Comunicação Virtual

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RELAÇÕES PÚBLICAS CAINDO NA REDE: DIVULGANDO A PROFISSÃO NA INTERNET

 

Leonardo Lessa de Farias Ferreira

 

INTRODUÇÃO

A profissão de Relações Públicas vem sofrendo de um mal que pode acabar com uma profissão ou com o interesse de estudantes e empregadores pela mesma: o desconhecimento. O cenário encontrado por jovens profissionais que saem das faculdades para o mercado não é nada animador. De um lado, as atividades ensinadas nas salas de aulas são vistas sendo desenvolvidas por outros profissionais, alguns sem ao menos possuir qualquer ligação com as demais áreas da comunicação social. De outro lado, profissionais se auto-intitulam Relações Públicas apesar de, na verdade, serem recepcionistas de boates ou organizadores de eventos, por exemplo.

Diante de tal condição, muitos jovens abandonam o curso ou escolhem outra habilitação da comunicação social. No entanto, muitos nem mesmo chegam a ter conhecimento da profissão e escolhem suas carreiras sem ao menos saber que existe um profissional responsável por administrar a imagem das organizações diante da opinião pública.

Para os profissionais formados a situação parece ser ainda pior. Atualmente o mercado oferece poucas vagas, e muitas vezes as atividades de um profissional de Relações Públicas são realizadas por jornalistas ou publicitários, o que obriga os profissionais de Relações Públicas a se aventurarem em outras atividades, assumindo outras funções ou investindo num investimento próprio. Isso acontece porque os empregadores também não conhecem a profissão, não sabem das suas funções e, principalmente, não foram convencidos da necessidade de contar com um profissional de Relações Públicas em seus quadros funcionais.

É de suma importância que a sociedade tenha mais conhecimento das Relações Públicas. A manutenção dos profissionais na área depende disso, assim como a entrada de novos, que garantam a renovação da classe profissional, fica comprometida por uma série de fatores que enfraquecem a imagem da profissão no mercado brasileiro. De fato, a profissão está esquecida por

O atual trabalho tem como objetivos demonstrar o potencial da Internet como meio para divulgar a profissão de Relações Públicas e com isso deixá-la mais acessível à sociedade em geral e traçar um panorama atual dos sites que tratam especificamente de Relações Públicas, bem como a contribuição dada pelos mesmos.

Também consta neste trabalho, uma análise da capacidade dos sites utilizarem o e-mail como forma de estabelecer diálogo com o usuário, baseado na afirmação de que o conhecimento só é possível de ser transmitido se houver diálogo entre emissor e receptor.

Diante disso, o primeiro capítulo retrata o cenário em que se encontra a profissão. A falta de conhecimento acerca das Relações Públicas e algumas das possíveis causas de tal panorama, bem como a necessidade de se buscar um objetivo comum, de profissionais e órgãos representativos da classe: o de divulgar a profissão para a sociedade.

O segundo capítulo mostra o potencial da Internet como meio de comunicação. São apresentados dados acerca de seu crescimento por todo o mundo e especificamente no Brasil. Em seguida, é apresentada como meio ideal de divulgar Relações Públicas, e são apresentadas algumas características necessárias para o sucesso de sites, especialmente dos especializados em Relações Públicas.

Os capítulos seguintes são destinados às análises e avaliações feitas dos principais sites de Relações Públicas que existem na Internet atualmente. Primeiro, são avaliados as páginas pessoais, caso do "Mundo RP" e  "Portal RP". Em seguida, as páginas de órgãos de classe são também avaliadas.

O último capítulo destina-se a avaliar a capacidade dos sites avaliados em utilizar o e-mail de forma eficiente e eficaz, buscando transmitir conhecimentos através de um diálogo com o usuário.

METODOLOGIA

Este trabalho está dividido em duas partes para alcançar seus objetivos. A primeira parte visa demonstrar como a profissão de Relações Públicas carece de uma maior divulgação entre a sociedade em geral. A propagação das atividades e importância da profissão deve chegar a públicos diferentes, como empresários, alunos, além da sociedade em geral. Uma mobilização nacional seria o ideal. No entanto, o uso de um meio que propicie o acesso à informação de maneira prática, barata e eficiente, como a Internet, é considerado ideal num primeiro momento.

Para descrever o cenário atual das Relações Públicas e defender o uso da internet para alcançar os objetivos de divulgação, realiza um levantamento bibliográfico de diversas fontes, como artigos, livros e entrevistas exploratórias para descrever o quadro atual da profissão. As leituras feitas na fase da pesquisa bibliográfica permitem fazer os balanços dos conhecimentos relativos ao problema de partida, e as entrevistas contribuem para descobrir os aspectos a serem avaliados e alargam ou retificam o campo de investigação das leituras. Ambas se complementam para dar ao trabalho uma base teórica mais fiel à realidade (Quivy e Campenhoudt, 1992).

A segunda parte analisa como a Internet está sendo usada para divulgar a profissão de Relações Públicas para o púbico que tem acesso a esse meio de comunicação, que demonstra grande potencial de crescimento. Para tanto, realiza uma pesquisa exploratória dos sites de Relações Públicas. Antônio Carlos Gil defende que a pesquisa exploratória "tem como objetivo proporcionar maior familiaridade com o problema com vistas a torná-lo mais explícito ou construir hipóteses" (Gil, 1991).

Os sites foram divididos em duas categorias: pessoais ou de entidades de classe. As páginas pessoais que tinham conteúdo de Relações Públicas encontradas na Internet foram analisadas. Poucas se destinavam exclusivamente a Relações Públicas, o que limitou a amostra, pois somente seriam analisados os sites considerados aptos para uma avaliação. Dois sites foram escolhidos para serem avaliados e analisados nessa categoria, o Mundo RP e o Portal RP, por serem os que se aproximam mais de modelos ideais de sites para difundir a profissão de Relações Públicas e suas atividades.

Os sites de entidade de classe não foram previamente escolhidos para análise. Todos os encontrados foram avaliados, pois a existência desses órgãos já está ligada à divulgação da profissão e atuação profissional. Portanto, é como se a divulgação da profissão fosse um dever desses órgãos, e não uma simples vontade, como no caso das páginas pessoais.

Do sistema CONFERP, quatro sites foram analisados. Ligados a ABRP, três sites de seções regionais foram avaliados. E ainda o site do SINPRORP, ligada aos profissionais liberais de Relações Públicas do Estado de São Paulo.

Partindo da hipótese de que a Internet é o meio ideal para começar a divulgar a profissão de Relações Públicas, os sites foram avaliados quanto ao conteúdo disponibilizado; quanto ao layout da página e seu aspecto visual; quanto a linguagem utilizada; quanto as atualizações feitas e sua periodicidade e quanto a capacidade de transmitir conhecimentos acerca da profissão a um usuário leigo na área. Todos esses elementos são considerados pré-requisitos para um site obter sucesso na Internet.

Foi avaliada a capacidade de estabelecer um diálogo educativo com o usuário através do e-mail. Todos os sites analisados receberam uma mesma pergunta, e as respostas enviadas foram avaliadas também quanto à linguagem utilizada na resposta; quanto ao tempo de envio da resposta, desde seu envio; quanto à pessoa responsável pela resposta e quanto à clareza do texto enviado.

O período de avaliação ocorreu entre os meses de agosto e outubro de 2002, tanto para a análise dos sites, quanto para as respostas por e-mail.

1 RELAÇÕES PÚBLICAS, ESSA DESCONHECIDA

Peça a alguém, qualquer pessoa, que defina com precisão o que é o amor. Ou ainda, o que é a felicidade. Todos falarão sobre a mesma coisa, mas as respostas podem variar de tal maneira que o leve a achar que estão falando de coisas diferentes. Assim é a profissão de Relações Públicas. Todos já ouviram falar dela, mas não sabem explicar bem o que é. Aí surgem certos escorregões como “as Relações Públicas cuidam das relações com o público”, ou “são organizadores de festas”. Alguns profissionais da área se indignam quando ouvem tais comentários. Na minha opinião, são totalmente aceitáveis e justificáveis, visto que as Relações Públicas ainda não fazem parte da realidade do povo brasileiro.

De fato, a profissão Relações Públicas não está na mente, e nem na boca do povo. Não foi incorporada ao vocabulário usual do povo brasileiro. Só não percebe isso quem não quer, e estamos longe de conseguir o tão sonhado reconhecimento. Tão desejado, porém, tão menosprezado. Ao mesmo tempo em que os estudantes e profissionais estão convencidos de que a profissão de Relações Públicas é um pré-requisito necessário para a empresa que quiser manter um bom relacionamento com seus diversos públicos e, em conseqüência do trabalho, uma boa imagem pública, a maioria esmagadora da população não sabe disso. Nos piores casos, nem mesmo sabem da existência da profissão.

Foi aplicado um teste em três jovens vestibulandos. São pessoas se preparando para definir seu futuro, passando pela difícil fase de escolher a profissão que seguirão durante o resto de suas vidas, ou parte dela.

Fiz a seguinte pergunta: “O que é Relações Públicas?”. O primeiro respondeu que um especialista em Relações Públicas é “um profissional que mexe com marketing, que se envolve com a divulgação de seu empregador”. O segundo afirmou que é “a pessoa que faz as transações entre a empresa e uma outra empresa ...que contata uma empresa publicitária pra pedir pra eles fazerem propaganda pra outra empresa etc. ...como um mediador, um diplomata.” O terceiro disse  que Relações Públicas “são estudos sobre o relacionamento entre pessoas, civis, ou empresariais ...ou algo que envolva relacionamento humano.”

Apesar desse teste não possuir valor científico,  serve para demonstrar o que foi exposto anteriormente. Pelas respostas, pode-se perceber a confusão que a palavra Relações Públicas causa na mente das pessoas. Elas não sabem se estão falando de um profissional, de um processo, ou de estudos sobre o relacionamento. Os respondentes são jovens que estão decidindo por uma profissão e nada os persuadiu a optar por Relações Públicas. Ou simplesmente ninguém as apresentou a esses estudantes.

Na hora de explicar a profissão para um leigo, a tarefa torna-se ainda mais difícil. Que a sociedade ignore a existência, que não saiba o que faz um profissional de Relações Públicas, isso é aceitável. No entanto, até mesmo entre os profissionais da área ainda é um conceito indefinido, cheio de percepções diferentes. Todos sabem o que é, o que faz, e qual a importância de um profissional de Relações Públicas para uma organização. Se não souberem, que mudem de profissão e vão ser jornalistas. Porém, quando perguntados sobre o que é Relações Públicas, a resposta varia de acordo com o profissional questionado.

Provavelmente todos estarão corretos, mas o discurso com certeza não será uniforme, pois nem mesmo entre a classe profissional existe uma unanimidade em relação à definição da profissão. Pelo contrário: cada um quer dar sua “contribuição” com uma nova e mais correta definição, o que faz com que as idéias principais se entrelacem ainda mais, e uma definição única fique ainda mais difícil de ser usada por todos.

Já que a profissão de Relações Públicas foi regularizada no Brasil na década de 60, o que leva a essa falta de esclarecimento acerca da profissão? São mais de 30 anos de existência reconhecida e regulamentada, tempo bastante para se divulgar a profissão de modo que já tivesse obtido reconhecimento público. Web Designer e Personal Trainer são só alguns exemplos de profissões mais novas e que estão em maior evidência. A profissão de jornalista também foi regularizada na década de 60 e são perceptíveis a fácil aceitação e reconhecimento que tem na sociedade. Qual seria a razão para esse descaso com a atividade de Relações Públicas? Existem culpados nessa história? Será que estamos mesmos condenados ao esquecimento?

É consenso entre os profissionais da área que o trabalho de um profissional de Relações Públicas é uma ação dos bastidores. Não aparecem como os jornalistas, que escrevem uma coluna e a vêm estampada nas páginas dos jornais. Ou como um publicitário, que desenvolve uma campanha e vê suas peças pelas ruas, revistas, canais de televisão. Mas não é correto afirmar que esse seja o problema mais grave enfrentado pelas Relações Públicas.

Um das causas da profissão causar tanto desentendimento entre os leigos pode ser pelo fato da profissão ser uma das únicas  a ser polissêmica a ponto de exigir um complemento gramatical a cada vez que é citada, para deixar claro a que Relações Públicas está se referindo. O que quero dizer é que o termo Relações Públicas pode se referir à função de Relações Públicas, ao profissional, à atividade, ao cargo, à profissão, e ainda, à ciência, à arte, à tecnologia, e ainda como o processo que existe entre uma organização e seus públicos. Tudo isso pode ser entendido com mais clareza no livro “Relações Públicas: Função Política” (Simões, 1995). O fato é que essas duas palavras, com todos esses significados, confundem qualquer pobre cidadão, que precisa ler e reler um trecho de um texto para entendê-lo bem ou prestar atenção especial numa conversa onde o assunto seja Relações Públicas.

Até mesmo entre outros profissionais da área de comunicação o termo é vago e impreciso. Uma recente pesquisa feita por Jorge Menna Duarte e Márcia Yukiko Duarte[1], ambos profissionais de Relações Públicas, tinha o objetivo de avaliar  o papel e atuação de jornalistas e Relações Públicas em uma organização, segundos os próprios jornalistas.

Os participantes da pesquisa, todos graduados em jornalismo e com um ano de atuação na área,  eram concorrentes a vagas na área de assessoria de imprensa em uma empresa pública não jornalística. Numa das provas, deviam responder a seguinte questão subjetiva, que foi usada para a pesquisa: “Discorra, em aproximadamente 20 linhas, sobre a atuação e o papel do jornalista e do relações-públicas em uma empresa pública”.

Foram avaliadas as provas dos 262 candidatos à vaga. A pesquisa mostrou que os jornalistas se saem bem quando têm que falar sobre sua profissão. Praticamente todos as provas (96%) permitiam identificar um papel atribuído ao jornalista. Por outro lado, na hora de definir o papel de um de Relações Públicas numa empresa pública, os jornalistas mostraram que não estão bem informados como esperado. A maioria (60%) não soube nem tentou definir um papel e/ou atuação para Relações Públicas em uma empresa.

Se nem mesmo os jornalistas, que pregam a necessidade da constante informação, e fazem parte também das habilitações da Comunicação Social, sabem ao certo definir os papéis de um profissional de Relações Públicas, ou sua importância para uma organização, de quem podemos esperar o reconhecimento?

Tal falta de reconhecimento e legitimidade da profissão faz com que os estudantes nem cogitem a idéia de ser tornarem estrategistas da comunicação, como alguns profissionais de Relações Públicas gostam de se definir. Muitos desses futuros universitários não têm sequer o conhecimento da existência da profissão, de suas principais atividades e funções.

Os poucos que pensam em seguir a carreira de Relações Públicas são levados a pensar duas vezes antes de marcar sua opção no vestibular. Outros tantos que conseguem passar pela escolha do curso ainda com a idéia de cursar a habilitação de Relações Públicas, acabam por mudar suas opções quando vêem que o mercado não é tão receptivo para os profissionais de Relações Públicas como parece ser para jornalistas e publicitários.

A renovação da classe profissional está comprometida e, assim, a profissão corre o risco de algum dia voltar a ser como era em seu início, antes mesmo da regulamentação: pouquíssimos profissional de Relações Públicas lutando pelo reconhecimento de sua profissão.

1.1 A Necessidade de Divulgar a Profissão

A luta desses poucos profissionais que lutaram pela regulamentação da profissão é descrita pela saudosa Vera Giangrande de Melo no artigo "Os vinte anos de regulamentação", de autor não-identificado. Profissional das Relações Públicas, Giangrande foi presidente do CONFERP – Conselho Regional de Relações Públicas – e ficou conhecida do grande público por seu ótimo trabalho de ombudsman do Grupo Pão de Açúcar. A profissional diz que "os primeiros anos de regulamentação foram de intensa atividade para aqueles poucos que batalhavam na profissão. Se o nosso grupo profissional ainda é pequeno hoje, imagine como era reduzido em 1967, quando a profissão foi regulamentada".

No artigo é apresentada uma verdadeira viagem pela escalada desses profissionais e, conseqüentemente, das Relações Públicas, rumo à regulamentação e ao reconhecimento da profissão. Desde a criação dos Conselhos Regionais, a busca de professores para ensinar a arte da profissão, a escolha das escolas que poderiam ensinar Relações Públicas e posterior explosão universitária que se deu no período pós-regulamentação, chega-se no cenário atual.

O ponto que chama a atenção no artigo é quando Giangrande faz uma avaliação da necessidade de se divulgar a profissão, exatamente o que procuro defender neste trabalho. Em sua opinião, os próprios profissionais de Relações Públicas são, em grande parte, responsáveis pelo descaso enfrentado até hoje. "Nós divulgamos pouco o que seja a nossa atividade."

São raros os artigos de profissionais de Relações Públicas que abordem a necessidade de divulgar a profissão. Muitos estão preocupados em diferenciar Relações Públicas e marketing, em avaliar o crescimento do marketing social, sem lembrar que, se a profissão não for conhecida, nada disso adianta, pois os empregadores não querem saber se marketing é diferente de Relações Públicas ou qualquer outra coisa, eles apenas querem alguém que faça bem o trabalho. E as chances de um jornalista ou publicitário conseguirem a vaga antes de um profissional de Relações Públicas são grandes.

No entanto, apesar da falta de movimentação em favor de uma maior divulgação da profissão, algumas iniciativas podem ser citadas como exemplo de ações criativas e que podem contribuir para o reconhecimento das Relações Públicas. São elas o "Prêmio Opinião Pública" e o "Parlamento Nacional de Relações Públicas".

1.2 Ações que Deram Certo

Algumas ações, como a criação do Prêmio Opinião Pública, são apontados por Vera Giangrande como grandes iniciativas visando o conhecimento da profissão. “De tudo o que temos feito nesses 20 anos, o ‘Opinião Pública’ é o que traz maior retorno junto a classe empresarial, seja pela cobertura de imprensa que recebemos, seja pela presença de alguns empresários na entrega do prêmio, seja pela divulgação do fato no meio empresarial". Durante 22 anos, 122 profissionais foram premiados, entre eles profissionais renomados, como Roberto Porto Simões e a própria Vera Giangrande.

O Prêmio foi criado em 1980 pelo então presidente do Conselho Regional de Relações Públicas da 2ª Região, Nemércio Nogueira. É uma iniciativa cultural e sem fins lucrativos, que premia os melhores trabalhos de Relações Públicas desenvolvidos por profissionais da área, em benefício das empresas brasileiras.  No entanto, só a criação de prêmios como esse não basta. Até porque não atraem a atenção da mídia nacional, pois não alcançaram ainda prestígio para isso.

O próprio criador do prêmio reconhece que seria necessário um esforço integrado entre os Conselhos Regionais de todos o país para que a iniciativa fosse mais eficaz do que é atualmente: “Hoje, quase 20 anos depois e já tendo distinguido vários trabalhos, seus autores, as empresas especializadas responsáveis e seus clientes, constato que o Prêmio Opinião Pública poderia alcançar repercussão ainda maior, se os atuais dirigentes das entidades profissionais de Relações Públicas de todo o Brasil se empenhassem em aperfeiçoá-lo, descentralizando a premiação e criando concursos regionais, que culminariam na premiação nacional.” Com isso, o número de participantes aumentaria, e envolveria o esforço de profissionais de todo o país, o que faria com que toda a classe se unisse em prol do sucesso do Prêmio Opinião Pública. Com certeza o resultado desse trabalho integrado seria mais atrativo aos olhos da mídia.

Outra iniciativa muito bem pensada foi o chamado "Parlamento Nacional de Relações Públicas", iniciado em 1992. Foi uma ação nacional, coordenada pelo CONFERP, com o objetivo de modernizar a atividade de acordo com as novas exigências da sociedade atual. Durante quatro anos, profissionais de Relações Públicas de todo o país puderam expressar suas opiniões acerca da atividade, numa reflexão mais do que necessária para a classe.

Concluído em 1997, o resultado final do Parlamento foi o documento "Conclusões do Parlamento Nacional de Relações Públicas”. O CONFERP levou a público o documento no XV Congresso Brasileiro de Relações Públicas, realizado em Salvador-BA, em 1998.

Dentre outros pontos interessantes descritos no documento, destacam-se a avaliação das atividades de Relações Públicas, assim como as funções desempenhadas por esse profissional. Da discussão desses dois temas, sugeriu-se o Projeto de Lei que alteraria o texto da Lei N.° 5.377, que “define as atividades específicas da profissão de Relações Públicas e dá outras providências.” A opção de manter a definição da legislação atual inalterada mostra a intenção dos participantes em criar uma uniformidade de discurso como pré-requisito para uma nova e compartilhada ideologia.

Sendo assim, todos estariam de acordo em afirmar que Relações Públicas é “a atividade e o esforço deliberado, planificado e contínuo para estabelecer e manter a compreensão mútua entre uma instituição pública ou privada e os grupos e pessoas a que esteja direta ou indiretamente ligada, constituem o objeto geral da profissão liberal ou assalariada de Relações Públicas.” Na prática esse acordo não tem sido seguido à risca.

Quanto à imagem da profissão, os participantes reconheceram que ainda não estão em sintonia quanto ao esforço da classe em favor da boa imagem das Relações Públicas: “É responsabilidade de categoria, cada vez mais, a identificação e divulgação da atividade para a opinião pública, a qual tem se mostrado deficiente. Para a divulgação torna-se necessária a projeção da identidade e uma ideologia da função para assim podermos oferecer conceituação padronizada de fácil entendimento e absorção.”

O reconhecimento da necessidade de mudança já é um grande passo para chegar-se ao acerto. Porém, não se pode fazer um esforço coletivo como foi o Parlamento Nacional, e deixar de colocar as decisões tomadas na ocasião em prática. Seria necessário executá-las assim como um bom profissional de Relações Públicas executa uma ação de comunicação.

Um documento importante como esse, que define um novo rumo para a atividade, inclusive com novas definições de atividades e de funções específicas da profissão, que ressalta a importância das Relações Públicas para o bem da sociedade, não pode ficar nas mãos apenas daqueles que o fizeram ou participaram de alguma forma do processo. É questionável se todos os profissionais realmente tiveram acesso, se não à discussão, pelo menos ao documento final do Parlamento. Ou se os estudantes, que tanto podem fazer para o desenvolvimento das Relações Públicas, têm a oportunidade de avaliar nas salas de aula as conclusões dessa discussão nacional. Como é possível pregar uma ideologia única e de fácil assimilação se nem mesmo todos  profissionais de hoje, ou do futuro, têm conhecimento do documento referido?

Na verdade, os profissionais de Relações Públicas vêm há tempos falando muito para si mesmos. Nesse processo de autodiálogo, são esquecidos milhares de estudantes que poderiam assumir o posto dos que tanto já lutaram pela atividade e principalmente, o público mais importante para a garantia de sobrevivência da profissão: o empresariado.

Depois de cuidar da própria classe profissional, garantir que uma nova geração de Relações Públicas capaz de manter viva a ideologia proposta, e a vontade de se fazer reconhecido e exigido pelo mercado, deve-se falar diretamente com os empregadores das Relações Públicas.

É preciso concordar com as palavras de Giangrande, que dentre outras idéias, disse que "deveríamos estar permanentemente numa ADVB (Associação dos Dirigentes de Vendas e Marketing do Brasil) falando aos vendedores sobre o tipo de trabalho que o profissional de Relações Públicas pode fazer para apoiar as vendas. Ou na Fiesp (Federação das Indústrias do Estado de São Paulo) e Ciesp (Centro das Indústrias do Estado de São Paulo) falando com os empresários. E nas Câmaras de Comércio." Ou seja, os profissionais de Relações Públicas devem falar diretamente com nosso público.

Parece óbvio dizer isso quando se refere a uma profissão que tem nos públicos a essência de sua existência. Mas poucos trabalhos expressivos são desenvolvidos para convencer os empresários da importância e necessidade de um verdadeiro estrategista da comunicação nas organizações atuais. Chega a ser paradoxal a idéia de que os profissionais do lobby, da persuasão, não consigam fazer isso em prol de sua própria classe.

O autor do artigo encerra com uma opinião de Vera Giangrande que talvez defina a razão da falta de visibilidade da profissão: "[...] a classe continua fraca porque ainda não entendeu que só cerrando fileiras é que podemos ser fortes". Falta acabar com o individualismo de cada profissional em torno de metas pessoais, e iniciar um engajamento de todos em torno de um só objetivo: convencer a opinião pública do que apenas os profissionais da área pensam, ou seja, que a atividade é um bem necessário e imprescindível para a sociedade.

2 A INTERNET E SEU POTENCIAL

A Internet já faz parte da vida humana. Ainda que se argumente que muitas pessoas do mundo ainda não têm acesso à rede mundial, sabemos que direta ou indiretamente, a vida global é afetada a cada segundo por essa nova forma de comunicação.

No início, a Internet era um meio de se obter livre acesso à informação. Era essencialmente um instrumento de pesquisa utilizado por governo e por instituições comerciais. Durante seu curto desenvolvimento, passou a ser também comercial, e chamou a atenção de várias empresas e pessoas que viram na Internet um meio de divulgar suas marcas e produtos. Eram visionários, que apostaram num novo meio de comunicação, transformando um território não explorado em oportunidade. E cresceram. Atualmente temos notícias de empresas virtuais, que funcionam e geram lucro sem a necessidade de espaço físico específico ou uma grande equipe de profissionais.

Aqueles que decidiram por investir na Internet fizeram uma boa escolha. Foi a mídia que mais rapidamente chegou ao número de 50 milhões de usuários: apenas cinco anos. Para se ter uma idéia,  o rádio levou 38 anos para chegar ao mesmo número. A televisão, por sua vez, levou 13 anos. Nem mesmo a tv a cabo chega perto da velocidade com que a Internet difundiu-se, levando 10 anos para chegar aos 50 milhões de pessoas que fazem uso do serviço[2].

Em 1998, foi feito um estudo que ilustra o potencial de crescimento da rede mundial. Nos Estados Unidos, 1,58 milhão de usuários chegam à Internet a cada mês. Isso significa que são 385.000 pessoas por semana, 52.000 a cada dia, 2.156 a cada hora, 36 a cada minuto e 1 usuário novo a cada 1,67 segundos a aderir ao mundo virtual. São números surpreendentes que animam qualquer investidor a se aventurar na rede mundial de computadores[3].

2.1 A Internet no Brasil

No Brasil, a Internet já chegou como plataforma comercial, em maio de 1995 e experimentou um crescimento extraordinário de 1995 a 1998, tornando-se um dos maiores fenômenos mercadológicos do país de todos os tempos.  Em apenas três anos, o número de pessoas que acessavam a Internet em suas casa ou no trabalho subiu 4.000%, provando que a Internet consolidou-se no país mais rapidamente que em outras nações do mundo, mesmo mais desenvolvidas.

Em fevereiro de 2002, segundo o IBOPE, o Brasil ultrapassou a marca de 13 milhões de pessoas com acesso à Internet em residências, uma das maiores do mundo. A marca histórica representa crescimento de 48,6% sobre o mesmo período do ano passado e de 2,75% em relação a janeiro, fazendo com que o país seja um dos oito maiores mercados mundiais de Internet, ficando atrás apenas de Canadá, EUA, Japão, Coréia do Sul, Alemanha, Itália e Reino Unido[4].

Ainda segundo o IBOPE, houve um crescimento de 50% no número de usuários entre setembro de 2000 e setembro de 2002. “Mesmo com todos os problemas que ocorreram ao longo deste período – queda das ações das empresas de tecnologia, racionamento de energia, atentados de 11 de setembro de 2001 e as turbulências econômicas que resultaram na alta do dólar – o acesso do local de residência cresceu de forma constante, passando e 5,1 milhões de internautas ativos há dois anos para 7,68 milhões no mês passado", afirma Marcelo Coutinho, diretor de Serviços de Análise do Instituto e responsável pelo estudo.

O tempo de navegação na web também aumentou. Há dois anos atrás, os usuários ativos navegavam, em média, 8 horas e 7 minutos. Em setembro de 2002, o número aumentou para 10 horas e 16 minutos. Para as empresas, isso significa um aumento no número de pessoas que visualizam seus produtos ou conhecem seus serviços.

O crescimento de 50,5% usuários ativos não se compara ao crescimento visto no início da Internet no país, mas não deixa de ser grande. Algumas categorias subiram quase 200%. A categoria comércio eletrônico passou de 1,09 milhões de visitantes em setembro de 2000 para 2,61 milhões no mês passado. Outra categoria, a de serviços financeiros, cresceu 192% em número de usuários nos últimos dois anos.

Outra pesquisa mostra que o Brasil domina a Internet na América Latina, sendo responsável por 40% dos acessos à rede em toda a região[5]. Como se pode perceber pelas pesquisas, a Internet faz parte da vida dos brasileiros a cada dia mais. Navegando de casa, no trabalho, ou de outros lugares, como supermercados e cafés,  que também dispõe desse serviço, o potencial desse relativamente novo meio de comunicação atrai todo o tipo de negócios. As crianças já estão familiarizando-se com a tela e o mouse, garantindo às empresas um público fiel por um longo tempo. No entanto, mais do que um canal de venda, a Internet tornou-se um meio de divulgar idéias e conceitos.

2.2 A Internet como Canal Difusor de Idéias

A Internet tem também seu lado pessoal. Com ela, surgiram o amor virtual, o sexo virtual, o diário virtual e outros tantos “virtuais” que fazem parte das vidas dos usuários de Internet. Essas pessoas aprendem a cada dia mais como transformar o computador num canal de divulgação de idéias pessoais, e devido a facilidade de circulação de uma informação que a Internet propicia, essas idéias deixam de ser pessoais à medida que um outro usuário concorda e compartilha da mesma opinião. Em seguida, a transmite para um outro usuário que continua o ciclo da passagem de informação, até que fique difundida e se manifeste em muitos outros monitores por todos os cantos do mundo.

A Internet apresenta um potencial de crescimento muito grande, já tem milhões de adeptos no mundo todo, inclusive no Brasil, e a facilidade de transmitir informações propicia a divulgação de idéias e conceitos. Então por quê não utilizar esse meio de comunicação para divulgar a importância das Relações Públicas e a utilidade de um profissional desse nas organizações?

Os grandes empregadores têm acesso à Internet, assim como os estudantes do ensino médio, os profissionais da área e os demais usuários que procuram informações acerca da profissão. Se uma estratégia para Internet bem elaborada fosse colocada em prática, com o objetivo de divulgar a profissão e alcançasse os públicos citados, estaria garantido o emprego de alguns profissionais por parte dos empregadores que teriam melhor conhecimento da atividade e, conseqüentemente, de suas funções; futuros profissionais, pois se os estudantes tivessem mais informações sobre a atividade, poderiam tê-la como uma opção de carreira a seguir; melhores profissionais, pois os que já atuam na área poderiam encontrar um espaço aberto e democrático onde poderiam pesquisar e trocar informações com outros profissionais de qualquer lugar do Brasil; e finalmente, resultaria na confiança e legitimidade da profissão, alcançadas com o maior conhecimento da mesma por parte dos usuários em geral.

2.3 Conquistando Espaço na Web

A Internet é um espaço democrático, aberto a todos, inclusive aos profissionais de Relações Públicas e os conselhos de classe que regem a profissão. No entanto, somente colocar algumas palavras na rede mundial não é o bastante para alcançar o sucesso na busca dos objetivos estabelecidos. Para tanto, são necessárias além de planejamento, algumas características  essenciais para o êxito de um site na Internet (Pinho, 2000).

Dentre vários pontos apresentados, alguns seriam de suma importância na construção de um site eficiente em transmitir informações sobre as Relações Públicas:

1. O site deve ser altamente visível

Se a página estiver registrada nos principais sites de busca da Internet brasileira, as chances de que um usuário encontre seu endereço são maiores. Além disso, o endereço da página deve ser exposto no maior número possível de peças promocionais vinculadas a ela.

2. O conteúdo deve estar em constante atualização

A inclusão de conteúdo inédito na página garante a visita constante dos usuários ao site. Caso contrário, ao perceberem que o conteúdo é sempre o mesmo, e nada de novo é acrescentado, a tendência é que esses visitantes freqüentes não voltem mais a acessar o site.

3. As páginas são ricas em informação

A informação é o carro-chefe de qualquer site de sucesso. Deve ser de qualidade e em grande quantidade, de modo que o usuário não absorva todas as informações numa única visita, para garantir o retorno do mesmo. Os profissionais de Relações Públicas, carentes de bibliografia especializada na área, seriam beneficiados com tal atitude.

4. O site tem um bom design

A aparência visual da página deve ser atraente ao usuário, sem exageros. O aspecto visual ajuda a transmitir a idéia que deve ser passada, provocando a identificação do usuário com a página ou não.

5. O endereço na Internet é facilmente lembrado

O endereço da página deve ser de fácil memorização, remeter claramente ao assunto tratado, além de resumir bem o conteúdo do site.

Pinho diz ainda que “um site de sucesso pode ser encontrado exatamente na intersecção de quatro valores estratégicos e de quatro táticos”. Um site vencedor será aquele que possuir um equilíbrio entre os oito valores. Os estratégicos são a identidade, o impacto, a audiência e a competitividade.

A identidade a que o autor se refere diz respeito a capacidade do usuário não só reconhecer a empresa, mas saber que está em seu site, não importando o lugar da página que o visitante se encontra no momento. O impacto está relacionado com a capacidade do site de gerar uma espécie de uma reação no usuário, que o faça falar e comentar do site, atraindo sua volta e a entrada de outros visitantes que ouvem falar da página por meio dos que já o visitaram. A audiência está relacionada com a capacidade do site de atrair os usuários a uma nova visita ou à primeira delas. Já a competitividade corresponde a características que permitem ao site manter o número de visitas superior aos dos sites concorrentes.

Os valores táticos são facilmente vistos na página, como o design, o conteúdo, a produção e a utilidade.  O design é imprescindível para o sucesso da página, e deve mostrar os objetivos pretendidos, só que visualmente. O conteúdo é a matéria-prima do site, responsável pela maioria das visitas de um site informativo. A produção está relacionada ao trabalho de transformar os conhecimentos técnicos de construção de um site numa página de sucesso. A utilidade está relacionada a capacidade dada ao usuário de realizar coisas no site de forma rápida e prática,como comprar, vender, ou mesmo pesquisar ou manter-se informado, casos que se aplicam mais a um site de Relações Públicas.

3 RELAÇÕES PÚBLICAS NA INTERNET HOJE

Ainda que timidamente, alguns sites especializados em Relações Públicas começam a surgir e deixar a profissão mais acessível ao internauta brasileiro. São  poucos, mas não deixam de ser uma opção para os que procuram saber mais sobre Relações Públicas. Para ilustrar essa quantidade de páginas relacionadas à área, o verbete “Relações Públicas” foi pesquisado no Yahoo, site de busca mais usado na Internet, segundo o IBOPE.

Foram encontradas 21 categorias, 155 sites e 8 notícias, além de 43.400 páginas da Web que contêm o verbete em seu conteúdo. O verbete “jornalismo”, por sua vez, retornou 3 categorias, 417 sites e 7 notícias, e 97.200 páginas. O termo “publicidade” remete a 85 categorias, 2.048 sites, 65 notícias e 655.000 páginas da web, sendo o mais encontrado. Com base nesses números é possível notar a distância existente entre as Relações Públicas e as outras habilitações da comunicação social quando em relação à presença na Internet.

Os poucos sites de Relações Públicas existentes podem ser divididos em duas grandes categorias: as páginas pessoais, de responsabilidade de uma ou mais pessoas, porém sem vínculo com nenhuma empresa ou instituição; e os sites das entidades de classe, caso dos CONRERPS e seções estaduais da ABRP.

Existem também os sites de empresas que oferecem serviços de Relações Públicas e outros que fazem referência à profissão. No entanto, o que se pretende analisar é como a Internet vem sendo usada para divulgar a atividade de Relações Públicas aos usuários leigos no assunto, e esses sites não têm caráter educativo, e sim comercial.

As páginas pessoais encontradas na Internet, não obrigatoriamente de Relações Públicas, por muitas vezes se encontram num nível mais baixo se comparado com os sites de empresas e outras instituições, pois não dispõem de um profissional responsável pelo conteúdo na Internet, como ocorre nos sites das empresas. Além disso, o administrador de páginas pessoais geralmente divide a tarefa de administrar um site com outras atividades, ficando sem tempo de atualizar ou fazer modificações em suas páginas.

Analisando especificamente os sites de Relações Públicas, algumas páginas pessoais apresentam um bom conteúdo, a exemplo do Mundo RP e o Portal RP. Por outro lado, os sites das entidades de classe, caso dos Conselhos Regionais de Relações Públicas – CONRERPs, e regionais da Associação Brasileira de Relações Públicas – ABRP, têm pouco conteúdo e layout pouco trabalhado, sendo poucas as exceções. Os Conselhos Regionais de algumas regiões e algumas seções regionais da ABRP nem mesmo possuem um espaço na Internet, muito menos um domínio próprio. Uma exceção nesse caso é o site do Sindicato dos Profissionais de Relações Públicas – SINPRORP, outra entidade de classe ligada às Relações Públicas.

Para melhor ilustrar a situação das Relações Públicas na Web, cada um desses sites foi avaliado segundo seu conteúdo, layout, linguagem, dentre outros aspectos considerados importantes para que um site seja bem sucedido na consecução de seus objetivos.

4 AVALIAÇÃO DOS SITES PESSOAIS DE RELAÇÕES PÚBLICAS

As páginas pessoais com conteúdo exclusivamente sobre Relações Públicas são poucas na Internet. Menos ainda são os que podem ser considerados aptos para uma avaliação. Muitos citam a profissão, trazem algumas informações, mas são amadores demais para conseguir fazer com que um usuário seja bem informado e queira voltar mais vezes à página.

A grande dificuldade nesse caso, é que essas páginas geralmente são de responsabilidade de uma pessoa só. Apesar das eventuais colaborações de outras pessoas, as páginas não geram receita que permita a contratação de uma equipe que seja responsável pelo site, sua atualização e melhorias constantes. Outro problema é que  são pessoas envolvidas em outros projetos, que têm outras prioridades e compromissos que não deixam sobrar o tempo necessário e desejado para administrar uma página na Internet.

No entanto, ainda que sejam ruins, com pouco conteúdo e layout pouco trabalhado, essas páginas são fruto do esforço pessoal de alguns poucos profissionais ou estudantes que sabem da necessidade de divulgação da profissão de Relações Públicas e suas atividades, e vêem na Internet o meio mais prático e capaz de atingir esse objetivo.

Duas exceções são os sites Portal RP e Mundo RP. Com conteúdo variado e informativo, são exemplos de que é possível manter uma página na Internet, ainda que os problemas citados acima façam desanimar.

4. 1 Site Portal RP

O site Portal RP foi criado e é organizado pelo Prof. Dr. Waldyr Gutierrez Fortes, renomado profissional das Relações Públicas e autor de livros como “Pesquisa Institucional: Diagnóstico Organizacional para Relações Públicas” e “Transmarketing: Estratégias Avançadas de Relações Públicas no Campo do Marketing. O portal tem os objetivos de "coletar e publicar informações, textos de professores, relatos de casos e documentos da área de Relações Públicas, de Comunicação, de Marketing e de Administração, resgatar valores, e criar espaços para o registro, a divulgação e o debate de idéias".

A página inicial do site, além de dar as boas-vindas ao usuário, tem um espaço de agenda e divulgação, e um espaço para indicação dos livros do organizador do portal. O layout da página não é muito atrativo, mas o site compensa no conteúdo disponibilizado.

A seção “Biblioteca Virtual de Relações Públicas” é o grande diferencial do site. Conta com textos de renomados autores de Relações Públicas e áreas afins, como Cândido Teobaldo, Gaudêncio Torquato e  Roberto Porto Simões. Segundo o Portal, a biblioteca tem a finalidade de contribuir com a formação geral e específica dos estudantes de Relações Públicas. Os trabalhos são divididos em catálogos de Relações Públicas e outro de assuntos correlatos. Esse segundo apresenta textos de administração, marketing, transmarketing, pesquisas, ensino, jornalismo e textos interdisciplinares. Há ainda a opção de procurar os textos pelo autor ou pelo título. São mais de 70 autores e 120 trabalhos disponíveis para consulta.

Outra seção do site é o “Guia Brasileiro de Relações Públicas”, versão on-line do documento editado e distribuído aos participantes da XIV Conferência Interamericana de Relações Públicas. Tendo como pesquisador e coordenador o Prof. Dr. Cândido Teobaldo de Souza Andrade, a edição era uma coletânea constando documentos como o histórico da ABRP, o estatuto e o regimento de seus órgãos assessores, leis e decretos relativos à profissão, relação de cursos de Relações Públicas, código de ética e bibliografia de Relações Públicas e opinião pública. A grande vantagem da versão on-line é a constante atualização e ampliação do conteúdo disponível, sempre que necessário.

O site tem ainda uma seção que remete para a página do Prêmio Opinião Pública, que faz parte do conteúdo do site da CONRERP 2ª Região, que será analisado posteriormente.

A seção de "Projetos Acadêmicos" do site é um outro interessante atrativo dessa página. A seção foi criada para que os trabalhos acadêmicos não fiquem à disposição de alunos e professores apenas das instituições onde foram produzidos. Nesse espaço, são divulgados os resumos de Projetos Experimentais, Trabalhos de Conclusão de Curso e de outros trabalhos realizados por alunos e professores de diferentes lugares do país.

Os arquivos são divididos em categorias diferentes de acordo com o tema abordado: Indústria e Comércio, Serviços em Geral, Esporte e Lazer, ONGs e Projetos, Organismos Públicos, Conceituais, além das especificações para que um trabalho seja colocado no site. Atualmente são 24 trabalhos divididos nessas seis categorias, que permitem a consulta dos internautas interessados em acompanhar os trabalhos desenvolvidos por outros profissionais, ou aperfeiçoar idéias já desenvolvidas para incrementar novos projetos.

A última seção do menu principal do site refere-se aos links sugeridos pelo portal. Essa parte do site também é dividida por assuntos: Relações Públicas, Entidades da Área, Periódicos e Organismos Mundiais, além de uma categoria geral, onde são encontrados links sobre administração, marketing, terceiro setor, eventos, entre outros. Na parte de Relações Públicas, constam endereços de pesquisa com sites de Relações Públicas e afins.

4.2 Site Mundo das Relações Públicas

O site Mundo RP é de responsabilidade de Rodrigo Cogo e "tem a função de difundir os preceitos e as atribuições básicas do profissional da área, como forma de consolidar sua importância no mercado da comunicação e marketing brasileiro". A atualização é semestral, a partir das discussões estabelecidas entre os assinantes do Informativo RP que circula por meio do correio eletrônico.

A página entrou no ar no verão de 1997. A intenção de seu criador era apenas de reunir conceitos para divulgar a abrangência de atuação do profissional de Relações Públicas, para atrair leigos e comunidade em geral, ou seja possíveis contratantes. Era uma espécie de currículo on-line, e as informações do site serviam para convencer o usuário das vantagens de contratar os serviços de um profissional de Relações Públicas. No entanto, existe no site um serviço de cadastramento que permitiu identificar parte dos visitantes. Esse cadastro mostrou que grande parcela dos usuários da página era formada por profissionais ou estudantes de Relações Públicas. Essa constatação fez com que o site fosse reformulado e acrescido de informações, para se adequar ao perfil dos visitantes.

O maior diferencial do Mundo RP está justamente no sistema de cadastramento já mencionado. Os usuários cadastrados podem optar por receber o “Boletim RP em Ação”. Enviado mensalmente por e-mail, o boletim traz notícias relacionadas a Relações Públicas e comunicação, tornando-se um instrumento de divulgação da profissão e de grande utilidade aos profissionais e alunos que recebem o serviço, pois ficam cientes do que ocorre no país e fora dele em relação à profissão.

Além do Boletim RP em Ação, os usuários cadastrados podem assinar e fazer parte do grupo de discussão Mundo RP, primeira lista de discussão sobre Relações Públicas da Internet brasileira, com aproximadamente 160 membros até novembro de 2002. O grupo permite a discussão de assuntos ligados a Relações Públicas e áreas afins. Além da troca de idéias proporcionada pelo envio de e-mails, a lista de discussão é uma importante forma de fazer contatos com outros profissionais, que muitas vezes divulgam vagas e empregos ou estágios, ou recorrem aos outros participantes do grupo para resolver questões do trabalho ou faculdade.

A página tem layout simples e descontraído. Possui um menu principal e um secundário. A primeira seção do menu principal aborda assuntos referentes a “Cerimonial e Protocolo”. Depois de definir os dois conceitos, segue uma série de outras informações relacionadas ao assunto, como ordem geral de precedência, dicas para uma comunicação eficiente, listagem de pronomes de tratamento, estilos de vestimenta, tipos de copos, frases de efeito e até mesmo um exemplo de texto para condução de cerimonial e protocolo realizado pelo próprio Cogo. Como se tudo isso não bastasse, há ainda a indicação de livros que tratam sobre o assunto.

A seção seguinte refere-se a “Planejamento de Comunicação”. Nela é mostrado o papel do profissional de Relações Públicas como o profissional que levanta informações, define a situação de trabalho, objetivos e táticas de implementação de programas e projetos e que orienta a execução dos mesmos. Nessa seção destacam-se dois cases de Relações Públicas e informações sobre o Prêmio Opinião Pública, que segundo o autor do site, é resultado de um bom trabalho. Aqui também há a indicação de livros sobre planejamento.

“Marketing Editorial” é o título da próxima seção. Aqui são mostradas as possibilidades de trabalho que o profissional de Relações Públicas dispõe, por meio de instrumentos de comunicação dirigida, como políticas de comunicação, releases, house organs, entre outros, para alcançar seus objetivos. Além da constante indicação de livros do assunto, são apresentados exemplos comentados de trabalhos de Rodrigo Cogo nessa área, incluindo o projeto integral de uma das publicações mostradas.

A indicação de livros e os cases continuam presentes na seção “Assessoria de Divulgação”. Nessa parte do site, o usuário é informado de que o profissional de Relações Públicas serve de intermediário entre a organização e seus públicos, administrando o fluxo de comunicação entre os dois. São citados como exemplos de instrumentos para esse tipo de trabalhos os press-releases, as coletivas de imprensa, boletins, mailing-lists, entre outros, além de políticas de comportamento com os públicos em questão. Há ainda uma lista de endereços eletrônicos de diversos veículos de comunicação do Brasil.

Na seção de “Eventos Empresariais”, o autor do site mostra a importância do evento como meio de comunicação aproximativa. São descritas as etapas da elaboração de um evento, e ressaltadas a importância do checklist e da nomenclatura do evento como fatores críticos de sucesso do mesmo. Novamente um case de evento, inclusive com seu anteprojeto, e livros indicados reforçam o conteúdo já apresentado na seção.

A última seção do menu principal é destinada a “Web Mercados”. A participação de um profissional de Relações Públicas na formulação de estratégias para Internet é mostrada nessa seção como essencial. Além disso o usuário tem acesso a sugestões de planejamento, espaço dedicado à roteirização e ao planejamento de um website, glossário de Internet, e pode ver os exemplos de páginas feitas pelo autor do site e um anteprojeto editorial de website. Nada mais apropriado para a página de um profissional que realiza trabalhos na área, como o profissional de Relações Públicas Rodrigo Cogo, do que defender esse meio de comunicação.

Existe ainda uma espécie de menu secundário, dividido em quatro seções: A primeira, “Para Entender RP” é voltada para leigos ou visitantes que não tenham familiaridade com a profissão. Uma série de informações sobre a atividade é apresentada ao visitante, sendo esse um dos melhores espaços quando se trata de divulgar as Relações Públicas àqueles que ainda não as conhecem. Aqui, tem-se acesso às entidades representativas da profissão, glossário de Relações Públicas, material da campanha “Relações Públicas: o profissional de resultados”, o código de ética da profissão, as funções da mesma e até mesmo um calendário de datas promocionais. Tudo isso é um pouco das informações a que o usuário tem acesso.

“Mundo da Comunicação” é o nome dado à seção de links do Mundo RP, com farta indicação de sites variados relacionados a comunicação. “Estrutura de Comunicação” é a estrutura de navegabilidade da página em si, com todas as seções e conteúdos relacionados. A última seção foi batizada de “Papo Cibernético”, onde o visitante pode se cadastrar para receber o informativo do site, e ainda conhecer os outros usuários já cadastrados, além de ter acesso à política de privacidade da página.

O forte do site Mundo RP está na boa vontade de seu organizador. Apesar de serem poucas as atualizações, o conteúdo disponibilizado é muito educativo. A linguagem leve e os exemplos mostrados, inclusive visualmente, tornam o conhecimento da profissão uma tarefa fácil para qualquer usuário que visite o site. A indicação de livros em todas as seções, o informativo mensal e o grupo de e-mail, além do conteúdo da página, fazem do Mundo RP o site que mais se enquadra no ideal de divulgar a profissão para os que ainda não a conhecem, ou aprimorar o conhecimento dos que já têm contato com a área.

5 AVALIAÇÃO DOS SITES CLASSISTAS DE RELAÇÕES PÚBLICAS

As entidades de classe, como CONFERP, ABRP e SINPRORP, também começam a mostrar-se aos poucos na Internet brasileira.

O Conselho Federal de Relações Públicas – CONFERP, foi criado em 1969, juntamente com os Conselhos regionais de Relações Públicas, os CONRERPs de acordo com o Decreto-Lei n. 860. Juntos, formam “uma autarquia dotada de personalidade jurídica de direito público, com autonomia técnica, administrativa e financeira, vinculada ao Ministério do Trabalho e Previdência Social.”

Dentre as finalidades dos Conselhos, está a de disciplinar e fiscalizar o exercício profissional das Relações Públicas, julgar as infrações e impor as penalidades previstas, entre outras. O CONFERP tem ainda a finalidade de propugnar por uma acertada compreensão dos problemas de Relações Públicas e adequada solução. Se a falta de divulgação da profissão para a opinião pública foi considerada um problema por parte dos participantes do Parlamento Nacional de Relações Públicas, espera-se também do Conselho Federal a elaboração de ações para reverter o quadro.

Outra finalidade definida pelo mesmo decreto-lei é a de promover estudos e conferências sobre Relações Públicas, o que mostra a intenção de dar ao Conselho parte da responsabilidade de contribuir com o ensino e divulgação da profissão.

Logo, a eficaz utilização do espaço virtual utilizado pelos sites para reforçar esses objetivos seria de grande valia para os Conselhos, que otimizariam suas ações, e para o público usuário da Internet, em grande parte, formadores de opinião.

Apesar disso, o Conselho federal não possui ainda um site próprio. No endereço www.conferp.org.br, que se esperava encontrar o site do Conselho, existe apenas o aviso de que a página está em construção e uma mensagem de “volte em breve”, além do e-mail do conselho.[6]

Os Conselhos Regionais lançaram-se na Internet antes do Conselho Federal, mas ainda não são todos os regionais que têm uma página própria. Mesmo os que têm, não utilizam o espaço da melhor maneira, ou seja, visando o melhor conhecimento da profissão por parte dos navegantes.

Dentre os que possuem páginas na Internet, estão os conselhos da 2ª região (São Paulo e Paraná), da 3ª região (Minas Gerais, Bahia e Espírito Santo), da 4ª região (Rio Grande do Sul) e 6ª região (Distrito Federal, Goiás, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul). Os demais conselhos, 5ª região (Pernambuco, Rio Grande do Norte, Paraíba, Ceará e Piauí), 7ª região (Maranhão), 8ª região (Amazonas, Acre, Pará, Rondônia, Roraima e Amapá) e 9ª região (Alagoas e Sergipe) não possuem sites, ou os endereços indicados não foram encontrados.

5.1 Site CONRERP SP/PR 2ª Região

O site da 2ª região é bem informativo a respeito do conselho e suas atribuições. Já na página inicial o usuário é informado de que esse regional “trabalha na difusão de informações, conceitos e parâmetros éticos que norteiam a profissão, ao mesmo tempo em que luta pelo exercício digno, valorizando Relações Públicas perante a sociedade”. Em seguida, há uma seção destinada a notícias diversas. O menu principal é dividido em “Conselho Regional de Profissionais de Relações Públicas”, “Prêmio Opinião Pública”, “Código de Ética de Relações Públicas”, “Envie suas dúvidas e sugestões” e “Atualize seu cadastro”.

A primeira seção, “Conselho Regional de Relações Públicas” é destinada a informações acerca da profissão e do conselho em si. Dentro dela, um novo menu dá ao usuário outras opções de navegabilidade, como a conceituação de Relações Públicas, funções da atividade, informações sobre o exercício e registro profissional, os serviços oferecidos pelo regional, os conselheiros da gestão atual e as empresas registradas, separadas pelas cidades onde se localizam, o que facilita a consulta.

A seção seguinte é “Prêmio Opinião Pública” e, logicamente, traz informações sobre o prêmio, organizado pelo Conselho da 2ª região. Além de um histórico sobre a premiação e seus objetivos, o usuário pode consultar os casos premiados, optando por pesquisar pelas categorias do prêmio, pelos profissionais vencedores, por ano de realização e pelas empresas premiadas. Além disso, há também o Regulamento do Prêmio, para os interessados em participar do concurso.

“Código de Ética de Relações Públicas” é outra seção. Nela são apresentados os códigos de ética nacional e internacional da profissão de Relações Públicas. Na abertura dessa seção, há um texto de João Alberto Inhaez, ex-Presidente do CONRERP/2ª Região, sobre a importância dos princípios éticos em uma profissão.

As seções seguintes são formulários. A primeira, destinada ao envio de manifestações sobre o site, ou acerca da administração do conselho. Enfim, é um canal onde o usuário pode expressar-se acerca de assuntos relacionados ao regional. A segunda é um formulário para atualização dos dados de usuários já cadastrados.

O site do conselho da 2ª região é bem informativo, com algumas poucas coisas que podem ajudar um leigo a conhecer a profissão, mas é claramente dedicado a pessoas que já têm contato com as Relações Públicas. Não se percebe uma preocupação privilegiada com a divulgação da profissão, o que seria o ideal, se aliado ao conteúdo atual.

5.2  Site CONRERP 3ª Região

O espaço que o CONRERP 3ª Região (Minas Gerais, Bahia e Espírito Santo) tem na rede mundial é bem simples, voltado aos membros do conselho e associados. Na página inicial encontram-se os dados do Conselho, como endereço, telefone e e-mail, além dos estados que pertencem a esse regional.

No menu, a evidência de que o site é voltado para os associados e membros: todas as seções referem- se a algo de interesse da classe, sem nada direcionado para os leigos. A primeira opção é “RP e o sistema CONFERP”, onde é explicado de forma resumida como funciona a relação entre CONFERP e CONRERPs e os profissionais de Relações Públicas, e a finalidade de sua criação.

A seção seguinte do menu principal, “Serviços”, descreve as atribuições legais do conselho e os serviços oferecidos. São itens como fiscalização, anuidade, transferências, eleições e outros. Novamente, informações úteis para os profissionais de Relações Públicas, mas nada para o usuário que não seja membro do conselho.

Na seção “Legislação” encontram-se as leis e decretos-leis que regulamentam a profissão de Relações Públicas e os órgãos de classe que fiscalizam e orientam a profissão. Além disso, pode-se consultar o Código de Ética dos Profissionais de Relações Públicas e as Conclusões do Parlamento Nacional de Relações Públicas.

Na seção “Plenário” é apresentada a atual composição do colegiado desse regional. Em “Notícias”, tem-se acesso ao informativo do CONRERP 3ª Região, também enviado por e-mail para os cadastrados. Na seção de “Links”, existem links para outras entidades de Relações Públicas. A seção de “Contato” existe um formulário para enviar mensagens para o regional.

Apesar de ser um bom site, não existe a intenção de divulgar a profissão. Nem mesmo de incentivar os alunos de Relações Públicas a ingressarem no conselho, o que seria de interesse da própria instituição. A página seria mais bem utilizada se contasse com pelo menos uma seção voltada para leigos e/ou estudantes. Nem mesmo links para outras páginas de Relações Públicas, que tenham mais conteúdo informativo, são disponibilizados.

5.3  Site CONRERP RS/SC 4ª Região

O CONRERP da 4ª Região tem um site bem organizado, de layout sóbrio e leve. O menu principal é dividido em duas partes: na primeira, informações relacionadas ao Conselho e aqueles que fazem parte do mesmo; na segunda, os serviços oferecidos pelo site, o que favorece a visita também daqueles que não têm relação com o conselho.

A primeira parte do site começa na seção “Administração”. O Conselho é apresentado ao visitante, com uma breve introdução da nova diretoria, bem como os compromissos de trabalho a serem realizados na nova gestão.

Depois são apresentados ao visitante a missão e a visão do Conselho. Essa é uma atitude que nenhum outro site do Conrerp faz em seus sites. Assim o usuário pode saber quais as diretrizes que guiarão o trabalho dessa administração e a missão a ser alcançada durante a gestão atual. Ainda dentro da seção “Administração”, são apresentadas comissões de trabalho e seus responsáveis, trabalhando em diferentes áreas. O usuário sabe das delegacias regionais que trabalham em diferentes cidades, com seus respectivos delegados. São soluções administrativas que nenhum outro site de conselho regional informou na Internet e demonstram a seriedade e vontade da diretoria de realizar um bom trabalho.

As comissões de trabalho são bem interessantes, e garantem o bom relacionamento do Conselho com diversos públicos. Existem comissões de trabalho para relacionamento com as universidades, relações internacionais, apoio às delegacias, promoção e relações com a imprensa, relações com o mercado, fiscalização e inadimplência e programa de educação continuada.

Nas seções “Presidente” e “Legislação” do menu principal, são apresentados os presidentes do conselho desde 1972 e documentos diversos, sobre taxas, valor de anuidade, leis e decretos-leis que dizem respeito à profissão, entre outros.

Na seção “Profissionais”, são listados profissionais aposentados, com registro provisório, em baixa temporária do registro profissional, e os habilitados ao exercício da profissão. Há ainda uma seção de eventos, onde são divulgados os mais recentes, e uma seção para contato com o regional.

Na segunda parte do menu, uma seção chamada “Colunistas”  oferece textos para consulta. São poucos, apenas três, mas a intenção é boa, já que bibliografia em Relações Públicas nunca é bastante. Em seguida, uma seção em construção, intitulada “Concursos”, que apesar de não estar funcionando, transmite uma boa iniciativa.

O próximo item do menu é intitulado “Currículos”, onde há um banco de currículos criado para “facilitar a procura dos interessados em nossa área, quer seja por motivos profissionais, quer seja por motivos acadêmicos e culturais.” Outro serviço diferente e importante oferecido por esse regional.

Há ainda uma seção de livros, com a indicação de obras relacionadas à comunicação, e uma seção de links, dividida em entidades de classe, universidades com o bacharelado em Relações Públicas, e outros links relacionados com Relações Públicas e comunicação social.

Ao contrário do Conselho da 3ª região, o CONRERP do Rio Grande do Sul e Santa Catarina equilibra bem a quantidade de informação voltada aos membros do conselho e aos usuários sem vínculos com o mesmo, que apenas buscam informações ou até mesmo emprego, graças ao banco de currículos criado.

5.4 Site CONRERP 6ª Região

O CONRERP 6ª Região tem sede em Brasília e é responsável, além do Distrito Federal, pelos Estados de Goiás, Tocantins, Mato Grosso e Mato Grosso do Sul. A página é bem simples, com o layout pouco trabalhado. As informações são poucas, restringido-se a um breve histórico e os nomes dos conselheiros efetivos e suplentes da Gestão 2001-2003. Além de não possuir um domínio próprio, o endereço é muito complicado, dificultando a eventual busca de  novos usuários pelo site.

O site desse regional pode ser usado como exemplo para demonstrar como a Internet não está sendo bem utilizada para divulgar a profissão, e nem mesmo oferecer informações aos profissionais que estão registrados nesse regional.

5.5 Sites da ABRP

A Associação Brasileira de Relações Públicas – ABRP – é a entidade que congrega estudantes, profissionais e empresas de Relações Públicas do Brasil. Assim como ocorre com o CONFERP, a ABRP também funciona com o apoio de regionais, nesse caso, as chamadas seções estaduais.

A Internet pode ser de grande valia para a ABRP na busca da realização de seus objetivos. Essa afirmação fica ainda mais clara quando se lê o estatuto que dispõe sobre a organização, constituição e administração da entidade. Com texto aprovado em 1995, o estatuto da ABRP define, dentre outras finalidades, as seguintes:

“Tornar conhecida, apreciada e respeitada a atividade profissional de Relações Públicas”. A Internet é um meio de comunicação de massa, permite a consulta à informação a qualquer hora, em qualquer lugar do mundo. A própria ABRP reconhece seu potencial para divulgar a atividade, tanto que já premiou sites por fazê-lo. Primeiramente faz-se necessária a divulgação. A apreciação e respeito são conseqüência desse primeiro passo.

“Incentivar e contribuir para a publicação e difusão de trabalhos técnico-profissionais ou que, direta ou indiretamente, possam proporcionar maiores conhecimentos relativos às atividades de Relações Públicas”. A Internet pode ser usada para publicação de trabalhos, a exemplo do que faz o site Portal RP. Além da simples publicação já funcionar como incentivo a outros usuários, pois dá ao autor a possibilidade de seu trabalho ser apreciado por várias pessoas, a disponibilização desse tipo de conteúdo ajuda no conhecimento da profissão, à medida que permite aos leitores conhecer modos diferentes de aplicação das Relações Públicas.

“Desenvolver e estimular o intercâmbio com a classe universitária de Relações Públicas e áreas afins para maior conscientização e valorização profissional”. O simples fornecimento de informação atual é de suma importância para os estudantes de Relações Públicas e de outras áreas, visto que a bibliografia referente à profissão é tão escassa no país. Além disso, a Internet pode servir como meio do estudante conhecer o trabalho feito pela ABRP e conscientizar-se da importância do registro na entidade.

“Promover o intercâmbio cultural e social com as congêneres do País e do Exterior”. Nenhum outro meio de comunicação permite o envio e troca de informações em tão pouco tempo e de forma relativamente barata quanto a Internet. Ao mesmo tempo, pode-se realizar conferências com pessoas de diversos países, simultaneamente. Por meio de uma página apropriada, o intercâmbio cultural e social a que este item se refere poderia ser otimizado.

Apesar de poder usar todo o potencial da Internet para a consecução de seus objetivos,  a presença da ABRP é quase nula na rede mundial. Não existe uma página do Diretório Nacional, e as poucas seções estaduais que possuem sites, apenas São Paulo, Minas Gerais e Distrito Federal, parecem não dar tanta importância para esse espaço como meio de cumprir as finalidades acima citadas.

A seção estadual de São Paulo da ABRP usa o site para divulgar informações como datas comemorativas das Relações Públicas, lançamentos de livros e eventos diversos, como congressos e encontros. Há um texto sobre a ABRP, onde são mostrados os objetivos da entidade, as ações promovidas e os principais programas realizados freqüentemente, além de informações de como associar-se. Há também apresentação da Diretoria, história da ABRP (em construção) e datas de fundação.

Há também o resultado do Concurso Universitário de Monografias e Projetos Experimentais de Relações Públicas desde o ano de 2000, que é realizado pela seção de São Paulo. A iniciativa é louvável, mas poderia ser adaptada para Internet. Poderia ser exigido dos participantes do concurso que fosse entregue uma cópia do trabalho em disquete, o que facilitaria a publicação dos trabalhos premiados na página. Atualmente, poucos trabalhos podem ser consultados pelos usuários.

A página da seção estadual de Minas Gerais na Internet  recebe o internauta com a seguinte mensagem de boas-vindas:

“Olá pessoal! O objetivo deste site é mostrar como funciona a Associação Brasileira de Relações Públicas de Minas Gerais. Através desta home page você ficará sabendo as atividades da ABRP/MG, as vantagens de ser associado, informações sobre cursos, eventos e congressos. Esperamos que você aproveite a ABRP/MG on line para se informar e atualizar-se sobre o que acontece no mercado da comunicação. É um prazer receber você !”

Uma mensagem como essa requer certos cuidados de quem o coloca no ar. Quando é dito que o usuário ficará informado sobre cursos, eventos e congressos, o site deve-se ter o compromisso de dispor dessas informações para consulta do visitante. No caso dos cursos, a seção reservada para a divulgação dos mesmos não contém nada além de uma mensagem informando que em breve será colocado o cronograma semestral de cursos de 2002. Uma informação como essa, dada às vésperas do ano acabar, pode desacreditar o usuário a respeito da mensagem de boas-vindas.

De fato o visitante pode ficar sabendo como associar-se, das atividades da ABRP/MG, ainda que resumidamente, mas não pode contar com essa página quando procura manter-se informado e atualizado do que ocorre no mercado da comunicação. Além das informações referentes à esse regional, a página contém uma seção de fotos e links para outras páginas, também de outras entidades, a exceção do Laboratório de Relações Públicas Plínio Carneiro, da Universidade Federal de Minas Gerais. Nada que mantenha o usuário informado e atualizado sobre Relações Públicas, e menos ainda sobre o mercado, como é dito na mensagem da página inicial.

Se as páginas dos estaduais de São Paulo e Minas Gerais precisam de mais conteúdo informativo e revisões no layout, o site da ABRP no Distrito Federal é o exemplo do descaso com uma página na Internet. A página há meses não é atualizada.

A página é divida em quatro seções: Notícias, onde há um link para o curso em andamento desde que o site entrou no ar; Congressos e Eventos, onde são listados cursos a serem oferecidos em 2002, sem data prevista ou qualquer informação adicional; Formulário, onde a intenção era a de permitir ao usuário entrar em contato com a seção, mas o link não remete a nenhuma outra página ou formulário; Contatos, onde há o endereço, e-mail e telefone da ABRP/DF. Para piorar a situação, quando o usuário usa o telefone para receber alguma informação, uma gravação diz que o número desejado está temporariamente programado para não receber chamadas.

A página usa um domínio próprio, que poderia ser cedido para São Paulo ou Minas Gerais colocarem seus conteúdos, pois seria melhor contar com uma página que precisa de reparos do que uma totalmente abandonada.

As páginas das seções regionais da ABRP deveriam ser reformuladas para obter sucesso. De nada adianta colocar na Internet um site que não tenha a intenção de atrair mais usuários, o que acontece com os três sites ligados à Associação Brasileira. Exatamente por ser um órgão tão importante para a profissão, o cuidado com a divulgação da mesma é essencial.

Uma página na Internet passa a identidade da instituição através do monitor. Uma entidade grande e importante como é o caso, quando apresenta ao usuário um site mal formulado, sem compromisso com a qualidade, tem sua imagem comprometida. E não é disso que a profissão de Relações Públicas precisa. O mesmo vale para os sites do sistema CONFERP, que apesar de serem melhores em relação aos da ABRP, ainda podem melhorar e exibir um trabalho mais profissional.

5.6 Site SINPRORP

O Sindicato dos Profissionais Liberais de Relações Públicas de São Paulo existe desde 1988 e tem como finalidade “representar legalmente os profissionais de Relações Públicas perante autoridades administrativas e judiciárias.” Segundo texto do próprio site, “mais do que fiscalizar a profissão, o SINPRORP tem trabalhado no sentido de mostrar a importância das Relações Públicas para as organizações tanto como para a sociedade.” É a única entidade de classe a assumir a divulgação da profissão como objetivo de trabalho.

O site do SINPRORP já foi premiado pela ABRP pela contribuição do sindicato à difusão das Relações Públicas por meio da Internet. É um dos mais completos, sendo um exemplo para as outras entidades de classe que pretendam mostrar-se na Web, e até mesmo para os sites pessoais como o Mundo RP e Portal RP. O forte do site está em seu conteúdo, bom em quantidade e qualidade, e em constante atualização.

No menu da tela principal, existem várias opções para o usuário navegar. São tantas que somente serão descritas as mais importantes ou que ofereçam alguma novidade em relação aos outros sites analisados.

Uma das opções é “Relações Públicas”, muito boa para leigos, onde o usuário encontra informações sobre a profissão de forma bem objetiva, como a definição e as principais funções. A definição fornecida é de James Grunig, e as funções apresentadas são as definidas pelo Decreto n. 283, de 1969, que regulamentou a profissão. Isso não deixa dúvidas de que as informações dadas nessa seção são confiáveis.

Há também uma seção de “Atualizações”, onde o usuário pode saber o que e foi atualizado no site. Esse é um bom recurso para o navegante que visita a página freqüentemente, que pode guiar-se pelas atualizações para ter acesso a novos conteúdos sem ter que passar por todas as seções.

Na seção “Assessorias de RP”, estão disponíveis os endereços e informações para contato das empresas de assessoria em comunicação cadastradas nos CONRERPs. Assim, pode-se procurar pelas empresas separadas por estados. É uma seção boa tanto para os profissionais à procura de local para trabalho, quanto para contratantes interessados nos serviços oferecidos por essas assessorias. Ambos podem ter acesso a essas empresas com os dados fornecidos pelo site.

A seção intitulada “Clipping” é uma reunião de diversos artigos que se referem a Relações Públicas, comunicação e assuntos ligados à categoria. O usuário pode pesquisar os artigos separados por ano. Em 1999 são 31 artigos disponíveis. No ano de 2000, o número de artigos chegou a 102. Em 2001, a quantidade continuou aumentando. Foram 187 textos de autores diversos. Em 2002, o número era de 277 textos, até o mês de outubro. Em todos os anos, os textos tratam dos mais variados assuntos, constituindo-se assim, numa boa fonte de informações a respeito da comunicação e Relações Públicas.

 “Memória das Relações Públicas” é o título de outra seção do site. Nela, pode-se pesquisar textos de épocas passadas, como 1983/1985, com 25 artigos; 1986/1988, com 19 artigos; 1989/1991, com 7 artigos; e 1997, com um artigo do jornalista Paulo Nassar, publicado pelo jornal O Dia, onde era relatado o bom momento vivido pelas Relações Públicas na época. Apesar de serem poucos os textos disponibilizados, a seção merece destaque pela iniciativa de manter na memória artigos de outras épocas, que muitos profissionais e estudantes não tiveram acesso. Analisando os artigos, pode-se ter uma visão de como eram tratadas as Relações Públicas pela sociedade da época.

A seção “Notícias das Assessorias” reúne artigos informando o que acontece com as assessorias de Relações Públicas brasileiras. É um canal de informação para que os profissionais da área possam manter-se informados de como o mercado vem desenvolvendo-se, por meio do trabalho dessas empresas.

A seção “Estudantes” traz artigos que dizem respeito à vida do estudante de Relações Públicas. São abordados temas como estágio, programas de trainee, cursos e outros. Um espaço muito útil e não explorado nos outros sites, garantindo a visita constante dos futuros profissionais.

As demais seções, como “Livros”, “Links”, “Centro de Estudos” e “Jornais”, ajudam o SINPRORP a ter um dos melhores sites de Relações Públicas disponíveis hoje na Internet brasileira, sendo um exemplo para as outras entidades de classe e até mesmo para as páginas pessoais.

6 O E-MAIL COMO MEIO DE DIVULGAÇÃO

Com o surgimento da Internet, surgiu também uma outra forma de comunicação, através do e-mail, ou correio eletrônico.  Durante o ano de 2002, 31 bilhões de mensagens foram mandados através de e-mails. Para 2006, a expectativa é que esse número aumente para 60 bilhões. (Fonte: Nua.com). Cerca de 90% das pessoas que acessam a Internet o fazem com a intenção primária de ler e mandar e-mails. Atualmente, o correio eletrônico tornou-se parte da vida diária de vários brasileiros. Nos Estados Unidos, já é o segundo meio de comunicação preferido, perdendo apenas para o telefone. Rápido, barato e extremamente popular, o e-mail é considerado a ferramenta ideal para marketing digital.

Além de avaliar as páginas em si, foi levada em consideração também a eficiência do e-mail como ferramenta de diálogo. Mais do que lançar conteúdo na Internet, os sites devem dar a possibilidade do usuário interagir com o responsável pelo conteúdo da página ou um representante do mesmo. Assim, os sites deixam de ser meros  “depósitos de conteúdo” para se tornarem ambientes criadores de discussão.

No caso das páginas de Relações Públicas, devem realizar esforços para tornar a profissão conhecida dos usuários que não têm conhecimento da área. Essa educação do usuário, benéfica para a profissão, só ocorre através do diálogo, como diz Freire no livro "Extensão ou Comunicação". Diz o autor que “a educação é comunicação, é diálogo, na medida em que não é transferência de saber, mas um encontro de sujeitos interlocutores que buscam a significância dos significados”. Sendo assim, o meio mais propício para possibilitar o diálogo virtual é o e-mail.

Para avaliar de que maneira os sites de Relações Públicas estão utilizando o e-mail como ferramenta de divulgação a favor da profissão, a seguinte mensagem foi enviada aos sites escolhidos para serem avaliados: "Tenho uma dúvida e gostaria de saber de forma clara: afinal, o que é Relações Públicas?". Todos os sites avaliados receberam a mensagem.

A pergunta enviada parece ser simples, mas ao mesmo tempo, complicada. Simples pelo fato de se esperar que um órgão de classe ou uma pessoa responsável por uma página na Internet sobre Relações Públicas saibam responder exatamente seu objeto de estudo ou profissão. Porém, torna-se complicada à medida que cada órgão ou profissional tenta definir a profissão a sua maneira. Assim, a tarefa de esclarecer uma dúvida pode tornar-se difícil se várias definições diferentes forem apresentadas e ao invés de complementarem-se, divergirem.

O usuário que manda uma pergunta como essa provavelmente já ouviu falar sobre a profissão, mas ainda não sabe ao certo a limitação de suas atividades e o âmbito de atuação desse profissional. A palavra “afinal”, colocada antes da pergunta em si, passa a impressão de que a resposta já foi procurada, ou que os conceitos já recebidos não foram satisfatórios para sanar a dúvida existente. Além disso, não é possível saber, somente pelo conteúdo da mensagem, se o usuário está se referindo ao profissional de Relações Públicas - profissional, ou especificamente à profissão. Tudo isso exigia cuidado por parte do responsável por responder ao e-mail.

Para obter uma avaliação mais completa, foram levados em consideração, além da resposta em si, o fato da pessoa responsável pela resposta ser, ou não, um profissional de Relações Públicas; o tempo levado para enviar a resposta; a linguagem utilizada para responder a pergunta. Esses critérios são considerados essenciais para a satisfação do usuário que envia um e-mail esperando uma solução. Alguma dessas opções, se deixada de fora da resposta, pode pôr a perder todo a intenção em atender eficazmente ao remetente.

6.1 Resposta dos Sites

O site Mundo RP enviou a resposta no mesmo dia em que a recebeu. O próprio Rodrigo Cogo respondeu a pergunta, dizendo que ninguém consegue responder a questão com precisão. No entanto enviou uma definição de Relações Públicas de sua autoria, transcrita a seguir:

“Relacoes Publicas e´ uma especialidade da Comunicacao Social direcionada ao planejamento e gerenciamento de estrategias e taticas de informacao, articulando instrumentos impressos, eletronicos e relacionais com base na melhor adequacao entre objetivo da mensagem, linguagem, audiencia-alvo e meio de disseminacao. Com isto, busca expandir esta consciencia e responsabilidade entre todos os agentes da organizacao-cliente como condicao para construcao de boas marcas e idoneidades a partir da transparencia e da pertinencia de procedimentos”.

Apesar do ótimo tempo de resposta, a mensagem tem várias falhas de digitação, que podem por a perder o objetivo da mensagem se prejudicar seu entendimento. Além disso, a definição enviada é teórica demais. A linguagem leve do site poderia ser usada também num caso como esse, para facilitar o entendimento e assimilação por parte de quem enviou o e-mail e recebeu a resposta.

O CONRERP 1ª Região não tem página na Internet. Mesmo assim a pergunta foi enviada e respondida no dia seguinte de seu envio. Quem respondeu foi Mário Carlos, presidente desse regional.

“INFORMALMENTE,
RELACOES PUBLICAS E TUDO NA COMUNICACAO SOCIAL!!!!,
e o profissional mais completo , sem chatear os jornalistas,
mas se voce quer uma definicao didatica,
caia de cabeca nos livros e tire a sua opiniao...
afinal hoje em dia como tudo na vida
HA CONTROVERSIA.”

A resposta enviada chama a atenção por ter sido respondida pelo próprio presidente do CONRERP, mas o conteúdo foi informal por demais. No entanto, esse fato não pode ser levado em consideração, pois já havia conversado com Mário Carlos, o que o fez responder sabendo e