente traído no seu direito à inviolabilidade da vida privada. A carta
penetra no seu lar e toma-lhe minutos da sua intimidade.
Quando
há necessidade do uso da correspondência direta para se apoiar uma campanha de
vendas, por exemplo, deve-se enviar a correspondência sem personalizá-la e sem
se procurar camuflar o seu sentido. Devemos ser sempre francos e honestos em
todos os nossos contatos com o público. Teremos assim um resultado positivo
muito maior.
Material
Audiovisual
Compreende:
cinema, diapositivos, "displays", painéis, exposições
fotográficas, gráficos, gravações etc.
O
material audiovisual é usado em exibições públicas (cinemas, praças
públicas, exposições etc.), ou em exibições privadas (clubes, escolas,
associações etc.). De todos os mais eficientes e dramático é o cinema. O
número de pessoas atingidas semanalmente por uma divulgação feita através
dos jornais cinematográficos, atinge a casa dos milhões. Tem uma vivência de
aproximadamente um ano, cobrindo todo o território nacional
O
cinema pode nos proporcionar a dramatização da ação humana por meio da
imagem e do som. O seu impacto sobre uma audiência fechada numa sala escura com
todos os seus sentidos concentrados naquela tela, é de fato impressionantes.
Além dos jornais e documentários, "inserts" bem aplicados em filmes
de longa metragem podem ser usados com ótimos resultados. Filmes contando a
história da empresa são largamente usados. São de grande efeito para uma
companhia, mandar preparar documentários, contando a história ou mostrando
aspectos da sua comunidade.
Exibições
de filmes em organizações particulares como escolas, clubes, associações,
são de grande valor divulgativo e contribuem para uma maior aproximação entre
essas entidades e a empresa.
A
Divisão de Relações Públicas da Ford possui uma filmoteca que está sempre
à disposição dos senhores revendedores.
Cartazes
e Painéis
É
talvez o mais antigo veículo de divulgação que existe, datando mesmo da
época do antigo Egito, no entanto ainda conserva hoje sua eficiência. Os
"espetaculares" mecanismos e luminosos de "Times Square",
deslumbram o turista e envaidecem seus realizadores.
Cartazes
e painéis são mais usados como veículo de propaganda. No entanto, em alguns
casos eles se prestam muito bem a mensagens de Relações Públicas. Exemplos:
cartazes institucionais sobre imagem de qualidade ou bons serviços prestados.
Cartazes desejando boas vindas a visitantes e turistas que chegam a cidade.
Cartazes promovendo a comunidade.
Promoções
A
promoção é a iniciativa capaz de criar ou aproveitar acontecimentos de
sensação e interesse público, em proveito do desenvolvimento, divulgação ou
prestígio de uma entidade.
A
dramatização, o bom aproveitamento, a boa execução de uma promoção e sua
cobertura publicitária eficiente, são os elementos essenciais ao seu sucesso.
A
distinção entre uma promoção de Relações Públicas e as promoções de
vendas e de propaganda, é de difícil verificação. No entanto, existem dois
pontos cuja caracterização podem servir perfeitamente como elementos de
diferenciação.
Nas
promoções de Relações Públicas não existem objetivos comerciais ostensivos
e deve estar sempre presente a idéia de uma contribuição prestada ao
público ou à sua comunidade.
Vejamos
alguns exemplos: concursos científicos, artísticos, de reportagem, eleição
de operários-padrão, motorista mais educado, guarda mais eficiente;
instituição de dias comemorativos; exposições; feiras; exibições;
excursões, piqueniques e outras viagens coletivas; realização de foros
econômicos; seminários sobre assuntos ligados ao desenvolvimento da sua
comunidade; patrocínio de competições esportivas (automobilismo, atletismo);
e mais uma infinidade de outras atividades.
A
escolha da promoção dependerá é claro das circunstâncias que envolverem o
seu programa de Relações com a Comunidade e de suas disponibilidades
financeiras. Além das promoções básicas que são programadas com a
necessária antecedência, deve-se aproveitar ainda qualquer oportunidade que
apareça, para se tomar uma iniciativa que angarie simpatia, boa vontade e
prestígio para a empresa, repercutindo favoravelmente junto à opinião
pública.
Imprensa
Escrita,
falada e vista. É o mais poderoso dos instrumentos. Atinge a todos os públicos
sem exceção. É aquele que maior influência exerce na formação da opinião
pública. É também o de mais difícil manejo. Sendo assim, o seu uso, mais do
que qualquer outro veículo, requer um cuidado a parte.
Há
duas maneiras de usarmos a imprensa. Uma é pelos assuntos que constituem
notícia, que pelo seu valor jornalístico é sempre bem recebido e publicado
gratuitamente. Outra, por intermédio de matéria paga constante de assuntos
cuja divulgação seja de interesse apenas da empresa, sem qualquer
valor-notícia.
Algumas
das formas consagradas na utilização da imprensa escrita: noticiário para os
jornais, entrevistas, reportagens, artigos, informações diversas, anúncios
institucionais.
Com
exceção da última, todas as outras formas são consideradas matéria gratuita
dependendo a sua publicação do seu valor notícia e também das boas
relações que a empresa tiver com os jornalistas.
Os
anúncios institucionais inseridos em jornais e revistas em geral versam sobre:
acontecimentos da vida da empresa; datas festivas e comemorativas da comunidade;
contribuição da livre empresa ao desenvolvimento do país; projetar a imagem
de bom cidadão, de qualidade do produto, de bons serviços prestados aos
clientes e à sua comunidade.
Rádio
e Televisão
O
rádio e a televisão podem não ter ainda a mesma amplitude de penetração e a
tradição da imprensa escrita, porém o seu impacto naqueles públicos que
atinge é muito maior e conseqüentemente de resultados mais positivos. Em
certos casos, e para se atingir determinados públicos, são os veículos mais
indicados. Normalmente são usados para:
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programa
de serviços: previsão do tempo, noticiário, hora certa, reportagens,
informações etc.; |
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programas
educativos: morais e cívicos de atividade pública, ensinamentos técnicos
e artísticos, hábito de higiene etc.; |
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"spots",
textos de rádios ou "slides" na televisão, de pequena duração,
visando sempre a colaboração de uma empresa, sem qualquer referência
comercial, em assuntos de interesse público e da comunidade. |
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programas
de sustentação: palestras, entrevistas, mesas redondas, simpósios etc. |
Instituições
Várias
são as organizações e instituições na sua cidade, no seu município, no seu
estado e no país, que estão interessadas na sua comunidade.
Instituições
agrícolas, econômicas, sanitárias, recreativas, religiosas, sociais,
financeiras, comerciais, educacionais, podem tornar-se ou já estão ansiosas em
ajudar, em estimular, em servir. O material que possuem, seu pessoal, seus
programas e outros recursos de que dispõem podem contribuir, em muito, para o
Programa de Desenvolvimento da sua comunidade. A sua iniciativa de colocar essas
organizações em contato com grupos interessados no desenvolvimento da sua
comunidade, será intensamente apreciada.
Não
espere que essas instituições venham a fazer todo o trabalho. Desenvolvimento
da comunidade só progride na medida em que as pessoas que nela vivem assumirem
suas responsabilidades. Essas instituições e organizações podem prestar
assistência, se necessário e possível, mas as pessoas do lugar tem que
dirigir o planejamento e a execução do programa.
Daí,
a grande oportunidade para o Revendedor Ford projetar-se no conceito da sua
comunidade, liderando e coordenando os esforços comuns e o trabalho necessário
ao sucesso do objetivo desse trabalho, que é dar à comunidade ensejo para a
solução ordenada e satisfatória dos seus problemas e a obtenção final do
bem estar comum.
Além
dessas instituições, há inúmeras organizações voluntárias, clubes e
grupos desejosos e prontos para prestar assistência ao desenvolvimento de sua
comunidade.

Originalmente publicado pela Divisão de Relações Públicas do Departamento de
Comunicações Públicas da Ford Motors do Brasil, s. d.
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